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"Como dizia o doutor Ulysses Guimarães, a política é como o orgasmo para o ser humano"

de LULA // ao completar 100 dias de seu terceiro governo.

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“Como dizia o doutor Ulysses Guimarães, a política é como o orgasmo para o ser humano. A gente não consegue viver sem ela”,  de LULA // ao completar 100 dias de seu terceiro governo.

O Brasil tem 206 mil pessoas 3 vivendo nas ruas –e de novem- bro para cá houve um aumento de 7,4%. O Estado de São Pau- lo registra 86,7 mil pessoas em situação de rua, o equivalente a 42% do total do país das pesso- as que vivem nas ruas.

Mais: só cidade São Paulo tem 52,2 mil pessoas vivendo nas ruas, nú- mero aumentou 8,2% no mesmo período e é o maior já registrado na capital paulista. São dados de feve- reiro do Cadastro Único, disponibili- zados pelo Ministério da Assistência Social, Família e Combate à Fome. 

IN: Moqueca capixaba

OUT: Peixada paraense

Confissão

Há dezoito anos, o presidente Lula exibia uma aura de confiança em seu primeiro mandato que agora está longe de alcançar. Dias antes de completar 100 dias, falando a jornalistas, ele confessou que não sabe se conseguirá aprovar sua agenda no Congresso e argumentou:

“É muito difícil pensar num sistema de coalizão política com a quantidade de partidos que nós temos. Com 30 partidos é muito complicado”.

Mais adiante, ele admitiu que o Congresso ficou mais conservador e pode barrar grande parte de suas promessas. E em outro trecho mentiu, dizendo que “está mais do que satisfeito”.

VOLTA À CENA

O ex-ministro José Dirceu volta à cena: acha que quatro anos “é pouco” para um governo e que o projeto do PT deve ser executado ao longo de três mandatos consecutivos na Presidência, com reeleição de Lula em 2026, “o único em condições de governar o país”.

Na festa de aniversário do PT, o presidente chamou Dirceu de “agente e militante político da maior qualidade” e agora ele vem mantendo conversas regulares com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Dirceu falou em entrevista à Rede TV!: audiência de 0,5%.

“Não entrega”

Nos dois primeiros mandatos de Lula, seu gabinete estava abeto a parlamentares. Agora, é espaço com acesso restrito. Deputados e senadores estão sendo encaminhados para os gabinetes do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, já chamado de “aquele que promete e não entrega”.

Os parlamentares também reclamam da “lentidão” de Padilha na divisão de cargos de segundo e terceiro escalões. Há dias, um deputado do União Brasil, pediu uma audiência com o ministro – e acabou sendo atendido por um assessor (e não havia ninguém com Padilha no gabinete dele).

UM E OUTRO

Lula continua sonhando com o Prêmio Nobel da Paz. No passado, tropeçou no conflito Irã-Estados Unidos; agora, mandou o ex-chanceler Celso Amorim conversar com Vladimir Putin sobre a guerra com a Ucrânia – o novo assessor de Lula mais ouviu do que falou.

Ao mesmo tempo, do lado de cá, Lula saia em defesa da Nicarágua e de quebra, exaltou a liberdade na Venezuela. O sonho fica confuso porque Amorim e Lula adoram Putin tanto quanto Bolsonaro e Trump e consideram Nicarágua e Venezuela “duas democracias”.

“Gasto tributário”

Fernando Haddad (Fazenda) tem um plano fiscal maior, a ser divulgado até o final do ano. O governo quer conter o “gasto tributário”, programa encabeçado pelo Planejamento, com Simone Tebet no comando, que terá revisão de gastos e programas em geral.

O gasto tributário federal em 2023 seria de R$ 456 bilhões. A receita bruta deve ser de R$ 2,3 trilhões neste ano; a líquida, depois de transferência para Estados e municípios, R$ 1,86 trilhão. Um dos alvos é composto pelas 500 maiores empresas nacionais.

11042023

“É um pouco assustador”

Aos 33 anos a atriz e modelo Letícia Colin que está na capa e no recheio da edição de aniversário da Marie Claire Brasil diz que está num momento único. Ela que começou na série Sandy & Junior (aos 10 anos) está em alta na Globo (depois de uma passagem pelas emissoras Band e Record). Seu nome ganhou ascensão depois de interpretar Maria Leopoldina (Imperatriz do Brasil) em Novo Mundo.

Fazendo muito sucesso atualmente com as personagens Dra. Amanda na série Onde Está Meu Coração e Vanessa de Todas as Flores conta que está aprendendo a conviver com o excesso de exposição.

“Neste momento, no qual estou exposta, estou fazendo um processo de tartaruga. Nunca fui tão reconhecida. As pessoas olham e falam: ‘Te odeio’ ou ‘Você é maravilhosa’. Pela reação, já reconheço se estão assistindo à novela, seriado ou filme. Gosto muito de receber, ouvir o que elas têm para falar. Mas é um pouco assustador”.

Com várias cenas de sexo nas duas séries fala o que pensa: “Na dramaturgia, quando a gente consegue humanizar o sexo, trazer esse desejo feminino lado a lado com o do homem, é benéfico. A gente precisa dessas representações”.

