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A força dos laços culturais entre Brasil e Portugal: uma relação para além dos aspectos linguístico

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A Língua Portuguesa, além de ser uma incomensurável herança histórico-linguística, garante laços de proximidade cultural entre Brasil e Portugal.

Por ter sido moldada a diferentes contextos culturais e geográficos no decorrer dos séculos, serve como ponto de partida para entendermos a profunda relação criada entre essas duas nações.

É fato que a Língua Portuguesa representa nossa maior evidência da unidade luso-brasileira, mas não devemos ser reducionistas a ponto de acharmos que tudo finda nas questões linguísticas. Nossa relação com o país lusitano vai além da língua em comum.

Desde a chegada das primeiras embarcações, por volta de 1500, até os dias atuais, Portugal e Brasil criaram efetivas trocas, que perpassam os séculos e reforçam um passado cultural compartilhado.

O Brasil, como um híbrido cultural, não pode deixar de evidenciar as influências portuguesas na Literatura, na Arte, na Música. Autores como José Saramago, Camões e Fernando Pessoa influenciam, até hoje, escritores brasileiros e são referências em escolas e universidades.

De mesmo modo, autores brasileiros são vistos em Portugal como grandes cânones. Isso embasa as riquezas das variações lusófonas promovidas por esse intercâmbio de identidades culturais.

No campo social, a relação entre Brasil e Portugal tem gerado o intercâmbio de conhecimentos e vivências, que contribui para uma cooperação cultural mais profunda entre as nações.

A inserção do Brasil na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é prova desse constante diálogo, proporcionando, assim, oportunidades de entrosamento entre essas diferentes culturas.

É sabido que, historicamente, a relação luso-brasileira é marcada pela troca de experiências que moldaram as duas nações.

A vinda da corte portuguesa ao Brasil, em 1808, por exemplo, teve implicações significativas no desenvolvimento cultural do nosso país, como o surgimento da primeira Biblioteca Nacional e do Teatro Real.

A música erudita, impulsionada pela chegada da família real em nossas terras, passa a coexistir com a música popular brasileira. Dessa simbiose, nasce não apenas nossa identidade, mas também a nossa memória coletiva.

Em vista disso, é necessário afirmar o valor e a importância das relações de amizade entre Brasil e Portugal. Mais do que um laço linguístico, essa relação é fundamental para a construção de uma identidade, que compreende a troca de saberes e experiências.

O Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta, celebrado em Porto Seguro, no dia 22 de abril de 2000, e promulgado no decreto nº3.927, reconhece o “amplo campo de convergência de objetivos e da necessidade de reafirmar, consolidar e desenvolver os particulares e fortes laços que unem os dois povos, fruto de uma história partilhada por mais de três séculos e que exprimem uma profunda comunidade de interesses morais, políticos, culturais, sociais e econômicos”.

Além de ser uma data extremamente simbólica, já que marca os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil, representa, também, o Dia da Comunidade Luso-brasileira, que se compõe como uma excelente oportunidade de reflexão sobre a integração cultural entre esses povos.

Sendo assim, comemorar o dia 22 de abril rompe as barreiras do tempo e deixa de ser apenas uma lembrança histórica e linguística.

Por um olhar mais sensível e abrangente, essa data aponta para o futuro, vislumbra uma relação fortalecida e contínua, contribuindo para a criação de relevantes laços culturais e sociais entre nações-irmãs.

ARTIGOS

Obrigados a repensar nosso lugar

24/05/2024 07h30

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Agora, em face da tragédia ambiental e humanitária no Rio Grande do Sul estamos obrigados a repensar a ocupação de nossos territórios urbanos e rurais.

Campo Grande já recebeu vários alertas, alguns mais claros, como enchentes cada vez mais comuns, outros percebidos historicamente como o aumento exagerado da temperatura ambiente e da pouca umidade no ar. Mas infelizmente muito pouco tem sido feito para adaptar a cidade (e o Estado) para essa nova realidade.

