Ministro dos Transportes afirmou que trecho de Terenos a Anastácio deve ser licitado entre o fim deste ano e o começo de 2027
A duplicação do trecho entre Campo Grande e Terenos da BR-262, que compreende a extensão de 42,6 quilômetros, não tem previsão de sair do papel, com projeto ainda sendo elaborado pela empresa contratada. Na mesma rodovia, trecho entre Terenos e Anastácio, superior a 100 km, deve receber duplicação em 2027.
Nesta sexta-feira, o ministro dos Transportes, George Santoro, visitou Mato Grosso do Sul para entregar a pavimentação do quarto lote da BR-419, em Aquidauana, e para visitar a obra da duplicação da BR-163, em Campo Grande.
No interior, Santoro anunciou que 105,7 km entre Terenos e Anastácio devem receber a nova pista em breve.
No portal do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), é possível verificar que as obras serão divididas em dois lotes. O primeiro, com extensão de 59,9 km, vai de Terenos a Dois Irmãos do Buriti, do km 383,9 ao km 443,8. Já o segundo lote vai de Dois Irmãos do Buriti até Anastácio, do km 443,8 ao km 489,6, com extensão de 45,8 km.
Ao Correio do Estado, o ministro confirmou que o projeto está perto de ser finalizado e deve ser licitado no fim deste ano. Ainda segundo ele, a previsão é de que as obras de um dos lotes comece no fim do primeiro semestre de 2027, enquanto o outro lote deve ficar para os últimos seis meses do ano que vem.
“A gente está falando de duplicar a BR-262 inteira, só que o primeiro trecho já está em andamento e no outro trecho serão dois lotes que a gente está acabando o projeto e vai licitar agora no fim do ano para começar um trecho já no fim do primeiro semestre e o segundo trecho ao longo do segundo semestre”, explica.
O primeiro trecho citado por Santoro, que está “em andamento”, é o que compreende os 42,6 km de Campo Grande a Terenos. Porém, de acordo com o portal do Dnit, o projeto ainda está sendo elaborado pela empresa Houer Engenharia Ltda., que foi contratada em julho do ano passado para executar os estudos, e ainda não tem previsão de sair do papel.
O contrato com a Houer vai até agosto de 2027. Caso o projeto seja finalizado apenas no segundo semestre do ano que vem, a tendência é que o lançamento da licitação ocorra meses depois e as obras comecem a ser executadas somente em 2028. Contudo, nenhum dos prazos foi oficializado pelo Dnit ou pelo ministro dos Transportes até o momento.
Para execução da obra de duplicação serão necessários em torno de R$ 200 milhões, uma vez que existe a necessidade de construção de viadutos e de pontes sobre os córregos Anhanduizinho e Imbirussu, entre outros.
A BR-262 em Mato Grosso do Sul liga a divisa com São Paulo (em Três Lagoas) até a fronteira com a Bolívia (em Corumbá), com extensão total de cerca de 783 km no Estado.
Trecho dela, entre Campo Grande e Três Lagoas, integra a Rota da Celulose, assinado em fevereiro deste ano com o Consórcio Caminhos da Celulose. Com contrato de 30 anos, abrange 870,3 km de várias rodovias e prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos totais de melhorias e operação.
SUSPENSÃO
Vale lembrar que, em janeiro de 2025, cerca de um mês depois de ser anunciada, a licitação para contratação do projeto executivo para a duplicação da BR-262, entre a Capital e Terenos, foi suspensa por tempo indeterminado pelo Dnit.
Inicialmente prevista para ser aberta em 12 de fevereiro do mesmo ano, a autarquia federal disse que a suspensão ocorreu para correção do edital original. Pouco tempo depois, em abril, o edital foi republicado e conseguiu ser licitado.
ACIDENTES
Conforme matéria do Correio do Estado, de janeiro a novembro de 2025, a BR-262 registrou 266 acidentes e 34 óbitos em Mato Grosso do Sul, número semelhante ao registrado em 2024, quando foram 307 colisões e 33 mortes.
Os números ficaram atrás da BR-163, que registrou 702 acidentes e 42 óbitos em 2025 e 783 colisões e 63 mortes em 2024. A BR-163 corta Mato Grosso do Sul de norte a sul. Tem 845,4 km de extensão e cruza 21 cidades, entre elas, Dourados e Campo Grande.