300 agentes de proteção

A Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República, responsável pela proteção do Chefe do Governo, criada em janeiro, enquanto acontecia a “desbolsonarização” do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), será permanente.

Hoje, 110 policiais federais integram o bloco, onde 30% são mulheres. Até o final do ano, com novas turmas formadas em treinamentos específicos na segurança presidencial, serão 300 agentes. O GSI esvaziado fica responsável pela guarda do Palácio do Planalto e em eventos com participação de Lula fará a segurança até o entorno do elevador.

A área próxima do presidente fica a cargo da Secretaria Extraordinária. O GSI também perdeu a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) transferida para Casa Civil, sob comando de Rui Costa. A Secretaria cuidará também da segurança de vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e seus familiares.

Parte do grupo ficará em São Paulo, como apoio também aos filhos de Lula. O grupo também atuará em viagens presidenciais. Equipes foram enviadas a Xangai e Pequim, onde o presidente estará nesta semana. No final de março, outra equipe acompanhou Lu Alckmin, num percurso entre Pindamonhangaba e Aparecida, quando participou de uma romaria. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, não quer militares em sua segurança.

Atração musical

Recém-saída do Big Brother Brasil 23 a cantora Marvvila é conhecida como a princesa do pagode. Muita gente que acompanha sua carreira, esperava mais de sua passagem pela casa mais vigiada do Brasil.

Para quem não sabe a pagodeira (que enfrentou preconceito, por estar num estilo musical que é predominantemente feita por homens ouvindo que aquele não era “um lugar para mulher”) apareceu em outro reality da Globo. Em 2016 participou do The Voice Brasil aos 17 anos.

Em seu primeiro DVD dividiu o palco com Belo, Sorriso Maroto, Dilsinho, Xande de Pilares e ainda confinada sua música Primeiro Encontro contou com a participação de Alexandre Pires, foi lançada. No ano passado subiu no palco Favela do Rock in Rio.

E este ano repetirá a dose. Subirá ao palco Factory da primeira edição do The Town, espécie de Rock in Rio paulista, aliás é idealizado pelo mesmo empresário Roberto Medina, que contará com atrações internacionais como Post Malone, Foo Fighters e Maroon 5.

Outro conselho

Aposentado no STF, Ricardo Lewandowski vai presidir um conselho jurídico que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) está criando para debater temas como reforma tributária, leis trabalhistas, política trabalhista e demais assuntos de interesses da entidade.

O convite foi feito pelo presidente da CNI, Robson Andrade. Lewandowski quer atuar como uma espécie de consultor jurídico, elaborando pareceres em casos que param na justiça.

Almanaque

Desde janeiro de 2019, quando assumiu o governo, Jair Bolsonaro foi alvo de um processo a cada seis dias. São 160 processos, em tribunais de 17 Estados e do DF, ao longo de 2 anos e 8 meses de governo.

A média de ações contra Bolsonaro é maior do que o total de processos movidos contra os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula (que ficaram oito anos no cargo) e Dilma Rousseff (governou por cinco anos e 8 meses). FHC foi alvo de 108 processos, Lula, de 81 e Dilma, de 100.

Mais em maio

A Globo está demitindo, de uma só penada, cerca de 50 jornalistas, dentro de seu plano de enxugamento da emissora e extinção de salários altos. O procedimento é inicial: em maio, no mesmo departamento, haverá nova lista.

Oficialmente, a emissora distribui comunicados dizendo que se trata de uma reestruturação incluída num novo tipo de modelo empresarial. Não é bem assim: é mesmo para reverter prejuízos.

Em 2020, o faturamento caiu de R$ 1,5 bilhão para R$ 764 milhões; em 2021, teve um prejuízo de R$ 174 milhões. Na virada do século, o faturamento era de R$ 12,8 bilhões e em 2010, desabara para R$ 2,7 bilhões.

MEGA ALMOÇO

Josué Gomes, presidente da Fiesp, está organizando um mega almoço para Fernando Haddad, ministro da Fazenda, reunindo as classes produtoras. Quer colocar mil empresários no recinto (será em São Paulo, como pode se prever) e na ocasião, Haddad explanaria sobre a reforma tributária.

A tendência é que a maior parte dos presentes acabe aplaudindo o ministro. Nos tempos da ditadura militar quem recorria à almoços e jantares com ministros da área econômica, era Teophilo de Azeredo Santos, então presidente da Federação Nacional de Bancos (Febraban).

MISTURA FINA

FERNANDO Haddad (Fazenda) vem trabalhando um nome para assumir o lugar de Roberto Campos Neto no comando do Banco Central (o mandato vai até dezembro de 2024 e Lula não quer tirá-lo à força). O ministro quer ver Gabriel Galipolo na presidência do BC.

Não vai dar: o presidente petista, que acha que Campos Neto vai acabar renunciando, tem seu favorito escolhido para pilotar o Banco Central: é André Lara Resende, um dos primeiros convidados para o Ministério da Fazenda, que recusou.

quem aposte que Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, começou a pensar seriamente em sair candidato, em 2026, ao governo de Minas Gerais. Lá, o governador Romeu Zema pensa em disputar o Planalto e já acha que será contra o governador Tarcísio de Freitas.

