Contrariando boa parte do PT, Lula não vai exigir que partidos do centro, ainda que lancem candidatos ao Planalto, desocupem os cargos que ocupam na administração federal. É o caso, por exemplo, do PSD de Gilberto Kassab, que já anunciou três candidatos e ocupa os ministérios da Agricultura (Carlos Fávaro), Minas e Energia (Alexandre Silveira) e Pesca (André de Paula).
MAIS: entende que nomes com projeção eleitoral sairão naturalmente e, em ano eleitoral, ações midiáticas são travadas pela legislação. PP e União Brasil também devem manter as boquinhas. Lula está de olho no apoio de governadores e parlamentares dos partidos. Além de sete ministérios, PP, União e PSD têm boquinhas na Caixa, Codevasf, DNIT, Sudene e mais de 140 cargos de confiança.
Tarcísio vs. Derrite
O secretário de Segurança de São Paulo, Osvaldo Nico, que confirma a exoneração de 14 pessoas da pasta ligadas a seu antecessor, Guilherme Derrite, partiu de escolhas do novo número 2 da pasta, o coronel Henguel Pereira, indicado diretamente por Tarcísio de Freitas. Desafeto de Derrite, Henguel tomou posse no dia 2 e ganhou carta-branca para fazer o expurgo. As demissões fazem parte de um processo de desgaste entre Tarcísio e Derrite, que antecipou sua saída e reassumiu mandato de deputado. No passado, Derrite pensava em substituir Tarcísio no governo, se ele disputasse o Planalto.
Caiado, senador
A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD tem como pano de fundo, além da candidatura à Presidência, a preocupação do partido com as eleições para o Senado. A articulação discreta de Gilberto Kassab envolveu uma avaliação de que Caiado é um nome forte em Goiás e se não for escolhido pelo PSD para a corrida ao Planalto, "poderia ser eleito com tranquilidade ao Senado". Kassab nem sabe se "Caiado topa concorrer ao Senado e se não for esse se eu desejo, ele pode contribuir para o projeto de quem quer que seja".
"Loterias da casa" 1
O governo mantém uma relação bipolar com aposta que, ao mesmo tempo em que impõe restrições às bets, em nome da proteção social e do endividamento, o Ministério da Fazenda tem feito gestões junto ao STF para evitar que essas mesmas vedações atinjam a "jogatina oficial", leia-se loterias federais da Caixa Econômica. Há forte preocupação com o "efeito bumerangue" a partir das limitações aplicadas aos beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no fim do ano passado. Entre alguns ministros prevalece o entendimento de que a proibição para que cadastrados nos dois programas acessem plataformas de bets deve se estender às demais modalidades de apostas.
"Loterias da casa" 2
E demais "modalidades de apostas", incluem jogos operados pela Caixa. O próprio Luiz Fux, relator do caso, além de Edson Fachin e Cármen Lúcia têm dado sinais nessa direção. A tese da isonomia é defendida também por juristas com a premissa de que não há base legal sólida para diferenciar o destino do caso. Trata-se dos mesmos recursos de transferência de renda e, na ponta do funil, a mesma finalidade: aposta. Seria um golpe duro para as loterias da Caixa. Estima-se que beneficiários de programas sociais representam cerca de 15% da base de apostadores, especialmente em jogos como Megasena, Lotofácil e Quina.
"Para inglês ver"
Na semana passada, Lula voltou a falar sobre as investidas do Congresso para estabelecer mandato no Supremo para evitar perpetuação no poder. E analisou no estilo "para inglês ver”: “Acho que precisamos discutir isso. Não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75 anos. Não é justo, é muito tempo. É uma discussão que deve ser feita por parlamentares e que não deve ser associada à atuação dos magistrados".

