Colunistas

Giba Um

"O Supremo é feito para ser um órgão colegiado. Isso é outra aberração no Brasil você ter...

...decisões monocráticas, que ficam anos para ser apreciadas pelo plenário. Não vejo isso na Suprema Corte americana", de Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, ex-Tesouro e ex-Caixa

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Ação criada por Lula no Palácio do Planalto com o nome  “Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio", em pleno ano eleitoral e com segurança pública como calcanhar de Aquiles do governo escondeu alta de mais de 4% na taxa de homicídio de mulheres cometido em razão de gênero durante a gestão petista. O marcador passou de 1.444 casos em 2022 para 1.518 no ano passado, média de 4 por dia.

MAIS: o número de tentativas de feminicídio teve aumento ainda mais expressivo, 59,26%. Foram  3.749 registros (2025) ante 2.354 (2022). Ao lado de Lula para sair na foto, o estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) tem taxa de 2,23 acima da média nacional. Também de papagaio de pirata, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem Pernambuco com a 10ª. pior taxa, acima da média, 1,77.

Olho no seguro-defeso

O governo Lula, mais uma vez, corre o risco de ficar preso ao anzol do Congresso. O Planalto tem encontrado dificuldades em aprovar a MP que reformula as regras do seguro-defeso, o benefício pago aos pescadores artesanais no período de reprodução das espécies. A resistência à medida se espalhou por diversas frentes, dentro e fora do Parlamento, criando um ambiente político adverso. O principal bloco de oposição vem das bancadas do Norte e Nordeste, notadamente de deputados e senadores do Pará, Maranhão, Amazonas, Bahia e Alagoas, inclusive do próprio PT. Os parlamentares temem mexer em um benefício sensível em regiões onde o seguro-defeso tem forte peso eleitoral. E o coro foi engrossado por prefeitos de municípios pesqueiros.

"Forasteira" bem-vinda

Aliados de Lula que criticaram, no passado, o fato de Tarcísio de Freitas ter disputado o governo de São Paulo em 2022 sendo carioca, agora defendem a "forasteira" Simone Tebet (MDB) nas urnas pelo estado em 2026. Há quatro anos, Márcio França explorou o fato de Tarcísio ser flamenguista, enquanto Fernando Haddad ironizou o fato do governador chamar "bolacha" de "biscoito", como ocorre no Rio. Agora, ambos cobrem de elogios a mato-grossense Tebet, que pode sair para o governo ou Senado por São Paulo.

Camburão lotado

O delegado Andrei Rodrigues acaba de completar três anos no comando da Polícia Federal. Levantamento de combate ao crime revela que, nesse período, foram mais de 82 mil prisões, 80 mil investigados indiciados e mais de R$ 16 bilhões retirados do crime organizado. A PF também prendeu mais de 500 investigados no exterior e aqui no Brasil foram 135 os foragidos internacionais localizados pelos investigadores. Como Rodrigues vê a PF:"A Polícia Federal é uma instituição de Estado que não protege nem persegue e não se intimida diante de quem quer que seja".

Disputa 

Gilberto Kassab dono do PSD, não se contenta em três governadores filiados em seu partido à espera de um ser escolhido para disputar a Presidência da República. Agora, está conversando com Romeu Zema, ainda governador de Minas Gerais, território decisivo em questão de voto: também quer levá-lo para o PSD. Zema, há anos, teve votos de lulistas e bolsonaristas: hoje, não tem mais, mas conserva parte do eleitorado mineiro. No PSD, corre uma piada: dizem que Zema, se for, ensinará os outros três "a comer banana com casca", conforme seu polêmico vídeo.

Fidelidade

A oito meses das eleições, Eduardo Paes, superfavorito para o governo do Rio de Janeiro (ele é PSD de Gilberto Kassab), voltou a conversar diretamente com o presidente Lula. Quer que suas mensagens cheguem diretamente a ele. Antes, eram levadas por petistas. E também não abre mão de Lula em seu palanque, em sua campanha, a seu lado: não abre mão do petista que, igualmente, quer o apoio total de paz em sua corrida ao quarto mandato. Kassab deixa Paes fazer o que quer.

