Cidades

DESVIO DE RECURSOS

Presidente e dois conselheiros são afastados do Tribunal de Contas por fraude em licitações

Iran Coelho das Neves, Waldir Neves Barbosa e Ronaldo Chadid são três dos sete que compõem o corpo do Tribunal

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Por esquema de licitação fraudulenta, o presidente no Tribunal de Contas (TCE-MS), Iran Coelho das Neves, assim como outros dois conselheiros, Waldir Neves Barbosa e Ronaldo Chadid foram afastados, em ação da Receita e Polícia Federais, além da Controladoria Geral da União, na manhã desta quarta-feira (08). 

Conforme a Receita Federal, essa operação foi batizada de Terceirização de Ouro, e tem como foco desmantelar uma organização criminosa, que envolve servidores públicos investigados por desvio de recursos públicos, direcionando contratos e através de processos licitatórios fraudulentos. 

Bacharel em Direito e Ciências econômicas, Iran foi nomeado como Conselheiro do Tribunal ainda em julho de 2009, passando pelos cargos de Diretor Geral da Escola Superior de Controle Externo (Escoex); vice-presidência e corregedoria-geral. 

Waldir, que atualmente também é monitorado por tornozeleira eletrônica, atuava como diretor-geral da Escoex, sendo empossado como conselheiro junto com Iran Coelho.

Enquanto Ronaldo Chadid é o atual corregedor-geral no TCE-MS, que tomou posse três anos após os companheiros, em fevereiro de 2012.  

Entenda

Todo o esquema envolvia uma empresa que apresentava um processo licitatório fraudulento, que por sua vez era direcionado por servidores internos, que o transformavam num contrato de prestação de serviço de informática para o desvio de recursos públicos. 

Segundo investigação da Receita e PF, esses desvios eram direcionados tanto para os servidores, quanto para a empresa vencedora, mas deixando ainda uma parte com pessoas físicas e jurídicas ligadas à empresa vencedora. 

Conforme a investigação, a velocidade incomum para as tramitações, uma exigencia por qualificação técnica desnecessária, além de uma contratação de serviços completamente diferente em um mesmo certame, além de falsificações, são algumas das estratégias que os investigados utilizavam. 

 

Houve também quebra de sigilos, bancários, fiscais e telemáticos, que levantou diversos dados importantes para entender o esquema. 

"Os valores foram creditados em contas de outras pessoas jurídicas, porém, sem quaisquer contrapartidas fiscais que pudessem justificar tais depósitos. A ocultação do destinatário desses valores foi facilitada pela realização de saques em espécie sem a rastreabilidade dos favorecidos, dificultando a identificação do caminho do dinheiro", explica o material da Receita.

Importante destacar que, além de Campo Grande, a operação acontece também em Brasília (DF); Miracema (RJ); São Paulo (SP); e Porto Alegre (RS), sendo expedidos 28 mandados de Busca e Apreensão, cinco afastamentos e o mesmo número de monitoramentos por tornozeleira eletrônica. 

 

 

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Boletim Epidemiológico

MS registra mais de 10 mil casos confirmados de chikungunya e 30 mortes

Dourados, Bonito, Jardim e outras cidades estão entre os municípios com óbitos registrados pela doença

20/08/2026 11h30

Chikungunya e dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti (acima)

Chikungunya e dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti (acima) Foto: Pixabay

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A Secretaria de Estado de Saúde (SED) publicou os dados do Boletim Epidemiológico, referente à 32ª semana epidemiológica. O levantamento atualizado mostra que Mato Grosso do Sul já registrou 12.663 possíveis casos de chikungunya, sendo 10.041 já confirmados. 

Dentre todos os casos já confirmados, foram registradas também 30 mortes em decorrência da chikungunya. As cidades do estado que registraram óbitos foram, Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. 

Dos 30 óbitos, um ainda permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

Além dos casos de chikungunya, o Estado também acumula cerca de 4.667 possíveis casos, sendo 1.978 confirmados. Dentre os casos registrados, foi confirmado uma morte pela doença, no município de Bonito. 

Nos últimos 14 dias Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul, Bataguassu, Bonito, Coxim, Três Lagoas e Dourados registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Visando o combate a dengue, Mato Grosso do Sul recebeu cerca de 241.030 doses da vacina contra a dengue e já registra mais de 220 mil doses aplicadas.