Estudiosos apontam que nossa temperatura ambiente vai ficar cada vez mais quente e as chuvas, cada vez mais intensas e mais concentradas, isto é, mais água em menor tempo.

Algumas (boas) obras de drenagem estão sendo planejadas e executadas, mas isso não é o suficiente.

Nenhuma solução urbanística é satisfatória se não tiver um viés o mais abrangente possível.

Já vimos os grandes parques urbanos às margens do Prosa e do Segredo, previstos em 1.978 por Jaime Lerner serem literalmente ocupados pelas construções, muitas, frutos de descaso com o bom planejamento urbano, que teria evitado as enchentes quase corriqueiras nos dias atuais.

Outro exemplo é o nosso sistema de drenagem: não basta a obra, mas a manutenção constante, junto com, como exemplo simples, um plano de (re)arborização e uma Lei de Ocupação e Uso do Solo que aponte soluções como a quantidade de solo permeável obrigatório para cada edificação.

É só olhar nossas esquinas (principalmente): cada dia mais ocupadas com edificações e estacionamentos nos recuos, com rebaixamento quase total das guias, e um ínfimo pedaço de terreno com grama e um mirradinho arbusto que logo irá morrer...

Uma árvore é capaz de reter, segundo estudos, até cerca de 20% da quantidade de chuva que cai, aumentando o tempo de escoamento e, consequentemente, o risco de enchentes.

Estudos realizados pela UFPR encontraram uma redução na temperatura de 1,8 a 3,9 °C, comparando áreas arborizadas e não arborizadas. Também, estudos na Argentina e Alemanha comprovaram uma regulação de 5% da umidade relativa do ar em áreas arborizadas.

Por outro lado, a verticalização das edificações aumenta a temperatura no entorno imediato, assim como o excesso de prédios pode afetar o regime de ventos. Assim, se faz necessário uma regulação da concentração da verticalização que, lembro, impacta também a rede já implantada de água, esgoto e energia, além da mobilidade urbana.

Esses são alguns exemplos de como é complexa a regulação urbana exigida pelas mudanças climáticas.

E nas áreas rurais, lembro-me que, no começo de 2.010, em uma audiência pública sobre uma das maiores chuvas em menor tempo que esta cidade já viu (em 27 de dezembro de 2.009) um nosso grande meteorologista dizia, que com a destruição dos rios aéreos que conduzem água do oceano e da Amazônia, o nosso Pantanal, em quatro décadas estaria fadado a virar um deserto arenoso.

Ainda é tempo de fazermos algo, para evitarmos tragédias ou o nosso declínio como sociedade. Mas precisamos de debate sobre nosso bem estar atual e futuro, com bons argumentos e, o mais importante, ações imediatas.

CLÁUDIO HUMBERTO

"A diferença entre gestor vs. gastador"

Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) comparando Tarcísio de Freitas a Lula

24/05/2024 07h00

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Lula expõe Lira e Haddad para vetar a própria MP

A decisão de vetar a própria medida provisória, taxando compras em sites que são o xodó de pessoas pobres, mostra como Lula (PT) ficou perdido com pesquisas atestando sua rejeição. Com o veto, ele tenta reverter pesquisas tipo Quaest: 55% dos brasileiros acham que ele não merece ser reeleito. Além de mostrar não saber o que faz ou assina, irritou o presidente da Câmara, Arthur Lira, que, a seu pedido, enfrentou o desgaste de transformar sua MP estúpida na lei que agora quer vetar.

Culpa do Haddad

No Planalto e no Congresso, a estratégia do governo é culpar pelo erro o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Até porque a ideia foi dele mesmo.

Puxando o tapete

O maior entusiasta da ideia de Lula vetar a própria MP, que mídia amiga agora chama de “MP do governo”, é o ministro Rui Costa (Casa Civil).

Combo baiano

Com a operação, Rui Costa prega mais um prego no caixão de Haddad, com quem anda às turras, e ainda com chance de “salvar” o chefe, Lula.

