Cidades

Sordidum e Prime

PF derruba mega esquema que transportou seis toneladas de cocaína

Operações acontecem em outros 10 estados além de Mato Grosso do Sul, em esquema com doleiros, "laranjas" e empresas de fachada

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul e outros 10 Estados da Federação estão na mira da Polícia Federal, em combate a quadrilha que, durante três anos, transportou seis toneladas de cocaína em um esquema envolvendo empresas de fachada, doleiros e laranjas, suspeita de "alimentar" a América Central. 

Operações nacionais, a Sordidum e Prime tem o mesmo objetivo: combate a organizações criminosas especializadas no tráfico internacional de drogas e armas. 

Além disso, os investigados são suspeitos de incorrer em uma série de outros crimes, como evasão de divisas, tortura, falsificação de documentos públicos e mais, devido às práticas que ligavam essa "teia criminosa". 

Segundo a Polícia Federal, além de Mato Grosso do Sul, os mandados são cumpridos em: 

  • Alagoas,
  • Bahia,
  • Goiás,
  • Mato Grosso,
  • Pará,
  • Paraná,
  • Rio de Janeiro,
  • Santa Catarina,
  • Paraíba e
  • São Paulo

Sem que a Polícia Federal especifique os alvos, os mandados em Mato Grosso do Sul, conforme apuração de portais locais, concentram-se em pontos conhecidos como rota do tráfico, como os municípios de Dourados e Ponta Porã. 

Conforme lista a PF, são 64 mandados de busca e apreensão, mais 25 de prisão preventiva, 11 para encarceramento temporário, além do bloqueio de bens e valores mirando ao menos 80 pessoas e empresas envolvidas, bem como sequestro de cerca de 90 imóveis identificados.

Esquema

Ainda conforme a Polícia Federal, as ações criminosas pelos 11 Estados eram favorecidas por um emaranhado de ligações pessoais. 

A PF aponta a utilização de doleiros atuantes na fronteira do Brasil com países vizinhos, citada também que algumas empresas de fachada foram criadas, bem como negócios dissimulados e pessoas interpostas, com intuito tanto para movimentar quanto mascarar os valores e bens adquiridos pelo grupo. 

Conforme a lista de municípios alvo, divulgada pela PF, em Mato Grosso do Sul as ações pelas operações Sordidum e Prime ficaram focadas em Bonito, Caarapó, Dourados e Ponta Porã. 

Entre as apreensões locais se destacam caminhões; joias e dinheiro, além de veículos de luxo, como aponta o portal local Dourados News, que cita entre os alvos itens das empresas: Referência Incorporadora; Primeira Linha Acabamentos, Focco Imobiliária e Efraim Incoorporadora. 
**(Matéria editada às 12h28 para acréscimo de informação)

   

Assine o Correio do Estado

TEMPORAL

Árvore cai na BR-262 e quase atinge caminhão durante temporal

Queda de árvores provocou interdições em diferentes pontos da rodovia, entre Terenos, Aquidauana e Anastácio

03/11/2026 08h45

Árvore de grande porte caiu sobre a BR-262, em Anastácio, e quase atingiu caminhão que trafegava pela rodovia

Árvore de grande porte caiu sobre a BR-262, em Anastácio, e quase atingiu caminhão que trafegava pela rodovia Reprodução/Aquidauana News

Continue Lendo...

Fortes rajadas de vento provocaram a queda de árvores em diferentes trechos da BR-262, entre os municípios de Terenos, Aquidauana e Anastácio, em Mato Grosso do Sul. Em um dos pontos atingidos, uma árvore de grande porte caiu sobre a pista e quase atingiu um caminhão que passava pelo local. 

O incidente ocorreu nas proximidades do Pesqueiro 110, em Anastácio, e foi registrado em vídeo. As imagens mostram a árvore caída sobre a rodovia, após passar muito perto do veículo de carga.

De acordo com o portal Aquidauana News, que recebeu as imagens do ocorrido, o tamanho da árvore exigiu a interdição da pista para a retirada dos galhos e a liberação do tráfego.

Além desse trecho, outros pontos da BR-262 também foram afetados pela força dos ventos, que derrubaram árvores sobre a pista e comprometeram a circulação de veículos.

Há relatos de interdições em diferentes pontos da rodovia, especialmente no trecho que liga Terenos, Aquidauana e Anastácio. A situação exige atenção dos condutores, diante do risco de novos obstáculos na pista.

Motoristas que precisam trafegar pela região devem reduzir a velocidade, manter distância segura dos demais veículos e, se possível, evitar os trechos afetados até a normalização do trânsito.

