Cidades

FISCALIZAÇÃO

Traficantes "fogem" de MS e levam cocaína à Europa por nova rota

Na fronteira do Estado, em Corumbá, traficantes já usaram de palmilha a perfume para tentar transportar droga; neste caminho, eram usadas amêndoas

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Traficantes estão criando novas rotas do tráfico de cocaína da Bolívia para países europeus, mas dessa vez, desviando o caminho tradicional por Mato Grosso do Sul ou mesmo por outros territórios brasileiros. Esse caso está sob investigação da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN). 

Novas descobertas da polícia boliviana identificaram que a rota aérea, usando Santa Cruz de la Sierra até a Polônia, pode ser um caminho encontrado pelos criminosos para desviar da fiscalização que vem ocorrendo a partir de Corumbá, bem como em portos de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Essa situação passou a ser uma linha de investigação depois que uma tonelada de cocaína foi encontrada escondida em pequenas porções de amêndoas, que seriam exportadas para a Polônia por uma empresa de importação e exportação chamada Adonai. Entre representantes dessa empresa está, inclusive, uma servidora municipal da prefeitura de Santa Cruz de la Sierra.

Equipes da FELCN identificaram esse carregamento no dia 22 de novembro. A cocaína, que pode alcançar valor estimado no mercado ilegal na Bolívia de mais de US$ 3,3 milhões, estava camuflada em mais de 50 caixas em que estavam as amêndoas. 

O imóvel alvo da fiscalização está localizado nas imediações do canal da Avenida Guapilo, uma região que fica fora do círculo principal onde está a cidade de Santa Cruz e se trata de uma região mais humilde.

Os policiais identificaram que a droga era introduzida nas amêndoas de forma artesanal. Na sede dessa empresa estavam duas mulheres, uma boliviana e outra colombiana. As duas foram presas em flagrante, e somente depois que a investigação avançou é que se chegou ao nome de uma servidora pública municipal da prefeitura de Santa Cruz. Ela foi identificada pelas autoridades bolivianas como a representante da empresa.

No dia 8, essa mulher se apresentou na sede da FELCN, em Santa Cruz. O fiscal boliviano Julio Cesar Porras concedeu entrevista coletiva no dia em que essa mulher foi presa, transmitida por rede social, e reconheceu que ela pouco falou sobre o caso. 

“Essa pessoa é funcionária da prefeitura, estava com ordem de detenção. Ela apresentou-se e foi realizada a prisão. Ela veio com seu advogado, manteve-se em silêncio, não quis emitir nenhum comentário. Respeitamos isso e vamos seguir trabalhando”, declarou.

A Import y Export Adonai, Beneficiadora de Almendras, divulgava que entregava castanha brasileira descascada. Conforme registros oficiais na Bolívia, a empresa foi aberta em agosto deste ano.

A Agência Boliviana de Información (ABI) divulgou no ano passado que a exportação de amêndoas representou uma fatia do comércio exterior, movimentando U$S 93 milhões entre janeiro e outubro daquele ano, conforme dados mais recentes.

A Bolívia tem sido um dos principais países no mundo para a exportação de amêndoas, o que criou um caminho para traficantes explorarem. 

Os principais compradores dos produtos legais têm sido países asiáticos, principalmente China, Alemanha, Rússia, Austrália e Estados Unidos.

A concentração desse comércio está localizada na cidade de Riberalta, que fica próxima de Rondônia, no Brasil, e a quase 2 mil quilômetros de Mato Grosso do Sul. 

Porém, por conta da maior movimentação econômica que ocorre em Santa Cruz de la Sierra, que fica a cerca de 600 km de Corumbá, escritórios de exportação parecem ter iniciado suas atividades, e em novembro a polícia boliviana identificou o esquema de tráfico transnacional de drogas usando esse produto de exportação.

AÇÃO NA FRONTEIRA

A força policial que identificou o carregamento de cocaína dentro das amêndoas tem unidade instalada em Puerto Suárez, que faz fronteira com Mato Grosso do Sul, e os policiais da FELCN fizeram troca de informações para tentar identificar possíveis rotas alternativas que podem ser criadas.

Do lado brasileiro, as forças de segurança em Corumbá já identificaram diferentes recursos que traficantes tentaram utilizar. 

Houve apreensão de 3,3 kg de cocaína em palmilha de tênis, em outubro, na Nova Corumbá, e outros 4,6 kg com três pessoas, também na palmilha de tênis, em agosto, no posto de fiscalização Lampião Aceso, na BR-262. 