Peixe maior
Hoje aos 24 anos, Kaia Geber, já tem 8 anos de carreira, tanto nas passarelas, revistas quanto na TV. Filha da supermodelo Cindy Crawford e do empresário Rande Gerber, Kaia está na capa e ensaio da Harper’s Bazaar onde revelou um pouco de sua vida pessoal e de suas outras paixões, como o Teatro. Sobre sua mãe ela conta que dificilmente ela dá opiniões sobre seus trabalhos. “Ela não dá conselhos a menos que você peça. Mas se você pedir, prepare-se, porque ela será muito honesta de maneiras que, às vezes, são difíceis de ouvir. Ela geralmente está certa, o que é irritante, mas ela também está muito disposta a me deixar cometer um erro que ela cometeu há 30 anos.” Sobre sua personalidade é direta: "Não sei se sou romântica. Sou uma sonhadora. Imagino todos os cenários possíveis na minha cabeça. Consigo me convencer de que alguém é tudo o que eu quero, mesmo que essa pessoa faça de tudo para provar o contrário. Minha imaginação é muito fértil e tem sido uma dádiva no meu trabalho. Nem sempre uma dádiva nos relacionamentos."
Aproveitando sua imaginação, Kaia também tem se dedicada a atuação: “Eu amo teatro porque ele é imortalizado na memória das pessoas, mas não na mídia. Muito do que eu fiz, cada foto, é imortalizado na internet”. Apesar de ser apaixonada por teatro a modelo tem atuado muito na TV e no cinema. Atualmente está na segunda temporada da série Palm Royale, ao lado de Kristen Wiig e Carol Burnett e se prepara para entrar na série The Shards. Já no cinema já está gravando Mother Mary, ao lado de Anne Hathaway e Michaela Coel e em breve irá começar a rodar Outcome ao lado de Keanu Reeves, Cameron Diaz , Matt Bomer e Laverne Cox . Mais: a atriz Carol Burnett acredita que em breve Kaia irá se aprofundar no cinema e aposta que irá também trabalhar em direção. “Ela não vai simplesmente tirar um cochilo no trailer. Ela está sempre observando, assistindo e aprendendo, até mesmo sobre configurações de câmera. Não me surpreenderia se um dia ela dirigisse um filme”.
"Penduricalhos": STF vai decidir
Lula vai cozinhar no Ministério da Gestão e Inovação suposta análise de veto do projeto que libera salários acima do teto constitucional para a elite dos servidores no Legislativo e agora, conta com o Supremo Tribunal Federal para não confrontar a Câmara. O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para o dia 25 de fevereiro a sessão que vai decidir sobre a liminar de Flávio Dino que suspendeu a indecorosa benesse. A data deve livrar Lula de ter que decidir se veta ou não o texto e a maioria da Corte deve apoiar Flávio Dino. Lula tem 15 dias úteis para decidir o que fazer, com a data do julgamento). O petista não pode se dar ao luxo de confrontar a Câmara e ainda quer aprovar neste semestre projetos eleitoreiros, como fim da escala 6x1. E espalha que não sabia da votação do "penduricalho", só que o assunto foi tratado na reunião de líderes da Câmara.
Pacheco candidato
O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, nome preferido por Lula para concorrer ao governo de Minas Gerais, vai se encontrar de novo com o presidente para discutir a viabilidade de sua candidatura e comunicar sua filiação ao União Brasil (era do PSD). Pacheco já acertou a mudança de partido que foi intermediada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e afasta ainda mais o União Brasil de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula. Marcelo Freitas, presidente estadual do União deve se migrar para o PL.

Terapia de casal
Reassumindo o posto de Rainha de Bateria da Viradouro Juliana Paes, depois de 17 anos, ela foi rainha entre 2004 e 2008, tem se dedicado nos últimos meses exclusivamente ao Carnaval. “Essa volta é pelo Ciça. Mas eu me questionei: “Não tenho mais idade para isso, não sei mais sambar. Será que meu corpo ainda é sensual, dá conta?” São fantasmas que tem a ver com o etarismo”. Juliana lembrou também que seu pai (falecido em 2024) deveria gostar de vê-la de volta à Marques de Sapucaí. Sobre sua vida pessoal ela confessou em entrevista a revista Ela que gostaria de fazer terapia de casal apesar de estar junto com o marido há 20 anos. “Fazemos novos pactos. Existe uma resiliência e uma combinação de temperamentos que têm dado certo. Mas estou vivendo a perimenopausa, tenho umas névoas de memória, esqueço as coisas, e isso dá briga. A gente briga para caramba, mas conversamos sobre o que aconteceu. Estou doidinha para fazer terapia de casal, porque não é preciso uma crise para isso. Basta ter vontade, maturidade e desejo de estar junto. E eu tenho um companheiro disposto a escutar”.