 Portas abertas do Carnaval

A contagem para o Baile da Vogue de 2026  chegou ao fim. No último sábado (7), o Copacabana Palace abriu suas portas para a 21ª edição do Baile da Vogue. Considerado o mais refinado do Brasil teve como tema Carnavália: O Abre-Alas Fashionista da Folia. O evento contou com a presença de diversas celebridades e personalidades renomadas dos setores da moda, arte e entretenimento, celebrando a vivacidade e a inventividade. Para entreter aproximadamente 1.800 convidados, uma animada roda de samba tomou conta do palco, com Pretinho da Serrinha e Xande de Pilares à frente da celebração, infundindo muito da cultura brasileira. Camila Pitanga destacou-se como a Rainha do Baile, realmente merecendo o título. Ela fez uma entrada impressionante, usando um sofisticado vestido azul marinho e uma peruca volumosa na mesma tonalidade. "Estou plena! O cabelo está bem encaixado, muito bem colocado e porque sou travesti. Amo me montar, então estou tranquila. É uma peruca linda que veio de Paris. Estamos fazendo uma brincadeira com a Charlote da série Bridgerton", explicou.

Um evento tão grandioso necessita de alguns patrocinadores. Essa edição do Baile da Vogue teve como apoiadores Beefeater, Jean Paul Gaultier e Kérastase, além da colaboração de Bacio di Latte, Catupiry, Chandon, Comfort, Eudora, Francis, Gol Air France, Lindt, Nuvemshop, Omoda | Jaecoo, Paula Torres, Rennova, Rituais Cafés Especiais, Shopee, Stella Artois e Tônica Antarctica; e parceria com Bio Ritmo, Espaçolaser, Farm Rio, Azzas 2154 e PACCO. O Baile da Vogue é um dos eventos sociais mais significativos que ocorrem antes dos desfiles oficiais na Marquês de Sapucaí, capturando a atenção de diversas personalidades no icônico hotel da capital fluminense. Entre as celebridades presentes estavam Fátima Bernardes, Sabrina Sato, Valentina Herszage, Deborah Secco, Mel Maia, Taís Araújo, Roberta Close, Ticiane Pinheiro, Giulia Buscaccio, Luiza Brunet, Anttónia Morais, Cleo, Didi Wagner,  Ana Paula Padrão, Sheron Menezes, entre muitas outras, que se destacaram com produções repletas de brilho.

Flávio não quer militares perto

Quando ainda pensava que escaparia da prisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro pensava em seu sonhado segundo mandato no Planalto e, aos chegados, anunciava que pretendia chamar para o governo apenas generais cinco estrelas, ou seja, militares de alta patente. O nome que escolheu para disputar a Presidência em outubro como seu "representante", o senador Flávio Bolsonaro, seu filho "01", por enquanto, se comporta exatamente no sentido contrário. Até agora, não conversou com nenhum militar e não pretende fazê-lo tão cedo. Aliados dizem que Flávio tem dito que deixará "quaisquer conversas para depois". Mais íntimos relatam que o senador acha que "muitos militares viraram as costas para seu pai". Flávio dá prioridade a alianças políticas e ao convencimento do mercado financeiro, com pitadas de política nacional. Desde o lançamento de sua candidatura, em dezembro, ele se movimenta para atrair o apoio de partidos do centro para garantir partidos estaduais e recursos eleitorais como tempo de televisão. 

Muda tudo

Ciro Nogueira, senador, presidente do PP e ex-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, foi um dos primeiros a criticar a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato de Bolsonaro pai para disputar o Planalto. Continuava torcendo por Tarcísio e eventualmente, na chapa ganhar a posição de vice-presidente. Agora, desistiu porque Tarcísio disputará reeleição em São Paulo. Mais: vivia criticando Lula e acaba de ter um primeiro encontro com o presidente. O PP pode acabar apoiando a candidatura de Lula (Já apoiou o petista há  anos) e ele segue no Senado. Se Lula vence, Ciro pode até participar do ministério.

