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Substituto de Marcola no comando do PCC é preso na Bolívia

Prisão aconteceu em Santa Cruz de La Sierra, que fica a cerca de 650 quilômetros de Corumbá, porta de entrada da cocaína procedente do país vizinho

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A Polícia Federal prendeu, na tarde de sexta-feira, 16, o brasileiro Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta e apontado como substituto de Marcola no comando da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com apoio de agentes da Fuerza Especial de Lucha contra el Crimen (FELCC) da Bolívia.

Em nota oficial publicada na noite de sexta, a PF afirmou que um brasileiro foi preso na Bolívia por uso de documento falso. A cidade onde ele foi encontrado fica a cerca de 650 quilômetros de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, uma das principais portadas de entrada da cocaína procedente da Bolívia.

As primeiras diligências indicavam que ele poderia ser um dos principais articuladores de um esquema internacional de lavagem de dinheiro vinculado a uma organização criminosa. Posteriormente, o jornal Folha de S. Paulo confirmou se tratar de Tuta.

"Há indícios de que o preso tenha sido recentemente condenado por associação criminosa e lavagem de capitais, com pena superior a 12 anos de reclusão. Além disso, ele possivelmente consta na Lista de Difusão Vermelha da Interpol, o que motivou a intensificação dos esforços para sua localização e captura", afirma outro trecho da nota da PF.

Tuta permanece sob custódia das autoridades bolivianas, aguardando os procedimentos legais que poderão resultar em sua expulsão ou extradição ao Brasil.

Operação Sharks

Tuta é apontado como substituto de Marcola a partir de uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que, em 2020, deflagrou a Operação Sharks. O suspeito era o principal alvo da operação, mas não foi encontrado na ocasião.

A operação do MP-SP, em conjunto com a Polícia Militar, mirou a nova cúpula da facção, que se formou após a transferência das principais lideranças do PCC para presídios federais, em fevereiro de 2019, de acordo com a promotoria.

Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão: dois deles foram cumpridos, um alvo morreu em suposto confronto com a PM e nove investigados seguem foragidos. Também houve outras duas prisões em flagrante.

Tuta estava foragido desde então. Segundo a promotoria, ele faz parte da chamada "Sintonia Final da Rua", a principal da cadeia de comando do PCC fora dos presídios, e é tratado como o sucessor de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, historicamente a maior liderança da facção.

De acordo com o MP-SP, Tuta teria passagens por roubo a banco e tráfico de drogas e conheceu Marcola no presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Ele estava em liberdade há pelo menos três anos, após cumprir pena. Uma vez nas ruas, teria passado a ganhar importância nas atividades do PCC e escalonou na hierarquia da facção.

Segundo a investigação, ele seria responsável por comandar os integrantes soltos da organização criminosa, mantendo contato com a cúpula que está na cadeia. Também é suspeito de ser responsável pelos planos de fuga das lideranças em presídios federais e de planejar assassinatos de agentes e autoridades públicas em represália às ações contra a facção.

IMBRÓGLIO

Líder do parlamento do Irã diz que bloqueio naval dos EUA é medida 'desajeitada e ignorante'

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a medida dos EUA seja suspensa

18/04/2026 23h00

Petróleo é um peça-chave nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã

Petróleo é um peça-chave nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã Foto: Divulgação

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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou neste sábado, 18, o bloqueio naval de embarcações e portos iranianos pelos Estados Unidos como uma decisão "desajeitada e ignorante". A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a medida dos EUA seja suspensa.

"O que significa o cerco? Isso significa que todos podem transitar, exceto o Irã. Que decisão desajeitada e ignorante!", declarou Ghalibaf, em entrevista ao canal iraniano Press TV. "Então, se existe o estreito, e se nós e todos que querem transitar estão lá, todos podem transitar, exceto nós? Isso é possível? Isso é um erro sobre outro erro", criticou.

Dirigindo-se ao povo iraniano, o líder do parlamento disse que a rota de navegação está sob controle do país persa. Falando sobre as negociações ocorridas em Islamabad, no Paquistão, entre uma delegação iraniana e outra dos EUA, que terminaram sem sucesso, Ghalibaf disse que os negociadores americanos queriam enviar varredores de minas ao estreito, ao que ele se opôs.

"Nos opusemos firmemente a isso. Consideramos que isso seria uma violação do cessar-fogo e que se eles tomassem essa ação, nós iríamos atacar. Estávamos a um passo do confronto. Eles recuaram", relatou o parlamentar.

Enquanto estava no Paquistão, continuou, um colega do governo iraniano entrou em contato com ele para contar que um varredor de mina dos EUA havia chegado e estava posicionado em um local no qual, se tivesse avançado mais um pouco, teria sido atingido por míssil iraniano.

"Eu disse isso à delegação americana. Falei 'ele está aqui, e se ele for além desse limite, vamos atingi-lo'. Eles nos pediram 15 minutos e ordenaram o retorno do artefato", contou."Então, se há tráfego no estreito hoje e ele está avançando, o controle do estreito está em nossas mãos", reforçou Ghalibaf.

GUERRA

Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz

Delegações dos 2 países passaram 21 horas em negociação no Paquistão

12/04/2026 11h30

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Divulgação

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As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.

"Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações", disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.

O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa. Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica. 

O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.

“[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social.

"Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional", acrescentou Ghalibaf.

Estreito de Ormuz

Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz.

“Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.

A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.

Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra. 

No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. 

“Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.

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