Economia

RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS

Prefeitura ultrapassa meta e arrecada R$ 53 milhões com o Refis

Programa que ofereceu desconto de até 90% nos juros de dívidas terminou na sexta-feira

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A Prefeitura de Campo Grande arrecadou R$ 53 milhões no Programa de Pagamento Incentivado (PPI), conhecido como Refis, que terminou na última sexta-feira (22). A meta era arrecadar entre R$ 45 milhões e R$ 50 milhões.

De acordo com a Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), apenas no último dia do programa, foi arrecadado cerca de R$ 14 milhões.

Do montante total, mais de 48 milhões foram somente de débitos imobiliários (IPTU).

A Sefin informou ainda que foram mais de 14 mil atendimentos presenciais e 46 mil online, entre os dias 13 de novembro e 22 de dezembro.

O programa ofereceu descontos de até 90% para quem tinha débitos com o município de Campo Grande.

O Refis possibilita aos contribuintes o parcelamento e a quitação, com desconto, de débitos inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou não e com exigibilidade suspensa ou não para pessoas físicas ou jurídicas, a fim de garantir a remissão de dívidas de tributos municipais.

Os principais impostos negociados são o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS ou ISSQN) e o Imposto sobre Transmissão de Bens Móveis (ITBI), além de algumas multas.

Não foram inclusos no Refis os débitos referentes às multas de trânsito e ambientais. 

Este foi a segunda edição do Refis neste ano, que não será prorrogado. A primeira edição atingiu a marca de R$ 64 milhões arrecadados, entre os meses de julho e agosto. 

LOTERIAS

Resultado da Quina de hoje, concurso 7058, segunda-feira (06/07)

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

06/07/2026 20h02

Confira o resultado da Quina

Confira o resultado da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 7058 da Quina na noite desta segunda-feira, 6 de julho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 6 milhões.

Confira o resultado da Quina de hoje!

Os números da Quina 7058 são:

  • 27 - 26 - 66 - 08 - 79

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 7059

O próximo sorteio ocorre na terça-feira, 7 de julho, a partir das 21 horas, pelo concurso 7059. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 2,50.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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Responsabilidade Ambiental

Pecuária sustentável do Pantanal supera 85 mil abates e movimenta R$ 11,2 milhões

Programa coordenado pela ABPO amplia adesão de produtores, mantém mais de 97% de conformidade ambiental e reforça protagonismo do Pantanal na produção sustentável de carne durante debate no Pantanal Tech 2026.

06/07/2026 19h32

Foto: Agro Agência

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O avanço da pecuária sustentável no Pantanal de Mato Grosso do Sul tem consolidado o Estado como uma das principais referências nacionais na produção de carne com responsabilidade ambiental.

Coordenado pela Associação Pantaneira de Carne Orgânica (ABPO), o Programa Carne Sustentável/MS do Pantanal atingiu a marca de 85 mil animais abatidos até maio de 2026, resultado que demonstra a expansão da adesão dos produtores rurais e o fortalecimento de um modelo que alia conservação do bioma, rastreabilidade e geração de renda.

Os novos indicadores divulgados pela ABPO mostram que o programa reúne atualmente 141 propriedades rurais cadastradas e aprovadas, além de 63 profissionais habilitados para atuar como Responsáveis Técnicos (RTs), garantindo o acompanhamento dos protocolos de produção exigidos pela iniciativa.

Os números também evidenciam um elevado índice de conformidade ambiental e produtiva. No balanço consolidado do primeiro trimestre deste ano, quando haviam sido registrados 78.653 animais abatidos, 97,66% atenderam integralmente aos critérios do programa e receberam incentivos financeiros destinados aos produtores.

Ao todo, foram repassados R$ 11.291.666,72 em bonificações, recursos destinados diretamente às propriedades participantes como forma de incentivar práticas sustentáveis e agregar valor à produção pantaneira.

A operação também gerou R$ 1.130.191,66 em taxa de coordenação para manutenção e desenvolvimento do programa.