Tomando decisões

Recém-chegada de Nova York, onde estava de férias a apresentadora Luciana Gimenez em entrevista confessou que ficou um pouco chateada com sua saída do Superpop “Eu sou uma pessoa extremamente emotiva, né? Apesar de ter sido uma decisão de ambas as partes, eu fiquei chateada. Não chateada, a gente fica com o coração batendo mais forte. Obviamente eu sofri um pouquinho”. Sobre sua substituta, a Cariucha, ela garante que não conhece o trabalho dela, mas lhe desejou sorte.  Fazendo a temperatura subir na semana passada ao posar totalmente nua, se escondendo atrás de uma cortina ela também abriu seu coração para falar o porquê de nunca ter posado para revista Playboy, apesar de alguns convites. “Eu nunca tive coragem de fazer, gente”. E completou  falando que imaginava seu motorista pedindo para ela autografar a revista.  Sobre um futuro trabalho, Luciana garantiu que ainda não parou para pensar sobre “supostas ofertas” que teria recebido e afirmando que pensará e analisará tudo com muita calma.

Mistério dos livros

Na semana passada, redes sociais mal informadas asseguraram que Jair Bolsonaro não havia lido até agora nenhum livro (para reduzir sua pena, deve ler livros e fazer uma espécie de análise do conteúdo), o que deixou seu filho Carlos Bolsonaro, vereador e candidato ao Senado pelo Paraná, muito irritado. Ele distribuiu nota à mídia protestando e garantindo que o pai tem lido várias obras. Contudo, não forneceu o título de nenhuma delas. E nem para a defesa, que não pode usar o argumento de Carlucho.

Vídeo racista

A repercussão do vídeo racista criado por Donald Trump, transformando, com péssima montagem (houve quem dissesse que poderia ter usado IA) Barack Obama e sua mulher, Michelle Obama, como macacos, teve repercussão mundial. Tim Scott, único republicano negro no Senado, não deixou por menos: "é a coisa mais racista que vi vinda dessa Casa Branca". Trump jogou a culpa num funcionário até pessoas próximas desmentem essa versão: foi ideia dele mesmo e ficou 12 horas no ar. Depois, classificou como "um erro”, mas avisou que não pediria "desculpas". Assessores da Casa Branca disseram que "Trump exagerou" e não entendem o que ele quis fazer.

Racismo histórico

Trump sempre foi uma figura racista: nos anos 70, não alugava apartamentos para inquilinos negros, dizia que estava todos ocupados (era mentira); quando ia com Ivana ao cassino Trump's Castle, mandava todos os negros saírem do salão (mandava para os fundos, com microfone); quando quatro negros foram acusados de estuprar uma corredora em Nova York, Trump colou anuncio de página inteira nos jornais dizendo "Tragam de volta a pena de morte", os negros foram inocentados); o Trump Plaza Hotel & Casino foi multado em US$ 200 mil por remover crupies negros e Trump comentou: "Odeio negros contando meu dinheiro. O único tipo de pessoa que quero ver contando meu dinheiro são baixinhos que usam quipá todo dia"; e espalhou que Obama tinha nascido no Quênia e nunca frequentou Harvard.

Mistura Fina

Movimentos de Lula para fechar apoio nacional do MDB à chapa de reeleição incomodaram caciques do partido, sobretudo no Sul e Sudeste. Cresce a ideia de que o petista estaria disposto a oferecer a vaga de vice, hoje com PSB, ao MDB. A ideia é repetir que tal "frente ampla" do passado com ao menos um partido mais ao centro. Com o atual vice Geraldo Alckmin no PSB, parte da solução é empurrá-lo para a eleição em São Paulo, Senado ou governo, tanto faz.
 
O MDB de São Paulo, que comanda a prefeitura, com orçamento de Estado, não quer nem ouvir falar em aliança com o PT. Fica na oposição. A conversa começou com acenos para manter a ministra Simone Tebet, que inviabilizada em seu Estado, está de saída do MDB. Além de São Paulo, Rio Grande do Sul, DF e Goiás também preferem manter distância de Lula, PT e Cia. O MDB pensa grande mesmo somente para 2030, quando planeja lançar o nome do atual ministro Renan Filho (Transportes) para presidente.
 