Até o momento, não há informações sobre feridos em decorrência da queda das árvores.

Veja vídeo:

loteria

Continuidade da Lotesul depende de medida provisória que barrou bets

Governo avalia sequência do processo licitatório após o governo federal proibir apostas esportivas

03/11/2026 08h30

Sites de empresas de jogos on-line estão fora do ar no Brasil

Sites de empresas de jogos on-line estão fora do ar no Brasil Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

O governo do Estado avalia os próximos passos da Loteria Esportiva de Mato Grosso do Sul (Lotesul), após a medida provisória (MP) editada pelo governo federal no dia 25 de setembro que proibiu apostas esportivas e jogos on-line em ambientes físicos e virtuais em todo o Brasil.

Segundo a MP, essa proibição se aplica também às concessões e às autorizações estaduais e distritais, por isso, o governo do Estado afirmou, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que o andamento das próximas etapas depende das “repercussões” da medida provisória.

“A definição dos próximos encaminhamentos do certame depende, também, da avaliação das repercussões da Medida Provisória nº 1.394/2026. A contratação em andamento tem como objeto a estrutura tecnológica de gestão da loteria. A operação lotérica, à qual poderá influir impactos da MP, será tratada em processo específico, no qual serão estabelecidas as condições de funcionamento”, disse a Sefaz, em nota.

“Nesse contexto, a Sefaz analisa os efeitos da norma vigente e acompanha sua tramitação no Congresso Nacional, de modo a assegurar que o prosseguimento do processo observe a legislação aplicável, a segurança jurídica e o interesse público. Considerando esse cenário e as definições operacionais ainda pendentes, a Sefaz entende que é prematuro antecipar conclusões sobre a extensão dos impactos na futura operação da Lotesul”, completou a secretaria.

Segundo a Sefaz, neste momento, o processo de licitação para contratação da plataforma de gestão da Lotesul se encontra em tramitação, aguardando deliberação sobre a homologação do resultado. 

Essa licitação, que ocorreu no dia 13 de fevereiro deste ano, declarou como vencedora a empresa Dodmax Tecnologia S.A., no dia 10 de maio, após ela ser aprovada na prova de conceito do certame, etapa que já havia reprovado outras três concorrentes.

A Dodmax Tecnologia venceu a licitação após propor ficar com 69% da arrecadação para operar a Lotesul, porém, a empresa que ofereceu ficar com a menor fatia dos resultados da Lotesul havia sido a Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda., que deu o lance de 64%.

A vencedora tem sede em Campo Grande e é comandada pelo pecuarista Mauro Luiz Barbosa Dodero.

Matéria do Correio do Estado mostrou que o pecuarista, que é primeiro-tesoureiro da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), historicamente teve ligação com a família Name, que, por sua vez, é conhecida por conta de sua atuação no jogo do bicho e em sorteios eletrônicos promovidos pela televisão.

A Dodmax foi criada em 2024, já em meio às tratativas para a realização do leilão da Lotesul, e era a única empresa local que disputava com grupos de outros estados.

CONSÓRCIO

Após a vitória da Dodmax, a empresa fez um pedido ao governo do Estado para que a operação fosse realizada em parceria com outra empresa, a PayBrokers Loterias Ltda., o que foi aceito pela Sefaz.
O pedido foi feito três dias depois da aprovação da empresa na prova de conceito.

Matéria do Correio do Estado mostra que, conforme o site de compras estadual, a empresa sul-mato-grossense oficializou um pedido para constituir um consórcio com a PayBrokers.

Depois de consulta no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) e no Tribunal de Contas da União (TCU), o pregoeiro confirmou que “não foram encontradas sanções que pudessem impedir a participação no certame ou a futura contratação” e seguiu a análise dos documentos para habilitação.

Contudo, matérias do Correio do Estado já haviam mostrado que a reputação da PayBrokers acumulava algumas polêmicas. 

Em abril do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) suspendeu a licitação para atender a dois pedidos de impugnação, enviados por Jamil Name Filho, o Jamilzinho, e pela empresa Criativa Technology, de Dourados, da família Razuk.

Na argumentação, ambos os lados citaram que o edital continha “indícios de direcionamento do certame, em virtude de condições incomuns e injustificadas”, como se fosse um jogo de cartas marcadas. Ainda segundo os pedidos, a empresa que estaria sendo favorecida era a PayBrokers.

Uma outra polêmica envolvendo a empresa paranaense é que, em 2024, ela foi alvo de operação da Polícia Civil de Pernambuco, em investigação sobre a atuação de jogos de azar por meio de bets legalizadas no Brasil.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).