"Auxílio oxigênio"
Com referência à liminar de Flávio Dino contra "penduricalhos" do Congresso nem dá para falar que o ministro do STF inventou a decisão de última hora. Nos últimos dois anos, na condição de relator de uma ação que pedia o reconhecimento de honorários de sucumbência para procuradores municipais de São Paulo, ele chegou a falar que faltava criar o "auxílio oxigênio" para indenizar o esforço de respirar. Ninguém se mexeu e veio a liminar. Com a Corte precisando se recuperar perante a opinião pública, é difícil imaginar que a liminar de Dino não seja referendada em plenário.
Desemprego real 1
Analisando dados fornecidos pelo governo Lula sobre o desemprego, o professor e escritor David Gertner garante que a taxa real de desocupação não é os 5,1% anunciados pelas estatísticas do IBGE de Marcio Pochmann - e sim alarmantes 16,6%. A discrepância, segundo ele, é pela exclusão sistemática de milhões de pessoas que sem emprego, não são consideradas desempregadas. Com isso, subestima-se a real extensão dos excluídos no mercado de trabalho.
Desemprego real 2
O IBGE, com base na PNDA Contínua, considera desempregado apenas quem está ativamente procurando trabalho nas últimas semanas. A metodologia ignora os "desalentados", por exemplo, que desistiram de buscar emprego por falta de oportunidades. O IBGE de Márcio Pochmann criou ilusão de prosperidade tirando subocupados, com jornada menor, e beneficiários de programas sociais como Bolsa Família, Cálculos corretos incluem milhões de brasileiros ignorados pelo IBGE, por isso a taxa salta para 16,6%.
Mistura Fina
A música "Meu amigo Flávio" do comediante Murilo Couto, em tom de piada nas redes, acabou capturada por apoiadores do filho de Bolsonaro e virou "hino" da direita. O PL também entrou na piada com a música divulgada com outras intenções por Murilo Couto: "Todo mundo quer ser amigo de Flávio Bolsonaro. Zerou a vida". E o próprio Flávio se apoderou da piada: "Meu amigo Flávio vai lutar para que o Brasil volte a ter ambiente seguro para empreender". E emendou lembrando o recorde de empresas falidas no país, em 2025, sob Lula (mais de seis vezes o número de 2022).
Espécie de "cemitério" de projetos da Câmara contra o crime, como a redução da maioridade penal, o Senado retirou do projeto Antifacção a emenda aprovada por ampla maioria de deputados federais, que revogava o direito de voto de presos provisórios. A medida não interessava ao PT e aliados, que votaram contra, mas na Câmara prevaleceu a vontade da maioria conservadora, muitos deles lembrando que a população carcerária, majoritariamente, vota em Lula.
Alterado no Senado, nesse caso para pior, o projeto Antifacção retornou à Câmara, que pretende reintroduzir o fim do direito de voto dos presos. Os deputados que lutaram pela aprovação do texto original acreditam ainda que o projeto AntiFacção extinguirá a campanha eleitoral no presídio. A proposta da Câmara, excluída no Senado, foi do deputado Marcel van Hatten (Novo-RS) que, em novembro, havia comemorado a aprovação.
Em meio às divergências societárias do Grupo Pão de Açúcar, Silvio Tini, um dos maiores investidores ativistas do mercado de capitais brasileiros, desponta como a pedra angular da assembleia de acionistas convocada para o dia 27 de março. A família Diniz, dona da maior participação no capital (24,6%) e os minoritários Rafael Ferri e Hugo Fujisawa, que somam cerca de 4%, vem tentando angariar o apoio de Tini.
Tini já tem cerca de 12% do GPA e estaria comprando mais ações em Bolsa. Ferri e Fujisawa tentam emplacar dois representantes no Conselho. E querem derrubar a "pílula do veneno" prevista do estatuto, abrindo caminho para que qualquer investidor ultrapasse o sarrafo de 25% do capital sem a necessidade de uma oferta pelo restante das ações. Nessa disputa por espaço entre a família Diniz e minoritários, Tini tem peso suficiente para fazer a balança pender para um lado ou para o outro.
In – Cinema: Caminhos do Crime
Out – Cinema: Robin: Inteligência Assassina




