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Mato Grosso do Sul: liberdade econômica e gestão.

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Nos últimos dez anos, a economia sul-mato-grossense demonstrou um vigor impressionante. Entre 2015 e 2025, o estado registrou uma taxa média de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,38%, enquanto a média nacional foi de apenas 0,95% no mesmo período. Esse desempenho robusto elevou a participação de Mato Grosso do Sul no PIB brasileiro de 1,22% em 2010 para 1,7% em 2022, ano em que o PIB estadual atingiu o patamar recorde de R$ 166,8 bilhões.

As projeções para 2025 são ainda mais otimistas. Estimativas apontam para um crescimento de até 6,86%, o que pode colocar o estado na liderança do crescimento econômico do país. O PIB projetado para este ano é de R$ 227,8 bilhões, impulsionado principalmente pela força do campo, com uma expectativa de crescimento de 11,7% no PIB agropecuário.

A força inegável do agronegócio, que responde por 22,8% do PIB, Mato Grosso do Sul tem trilhado um caminho de diversificação econômica. A indústria, que já representa 22,9% do PIB estadual, cresceu 4,3% em 2022 e acumula uma expansão de 14,6% na indústria de transformação na última década. O estado já se posiciona entre os 10 mais industrializados do Brasil, com destaque para o complexo de celulose e papel, que lidera a pauta de exportações.

Juliane Penteado

STF mantém possibilidade de perícia do INSS por análise documental e telemedicina

25/09/2026 00h03

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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Decisão do Supremo não acaba com a perícia presencial e reforça a necessidade de documentação médica adequada nos pedidos de benefícios por incapacidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, na prática, as regras que permitem a realização de avaliações médico-periciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por análise documental e por meio de telemedicina.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.949, apresentada pela Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP).

O julgamento virtual foi encerrado em 4 de setembro de 2026. Por maioria, o STF não conheceu da ação, sob o entendimento de que não houve impugnação da integralidade do conjunto de normas que disciplina a matéria.

Na prática, permanecem válidas as possibilidades já previstas na legislação previdenciária para que determinados exames médico-periciais sejam realizados por análise documental ou com uso de tecnologia de telemedicina.

A própria Lei nº 8.213/1991 estabelece que o exame médico-pericial para o auxílio por incapacidade temporária pode ser realizado por telemedicina ou análise documental, conforme as situações e os requisitos definidos em regulamento.

Perícia presencial não acabou

Apesar da repercussão da decisão, o julgamento não significa o fim da perícia médica presencial.

O segurado continua sujeito às diferentes modalidades de avaliação previstas nas regras do INSS.

A análise documental, conhecida como Atestmed, permite que o pedido de auxílio por incapacidade temporária seja avaliado a partir dos documentos médicos apresentados pelo segurado, sem necessidade de deslocamento à agência para uma perícia presencial quando o caso se enquadrar nessa modalidade.

Caso a documentação apresentada não seja suficiente para a avaliação, outras formas de perícia poderão ser necessárias.

Documentação médica ganha ainda mais importância

Com a possibilidade de análise documental, a qualidade das informações apresentadas pelo segurado assume papel fundamental.

Segundo as orientações oficiais do INSS, o documento médico deve estar legível e sem rasuras e conter informações como identificação do segurado, diagnóstico ou CID, data de emissão, período estimado de afastamento, assinatura e identificação do profissional responsável. Também podem ser apresentados laudos e exames complementares. 

Isso significa que ter um atestado não representa, por si só, garantia de concessão do benefício. A documentação precisa permitir a avaliação da incapacidade e atender aos requisitos estabelecidos para o benefício.

A decisão do STF traz segurança jurídica para um procedimento que já vinha sendo utilizado pelo INSS, mas é importante que o segurado não interprete a análise documental como uma concessão automática do benefício.

A documentação médica precisa ser consistente, atualizada e capaz de demonstrar a incapacidade para o trabalho. Em situações em que os documentos não sejam suficientes, a avaliação presencial ou por telemedicina poderá ser necessária.

O ponto central continua sendo a comprovação da incapacidade. Quanto mais adequada e completa for a documentação apresentada, maiores serão as condições para que o caso seja corretamente analisado dentro da modalidade disponível.

O que o segurado precisa saber?

