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As redes sociais precisam passar pela mesma revolução que o agronegócio passou

As redes sociais não são uma oportunidade para relacionamento pessoal, interação social, mobilização de classe, debate saudável ou uma forma de harmonização entre grupos diversos

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Toda vez que a sociedade e as instituições se mobilizaram para normatizar relações que geram lucro, houve ruídos por parte de uma minoria que não queria obedecer às leis.

As redes sociais não são uma oportunidade para relacionamento pessoal, interação social, mobilização de classe, debate saudável ou uma forma de harmonização entre grupos diversos. As redes sociais são um negócio muito lucrativo. Apenas. 

Um pequeno grupo de empresas, pela primeira vez na história, tem seu valor de mercado acima de um trilhão de dólares cada e monopoliza e decide a quais conteúdos seus usuários podem ter acesso.

Essas empresas também têm outra característica em comum: não se submetem a nenhum tipo de arcabouço legal para seu modelo de negócio. Essas empresas são as chamadas big techs. 

Aqui, faço um paralelo. Houve um tempo em que nosso pujante agronegócio, por exemplo, crescia ao largo das preocupações socioambientais, porque não havia uma pressão social e institucional para um manejo mais sustentável no meio rural.

Na década de 1970, a opinião pública passou a se dedicar aos temas transversais, como ecologia, aquecimento global, desmatamento, entre outros, de forma a pressionar governos e instituições a regulamentarem as práticas de produção nas propriedades.

Na época, ocorreu um movimento contrário a essas normatizações, alegando que tais medidas poderiam travar o desenvolvimento no campo, os avanços tecnológicos, o lucro, os empregos e o crescimento econômico.

Isso foi, já para a época, uma retumbante fake news! Para 2023, a produção agrícola brasileira está estimada em 302 milhões de toneladas, segundo o IBGE, e a produção estimada para o nosso estado é de 70,57 milhões de toneladas, ou seja, 23,36% do total. Nosso agronegócio hoje é muito mais produtivo, moderno, sustentável e esse discurso faz parte do passado. 

Enquanto o debate sobre normatizações está pacificado no agronegócio brasileiro, outro lucrativo segmento econômico, as grandes empresas tecnológicas que gerenciam as redes sociais, opera em um total breu legal e institucional.

Essas empresas se utilizam de instrumentos da psicologia para elaborarem algoritmos cada vez mais sofisticados de modo a fidelizar o usuário, extraindo ainda mais informações do comportamento dele enquanto consumidor e, dessa forma, se tornando o negócio mais lucrativo da atualidade. 

É um erro acreditar que uma normatização para colocar luz sobre o funcionamento dessas empresas é limitar a liberdade de expressão. Você, usuário, já não tem essa liberdade, porque há um algoritmo que decide se o que você publica nas redes sociais terá a audiência de 10, de 100, de 1.000 ou de um milhão de pessoas ou se vai viralizar.

Todos os estudos apontam que são os discursos polêmicos, de ódio ou com teorias absurdas que geram mais engajamento, mais visualizações e são mais atrativos, segundo esses algoritmos. Enquanto alguns bradam inocentemente na defesa de suas liberdades de expressão, criminosos fazem apologia ao nazismo, defendem ataques em escolas e fazem discursos anti-vacina.

Todos esses temas me são caros, mas sou pai de duas crianças pequenas e temi, como muitos pais e mães temeram, levar meus filhos à escola no dia 20 de abril. Na data, as redes sociais foram tomadas por ameaças a escolas e nenhuma legislação foi capaz de detê-las.

Fui secretário estadual de Saúde nos últimos quatro anos e afirmo categoricamente: poderíamos ter salvado mais vidas se as pessoas não tivessem acreditado em fake news sobre a pandemia e no discurso criminoso dos anti-vacina.

A Europa inteira, a Austrália e até os Estados Unidos estão discutindo neste momento suas legislações para regrar o que acontece nas redes sociais. No Brasil, temos a oportunidade com o Projeto de Lei 
nº 2630, de 2020, para modernizar, com transparência, com proteção às nossas crianças e às nossas famílias, o ambiente virtual. 

Assim como a revolução da legalidade no nosso agronegócio recebeu críticas daqueles que hoje estavam comprovadamente errados, implementar regras claras para este negócio chamado redes sociais também encontrará resistências, mas essa revolução tem de ocorrer nas redes virtuais sociais.
 

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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