Exclusivo para Assinantes

CONSTANTINO

O Plano Safra e os dados sobre novos tipos investimentos do Agronegócio (CPR e CDCA)

Confira a coluna de Michel Constantino desta terça-feira, 11 de junho de 2024

Assine e continue lendo...

O principal setor da economia brasileira espera ansiosamente como será detalhado o atual Plano Safra. O Plano Safra se tornou uma instituição no país, com resultados relevantes para aumentar os investimentos e oferta de alimentos para o mundo.

Mas será que o governo federal avaliou as novas formas de financiamento? Analisou por exemplo a dinâmica dos CPRs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CDCAs (Certificados de Depósito de Créditos Agrícolas)?

As maiores economias mundiais dependem das exportações, a dinâmica produtiva do agronegócio favorece e impacta positivamente nas economias locais, os municípios, as comunidades, cooperativas e comércio das cidades. Como também gera saldo positivo na riqueza do país exportando alimentos e insumos para todo planeta.

Exclusivo para assinantes

Juca Kfouri: O polêmico novo Mundial da Fifa

Os gigantes europeus querem receber o que pensam valer e os demais que se virem

13/06/2024 00h05

Juca Kfouri

Juca Kfouri Divulgação

Continue Lendo...

Numa das poucas vezes em que teve razão na vida, se não foi a única, o bufão, milionário e fascistoide Silvio Berlusconi (1936-2023), então dono do Milan, deu entrevista logo após a Itália ser eliminada pela Argentina nas semifinais da Copa do Mundo de 1990, que sediou.

A Holanda, que tinha o trio milanês composto pelos magníficos Rijkaard, Gullit e Van Basten, campeões da Eurocopa dois anos antes, já havia caído, eliminada logo nas oitavas de final, pela Alemanha, depois de três decepcionantes empates com Egito, Inglaterra e Irlanda na fase de grupos e o segundo lugar conquistado só no sorteio.

Disse o magnata, então: "Passamos dois anos com nossos estádios sem suas capacidades totais porque em reforma para receber a Copa do Mundo e amargamos prejuízos por isso. Meus três holandeses decepcionaram e a Itália não chegou à final com uma porção de jogadores do Milan. Agora a Fifa vem e diz: ‘Toma, reerga o futebol na Itália’. Ora, a Copa do Mundo de seleções não faz mais sentido no mundo globalizado. Que se limite ao torneio de seleções nas Olimpíadas. Copa do Mundo tem de ser dos clubes, repletos de estrangeiros. E os hinos a serem tocados têm de ser os dos clubes", disse à revista semanal Panorama.

Tudo isso para mencionar o previsto, para junho/julho de 2025, Mundial de Clubes Fifa com 32 clubes, a ser disputado nos Estados Unidos nos moldes da Copa de seleções.

Os gigantes europeus pressionam a Fifa para receberem o que avaliam valer para participar do torneio.

Em regra a entidade ganha brigas do gênero, mesmo que tenha de pagar um pouco mais por isso.

Disputar o interesse com a Champions League da Uefa é só e tudo o que Fifa quer e da competição entre as duas confederações não será surpresa se, em futuro próximo, vier à luz o que já foi ensaiado duas vezes sem sucesso: a Liga dos Clubes Europeus, com um campeonato continental composto apenas pelos gigantes durante toda a temporada em pontos corridos.

A luta por mais dinheiro é incessante e a busca pela prevalência da elitização parece inevitável.

Clubes como o Real Madrid perguntam por que raios têm de dividir faturamento com confederações, que ficam com a parte do leão, se essas não possuem times para botar em campo.

Do ponto de vista dos países do mundo periférico do futebol, e aí estão incluídos os cada vez mais poderosos e bilionários clubes árabes, a briga promete, sem que se possa prever o desfecho.

Dólares, euros, libras e petrodólares jamais se preocupam com a maioria.

E não adianta clamar pelos valores românticos do futebol raiz porque o choro não passará de resistência inócua, tamanhos são os interesses em jogo.

