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Benefícios da proibição de celulares nas escolas: uma perspectiva psicológica

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A proibição do uso de celulares em salas de aula não é uma novidade em muitos países, como França e Canadá, onde políticas semelhantes já foram implementadas com o objetivo de melhorar o foco dos alunos e reduzir distrações. No Brasil, a recente lei nacional que proíbe o uso desses dispositivos nas escolas ganhou destaque por seu caráter amplo e obrigatório, abrangendo tanto instituições públicas quanto particulares.

Segundo especialistas em Educação, como apontado em estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o uso excessivo de celulares em ambientes escolares está associado à queda no desempenho acadêmico e ao aumento da dispersão. 

Além disso, a medida visa combater problemas como o cyberbullying, que afeta a saúde mental dos jovens, e o uso inadequado de dispositivos, como gravações não autorizadas, que violam a privacidade de alunos e professores.

A implementação da lei tem gerado debates sobre a sua eficácia, mas também reforça a necessidade de equilibrar o uso da tecnologia com um ambiente escolar mais seguro e produtivo. 

Sob a ótica da psicologia, porém, a nova lei traz benefícios importantes para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo dos alunos.

Um dos principais benefícios da proibição dos celulares é o aumento da capacidade de concentração dos alunos. Psicologicamente, o cérebro humano tem dificuldade em realizar multitarefas de forma eficiente. Quando os estudantes estão com o celular em mãos, mesmo que apenas para checar rapidamente uma mensagem, isso interrompe o fluxo de atenção necessário para absorver o conteúdo das aulas. Sem o aparelho, eles conseguem se focar mais no que está sendo ensinado, o que pode melhorar o desempenho acadêmico e a retenção de informações.

O uso excessivo de celulares, especialmente das redes sociais, está associado a níveis mais altos de ansiedade e estresse entre os jovens. A necessidade constante de verificar notificações, responder mensagens ou acompanhar as atualizações dos amigos pode criar uma pressão psicológica desnecessária. A proibição do celular na escola oferece um respiro desse ciclo, permitindo que os alunos se desconectem por algumas horas e se dediquem a atividades mais presenciais e significativas. Isso pode ajudar a reduzir a ansiedade e a promover um maior equilíbrio emocional.

Outro benefício importante é o estímulo às interações sociais face a face. Com o celular longe do alcance, os alunos são “forçados” a conversar entre si, a resolver conflitos pessoalmente e a desenvolver habilidades de comunicação que são essenciais para a vida adulta. A psicologia mostra que a capacidade de se relacionar de forma saudável e empática é fundamental para o bem-estar emocional. A escola, como um ambiente 
de convivência, ganha um papel ainda mais relevante nesse aspecto com a proibição dos dispositivos móveis.

Sem o celular, os alunos também têm mais oportunidades de se envolver em atividades que promovem o autoconhecimento e a criatividade. Em vez de passar os intervalos olhando para uma tela, eles podem ler um livro, desenhar, praticar esportes ou simplesmente refletir sobre seus pensamentos e sentimentos. Esses momentos de ócio produtivo são importantes para o desenvolvimento da introspecção e da capacidade de lidar com o tédio, algo que a geração atual – acostumada ao estímulo constante das telas – tem dificuldade de experimentar.

O cyberbullying ou bullying virtual é um problema grave que afeta muitos jovens. Com a proibição dos celulares, a escola se torna um espaço mais seguro, onde os alunos estão menos expostos a comentários maldosos, a humilhações e a outras formas de violência on-line. Psicologicamente, isso contribui para um ambiente mais acolhedor e menos hostil, o que é essencial para o desenvolvimento emocional e saudável dos alunos.

Por fim, a proibição do celular na escola ajuda os estudantes a estabelecerem uma relação mais equilibrada com a tecnologia. Em vez de dependerem constantemente do aparelho, eles aprendem a usá-lo de forma consciente e moderada. Isso é importante porque, na psicologia, o uso excessivo de tecnologia pode levar a problemas como dependência digital, dificuldade de concentração e até mesmo prejuízos ao sono. A escola, 
ao limitar o uso do celular, contribui para a formação de hábitos mais saudáveis.

A nova lei de proibição do uso de celulares nas escolas traz benefícios que vão além da melhora no rendimento acadêmico. Do ponto de vista psicológico, ela promove um ambiente mais tranquilo, estimula as interações sociais, reduz a ansiedade e ajuda os alunos a desenvolverem uma relação mais saudável com a tecnologia. É claro que a mudança pode ser desafiadora no início, especialmente para os jovens que estão acostumados a ter o celular como parte do seu dia a dia. No entanto, a longo prazo, essa medida pode contribuir para o bem-estar emocional e o desenvolvimento integral dos estudantes, os preparando para um futuro em que a tecnologia seja usada de forma consciente e equilibrada.

