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MICHEL CONSTANTINO

Ciclos Econômicos e o Agronegócio: Lições de 2023 para pecuária

Confira a coluna do economista Michel Constantino desta terça-feira (12)

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A economia vive de ciclos, com momentos de alta e baixa, em alguns países o crescimento é mais linear, e, em outros há maior sazonalidade. Em países como o Brasil, os ciclos econômicos se confundem com os ciclos políticos e com a demanda internacional por commodities. 

A vantagem comparativa do Brasil está no agronegócio, seja pela sua produtividade sem igual, seja pelo número de safras e pela capacidade de manter a sustentabilidade. Por outro lado, temos uma desvantagem política, a de não administrar o país como deveria, temos um país sub administrado, com isso somos um país subdesenvolvido. 

Como criamos soluções em meio a crises e dificuldades, fomos chamados de emergentes, onde investimentos em novas possibilidades e tecnologias eram bem-vindas, pois seria possível crescer mais e com maior taxa de retorno, não foi o que aconteceu, até o momento o agronegócio continua sendo o propulsor da economia.

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Se o funcionário sair, o conhecimento sai junto?

Muitas empresas acreditam ter processos, mas dependem da memória de algumas pessoas; Quando elas saem, levam consigo clientes, decisões e conhecimentos que nunca pertenceram verdadeiramente à organização

27/10/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Existe uma pergunta desconfortável que todo empresário deveria fazer: Se determinada pessoa não trabalhar amanhã, o que deixa de funcionar?

Em muitas empresas, a resposta seria: quase tudo.

Há sempre alguém que conhece os clientes mais importantes, domina determinado sistema, sabe onde estão os documentos e entende os detalhes de processos que nunca foram registrados. Essa pessoa resolve problemas rapidamente e, por isso, torna-se cada vez mais necessária.

À primeira vista, parece uma grande profissional.

E provavelmente é.

Mas, do ponto de vista da gestão, sua indispensabilidade também pode revelar uma fragilidade: a empresa não transformou conhecimento individual em conhecimento organizacional.

Enquanto esse profissional permanece disponível, o problema fica escondido. Quando entra de férias, adoece, muda de função ou deixa a empresa, a operação percebe que não perdeu apenas uma pessoa.

Perdeu parte de sua memória.

Clientes deixam de receber o mesmo atendimento. Processos ficam mais lentos. Decisões antigas precisam ser reconstruídas. A equipe começa a procurar informações em conversas, e-mails, planilhas e documentos espalhados.

Em alguns casos, ninguém consegue explicar por que determinada atividade é executada daquela maneira. A resposta é apenas: “Sempre foi assim”.

A empresa possui uma rotina, mas não domina o próprio conhecimento.

Essa dependência não nasce de um dia para o outro. Ela é construída sempre que uma decisão importante não é registrada, um processo permanece na cabeça de alguém ou uma reunião termina sem encaminhamentos claros.

Com o tempo, algumas pessoas transformam-se em arquivos vivos da organização.

O problema de um arquivo vivo é que ele pode ir embora.

Processos não existem para eliminar a importância das pessoas. Existem para impedir que elas precisem carregar sozinhas tudo o que a empresa sabe.

Quando o conhecimento está organizado, os profissionais conseguem evoluir. Deixam de gastar energia repetindo explicações, procurando informações e corrigindo os mesmos erros. Podem se dedicar a decisões mais relevantes.

Registrar também não significa criar manuais enormes que ninguém consulta.

A maioria das empresas não precisa documentar cada movimento da equipe. Precisa identificar quais informações não podem desaparecer.

Como os principais processos funcionam? Quem responde por cada etapa? Quais decisões foram tomadas? Por que foram tomadas? O que já foi testado? O que não funcionou? Quais compromissos foram assumidos com os clientes?

Essas respostas formam a memória da empresa.

A inteligência artificial pode acelerar essa construção. Reuniões podem ser transcritas, documentos podem ser resumidos e bases de conhecimento podem se tornar pesquisáveis. Em vez de procurar manualmente uma informação, a equipe pode fazer uma pergunta e localizar decisões, históricos e referências relacionadas.
Mas a tecnologia não resolve a ausência de método.

Se a empresa não sabe o que precisa preservar, apenas armazenará uma quantidade maior de informações desorganizadas. Ter milhares de documentos digitais não significa ter conhecimento acessível.

Antes de utilizar inteligência artificial para consultar a memória da empresa, é necessário construir essa memória.

O assunto também afeta o crescimento.

Uma operação baseada na experiência de poucas pessoas pode funcionar enquanto a equipe é pequena. Porém, quando a empresa contrata mais profissionais, abre unidades ou aumenta o volume de clientes, o conhecimento informal deixa de acompanhar a expansão.

O fundador passa a responder às mesmas perguntas. Os profissionais mais antigos tornam-se gargalos. Os novos colaboradores aprendem por tentativa, erro e observação.

A empresa cresce, mas continua dependendo das mesmas cabeças.

Uma organização verdadeiramente preparada não é aquela que consegue impedir a saída de todos os bons profissionais. Isso seria impossível. É aquela que cria condições para que o conhecimento construído pelas pessoas permaneça e continue gerando valor.

Pessoas insubstituíveis podem parecer sinal de uma equipe forte.

Muitas vezes, são sinal de uma empresa frágil.

Porque, se todo o conhecimento sair pela porta junto com um funcionário, talvez ele nunca tenha pertencido realmente à empresa.

