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SAÚDE BUCAL

Diagnóstico precoce do câncer de boca aumenta chances de cura

No país como um todo, espera-se a ocorrência de mais de 15 mil casos novos de câncer de boca por ano, sendo 10 mil em homens

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O Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou, no último dia 23/11, a Estimativa 2023 - Incidência de Câncer no Brasil, na qual informa que 704 mil novos casos de câncer são esperados para cada ano do triênio 2023-2025. 

No país como um todo, espera-se a ocorrência de mais de 15 mil casos novos de câncer de boca por ano, sendo 10 mil em homens.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura de diversas doenças, incluindo o câncer.

Por isso, o papel do cirurgião-dentista na identificação de doenças do complexo maxilomandibular é importante para a eficiência do tratamento

Para o cirurgião-dentista, professor universitário, coordenador do serviço de Estomatologia da Santa Casa de Santos e membro da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dr. José Narciso Rosa Assunção Júnior, é recomendado procurar a ajuda de um especialista sempre que se observa uma lesão. 

'Tratamentos caseiros ou remédios indicados por não profissionais podem atrasar o diagnóstico e, por consequência, piorar o prognóstico, contribuindo, inclusive, para que se perca eventualmente a possibilidade de cura da doença', reforça. 

DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Com quantos anos pode se aposentar quem já tem 30 anos de contribuição?

10/04/2026 00h05

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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A dúvida sobre aposentadoria é muito comum, especialmente após a Reforma da Previdência que mudou significativamente as regras. Hoje, ter 30 anos de contribuição, por si só, não garante aposentadoria imediata é necessário observar também a idade e a regra aplicável.

A seguir, explico de forma clara, com exemplos práticos.

Regra geral (após a Reforma da Previdência)

Atualmente, quem começou a contribuir após 13/11/2019 deve seguir a regra permanente:

  • Mulher: 62 anos de idade + mínimo de 15 anos de contribuição

  • Homem: 65 anos de idade + mínimo de 20 anos de contribuição

Ou seja, mesmo com 30 anos de contribuição, a pessoa precisa cumprir a idade mínima.

Então, 30 anos de contribuição servem para quê?

Os 30 anos de contribuição continuam sendo relevantes, especialmente para mulheres, pois aparecem em várias regras de transição.

Mas atenção, hoje, eles não permitem aposentadoria sem idade mínima (salvo raras exceções de direito adquirido).

Regras de transição (para quem já contribuía antes de 2019)

Quem já estava no mercado antes da reforma pode se aposentar por regras intermediárias.

1. Regra da idade mínima progressiva

  • Mulher: 30 anos de contribuição + idade mínima (ex: 59 anos em 2025)

  • Homem: 35 anos + idade mínima (ex: 64 anos em 2025)

Aqui, os 30 anos são essenciais, mas não suficientes sozinhos.

2. Regra dos pontos (idade + contribuição)

  • Mulher: 30 anos + soma de pontos (ex: 92 pontos em 2025)

  • Homem: 35 anos + pontos (ex: 102 pontos em 2025)

Exemplo: Mulher com 30 anos de contribuição e 62 anos de idade

  • 30 + 62 = 92 pontos → pode se aposentar

3. Regra do pedágio de 100%

  • Mulher: 30 anos + 57 anos de idade

  • Homem: 35 anos + 60 anos de idade

Exemplo: Mulher que já tinha quase 30 anos em 2019

  • Cumpre o pedágio + 57 anos → pode se aposentar

4. Regra do pedágio de 50% (sem idade mínima)

Essa é a única que pode não exigir idade mínima, mas:

  • Só vale para quem estava muito próximo de se aposentar em 2019

  • Aplica fator previdenciário (reduz valor)

Exemplos

Mulher

Maria tem:

  • 30 anos de contribuição

  • 55 anos de idade

  • Não pode se aposentar ainda

  • Precisa atingir idade mínima ou pontuação

Mulher (regra dos pontos)

Maria tem:

  • 30 anos de contribuição

  • 62 anos de idade

  • 30 + 62 = 92 pontos

  • Pode se aposentar

Homem

João tem:

  • 30 anos de contribuição

  • 60 anos de idade

  • Ainda não pode

  • Precisa chegar a 35 anos de contribuição + regra aplicável

Conclusão

Ter 30 anos de contribuição não define sozinho a aposentadoria.