Segundo o diretor executivo da ABPO, Guilherme Oliveira, o crescimento dos indicadores comprova a consolidação da iniciativa e evidencia que a sustentabilidade passou a representar um diferencial competitivo para a pecuária do Pantanal.

"Alcançar a marca de 85 mil abates até maio e manter um índice de conformidade superior a 97% prova a maturidade do produtor pantaneiro e a eficiência do nosso manejo. Esses resultados demonstram que a sustentabilidade no Pantanal gera valor real e mensurável, unindo a preservação rigorosa do bioma com o fortalecimento econômico da nossa pecuária", afirmou.

Produção sustentável lidera movimentação econômica

A modalidade Carne Sustentável respondeu pela maior parte da produção certificada. Somente essa categoria contabilizou mais de 80 mil animais abatidos e movimentou aproximadamente R$ 11,13 milhões em incentivos financeiros, com bonificação média de R$ 146,56 por animal.

Já a categoria Carne Orgânica, voltada a mercados de maior valor agregado e submetida a critérios ainda mais rigorosos de manejo e certificação, registrou o abate de 847 animais. Os produtores receberam R$ 154.142,37 em incentivos, o equivalente a uma média de R$ 190,77 por cabeça.

Além de estimular práticas ambientalmente responsáveis, o programa busca ampliar a competitividade da carne produzida no Pantanal, agregando valor ao produto e fortalecendo o acesso a mercados que exigem comprovação de sustentabilidade.

Sustentabilidade domina debates no Pantanal Tech

Os resultados do programa também foram um dos principais temas debatidos durante o Fórum da Pecuária Sustentável, realizado dentro da programação do Pantanal Tech 2026, em Aquidauana.

O encontro reuniu representantes do setor produtivo, pesquisadores, universidades e integrantes do poder público para discutir políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pecuária pantaneira, segurança jurídica no campo e mecanismos para ampliar a preservação ambiental sem comprometer a produção.

Durante o evento, o diretor executivo do Instituto Taquari Vivo (ITV), Renato Roscoe, defendeu que o debate sobre preservação ambiental precisa considerar as particularidades do Pantanal e do Cerrado, diferenciando essas regiões dos focos de desmatamento ilegal registrados em outras áreas do país.

"Temos que resolver a questão fundiária no país e a segurança jurídica. Se a gente não fizer isso, nós não vamos resolver o desmatamento ilegal. Porque o desmatamento ilegal acontece não é em propriedade que o produtor tem o CPF dele em jogo. É em áreas de ocupação, em áreas devolutas", afirmou.

Roscoe também destacou a transformação da pecuária sul-mato-grossense nas últimas décadas, ressaltando o aumento da produtividade sem necessidade de expansão das áreas de pastagem.

"Me fale onde, no mundo, aconteceu uma absorção de 5 milhões de hectares de pastagens utilizadas abaixo do seu potencial sendo convertidas em sistemas mais produtivos, saindo da pecuária, e ainda assim a produção de carne aumentou. Na história, eu não conheço", declarou.

Aproximação entre campo e cidade

Outro ponto destacado durante o fórum foi a importância de aproximar a população urbana da realidade vivida pelos produtores rurais e das práticas sustentáveis desenvolvidas no Pantanal.

O produtor rural Leonardo de Barros avaliou que o evento cumpre um papel estratégico ao reunir universidades, pesquisadores, empresas, comunidades pantaneiras e representantes do poder público em um mesmo ambiente de diálogo.

"Nós estamos falando da academia, universidade, empresas, a comunidade pantaneira e o público urbano. Então é um fórum extremamente importante para as pessoas conhecerem a realidade do Pantanal, para que a gente possa falar sobre as nossas dificuldades. E o poder público está aqui dentro, então é extremamente importante", ressaltou.

Com a ampliação do número de propriedades participantes, elevados índices de conformidade ambiental e crescimento contínuo da produção certificada, o Programa Carne Sustentável/MS do Pantanal reforça a estratégia de consolidar Mato Grosso do Sul como referência nacional na produção de carne de alto valor agregado, conciliando preservação ambiental, desenvolvimento econômico e fortalecimento da pecuária pantaneira.

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