CLAÚDIO HUMBERTO

"É de um descaramento muito grande"

Deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) sobre Lula zerar taxa das blusinhas em ano eleitoral

14/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Corruptores na Lava Jato bancaram filme de Lula

O atônito PT parece, também, esquecido ao ignorar que o filme “Lula, o filho do Brasil” foi bancado por ao menos quatro empresas que, tempos depois, foram reveladas como corruptoras e protagonistas de um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil: a Lava Jato. O pastelão, de 2009, recebeu caminhões de dinheiro das empreiteiras Odebrecht, Camargo Correa e OAS, que mais tarde viram seus controladores atrás das grades. Outra que colocou grana no filme de Lula foi a manjada JBS.

Era o presidente

Diferente de Jair e Flávio Bolsonaro, Lula estava na Presidência da República quando as empresas bancaram o filme.

Passa no caixa

Em dezembro de 2009, empreiteiras patrocinadoras do filme assinaram ao menos cinco contratos com a Petrobras. No total: R$8,9 bilhões.

Antro conhecido

Os contratos envolviam a refinaria Abreu e Lima, antro de corrupção. Em janeiro de 2024, Lula achou uma boa ideia retomar as obras paralisadas.

Telefone vermelho

A JBS, de Wesley e Joesley Batista, até fez delação premiada. Hoje, com livre trânsito no governo, Lula até usa telefone dos irmãos para ligações.

Gravações fazem sangrar pré-candidatura de Flávio

É devastador para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o impacto dos áudios em que ele cobra do banqueiro Daniel Vorcaro dinheiro para a produção de filme sobre seu pai, estrelado pelo ator Jim Caviezel. Representa um golpe arrasador. O total de R$ 61 milhões virou munição letal. Os áudios fazem “sangrar” a pré-candidatura de Flávio e podem até mesmo inviabilizar o projeto. Cobrar dinheiro de um tipo como Vorcaro pode fazer dele um fardo tóxico quando se aproximava do eleitorado moderado.

Acesso ao inferno

Nos diálogos, Flávio cobra o cumprimento do contrato de financiamento de um banco de má fama para um projeto familiar de alto custo.

Imagem que cola

Os áudios transformam a rejeição ao senador, herdada do ex-presidente, em indignação. Pedir dinheiro a Vorcaro é o tipo de imagem que cola.

Não tem volta

Em um país ansioso por ética pública, senador cobrando R$ 61 milhões de um banqueiro envolvido em corrupção pode ser o fim do caminho.

Transparência é a chave

Flávio Bolsonaro demorou a se manifestar sobre Daniel Vorcaro e até a apoiar a CPI do Banco Master. E, ao esconder o contrato de patrocínio do filme, virou alvo fácil dos adversários. Não será fácil se safar.

Flávio não negou

Flávio Bolsonaro confirmou as mensagens a Vorcaro e explicou que era iniciativa de um filho lutando para viabilizar filme sobre o pai “sem um centavo de verba pública ou Lei Rouanet”, era financiamento privado.

Seria sensato

Se a direita tivesse juízo, teria feito greve de fome na porta do Palácio dos Bandeirantes até Tarcísio de Freitas topar a candidatura presidencial. Mas juízo anda escasso e agora o governador já não pode ser candidato.

Vai melhorar

O deputado príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) celebrou a troca de comando no TSE, agora presidido por Kássio Nunes Marques, “abre uma lacuna de esperança” de eleições sem intromissão.

Tô fora

Rodrigo Pacheco (PSB-MG) deve mesmo ficar fora da disputa pelo governo de Minas Gerais, como era desejo de Lula. A desconfiança após rejeição de Jorge Messias para o STF terminou de enterrar o plano.

Recorte

Chama atenção o perfil do eleitor que registrou aumento na reprovação de Lula, na Quaest de ontem (13): é do Nordeste, recebe até 2 salários mínimos e é beneficiário do Bolsa Família.

Me erra

A oposição se animou após a posse de Kássio Nunes Marques como presidente do TSE. Não pelo ministro, mas pelo afastamento de Lula e Davi Alcolumbre, que não trocaram palavras durante a cerimônia.

Amor e ódio

Levantamento da ESPM-SP mostra que Neymar mexe com o torcedor brasileiro. Segundo a pesquisa, 56% da torcida quer o camisa 10 de volta à Seleção. Os que não convocariam “de jeito nenhum” somam 3,5%.

Pensando bem...

...Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro expõe o bolsonarismo virando refém de práticas que o eleitorado repudia.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Sai uma gelada!

Lucídio Portella Nunes era governador do Piauí, em 1982, quando participou da inauguração de uma fábrica da Antarctica. Ele carregava a fama de mal falar o português corretamente, o que, aliás, nunca dificultou a eleição, nem mesmo a presidente. Lucídio saudou, em seu discurso: “Agora temos uma fábrica da Antarctica para tomar Brahma a valer”. O que na época foi gafe, hoje certamente seria recebido como uma sacada inteligente pela Ambev, empresa que depois adquiriu as duas marcas.

