Tanto o homem quanto a mulher, dotados de inteligência e discernimento, sabem que errar é humano. E sabem que persistir no erro é desumano e diabólico. Todos têm conhecimento dessa grande verdade. Talvez nem todos estejam sabendo ter a humildade de reconhecer os próprios erros. E assumir a consequente culpa e buscar a reconciliação. Muito poucos são aqueles e aquelas que assumem a culpa de seus erros.
Facilmente, culpam outras pessoas. Covardemente, consideram-se inocentes. Jamais culpadas. E isso querem a todo custo e na falsa sinceridade.
A convivência social e religiosa, com toda a sinceridade, só será possível na medida em que houver clima de reconciliação e de perdão. Será constante a tentativa enquanto se apoiar na humildade de um exame de consciência sincero e reconhecimento leal das próprias faltas e consequente reconciliação em sua consciência.
Nada será mais constrangedor na convivência do que alguém não aceitar que tenha errado. E necessitar desse ato de humildade de reconhecer o erro e pedir o perdão. Só um coração duro não aceitará isso. Tudo será possível quando houver humildade.
O Mestre dos mestres, na sua profunda sabedoria, mostra o carinho e a solidariedade com que trata a quem esteja no mau caminho e revele a necessidade de sair do erro e aceitar novamente entrar no caminho do perdão e da paz. Tudo será possível para quem tem fé e tem amor na sua maneira de orientar a quem se veja perdido. O amor supera todo o mal.
Após uma certa caminhada na formação de seus seguidores, alguém, percebeu o quanto era importante seguir o Mestre e estar sempre disponível no que fosse necessário. Principalmente se acontecesse a alguém cair em algum erro. O que fazer e como tratar? Foi então que o Mestre orientou dizendo : “Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreenda-o entre ti e ele somente. Se te ouvir, terás ganho um irmão”.
E o Mestre acrescenta: “Se não te escutar, toma contigo duas ou três pessoas a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusar em ouvi-los, dize-o à igreja. E seja considerado pagão” (Mt. 18, 15-20). O importante é escutar com o ouvido e com o coração, com amor e atenção, ao irmão que teve a infelicidade de cair em um erro.
Deixa muito claro à comunidade que não deverá desanimar quando alguém se perdeu e se distanciou no caminho do mal. Não só se distanciou, mas também não demonstra muita boa vontade em acertar novamente os cuidados de se tomar o bom caminho.
Um desafio para quem sente o prazer de viver em paz com a vida e vê a seu lado alguém que não cogita viver essa paz e busca tão somente ao que lhe agrade. Diria que deveria sentar com esse alguém e propor-se a escutar quais seriam seus sofrimentos. Quais seriam as interrogações. Quais seriam as angústias.
Despertar a essa pessoa que a esperança existe. O amor existe. A paz também existe. Não desanime. Creia que é possível ser feliz. O tempo que gastava em lamentar, use-o para sorrir. E o sol da alegria voltará a brilhar.