Pendurado na brocha

A maior dificuldade de Lira é como dizer aos líderes que o apoiaram na aprovação da lei que Lula irá vetar a própria MP, fato inédito na História.

Apoio de Lula ‘rifa’ Aguinaldo da reforma tributária

Bastou Lula manifestar apoio a Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para sacramentar a exclusão do deputado do grupo de regulamentação da reforma tributária, criado na Câmara. Ribeiro foi relator e contava estar na segunda fase do projeto. Nos bastidores, se movimenta para suceder a Arthur Lira, de quem já foi rival no PP e apoiou Baleia Rossi (MDB-SP) contra o alagoano em 2021, na disputa para presidir a Câmara. Agnaldo quer o apoio do Planalto que, por ora, prefere Antônio Brito (PSD-BA).

O pecado

Antes de qualquer desenho sobre a regulamentação, Lula disse que Aguinaldo Ribeiro relator “seria ideal”. Acabou ali a chance do deputado.

Nomes demais

Lira tenta viabilizar Elmar Nascimento (União-BA) como sucessor, mesmo desagradando a Lula. A candidatura de Ribeiro não ajuda.

Campanha velada

Não passou despercebido Ribeiro na Comissão de Finanças, nesta semana, no cordão de bajuladores de Fernando Haddad (Fazenda).

Xô, Mantega

Enquanto Lula tenta barganhar o controle da Vale dificultando o acordo de indenização de R$127 bilhões para Mariana (MG), a companhia global (que é privada) contratou a Russel Reynolds, de padrão internacional, para assessorar na seleção do seu futuro presidente.

Gisele é top

Campanha de Gisele Bündchen superou (e muito) a merreca que Joe Biden mandou ao Rio Grande do Sul. São R$6 milhões da modelo contra R$100 mil do americano belicista e também mão-de-vaca.

Aloprados no poder

Ao ver déficit nominal bater os R$380 bilhões, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lembra que o Brasil não vive uma pandemia, mas diz que o País “tem uma quadrilha gastando igual aloprado”. Aí é dureza!

Lira sobrando

Nem precisava pesquisa, mas a Quaest confirmou na Câmara que Arthur Lira é aprovado pela maioria dos deputados e que ele é quem definirá o próprio sucessor. Influência bem maior que Lula e Bolsonaro somados.

Da memória não apaga

Para o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), a politicagem voltou às estatais federais, com Lula e aval do STF. “Uma vergonha internacional. Anulando tudo da Lava Jato... quero ver apagar a nossa memória”.

Nada a reclamar

Magda Chambriard deve ser referendada hoje como nova presidente da Petrobras. A executiva substitui Jean Paul Prates, que saiu após humilhante demissão por Lula. O salário passa dos R$133 mil.

Embromação

Kim Kataguiri (União-SP) cobrou o ministro Fernando Haddad (Fazenda) que muito falou e pouco explicou na Câmara. “Gostou muito de lacrar”, concluiu o deputado, “mas responder perguntas, que é bom...”.

Lançamento prestigiado

Lançamento do livro de Aldo Rebelo, “Amazônia, 500 anos de cobiça internacional”, contou com ilustre presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumprimentou o autor e garantiu um exemplar.

Pensando bem...

...no Brasil, o crime não só compensa como virou investimento.

PODER SEM PUDOR

Oficinas não voam

Afonso Arinos de Melo Franco era ministro das Relações Exteriores de João Goulart e tinha pavor de avião. Certa vez, ao concluir visita a Portugal, ele se despediu do presidente anfitrião, Américo Tomás, que tocou no assunto: “O senhor gosta de avião?” O chanceler admitiu: “Não muito, excelência...” Em lugar de tranqüilizar o visitante brasileiro, Tomás fez um comentário que o atormentaria durante todo o percurso de volta: “É, enquanto eles voam lá em cima, as oficinas continuam cá em baixo...” Afonso Arinos morreu falando mal de Américo Tomás.

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