Um princípio no qual se baseia a história de toda a humanidade vem sendo admitido como obra de Deus. Seria este: Deus teria criado o homem e a mulher tirados da terra. E neles teria soprado o hálito da vida. E lhes concedeu, como habitação, o Jardim do Éden.
Nesse jardim, eles teriam tudo o que desejassem possuir e usufruir. Porém, foram traçadas algumas normas, ou leis, a serem observadas e obedecidas.
Mas o instinto humano foi tentado pela ganância, que os levou a quebrar essa aliança e a pecar. E a humanidade passou a viver no exílio a sofrer a ausência da felicidade e da paz.
Para Deus, porém, não poderia continuar dessa forma. Eis que, na plenitude dos tempos, envia o seu Filho, Jesus Cristo, com a missão de resgatar e libertar de todo o mal essa humanidade. E esse enviado veio com todo o poder de salvar. E ele aceitou.
Mas o mundo do mal não se deu por vencido. Passou a perseguir com ameaças, tentações e desafios. E ele, o Salvador, assumiu a missão libertadora com a decisão de se oferecer como vítima de expiação de todos os pecados da humanidade.
Após ter realizado tudo quanto considerou necessário à salvação, aceitou ser conduzido ao deserto e enfrentar as tentações do maligno, querendo enganá-lo com falsas promessas de se tornar poderoso e rico.
Promessas que ainda persistem em tentar todas as pessoas que alimentam em sua alma o desejo de libertar esse mundo de todas as maldades. É o mundo do mal que não se dá por vencido. Continua atraindo com suas palavras doces e enganadoras.
Continua fazendo vítimas pessoas inocentes e, talvez, cheias de boa vontade. Muitas são essas pessoas que, ao serem enganadas, se deixam seduzir pelo caminho do mal.
E esses enganadores se consideram tão poderosos que se julgam possuidores de todo o poder com o qual seduzem pessoas inocentes. Quem manda é a ganância do poder, a ganância do ter e a ganância do prazer.
São essas tentações que governam o mundo de hoje. São essas tentações que levam muitos pais a usar de violência na convivência familiar, julgando-se autoridade máxima, batendo, usando palavras severas e até impondo castigos físicos ou morais.
De outro lado, vemos certos filhos fazendo uso desse poder e impondo aos pais atitudes terrivelmente exigentes e maldosas, ameaçando sair de casa e abandonar o lar. Maltratam as pessoas mais idosas com ameaças e atitudes.
Uma outra tentação que continua machucando corações é a da posse. Indivíduos possuidores de muitas riquezas e de muitos bens, enquanto uma grande maioria, pouco ou nada possuem. Essa realidade favorece ambientes de violência, de assaltos e de mortes.
Outra tentação é a do prazer. São seres humanos perdidos nos caminhos dos sonhos e na busca de algo que satisfaça suas ansiedades e seus sonhos.
O Mestre enfrentou essas e outras tentações com determinação, e a resposta a cada tentação e a cada promessa enganadora foi: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Só Deus nos satisfaz.




