Cidades

"REFÉNS DA CHUVARADA"

Rua desnivelada abre cratera e faz água da chuva invadir casas no Jardim Noroeste

Em trecho da rua Atibaia, entre Frei Caneca e Flores da Cunha, pelo menos três casas são alvos constante e moradores já perderam de alimento a roupas

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Moradores do Jardim Noroeste se dizem cansados do constante problema que enfrentam toda vez que chove, já que a rua desnivelada faz com que a enxurrada invada suas casas, alagando cômodos e deixando prejuízos que vão de alimentos comprados até roupas. 

Conforme os populares, o problema da Atibaia começou ainda em 2018, quando um vizinho antigo morador usou cascalho para elevar rua, deixando mais alto que o nível das casas. 

"Então quando chove temos esse problema com a questão da água, que sai da rua e entra nas nossas casas, invadindo, destruindo móveis, acabando com tudo o que a gente tem", confirma um dos prejudicados.

Ainda, ele dize que foi feita a solicitação para o patrolamento, com a intenção de rebaixar o nível da rua, porém sem retorno até o momento. 

Veja registro de moradores das chuvas de 2023: 

Em visita ao local na última sexta-feira (10), a equipe do Correio do Estado constatou a presença do desnível na via e, inclusive, a presença de uma cratera com mais de 50 metros de comprimento, que impossibilita a travessia de veículos. 

Desesperados por perderem móveis; roupas e alimentos comprados pela água que invade suas casas, os moradores ressaltam o pedido de urgência pelo rebaixamento, como frisa Juliano D Avila, de 21 anos. 

Na região há pelo menos 18 anos, Juliano lista que os problemas do Noroeste e outros bairros próximos vão muito além. 

"Até crateras enormes se abrem nas ruas, como valas. Tem esgoto a céu aberto, é uma água fedorenta que há pelo menos 20 anos que escorre na rua, imagine os moradores que moram nessa rua e os que moram próximo", comenta ele. 

Claudiceia, de 33 anos, é outra moradora que está lutando como pode para lidar com a situação, aterrando o local com recursos próprios. 

"Para ver se fica um pouco mais alto que a rua. Mesmo eu aumentando a beirada do meu portão, a água ainda vem. Tentei fazer barreira, mas se chover mais forte não tem jeito, a ideia era não ultrapassar do quintal para dentro, que se inundar lá fora está bom, o problema quando vem toda a sujeira para dentro de casa, eu tenho criança e precisa de uma segurança", completa ela. 

 

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Lei Felca

Escolas de MS terão 6 meses para se adequar a novas regras de proteção de dados e uso de câmeras

Norma abarca diretrizes sobre privacidade e segurança de crianças e adolescentes nas escolas públicas e privadas

14/05/2026 14h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Em atendimento às diretrizes estabelecidas pela "Lei Felca", o Sistema Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul passará a adotar regras mais rígidas para proteção de dados pessoais, privacidade e segurança de crianças e adolescentes nas escolas públicas e privadas.

A nova deliberação do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (14) e estabelece limites para videomonitoramento, reconhecimento facial, biometria e uso de informações estudantis em escolas públicas e privadas do Estado.

A norma atende a Lei nº 15.211, de 17 de setembro de 2025 e determina que todas as instituições de ensino terão prazo de 180 dias para adequar regimentos internos, contratos, políticas administrativas, formulários de matrícula e práticas pedagógicas às novas exigências.

De acordo com a presidente do Conselho Estadual de Educação, Ceci Corrêa Neres, a medida caracteriza Mato Grosso do Sul como primeira federação do país a aderir as novas diretrizes, regulamentadas em março último. 

"Fomos o primeiro conselho do Brasil a regulamentar as diretrizes. Fizemos isso em função de preservar o direito das crianças e adolescentes, preservar e prevenir os direitos inclusive no entorno dessa exposição virtual", destacou ao Correio do Estado. 

Entre os principais pontos da regulamentação está a proibição da instalação de câmeras em salas de aula, salas de professores, banheiros, vestiários e demais ambientes de acesso restrito. O texto reforça a aplicação da Lei Estadual nº 3.946/2010, que já vedava monitoramento nesses espaços.

Pelas novas diretrizes, câmeras poderão ser utilizadas apenas em áreas como portarias, acessos, corredores, perímetros externos e espaços comuns, desde que exista justificativa específica de segurança, controle de acesso às imagens, aviso ostensivo de monitoramento e retenção limitada das gravações.

A deliberação também impede que o videomonitoramento seja usado como ferramenta de controle pedagógico, avaliação de professores ou fiscalização permanente do comportamento dos estudantes.

Outro ponto considerado sensível é o uso de reconhecimento facial, biometria e outras tecnologias de identificação automatizada. A norma estabelece que essas ferramentas somente poderão ser adotadas em caráter excepcional e mediante comprovação de necessidade, proporcionalidade e inexistência de alternativas menos invasivas.