Em maio, 6,5 kg foram localizados dentro de caixas de suco na BR-262, em ônibus de viagem interestadual. Ano passado, 13 kg de cloridrato de cocaína foram encontrados diluídos em cosméticos e foram descobertos pela Receita Federal, no Posto Esdras, com uma mulher equatoriana.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), entre janeiro e novembro deste ano, a apreensão de drogas foi recorde e aumentou em 30% na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram interceptados 525.163,6 kg de droga em 2024, contra 403.540,8 em 2023.

Com relação à cocaína, houve a apreensão de 11.623,1 kg. A maconha foi a droga mais interceptada, com 499,76 toneladas. Além de Mato Grosso do Sul, há uma atuação do bloco Sulmasp, integrado por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, para combater o tráfico de drogas e sufocar ações dos traficantes.

SAIBA

A cocaína apreendida neste ano, que totalizou uma tonelada, pode alcançar valor estimado de mais de US$ 3,3 milhões no mercado ilegal boliviano. Ela estava camuflada em mais de 50 caixas em que estavam as amêndoas.

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Cidades

Em defesa de laranjais, deputado sugere força-tarefa de caça às murtas

A planta, utilizada principalmente para fins paisagísticos, é hospedeira de doenças que derrubam a produtividade cítricos

20/10/2026 12h44

Em Sidrolândia, município que recebe investimentos do setor de citricultura, a administração municipal fez um mutirão para erradicação da planta

Em Sidrolândia, município que recebe investimentos do setor de citricultura, a administração municipal fez um mutirão para erradicação da planta

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Após investimentos da ordem de R$ 2 bilhões e prestes a chegar a 30 mil hectares de áreas com plantio de laranjais, produtores do setor estão cada vez mais preocupados com as doenças que estão fazendo com que abandonem outros estados e se instalem em Mato Grosso do Sul. 

E, representando o setor, o 1º secretário da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa (PL), defendeu nesta terça-feira (20) a criação de uma força-tarefa para a “caça às murtas” no Estado. Conhecida popularmente como “dama-da-noite”, a planta é hospedeira da bactéria associada ao Huanglongbing (HLB), ou greening, uma das doenças mais graves da citricultura e uma ameaça à expansão dos pomares no Estado.

Desde agosto de 2024 já existe lei estadual proibindo o transporte e o plantio da espécie. Porém, a legislação não prevê o corte das plantas que já existem. Um ano depois Campo Grande também criou uma lei municipal no mesmo sentido. Ela também não determina o corte.

A legislação de Campo Grande prevê somente que sejam criados programas de ajuda pública para substituição da planta, muito utilizada para cercas-vivas. Em Sidrolândia, muicípio que onde foram plantados em torno de 5 mil hectares de cítricos, a administração municipal criou um mutirão para erradicar as plantas. 

“É uma planta bonita, com uma flor muito cheirosa e muito comum em Mato Grosso do Sul, mas que esconde um verdadeiro perigo para nossas plantações. Ela pode contribuir para a disseminação de uma doença que compromete os pomares de citros e pode causar enormes prejuízos. Por isso, precisamos agir antes que o problema cresça”, alertou o deputado que no dia 4 de outubro foi eleito para seu oitava mandato consecutivo..

O parlamentar apresentou indicação ao Governo do Estado, à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e à Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), propondo um levantamento da presença da murta nos municípios e a elaboração de um plano estadual para sua supressão, erradicação e substituição da planta.

PARCERIAS

A proposta prevê também a participação das prefeituras e da população. Para o deputado, é preciso identificar onde a planta está presente, orientar os moradores sobre os riscos e promover a substituição por outras espécies ornamentais.

“Em todo lugar que a gente passa, é comum encontrar murta. Muita gente tem essa planta no jardim sem saber do risco que ela representa para a citricultura. Precisamos levar informação para a população e fazer um grande trabalho coordenado, por meio da Iagro e em parceria com os municípios, para identificar, remover e substituir essas árvores”, reforçou.

A preocupação ganha ainda mais importância diante do crescimento da citricultura em Mato Grosso do Sul. O setor está entre as novas frentes de diversificação da produção agrícola e tem potencial para atrair grandes investimentos, gerar empregos e movimentar a economia dos municípios.

“É uma ação preventiva. Estamos cuidando dos investimentos que estão chegando, dos produtores que estão apostando na citricultura e, principalmente, das oportunidades que essa cadeia pode gerar para Mato Grosso do Sul. Se queremos ser um Estado cada vez mais próspero, precisamos proteger aquilo que estamos construindo”, concluiu.

(Com informações da assessoria)

Campo grande

Evento reúne 50 brechós com 18 mil itens a partir de R$ 2,00

Roupas, sapatos, acessórios, livros, plantas, brinquedos e itens de decoração estarão à venda no local

20/10/2026 12h30

Fim de semana terá roupa boa, bonita e barata

Fim de semana terá roupa boa, bonita e barata ARQUIVO PESSOAL

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Este fim de semana é a oportunidade para comprar roupa boa, bonita e barata a preços acessíveis. 29ª edição do 'Desapega Campo Grande' ocorrerá nos próximos dias na Capital.