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF), passou a representar o empresário do setor de mineração Lucas Kallas em um processo que tramita na Corte. O caso chegou ao Supremo na semana passada e ocorreu depois o TRF6 (Tribunal Regional Federal da 6ª Região) e o colegiado da 3ª Vara Federal de BH identificarem possíveis participações de pessoas com foro privilegiado nos eventos investigados.
 
Por meio da Cedro Participações, Kallas é sócio da farmacêutica Biomm, com 8%. O maior investidor da empresa é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que tem 25,86% das ações. Além de Viviane também assinam uma petição do caso Alexandre Barci de Moraes e Giuliana Barci de Moraes, filhos do ministro do Supremo. Na primeira sessão plenária do Supremo, neste ano, Alexandre  afirmou que há "má fé" nas críticas que acusam a Corte de permitir julgamentos em processos com participação de parentes e ministros como advogados. 

In –  Bolsas East-West
Out –  Bolsas Sacos

Giba Um

"Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio) precisa explicar...

...Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Tudo tem que ser muito bem explicado", de Tarcísio de Freitas, sobre a relação Flávio-Vorcaro

29/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Uma das empresas de Karina Gama, que produziu o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro, registrou crescimento de 1.180% entre as eleições de 2020 e 2024. Além de dona da Go Up Entertainment, que fez o filme, Karina também é sócia da G07 Assessoria. A empresa estreou no circuito eleitoral em 2020, em uma modesta campanha de vereança.

Mais: na campanha para vereadora de Patrícia Alonso (Rep-SP), que não foi eleita, a produtora recebeu R$ 13.352,45. Em 2022, foram R$ 67 mil nas campanhas de Mário Frias (R$ 54 mil), não eleito deputado estadual ambos do PL- SP. Nas eleições de 2024, a empresa faturou ainda mais com políticos: foram R$ 171 mil em duas campanhas para vereador.

Giba Um

Inspirada na avó

A Mondepars, que acaba de completar dois anos, lançou sua nova coleção de inverno, com Sasha Meneghel optando por transformar suas memórias afetivas em moda. O desfile aconteceu na quarta (27), na Arca, situada na Vila Leopoldina, em São Paulo, e traz como inspiração a história de sua avó materna, Alda Meneghel, que era costureira, pintora e uma rica fonte de criatividade para a família. Esta coleção é uma homenagem ao mundo artístico e artesanal de Alda, famosa por ter criado muitos dos figurinos icônicos do início da carreira de Xuxa Meneghel. Foi também ela quem apresentou Sasha ao mundo da arte. “Ela fazia de tudo: pintura, costura, biscuit, papel machê. Era uma arte muito livre.” Sasha relembrou ainda as brincadeiras da infância no ateliê improvisado da avó: “Eu mexia nas criações dela, e ela dizia: ‘Agora é que está bonito’”. O desfile trouxe referências sutis à vida de Alda, incluindo ombreiras, botões sofisticados e detalhes que refletem diferentes fases de sua vida, tudo dentro da estética minimalista da marca. A cenografia, elaborada por João Lucas e Ana Arietti, recriou a atmosfera da primeira casa da família em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. O evento contou com a presença de várias celebridades. Além dos pais de Sasha, Xuxa Meneghel e Luciano Szafir, e de seu marido, João Lucas, estavam Bruna Marquezine, uma das melhores amigas de Sasha; Manu Gavassi; a skatista e artista Karen Jonz.

Apoio de Trump ficou na vontade

Não tem declaração de nada apoio, como não deveria ter, não poderia ter. Jamais pediria que isso acontecesse”. Era Flávio Bolsonaro garantindo que não pediu o apoio de Donald Trump à sua candidatura, nem que o presidente americano sinalizou que poderia apoiá-lo. Ou seja: Flávio ficou na vontade. Chegou a imaginar que Trump faria isso até mesmo em homenagem a seu pai, Jair Bolsonaro, hoje doente e em prisão domiciliar. O americano perguntou sobre o ex-presidente; Flávio disse que o pai lhe havia mandado um abraço, mas não ganhou o abraço presidencial de volta. Aliados avaliam que a imagem de Flávio ao lado de Trump, no Salão Oval, fortalece o filho “01” de Bolsonaro no momento em que a pré-campanha enfrenta pressão crescente na própria direita e passou a conviver com discussões sobre alternativas, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Flávio pediu a Trump que classifique as facções criminosas brasileiras, como PCC e CV, como organizações terroristas e fez outros comentários. Resumo da ópera: nada que signifique mais percentuais nas pesquisas.