O texto ainda proíbe a utilização de dados de estudantes para fins comerciais. Escolas e empresas parceiras ficam impedidas de vender, compartilhar ou monetizar informações pessoais de alunos para publicidade, segmentação mercadológica ou perfilamento de consumo.

As instituições também passam a ter obrigação de conhecer detalhadamente o funcionamento das plataformas digitais contratadas, incluindo quais dados são coletados, onde são armazenados e com quem são compartilhados.

A regulamentação prevê ainda que o compartilhamento de informações estudantis com órgãos como Conselho Tutelar, Ministério Público, autoridades policiais ou serviços de saúde só poderá ocorrer em situações de risco concreto, violência ou necessidade de proteção integral do estudante.

No entendimento do Conselho Estadual de Educação, a medida busca alinhar o ambiente escolar às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e fortalecer a proteção de crianças, adolescentes e jovens diante do avanço das tecnologias de vigilância e coleta de dados no ambiente educacional.

Durante o período de adaptação, as instituições deverão implementar medidas progressivas para garantir conformidade com as novas regras.

Lei Felca 

A Lei nº 15.211/2025, popularmente conhecida como Lei Felca ou Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA Digital), entrou em vigor em 17 de março deste ano. 

Marco para a defesa dos menores de 18 anos no ambiente virtual, o ECA Digital obriga as empresas de tecnologia da informação a remover imediatamente conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil com notificação às autoridades, além da adoção de ferramentas de controle parental e verificação de idade dos usuários.

Neste rol as publicações relacionadas a incitação à violência física, conteúdo pornográfico, uso de drogas, automutilação e suicídio e venda de jogos de azar, entre outros.

Sancionada em 2025, a lei, que teve origem no PL 2.628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), é uma resposta à crescente "adultização" de menores de 18 anos em plataformas on-line.

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Previsão

Encontro de frentes frias deve trazer chuva atípica para MS no fim de semana

O mês de maio não costuma ser um mês chuvoso, especialmente na região Central do País, mas a união de frentes frias deve trazer pancadas fortes até a próxima terça-feira (19) no Estado

14/05/2026 14h15

Final de semana deve ser chuvoso em grande parte do Estado

Final de semana deve ser chuvoso em grande parte do Estado FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Uma nova área de baixa pressão atmosférica se forma entre o Paraguai e o norte Argentino neste fim de semana e avança para o Brasil deixando a atmosfera mais instável na região centro-sul do País nos próximos dias.

O movimento dessa área de baixa pressão atmosférica, combinado à passagem de várias frentes frias e a circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera devem causar uma mudança nas condições climáticas, trazendo chuva e aumento da umidade, uma condição atípica para o mês de maio. 

As condições devem trazer um fim de semana chuvoso em Mato Grosso do Sul, especialmente na região sul do Estado.

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de chuvas intensas para 55 municípios nas regiões sudoeste, pantanis, leste e centro-norte do Estado a partir desta quinta-feira (15). 

Nessas áreas, são esperadas chuvas com volume diário chegando a até 50 milímetros e ventos intensos de até 60 km/h. 

O alerta se estende para as regiões centro norte e sudoeste, ampliando o alerta para 73 dos 79 municípios do Estado.

Segundo a previsão climática do Climatempo, as chuvas intensas podem vir acompanhadas de temporais durante o final de semana até a segunda-feira. 

Previsão

Em Campo Grande, durante a sexta-feira (15) e o sábado (16), são esperados acumulados de até 8 milímetros, com chuvas à tarde e à noite. As máximas esperadas são de 27ºC e mínimas de 24ºC. 

Já no domingo, são os maiores acúmulos, com previsão de 19,8 milímetros de cuva durante todo o dia. A mínima fica em 20ºC e a máxima esperada é de 23ºC. 

Em Três Lagoas, também chove durante todos os dias, mas em volumes menores. As mínimas esperadas ficam entre 16ºC e 19ºC e a máxima varia entre 28ºC e 31ºC. No entanto, na segunda-feira, as máximas chegam a 22ºC. 

No sul do Estado, em Ponta Porã, a previsão indica grandes volumes de chuva no domingo, podendo chegar a 69,7 milímetros. As tempestades na cidade derrubam as temperaturas, com as máximas chegando a apenas 15ºC na segunda-feira (18). 

No Pantanal, o final de semana tem pancadas de chuva e temperaturas variando entre 20ºC e 28ºC. A partir de segunda-feira, as máximas também ficam menores, chegando a 20ºC e 21ºC na terça-feira (19). 

Ao contrário do observado no mesmo mês no ano passado, o quinto mês de 2026 tem sido bastante chuvoso em Mato Grosso do Sul. Apenas em Campo Grande, a média de chuva já passou de 72 milímetros acumulados em 14 dias.

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