A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

anfer

Após disputa mínima, empreiteira vence licitação de R$ 57,5 milhões

Deságio para implantação de avenida que servirá como novo acesso às Moreninhas, em Campo Grande, ficou abaixo de 1%

20/08/2026 11h30

Primeira etapa da obra do chamado novo acesso às Moreninhas está concluída faz cerca de dois anos, mas acaba numa pastagem

Primeira etapa da obra do chamado novo acesso às Moreninhas está concluída faz cerca de dois anos, mas acaba numa pastagem

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Responsável pela execução da primeira etapa, a empreiteira Anfer tende a ser declarada vencedora, nesta sexta-feira (21), da segunda parte da obra do chamado novo acesso às Moreninhas, um projeto que vai consumir mais de R$ 57 milhões dos cofres estaduais.

Publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quinta-feira (20) informa que na sexta-feira será reaberta a sessão da licitação que já definiu a Anfer como a empreiteira como aquela que apresentou a melhor oferta financeira, oferecendo desconto de apenas 0,8% sobre o valor máximo que havia sido estipulado pela Agesul.

Para implantação da nova avenida, onde será construída também uma ponte, a Agesul estava disposta a pagar R$ 57,980 milhões. Após nove minutos e seis lances, a disputa entre as quatro empreiteiras acabou e a melhor proposta reduziu o valor da obra para R$ 57,513 milhões.

Para efeito de comparação, a disputa de preços em uma licitação da prefeitura de Campo Grande para contratação de empresa para fazer limpeza em postos de saúde se estendeu ao longo de nove horas e teve mais de 800 lances em março deste ano. Ao final do certame, o deságio chegou a quase 21%.

No caso do pregão para escolha da Anfer, porém, a disputa praticamente inexistiu. Das quatro empreiteiras que chegaram a apresentar proposta financeira, uma nem mesmo ofereceu desconto sobre o valor máximo. Uma ofereceu deságio de R$ 58 mil e a outra, de R$ 409 mil. A vencedora reduziu a pedida em R$ 467 mil, representando menos de 1% sobre o valor máximo.

PRIMEIRA FASE

Iniciadas em dezembro de 2022 e concluídas há quase dois anos, as obras de pavimentação, drenagem, recapeamento de asfalto, construção de ponte e ciclovias da primeira etapa consumiram em torno de R$ 54 milhões.

Além disso, quase R$ 16 milhões foram destinados à desapropriação de imóveis ao longo do percurso onde esta segunda etapa será instalada. 

Em 2023, quando chegou a ser lançado um edital para esta fase cuja disputa deve ser encerrada nesta sexta-feira, o valor foi estimado em R$ 32 milhões.

Esta segunda etapa começa a partir do final da Avenida Rita Vieira (na Avenida Guaicurus), percorre em torno de dez quadras a Rua Salomão Abdala, na região do Bairro Itamaracá, e depois mais de dois quilômetros em meio a uma região desabitada até chegar à Avenida Alto da Serra, nas Moreninhas. 

Para implantação desta avenida foi necessário desapropriar total ou parcialmente 52 imóveis na região. As indenizações foram bancadas pelo Governo do Estado e alguns dos proprietários ainda contestam os valores das indenizações na Justiça. 

Com a nova avenida, proprietários de glebas existentes na região serão beneficiados pela valorização dos terrenos. Entre eles estão donos da própria Construtora Anfer, que aparecem como donos de imóveis nas imediações da nova avenida. 

O objetivo deste novo acesso às Moreninhas, segundo o Governo do Estado, é criar uma alternativa de ligação entre aquela região da cidade com a parte central, desafogando o tráfego em avenidas como a Guaicurus, Costa e Silva, Gury Marques e Eduardo Elias Zahran.

Inicialmente, a primeira etapa foi licitada por R$ 41,33 milhões. Mas, com os aditivos e inclusão de recapeamento de novas ruas, o valor chegou a quase R$ 54 milhões. 

Nesta segunda etapa, um dos maiores valores será destinado à construção de uma ponte sobre o Córrego Lageado, de 23,5 metros. Na primeira etapa já foi construída outra ponte, mas sobre o Córrego Poção, que logo depois desemboca no Lageado. 

Primeira etapa da obra do chamado novo acesso às Moreninhas está concluída faz cerca de dois anos, mas acaba numa pastagemTraçado destacado em azul servirá como via do chamado novo acesso à região das Moreninhas, sul de Campo Grande

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