Não acrescenta

Analistas de plantão acham que a foto de Flávio, de um lado de Trump, e Eduardo Bolsonaro, do outro, além de Paulo Figueiredo atrás da cadeira do presidente americano (eles cavaram uma boquinha, mas não abriram a boca), não acrescenta nada, em especial, ao pré-candidato ao Planalto. Eduardo está em baixa no Brasil, não será candidato a nada e apenas sonha em virar “chanceler” de um suposto governo do irmão. Figueiredo não traz nem um voto a mais. E pior: Flávio não conseguiu uma sala na Casa Branca para falar com jornalistas — o pedido foi negado. Teve de arrumar um local fora de lá, decepcionando muitos profissionais.

Giba Um

Sustentabilidade com humor

Quando existe estratégia e criatividade, até meme vira campanha de sucesso. A Globo alcançou isso ao combinar elementos do passado e do futuro em sua nova proposta de sustentabilidade, colocando William Bonner e Bia Reis no centro das atenções. A emissora reinterpretou o icônico meme da “latinha” de Bonner, que se tornou popular nas eleições de 2022, e agora a brincadeira representa a redução do uso de plásticos descartáveis. Bia, por sua vez, reviveu um dos momentos mais memoráveis do Big Brother Brasil 24, usando um acessório inspirado em um traje feito de saco de lixo, provando que a criatividade pode ser uma aliada da consciência ambiental. No comercial, os dois falam sobre reaproveitamento, reciclagem e sustentabilidade de maneira leve e divertida. O auge acontece quando a latinha ressurge nas mãos de Bonner. Bia, então, finaliza com uma dose de humor: “Uma latinha e um William Bonner já são o bastante”, dando vida nova ao meme que conquistou a internet.

Giba Um

"Beleza pura"

De volta à presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf vem provocando as mais diversas reações diante da exibição dos resultados de trechos de transplante capilar e harmonização facial — jovialidade, contorno e harmonia dos traços, segundo especialistas. Nos olhos, retirou excessos da parte superior e bolsas, além do aumento da região da testa até metade da cabeça. Novos cabelos ocupam a parte superior e áreas laterais, agora sem costeletas. Aliados mais próximos batizaram o resultado de “Beleza pura”.

Apoio improvável

Dirigentes da federação União Brasil-PP consideram improvável o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro depois da divulgação da relação dele com Daniel Vorcaro. Bater o martelo, só em julho, dependendo do surgimento de novos fatos que aumentem o desgaste do senador, fora a força de Lula no Norte e Nordeste. A federação quer saber onde foi parar o dinheiro do filme e, especialmente, em que bolso. Também aguarda saber o que Flávio conversou com Daniel em longa reunião, quando anunciou que “ia zerar tudo”. Acham que essa expressão não quer dizer nada.

Pérola

“Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio) precisa explicar. Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Tudo tem que ser muito bem explicado”,

de Tarcísio de Freitas, sobre a relação Flávio-Vorcaro.

R$ 278 mil em comilança

Entre uma votação e outra, bem perto do Plenário, a boca livre rola solta nas lideranças partidárias. Não correm o risco de fazer “vaquinha” e bancar os próprios quitutes: empurram a conta para o contribuinte. Podemos, PSD, PSOL, Solidariedade, União Brasil, Progressistas, PSDB e PT foram os partidos que serviram banquetes ao custo de R$ 278 mil. O maior gasto vem do PT, que torrou, de fevereiro até agora, R$ 75.790 em canapés. Em março, foram mais R$ 33.735 gastos com buffet. O União Brasil vem logo atrás: gastou R$ 55.250 entre fevereiro e abril.

Recusas à extradição 1

A decisão da Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, de rejeitar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, feito pelo governo brasileiro, soma-se a pelo menos outros quatro casos de relevância em que governos estrangeiros se recusaram a mandar de volta ao Brasil figuras da direita brasileira.O primeiro foi o jornalista Allan dos Santos (EUA); depois, outro jornalista, Oswaldo Eustáquio (Espanha); Jorge Borges Corrêa, condenado pelo 8 de janeiro, que ganhou refúgio político na Argentina; e o ex-deputado Alexandre Ramagem (EUA).