CLAÚDIO HUMBERTO

"O Brasil real é bem diferente do discurso oficial!"

Deputado Bibo Nunes (PL-RS) ao afirmar que Lula quebrou o Brasil

13/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Custo de factoide de Lula é 0,73% do lucro do crime

O “Programa Brasil contra o Crime Organizado”, que Lula lançou ontem (12) para ter o que dizer nas eleições de outubro, não deve produzir nem mesmo cócegas nas organizações criminosas. O investimento prometido por Lula para o “combate a facções”, no valor de R$1,065 bilhão, é uma enganação. Essa quantia, a ser aplicada em inteligência e capacidade operacional das forças policiais, é uma gota no oceano dos bandidos: o lucro anual das organizações criminosas é estimado em R$146,8 bilhões.

Dados

O lucro anual foi apontado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no documento “Follow the Products”, de fevereiro de 2025.

Ponta o iceberg

A grana dos bandidões é muito maior. Os R$146,8 bilhões somam só quatro pilares de produtos explorados e não inclui tráfico de drogas.

Quase agiotagem

Se estados e municípios quiserem uma fatia dos R$10 bilhões a mais do programa, aí terão de pagar financiamento a cargo do BNDES.

Juntando poeira

A desconexão de Lula com o tema é tão grave que a PEC da Segurança está na gaveta de Davi Alcolumbre há dois meses. Nem relator tem.

Governo já conseguiu torrar mais de R$2 trilhões

O governo brasileiro já conseguiu torrar mais de R$2 trilhões, este ano, segundo a plataforma Ga$to Brasil, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), que contabiliza os gastos das esferas dos governos municipais, estaduais e federal. A administração federal de Lula (PT) é, de longe, o maior gastão: torrou mais de R$912 bilhões, até o momento.

Executivo federal

Só o Poder Executivo federal, sob responsabilidade direta do governo petista, gastou R$117 bilhões com pessoal e encargos, este ano.

Comparação

O Legislativo federal, que inclui o Congresso Nacional e Tribunal de Contas da União, gastou pouco mais de R$2 bilhões no mesmo período.

Quase metade

As 27 administrações estaduais gastaram somadas R$531 bilhões e os mais de 5,5 mil governos municipais, R$542 bilhões.

Antes só

No evento dos 200 Anos da Câmara dos Deputados, Michel Temer, filiado histórico do MDB, foi visto acompanhado de um único emedebista ilustre, o ex-deputado Darcisio Perondi. Nenhum outro correligionário se apresentou para ciceronear o ex-presidente. Ele achou ótimo.

Sempre eles

Exala os piores odores a ação contra o detergente Ypê em presumível retaliação aos diretores que fizeram doação à campanha de Bolsonaro. Felizes mesmo ficaram os irmãos Batista, donos do rival Minuano.

É só vale-tudo

Soou como confissão de culpa a Anvisa retirar a proibição de venda do detergente Ypê já no primeiro recurso da empresa. Afinal, se houvesse ameaça real a consumidores, não havia por que liberar a venda.

Digam que morri

Uma ausência no factoide da segurança mostrou bem o azedume entre Lula e o Parlamento. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deu as caras no evento do petista no Planalto.

Chá de sumiço

Jorge Messias (AGU) também não apareceu no factóide de Lula. Rejeitado para o STF, ele não tem agenda pública desde 6 de abril, na homenagem ao ministro do STF André Mendonça, em São Paulo.

Poste no cachorro

Sem pesquisas mostrando ser um candidato efetivamente competitivo, Romeu Zema (Novo) falou sobre a chapa para Presidência da República. Disse que convidou Flávio Bolsonaro (PL) para ser seu vice.

Tudo em família

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) não foi muito longe para achar o novo advogado que substituiu Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Conrado Gontijo, que assumiu a defesa, é sobrinho do antigo advogado.

Tudo a ver

Após a escolha do deputado Leo Prates (Rep-BA) como relator do projeto que acaba com a escala 6x1, o partido Republicanos anunciou que apoia o projeto do governo Lula (PT).

Pensando bem...

...nada como o calor das pesquisas na nuca para um governo falar em “combater o crime” após mais de 20 anos no poder.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Fratura exposta

Foi acalorada a discussão na Assembleia Legislativa do Rio sobre a “ponte Rosinha Garotinho”, em Campos, anos atrás. O deputado tucano Luiz Paulo alertava para o “erro” do então governador do Rio Sérgio Cabral batizando logradouros públicos com nome de pessoas vivas, e o da ex-governadora por aceitar a homenagem. O deputado Paulo Melo (MDB-RJ) reagiu: “Em Saquarema todos conhecem a avenida da praia como Avenida Luiz Paulo, porque foi V. Exa. quem me ajudou a fazer”.

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