  • A análise documental continua prevista nas regras do INSS;
  • A telemedicina também pode ser utilizada nas situações previstas;
  • A perícia presencial não foi extinta;
  • O Atestmed não significa concessão automática do benefício;
  • Laudos, exames e atestados devem estar completos, legíveis e atualizados;
  • Cada pedido será analisado conforme as regras aplicáveis ao caso.

A decisão do STF, portanto, não criou uma nova modalidade de perícia, mas preservou o modelo jurídico que permite ao INSS utilizar a análise documental e a telemedicina nas situações previstas em lei.

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Gestão moderna exige repertório além da própria empresa

22/09/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Toda empresa que cresce passa por um momento em que o improviso deixa de ser suficiente.

No começo, muita coisa funciona na conversa, na memória e na capacidade do dono de resolver problemas.

Mas, à medida que o negócio aumenta, entram novas pessoas, novos clientes, novos sistemas e novas responsabilidades. A complexidade cresce.

É nesse ponto que gestão passa a exigir método.

Processos precisam ficar claros. Indicadores precisam ajudar na decisão. Lideranças precisam ganhar autonomia. A tecnologia precisa ser usada para reduzir esforço, não para criar mais confusão.

Mas existe um componente dessa evolução que quase sempre recebe menos atenção: repertório.

Um gestor pode dominar profundamente a própria empresa e, ainda assim, ter uma visão limitada sobre outras formas de organizar, liderar e inovar.

Isso acontece quando ele passa tempo demais dentro da própria rotina.

As mesmas pessoas.

Os mesmos problemas.

As mesmas referências.

Os mesmos caminhos.

Com o tempo, aquilo que é familiar começa a parecer a única forma possível de fazer.

Esse é um risco.

Porque gestão também evolui quando o líder entra em contato com outras realidades.

Uma empresa pode aprender com outro setor.

Um processo pode ser melhorado ao observar como outra organização resolve um problema parecido.
Uma prática de atendimento pode inspirar uma mudança interna.

Uma tecnologia usada de forma diferente pode abrir uma nova possibilidade.

É por isso que benchmarking, eventos, viagens, conversas e novos ambientes não deveriam ser tratados apenas como experiências paralelas.

Eles também são ferramentas de gestão.

O objetivo não é copiar.

É comparar.

Observar.

Questionar.

Entender por que determinada solução funciona em outro contexto e se parte daquela lógica pode ser adaptada à realidade da própria empresa.

Esse exercício é especialmente importante agora, quando a tecnologia está mudando a velocidade da gestão.
Inteligência artificial, automações, dashboards e integrações permitem fazer mais em menos tempo. Mas, quanto mais tecnologia entra, maior a necessidade de critério.

Não adianta automatizar aquilo que não está bem definido.

Não adianta comprar um sistema sem entender o processo.

Não adianta usar IA para gerar respostas se a liderança não sabe fazer boas perguntas.

A tecnologia amplia capacidade.

Mas é a gestão que define direção.

E direção depende de visão.

Por isso, ampliar repertório também é uma forma de melhorar a qualidade das decisões.

Um gestor com mais referências tende a enxergar mais alternativas.

Consegue comparar modelos.

Percebe tendências mais cedo.

Questiona hábitos antigos.

E, muitas vezes, consegue voltar para um problema conhecido com uma solução que antes não parecia possível.

É aqui que processo, tecnologia e experiência se encontram.

O processo organiza.

A tecnologia acelera.

O repertório amplia a forma de pensar.

Esses três elementos juntos ajudam a empresa a amadurecer.

Nos próximos meses, terei a oportunidade de viver isso de forma ainda mais concreta em uma experiência internacional em Portugal. Mais do que participar de um evento, o que me interessa é justamente esse contato com outras visões, empresários, práticas e formas de pensar gestão e negócios.

A ideia não é buscar fórmulas prontas.

É voltar com perguntas melhores.

Porque muitas vezes o maior ganho de uma nova experiência não está na resposta que você encontra.
Está na pergunta que passa a fazer depois dela.

No fim, empresas melhoram quando conseguem transformar experiência em aprendizado, aprendizado em processo e processo em resultado.

E talvez um dos papéis mais importantes de quem lidera seja justamente esse: continuar expandindo a própria visão para que a empresa também consiga expandir a dela.

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