Recusas à extradição 2

No caso de Allan dos Santos, os crimes apontados contra ele no Brasil seriam considerados “crimes de opinião”, que não existem por lá. A Audiência Nacional da Espanha entendeu que o pedido brasileiro contra Oswaldo Eustáquio tinha “evidente conexão e motivação política”. Em março, Joel Corrêa, com pena de 13 anos, tornou-se o primeiro condenado pelo 8 de janeiro a ganhar status de refugiado na Argentina.

Verde e amarelo

No encontro com Trump, Flávio Bolsonaro usava uma gravata de listras verde e amarelo, como Lula faz há anos em ocasiões especiais. Na entrevista, resolveu atacar o presidente brasileiro: “Enquanto o Lula cai de joelhos, rastejando, para implorar ao presidente americano, Trump, que não declare organizações criminosas, como PCC e CV, como terroristas, eu faço o contrário. Fui fazer exatamente esse pedido a ele”. Uma interferência de Trump, inclusive com gesto de tomar partido, seria um dos temores de Lula. E Flávio também não ganhou elogios parecidos com os que Trump ofereceu ao petista: “um bom homem”, “cara inteligente” e “presidente dinâmico”.

Queria escapar

Até integrantes do PL e mesmo bolsonaristas apostavam que o que Flávio Bolsonaro queria com sua viagem aos Estados Unidos, e ao conseguir falar com Trump (graças ao esforço de assessores de Marco Rubio), era mesmo sair da cena da dinheirama que levou (parte dela) de Daniel Vorcaro. Do lado de cá, acontecia nova busca de provas de um esquema de Cláudio Castro com o Banco Master. Ao citar nova busca, o ministro André Mendonça apontou “vínculo pessoal estreito” entre Daniel e Castro, que permitiu “encontros frequentes” no Brasil e no exterior. Já se sabia que o rombo da Previdência enterrou quase R$ 1 bilhão no Master. Agora, descobriu-se que outros R$ 2 bilhões sumiram.

Mistura Fina

O encontro-relâmpago de Flávio com Trump ficou longe dos recentes encontros do republicano com Lula, que foram oficiais, com direito a almoço e três horas de conversa. E a reunião do filho “01” de Bolsonaro com Trump ocorreu também em um momento no qual o presidente americano era pressionado internamente pelo Congresso e buscava se apoiar em meio a uma crise de prestígio internacional.

O decreto de Lula que regulamenta o Marco Civil da Internet deu um “superpoder” ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome barrado para uma vaga no Supremo. A medida diz que a AGU notificará as big techs quando publicidade enganosa ou fraudulenta estiver relacionada a políticas públicas. A AGU diz que não há “superpoder” e que Messias vai continuar fazendo a defesa das políticas públicas. Segundo o órgão, o trabalho é feito sob demanda, quando há desinformação deliberada.

Enquanto Neymar Jr. festeja a ida à Copa do Mundo, Neymar Pai esfrega as mãos e já faz cálculos sobre a prosperidade que virá a reboque da convocação. Logo depois da grande cena promovida pela Confederação Brasileira de Futebol no Museu do Amanhã, o que se ouvia é que o jogador já tinha dois grandes contratos de publicidade engatilhados, um deles com uma plataforma de bets. Faltava apenas a confirmação de sua presença no Mundial para assinar.

A convocação poderá render a Neymar receitas adicionais com publicidade superiores a R$ 150 milhões. Além de novos contratos, a ida à Copa do Mundo deve destravar bonificações de acordos já em vigor, a começar pelo patrocínio da Puma, que rendeu ao atleta ganhos fixos anuais de 25 milhões de euros.

In – Chá de gengibre
Out – Chá de cúrcuma

CLAÚDIO HUMBERTO

"Obviamente, vocês gostam de bandido"

Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), após esquerda atrasar revisão da maioridade penal

28/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lulistas e petistas governam estados mais violentos

Estados governados por petistas ou por apoiadores de Lula (PT) figuram no topo do ranking de homicídios do Atlas da Violência, elaborado pelo IPEA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os números foram atualizados esta semana e colocam o Amapá, governado por Clécio Luís (União Brasil), que pediu votos para Lula, como a unidade com maior taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes, espantosos 45,7. A lista segue com a Bahia, há 19 anos dominada pelo PT, com 40,9 pontos.