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As cinco melhores IAs do momento e quando usar cada uma

Não existe uma única inteligência artificial superior em todas as tarefas. ChatGPT, Claude, Gemini, Perplexity e Copilot se destacam por capacidades diferentes, e saber combiná-las pode ser mais valioso do que escolher apenas uma

20/10/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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A pergunta “qual é a melhor inteligência artificial?” tornou-se comum entre empresários, profissionais e estudantes. A resposta curta é menos confortável do que um ranking: depende do que precisa ser feito.

As principais plataformas de inteligência artificial estão se transformando em ambientes completos de trabalho. Elas pesquisam, analisam documentos, criam imagens, organizam projetos, interpretam dados e auxiliam na execução de tarefas.

Apesar das semelhanças, cada uma construiu vantagens diferentes.

1. ChatGPT: a opção mais versátil

O ChatGPT continua sendo uma das alternativas mais completas para quem deseja concentrar diversas atividades em um único lugar.

Pode ser utilizado para produzir textos, analisar arquivos, criar imagens, pesquisar assuntos, estruturar projetos, programar e transformar ideias em materiais práticos. O recurso de Projetos permite reunir conversas, arquivos e instruções dentro de um mesmo contexto, facilitando trabalhos que se estendem por semanas ou meses. chatgpt.com

Para o empresário, isso significa poder criar um ambiente específico para o planejamento estratégico, outro para o comercial e outro para o marketing, preservando informações e orientações de cada frente.

Sua principal vantagem é a versatilidade. Se a empresa pretende começar com apenas uma plataforma, provavelmente é a escolha mais equilibrada.

2. Claude: profundidade na escrita e na análise

O Claude se destaca em atividades que exigem leitura, raciocínio, organização de ideias e produção textual.
É especialmente útil para analisar documentos extensos, revisar contratos, interpretar relatórios, desenvolver argumentos e trabalhar textos que precisam de clareza e coerência. Seus Projetos permitem adicionar documentos e conhecimentos de referência, enquanto os Artefatos possibilitam criar materiais editáveis ao lado da conversa.

A plataforma também consegue pesquisar na internet, conectar-se a fontes de trabalho e criar relatórios com referências. anthropic.com

Para lideranças que produzem propostas, políticas internas, manuais, análises e conteúdos mais aprofundados, o Claude pode funcionar como um bom parceiro de raciocínio.

3. Gemini: integração com o ecossistema Google

O Gemini ganha força principalmente entre empresas que já utilizam Gmail, Google Drive, Documentos, Planilhas e outras ferramentas do Google.

Sua vantagem não está apenas na geração de respostas, mas na possibilidade de conectar a inteligência artificial ao ambiente em que as informações já estão organizadas. Também oferece recursos de pesquisa aprofundada e espaços que reúnem conversas, instruções e arquivos para projetos contínuos. blog.google

Isso pode facilitar atividades como resumir documentos, comparar informações, organizar materiais e desenvolver análises a partir de diferentes fontes.

Para organizações fortemente inseridas no ecossistema Google, o Gemini tende a exigir menos mudanças na rotina.

4. Perplexity: pesquisa rápida com fontes

O Perplexity se consolidou como uma ferramenta voltada à busca e à pesquisa. Em vez de apresentar apenas uma resposta, procura organizar informações encontradas na internet e indicar as respectivas fontes.

Essa característica o torna útil para realizar pesquisas iniciais sobre mercados, concorrentes, tecnologias, tendências e conceitos que precisam ser verificados. A plataforma se apresenta como um mecanismo de respostas com informações atualizadas e oferece modalidades de pesquisa mais aprofundada. perplexity.ai

Seu diferencial está menos na criação e mais na descoberta.

Isso não elimina a necessidade de conferir a qualidade das fontes. Uma resposta acompanhada de links pode continuar incompleta ou interpretar uma informação de maneira equivocada. Ainda assim, a presença das referências facilita a validação.

5. Microsoft Copilot: produtividade dentro da empresa

O Microsoft Copilot é particularmente relevante para negócios que trabalham diariamente com Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Teams.

Sua proposta é inserir a inteligência artificial dentro das ferramentas já utilizadas pela equipe. Assim, o usuário pode trabalhar textos, apresentações, planilhas, e-mails, reuniões e informações corporativas sem precisar transferir constantemente o conteúdo entre plataformas. Microsoft 365

Para empresas com uma operação estruturada no Microsoft 365, essa integração pode ser mais importante do que pequenas diferenças entre modelos de inteligência artificial.

A ferramenta mais eficiente nem sempre é aquela que produz a resposta mais impressionante. Muitas vezes, é a que melhor se encaixa no processo de trabalho.

Afinal, qual escolher?

Para versatilidade geral, o ChatGPT tende a ser a opção mais completa. Para escrita e análise aprofundada, o Claude merece atenção. Para integração com ferramentas do Google, o Gemini é uma escolha natural. Para pesquisas com fontes, o Perplexity se destaca. Para empresas estruturadas no Microsoft 365, o Copilot pode gerar mais produtividade.

Entretanto, a pergunta mais importante não é qual inteligência artificial está em primeiro lugar.

É qual problema a empresa deseja resolver.

Contratar várias plataformas sem definir objetivos pode criar mais dispersão do que produtividade. Também é necessário estabelecer regras sobre informações confidenciais, revisar as respostas produzidas e capacitar as pessoas para utilizar essas ferramentas com critério.

A inteligência artificial mais poderosa continua limitada quando recebe uma pergunta ruim, informações incompletas ou uma tarefa que ninguém compreendeu corretamente.

O melhor caminho não é escolher uma IA para fazer tudo. É entender a especialidade de cada uma e construir uma combinação coerente com a realidade da empresa.

Porque a vantagem competitiva não estará apenas em possuir a melhor tecnologia, mas em saber onde, como e por que utilizá-la.

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