Hoje, é necessário analisar:

  • Idade do segurado

  • Regra aplicável (transição ou permanente)

  • Pontuação ou pedágio

  • Data em que começou a contribuir

Em geral:

  • Mulher com 30 anos costuma se aposentar entre 57 e 62 anos, dependendo da regra

  • Homem precisa de 35 anos de contribuição, então 30 anos ainda não são suficientes

Ainda que o próprio INSS recomende usar o simulador oficial para verificar o melhor cenário de aposentadoria, pois cada caso pode ter uma regra mais vantajosa, é imprescindível, dependendo do seu caso, procurar uma advogada previdenciarista

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Michel Constantino: A hegemonia dos carros elétricos movido a ciência

08/04/2026 10h00

Michel Constantino

Michel Constantino Reprodução

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O cenário nas ruas brasileiras está mudando rapidamente. Uma análise recente dos dados de mercado revela que a adoção de carros elétricos e híbridos não é apenas uma tendência passageira, mas a maior transformação na indústria automobilística em mais de um século.

Os números confirmam a percepção visual nas ruas. Em janeiro do último ano, a participação de mercado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil atingiu a marca de 19%. Para se ter uma ideia do ritmo acelerado de crescimento, apenas um ano antes esse índice era de 10%, e no início de 2023, representava tímidos 4%.

No entanto, o que chama a atenção não é apenas o volume de vendas, mas quem está liderando essa mudança. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) referentes a 2025 mostram um domínio impressionante das montadoras asiáticas. As marcas chinesas respondem por 50% das vendas de carros híbridos e por esmagadores 85% no segmento de veículos 100% elétricos.

Período

Participação de Mercado (Elétricos e Híbridos)

Início de 2023

4%

Janeiro do ano anterior

10%

Janeiro último

19%

A chave para entender essa rápida popularização está no componente mais caro desses veículos: a bateria de íons de lítio. Uma análise histórica dos preços revela uma queda vertiginosa que viabilizou a tecnologia comercialmente.

Em 1991, o custo por quilowatt-hora (kWh) de uma bateria ultrapassava os 9.000 dólares. Atualmente, esse valor despencou para apenas 78 dólares — uma redução de mais de 99%. Apenas nos últimos sete anos, o preço caiu pela metade, e a tendência é que essa trajetória de queda continue.

Essa redução drástica nos custos de produção reflete diretamente no bolso do consumidor. A diferença de preço entre um carro elétrico e um modelo equivalente a combustão, que há poucos anos era proibitiva para a maioria, vem diminuindo consideravelmente a cada ano.

Desafios e o Futuro do Mercado

Apesar do cenário promissor, o setor ainda enfrenta desafios. A reposição da bateria, por exemplo, ainda representa um custo considerável. Se não equacionado, esse fator poderia inviabilizar a manutenção de um veículo elétrico a longo prazo. Contudo, a expectativa é que o barateamento contínuo da tecnologia resolva essa questão em um futuro próximo.

O que se observa no Brasil é o reflexo de um fenômeno global que está reconfigurando as forças do mercado. Historicamente, a introdução de tecnologias disruptivas causa a substituição de empresas tradicionais por novos players mais adaptados à nova realidade.

Estamos testemunhando, possivelmente, a mudança mais profunda na história de mais de 100 anos da indústria automobilística. O futuro sobre quatro rodas, ao que tudo indica, será movido a eletricidade.

Notas de Rodapé:

[1] Bateria de íons de lítio: Tipo de bateria recarregável muito utilizada em equipamentos eletrônicos e veículos elétricos devido à sua alta densidade de energia, leveza e ausência de "efeito memória" (não vicia).

[2] Players: Termo em inglês frequentemente utilizado no jargão de negócios para se referir às empresas, marcas ou participantes ativos e competitivos em um determinado mercado.

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