Por cinco a zero, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, nesta quarta-feira, 26, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A sessão neste segundo dia começou às 9h50. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou para tornar réus os oito acusados. Ele foi seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado.
As duas primeiras sessões sobre o caso foram realizadas nesta terça-feira, 25. Na primeira, Moraes leu o relatório com os principais pontos da denúncia e das defesas dos acusados.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi o primeiro a apresentar seus argumentos aos ministros, e defendeu que a denúncia seja recebida contra todos os acusados. Em seguida, as defesas pediram o arquivamento do caso.
Na sessão da tarde, os ministros da Primeira Turma rejeitaram, uma a uma, as objeções preliminares levantadas pelas defesas. Com base em argumentos técnicos sobre supostos “vícios” formais no andamento da investigação, os advogados tentavam encerrar prematuramente o inquérito.
A votação da denúncia na Primeira Turma do STF coloca o ex-presidente Jair Bolsonaro e os generais que estavam com ele no governo no banco dos réus. Impõe aos oito denunciados o peso da lei e a obrigação de ter que se defender da acusação de tentativa de golpe.
Mas no campo político, o ex-presidente ainda tem uma avenida com passe livre. Pode insistir em ser candidato, mesmo inelegível, posar de injustiçado e se fazer um dos protagonistas da eleição de 2026 ainda que, ao final, não possa ele mesmo ser o candidato.
(Informações da Agência Estado)