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Pedagiada "até ontem", ponte vai consumir mais R$ 11,7 milhões da Agesul

Cobrança ocorreu durante quase duas décadas, mas a ponte sobre o Rio Paraguai foi devolvida "detonada" ao Governo do Estado

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Pedagiada durante quase duas décadas sob o justificativa de que a cobrança era para bancar a manutenção, a ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, próximo a Corumbá, vai consumir pelo menos mais R$ 11,7 milhões dos cofres públicos estaduais. 

A cobrança de pedágio acabou em setembro de 2022, mas até agora a ponte instalada na rodovia federal segue sob responsabilidade do Governo Estadual, já que, por conta das más condições, o DNIT se recusa a receber a estrutura. 

Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu mais de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para uma reforma ampla e no pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego. Ela ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

Agora, conforme publicação do diário oficial do Estado desta quarta-feira (26), a Agesul lançou licitação prevendo investimento de até R$ 11.728.608,10 para  execução de obras de recuperação estruturais. A previsão é de que as propostas das empresas interessadas sejam abertas no dia 15 de dezembro. 

As obras, que devem ser iniciadas somente no segundo trimestre do próximo ano, devem custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastadas porque não receberam a devida manutenção. E é esta reforma que deve ser bancada agora com recursos públicos.

SEM EXPLICAÇÃO

Investimento público em uma ponte seria algo normal não fosse a cobrança de pedágio, feita até setembro de 2022. Pequena fatia da receita era repassada ao Estado e a única obrigação da empresa era fazer a manutenção da estrutura, que tem dois quilômetros e foi inaugurada em 2001.

Porém, em 15 de maio de 2023 a empresa Porto Morrinho encerrou o contrato e devolveu a ponte Poeta Manoel de Barros sem condições plenas de uso, embora tivesse faturamento milionário.

Em 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

No ano anterior, o faturamento médio mensal ficou em R$ 2,3 milhões. Conforme os dados oficiais, 622 mil veículos pagaram pedágio naquele ano. Grande parte deste fluxo é de caminhões transportando minério. A maior parte destes veículos têm nove eixos e por isso deixavam R$ 126,9 na ida e o mesmo valor na volta.

Esse contrato durou longos 14 anos, com início em dezembro de 2008, e rendeu em torno de R$ 430 milhões, levando em consideração o faturamento do último ano de concessão. 

Em março de 2017, a Porto Morrinho conseguiu um abatimento de 61% no valor da outorga. Na assinatura, em 22 de dezembro de 2008, o acordo previa repasse de 35%  do faturamento bruto obtido com a arrecadação tarifária estabelecida em sua proposta comercial. A partir de março de 2017, porém, este valor caiu para 13,7%. 

Se tivesse de repassar 35% dos R$ 2,6 milhões arrecadados por mês em 2022, a Porto Morrinho teria de pagar R$ 910 mil por mês ao Estado. Com a repactuação do contrato, porém, este valor caiu para a casa dos R$ 355 mil. Em ambos os casos os valores teriam alguma variação porque ainda seria necessário descontar impostos.

Ou seja, a repactuação garantiu R$ 555 mil mensais a mais aos cobres da concessionária, que mesmo assim não cumpriu com sua única obrigação, que era manter a ponte em condições de uso. 

E, mesmo depois de parar de cobrar pedágio, ela continuou cuidando da ponte, entre setembro de 2022 até maio de 2023.  Neste período, recebeu indenização milionária, de pouco mais de R$ 6 milhões. 

O pedágio acabou por causa do fim do acordo do governo estadual, que construiu a ponte, com o DNIT, já que a rodovia é federal. Porém, o governo federal só aceita receber a ponte depois que estiver em boas condições de uso. 
 

LOTERIA

Empresa paulista oferece repasse de 36% e sai na frente no 2° leilão da Lotesul

Prohards, empresa que lançou a melhor proposta, agora vai para a segunda fase (prova de conceito)

13/02/2026 12h00

sta deve ficar responsável pela loteria de Mato Grosso do Sul - FOTO: Gerson Oliveira

sta deve ficar responsável pela loteria de Mato Grosso do Sul - FOTO: Gerson Oliveira

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Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação LTDA deu o maior lance e ofereceu repasse de 36,11% ao Governo do Estado, no segundo leilão, realizado na manhã desta sexta-feira (13), referente ao pregão da Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul).