O torcedor é cada vez mais um ser impotente que vê o mercado financeiro tomar conta de sua paixão, as casas de apostas envenenarem ainda mais o ambiente poluído, cartolas encherem os próprios bolsos em tabelinhas com empresários de atletas e endividarem os clubes, que, sem saída, recorrem a quem, em tese, pode salvá-los.

Talvez exista quem saiba como encontrar outra solução que não seja a de se dobrar ao sistema capitalista que vigora cada vez mais potente no mercado do futebol.

Se existir, estamos todos loucos por ouvi-lo.

E se não for mais um mitômano como tem aparecido por aí, será candidato à canonização ou ao equivalente na diversidade religiosa.

Exclusivo para assinantes

Juca Kfouri: Intervenção, recuperação e SAF

Para tirar o Corinthians da crise serão necessárias medidas drásticas e difíceis

10/06/2024 00h05

Juca Kfouri

Juca Kfouri Divulgação

Continue Lendo...

O mar de lama que cobre o Parque São Jorge não será saneado apenas com o eventual impeachment de Augusto Melo.

De que adiantará sua saída se, por exemplo, Andrés Sanches, fartamente responsável pela crise, sucedê-lo?

Ou Romeu Tuma Júnior, tão mitômano como Melo?

O passo inicial para a solucionar a vida alvinegra está na Justiça determinar, a pedido de sócio corintiano, a presença de um interventor no clube. Alguém sem nenhuma ligação com os atuais grupos que lutam pelo poder no Corinthians.

Lembremos: por mais que a Justiça resista, com razão, a intervir em entidades privadas, poucas são tão públicas como clubes de futebol de grandes massas torcedoras. E o Corinthians é o segundo mais popular do Brasil.

Interventor nomeado, ele contratará profissional respeitado para gerir o futebol com a finalidade de, ao menos, evitar novo rebaixamento como o de 2007, sob Sanchez.

Tão importante como, pedirá recuperação judicial para negociar a dívida de cerca de R$ 2 bilhões.

Esse foi o caminho de outros clubes, com muito menos poder de faturamento que o Corinthians, que viraram SAFs.

Exatamente por seu tamanho e potencial, a maior torcida do maior mercado do país, a SAF corintiana pode adotar modelo distinto das Sociedades Anônimas do Futebol em vigor entre nós: a um acionista acima de qualquer suspeita deveria se somar a abertura de capital da SAF corintiana que ofereceria ações, com prioridade, aos torcedores do clube. Respaldo maior para o acionista será difícil encontrar e o Bayern de

Munique assim fez com grande sucesso.

Tudo dando certo, remédios aplicados e seus primeiros efeitos detectados, seria convocada eleição para escolher o presidente do clube social e estabelecer suas relações com a SAF.

É importante lembrar que a Ernst & Young fez sugestões neste sentido ao ainda presidente corintiano e ele não aceitou nem sequer a contratação de um CEO, preferiu ouvir seu diretor administrativo Marcelo Mariano, sem currículo algum e bastante envolvido no atual contencioso que sangra o Corinthians.

Ao corintiano das arquibancadas, eventual acionista do time de seu coração desde que convencido da seriedade da governança, importa mais agora sair do fundo do poço do que se o desdobramento das investigações policiais levará cartolas à prisão — embora viesse a ser extremamente salutar e didático, algo que ainda não aconteceu nem no Inter, nem no Cruzeiro, outros dois casos recentes investigados e punidos pelo Ministério Público gaúcho e pela polícia mineira.


Salve o Corinthians, diz o hino.


E com a consciência de que nada é panaceia, porque até os melhores remédios têm de ser bem receitados e, principalmente, bem aplicados.


O modelo associativo está superado mesmo que clubes como o Athlético Paranaense, o Flamengo, o Fortaleza, o Palmeiras, mostrem ser possível aliar vida financeira saudável com desempenho técnico no futebol. Mas são exceções.


Entre abrir o capital na bolsa e dar oportunidade para a torcida ser, de fato, dona do clube, ou permitir que os coronéis do futebol se mantenham tratando as agremiações como se fossem deles, não deve haver dúvida sobre o que é melhor ou, para os românticos que têm ódio eterno do futebol moderno, ao menos, menos ruim.


É o que exige a situação desgraçada em que o puseram.


Que o Corinthians se SAF.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).