Segue a lista

O perigoso ranking segue com Pernambuco (37,3); Alagoas (35,9) e Ceará. Só a pernambucana Raquel Lyra (PSD) manteve neutralidade.

A outra ponta

No outro topo do ranking, os estados com os menores níveis de violência letal são todos governados pela oposição.

Oposição linha dura

São Paulo tem taxa de 6,6. É seguido por Santa Catarina, com 8,1; Distrito Federal, com 10,3; Minas Gerais, 12,8; e Rio Grande do Sul, 15,2

Petista outra vez

Enquanto a média nacional caiu 8,6%, entre 2019 e 2024, o Ceará, também de histórico petista, subiu o índice em 28%, maior piora do País.

TCU ignora Aneel, faz acordo e salva MEZ Energia

O Tribunal de Contas da União aprovou por unanimidade o acordo do Ministério de Minas e Energia com a MEZ Energia, apesar da resistência da Aneel, que pediu a caducidade de cinco concessões da empresa. O “consenso” salva o contrato de uma linha subterrânea na Grande São Paulo, eleva sua receita em 142,6% e reduz multas de R$186 milhões para R$38 milhões. Antes da sessão, o MPF informou ao TCU que não teve acesso aos autos e pediu todos os documentos sigilosos.

Acordo sem consenso

Benjamin Zymler acompanhou Nardes, mas registrou o óbvio: a Aneel não participou das negociações e havia decidido pela caducidade.

Risco de blackout

Em nota, a MEZ citou sua expertise e a entrega da linha no menor prazo: “Qualquer outra solução significaria risco de blackout para São Paulo.”

Ativismo regulatório

Na prática, TCU e MME neutralizaram a Aneel ao recalcular a RAP, contornar caducidade e salvar a empresa que não fez as obras.

Tempo dobrado

O ministro do STF Nunes Marques dobrou o tempo para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão da defesa sobre a condenação de Jair Bolsonaro. O normal são dez dias, mas o ministro, gentil, deu 20.

Visita em breve

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL) quer saber quando a PF vai bater à porta da “senadora de esquerda delatada por Maurício Camisotti”, que teria recebido R$7 milhões no esquema bilionário.

Era fake news

O governo tentou tirar uma casquinha, mas o próprio ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, desmentiu a lorota: nem o governo e nem a Polícia Federal tiveram algo com a prisão de Alexandre Ramagem.

Vanguarda

Pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL) promete manter linha dura contra ladroagem. Diz que, se eleito, vai criar a primeira agência anticorrupção, parceria com Ministério Público e Judiciário.

Outra volta

Após o encontro com Donald Trump, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retornou à Casa Branca para encontros com outras autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice, Christopher Landau.

Excelência parlamentar

Na premiação dos melhores no Ranking dos Políticos, o PT quase não deu as caras: Tereza Leitão (PE) aparece apenas na 154ª posição. Adriana Ventura (Novo-SP) lidera as avaliações.

Só irresponsabilidade

“No aniversário de 10 anos do impeachment de Dilma, Lula entrega ao Brasil a volta da inflação”, observa o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), “sem pandemia, sem crise hídrica, sem Brumadinho”.

DNA

O vereador Rubinho nunes (União-SP) ironizou mensagens de Lulinha com investigados pela falcatrua no INSS, “quanto tempo até aparecer alguém dizem que o filho do Lula, na verdade, é filho do Bolsonaro?”.

Pensando bem...

...foto que “não importa” não provoca tanta reações.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Sob a mira de Serra

Ao ler nesta coluna que o então senador Aloizio Mercadante (PT-SP) criticou José Serra, na época o governador de São Paulo, por ter posado para fotógrafos com um rifle na mão, o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) cutucou: “Será por Serra estar mirando nos aloprados do PT, apanhados com R$1,7 milhão, de que não se sabe a origem?”.

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