A convocação será publicada no Diário Oficial Eletrônico nos próximos dias. A licitante teve prioridade por ter feito a segunda melhor oferta no primeiro leilão. A partir de então, a empresa vai para a segunda fase do processo licitatório (prova de conceito).

A Prohards é uma empresa paulista, com sede em Rio Claro (SP). Foi fundada em maio de 2006 e é a mais consolidada no mercado de "jogatinas".

Presidida por José Carlos Baungartner, a empresa integra a World Lottery Consortium, maior associação de loterias do mundo, que reúne mais de 150 loterias de estados espalhadas por 80 países de cinco continentes. Atualmente, opera em loterias em cidades do Paraná (PR) e Mato Grosso (MT).

A Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas LTDA havia ganhado o primeiro leilão em 23 de janeiro, mas, foi reprovada na prova de conceito por falta de cofre de regulação (eletrônico), o que é uma exigência do Governo de MS para a Lotesul.

LEILÃO

O governo de MS está em busca de uma empresa especializada para implantação e operação de solução tecnológica (plataforma) que controle as atividades lotéricas, integrada com meios de pagamentos, para gerenciar e controlar as atividades e fluxo financeiro dos operadores lotéricos da loteria de MS, incluindo manutenção, customização e atualizações que se fizerem necessárias durante a vigência contratual, com entrega total do código-fonte e banco de dados ao final do contrato.

A primeira disputa pela Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul) ocorreu em 23 de janeiro no formato leilão, sendo a Lottopro vencedora, mas, foi desclassificada na segunda etapa do processo licitatório (prova de conceito), por não possuir cofre eletrônico.

A segunda disputa ocorreu em 13 de fevereiro de 2026, sendo a Prohards vencedora.

A estimativa é que o serviço deva render um faturamento anual de até R$ 1,4 milhão, apenas da estimativa da receita média anual constatada no edital ser de R$ 51,4 milhões.

Atualmente, a Lotesul é administrada pelo próprio Governo de Mato Grosso do Sul, através da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS).

A empresa que vencer a licitação para administrar a Lotesul poderá ter um faturamento anual bilionário, segundo estimativa macro feito pelo governo do Estado.

MATO GROSSO DO SUL

Carreta com gado tomba na BR-158 e motorista morre preso às ferragens

Acidente ocorreu na madrugada desta sexta-feira, em Três Lagoas; parte dos animais ficou solta na pista e Polícia Civil vai investigar as causas

13/02/2026 11h45

O condutor dirigia um caminhão Scania que tracionava uma carreta boiadeira carregada com gado

O condutor dirigia um caminhão Scania que tracionava uma carreta boiadeira carregada com gado Alfredo Neto/RCN 67.

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Um motorista de carreta morreu na madrugada desta sexta-feira (13) após o veículo que conduzia tombar na BR-158, no quilômetro 300, em Três Lagoas, região leste de Mato Grosso do Sul.

O condutor dirigia um caminhão Scania que tracionava uma carreta boiadeira carregada com gado. Conforme as primeiras informações, ao passar por uma curva à esquerda, o motorista teria perdido o controle da direção, e o conjunto acabou tombando às margens da rodovia.

Com o impacto, a cabine foi destruída e o motorista ficou preso às ferragens, morrendo ainda no local. Equipes do 5º Grupamento de Bombeiros Militar foram acionadas e constataram o óbito.

Parte dos animais transportados se espalhou pela pista, exigindo atenção redobrada de quem trafegava pelo trecho. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuou no controle do tráfego e na contenção do gado até que a situação fosse normalizada.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, e a Polícia Civil de Três Lagoas abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente.

De acordo com o portal RCN 67, o tombamento mobilizou equipes de segurança durante a madrugada e provocou interdição parcial da rodovia.

Especialistas apontam que veículos que transportam carga viva podem apresentar maior instabilidade, principalmente em curvas, devido ao deslocamento do peso. No entanto, apenas a perícia poderá confirmar o que levou à perda de controle do veículo.

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