O evento reunirá mais de 50 brechós em um só lugar. São mais de 18 mil itens à venda, como:

  • Roupas (masculino, feminino e infantil): blusa, camiseta, camisa, suéter, casaco, calça, saia, vestido, meia calça, touca, luva, jaqueta, meias, cachecóis, blazer, bermuda, cropped, pijama, roupão, paletó, entre outros

  • Acessórios (feminino, masculino e infantil): bolsa, colar, pulseira, relógio, anel, cinto, brinco, lenço, chapéu, tornozeleira, etc

  • Sapatos (feminino, masculino e infantil): sapatilha, rasteira, bota, tênis, salto, sandália, chinelo, chuteira, etc

  • Plantas: suculentas, ramos, ervas, árvores frutíferas, flores, etc

  • Decoração: quadros, objetos decorativos, plantas, livros, vasos, almofadas, esculturas, bandejas, cestos, caixas, luminárias, brinquedos, entre outros

O preço mínimo é de R$ 2,00. Serão vendidas desde peças simples à peças de grife. Os itens são usados, mas em ótimo estado de conservação.

Confira alguns dos 50 brechós que marcarão presença no evento:

@garagebrecho
@coletivodebrechos
@Divina2mao
@carmozitabrecho
@brecho_chicamariia
@compreis_delas 
@dm_brecho10
@katiuscia_brecho_
@bazardelas_cg
@Novo_de_novo_brechocg
@donachiccg 
@pink_brecho_modasustentavel
@mariaabellabrecho 
@madamebiubrecho    
@reuse_bazar_marlene 
@reis_brecho_
@madamebellabrecho
@ruthmagdabrecho
@ilovebrechoms
@mesalva.brecho
@sinhaoncabrechoms
@tcheplantaneira
@brecho_da_wall
@marasilviaribeirodamata
@marybrechocg
@mamae.loua
@vivalilow
@sonhodecabide_
@brechando_cg
@eita_vendi

Veja fotos de alguns itens que estarão à venda no local:

Fim de semana terá roupa boa, bonita e barata
Fim de semana terá roupa boa, bonita e barata
Fim de semana terá roupa boa, bonita e barata
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Fim de semana terá roupa boa, bonita e barata
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Fim de semana terá roupa boa, bonita e barata
Fim de semana terá roupa boa, bonita e barata

Fotos: Arquivo Pessoal

Dicas para aproveitar um brechó

  • Chegue cedo: As melhores peças são garimpadas rapidamente.

  • Leve dinheiro trocado: Alguns expositores podem não aceitar cartão.

  • Faça uma lista: Pense no que você realmente precisa para não se perder diante de tantas opções.

  • Experimente as peças: Alguns brechós podem oferecer provadores para garantir que a roupa caia bem.

5 motivos para você participar do evento de brechós

  • 1. Peças Exclusivas a Preços Incríveis

Com itens a partir de apenas R$ 2,00, você poderá renovar seu guarda-roupa sem gastar muito. É a oportunidade perfeita para garimpar peças únicas, incluindo roupas de marcas conhecidas e estilos vintage, que dificilmente você encontraria em lojas convencionais.

  • 2. Apoie Pequenos Negócios Locais

Ao participar do evento, você estará incentivando o trabalho de pequenos empreendedores e brechós locais. Cada compra é um incentivo à economia da sua região, além de fortalecer a moda sustentável.

  • 3. Contribua para o Meio Ambiente

A moda sustentável é uma tendência crescente, e os brechós fazem parte desse movimento. Ao comprar roupas de segunda mão, você ajuda a reduzir o desperdício, economiza recursos naturais e diminui o impacto ambiental causado pela indústria da moda.

  • 4. Diversidade de Itens para Todos os Estilos

Com mais de 16 mil peças disponíveis, o evento é um verdadeiro paraíso para quem adora moda. Há opções para todos: roupas masculinas, femininas, infantis, acessórios, calçados e muito mais. Você certamente encontrará algo que combina com seu estilo e personalidade.

  • 5. Experiência Divertida e Única

Além das compras, o evento é uma experiência social. É um espaço para conhecer pessoas, trocar ideias sobre moda sustentável e até mesmo participar de possíveis dinâmicas ou promoções que os expositores podem oferecer.

'Desapega Campo Grande' ocorrerá em 24 de outubro de 2026, sábado, das 8h às 16h, no Armazém Cultural, localizado na avenida Calógeras, 3065, Centro, em Campo Grande.

O evento é realizado todo mês e reúne milhares de pessoas e vende milhares de itens.

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