Mais: se o ministro Luís Roberto Barroso antecipar mesmo sua saída do STF, no ano que vem, Pacheco sonha com sua cadeira na Alta Corte.

OS ministros Carlos Lupi (Previdência) e Esther Dweck (Gestão), mais Gilberto Carvalho, secretário do Ministério do Trabalho e Valeir Ertle, sindicalista da CUT (está lá há 13 anos), integram entre outros, o novo conselho fiscal do Sesc, em Brasília.

O salário é de R$ 27 mil por seis reuniões mensais. O que não chega a ser novidade: os ministros Ciro Nogueira e Onyx Lorenzoni também integravam o conselho, reforçando seus orçamentos domésticos, no governo Bolsonaro.

NOS dois primeiros meses de funcionamento da nova legislatura, Câmara e Senado tiveram mais sessões no primeiro ano dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer. O governo Lula 3 só conseguiu melhor desempenho do que Dilma Rousseff.

Tão logo assumiu o Planalto, Temer colocou o parlamento para funcionar: 32 sessões na Câmara e 19 no Senado. Entre fevereiro e março do primeiro ano de Bolsonaro foram 23 sessões na Câmara e 15 no Senado. No novo governo Lula registrou-se 23 sessões na Câmara e 13 no Senado.

O DEPUTADO federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) avisou que não pretende concorrer à eleição para a prefeitura de São Paulo no ano que vem e que apoia a candidatura do ex-ministro e também deputado federal Ricardo Salles (PL-SP).

Eduardo diz que Salles é mais qualificado e tem grande identificação com a capital paulista (ele não tem ideia onde é a Mooca). Resumo da ópera: falou tudo o que o pai mandou falar.

O VAREJO não conseguiu retomar, de forma mais consistente, um aumento nos desembolsos em estrutura (lojas e depósitos) nos investimentos em 2023 por conta da necessidade de proteger o caixa.

Grandes cadeias como Riachuelo e Casas Bahia estão reduzindo desembolsos neste ano e o Assaí faz uma revisão do que havia previsto. Magazine Luiza e Renner esperam manter os níveis de 2022 e há redes reduzindo projeção de aberturas de novas unidades do ano. Motivo geral: queda de faturamento e sequelas da fraude na Americanas.

CLAÚDIO HUMBERTO

O Brasil não pode normalizar ativismo político dentro do Judiciário

Senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre ministro do TST se declarar "vermelho"

07/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Vingança de Lula fica para depois das eleições

A coluna conversou com aliados de Lula, com livre acesso ao Palácio do Planalto, e apurou que não deve demorar a reação do presidente contra as traições que impuseram a humilhante derrota ao petista, com a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas um dos alvos ficará em “banho maria”. Trata-se do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não deve sentir a represália até as eleições, período em que Lula avalia que o senador tem bala na agulha.

Cabeça a prêmio

Uma das demissões seria a de Waldez Góes, titular do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, “peixe” de Alcolumbre.

Desempenho blinda

Outro ministro ligado a Alcolumbre, Frederico Siqueira (Comunicações), pode até rodar, mas sua atuação técnica o deixará por último.

Engana bobo

O petista quer aprovar PEC da Segurança Pública, para fingir que se interessa pelo tema, e sua agenda de não-trabalho: o fim da jornada 6x1.

Trunfo

A PEC da Segurança já está na gaveta de Alcolumbre, nem relator tem ainda, já a escala 6x1 deve chegar ao Senado no próximo semestre.

Governo já pagou R$2,7 bilhões de emendas este ano

O governo Lula (PT) já pagou R$2,7 bilhões em emendas parlamentares, apenas este ano. Enquanto usou como munição política o “empenho” (reserva) de R$12 bilhões às vésperas da votação da sabatina de Jorge Messias, rejeitado pelo Senado, a administração petista distribuiu de fato cerca de R$200 milhões nos últimos dez dias. As informações são da Transparência do Tesouro Nacional, que contabiliza a grana distribuída.

Dois tipos

Até agora em 2026, emendas individuais custaram R$1,52 bilhão ao pagador de impostos e emendas de bancada, outros R$1,19 bilhão.

Termômetro

Em abril, o governo Lula pagou quase R$437 milhões em emendas, mas o recorde de 2026 foi em fevereiro, quando distribuiu R$1,13 bilhão.

Falta muito mais

O total distribuído pelo governo Lula não inclui emendas parlamentares que já começaram a ser pagas no mês de maio.

Sem prazo

Após a defesa entregar a proposta de delação premiada do banqueiro preso Daniel Vorcaro à PF e PGR, autoridades vão fazer a análise do material e avaliar quais benefícios pode receber. Não há prazo definido.

Rejeição fluminense

Pesquisa Futura/Apex (BR-02139/2026) mostra dificuldade de Lula no Rio de Janeiro. No segundo turno, perde para Flávio Bolsonaro (PL) e só empata com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Nada a esperar

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), faz parecer que não teme represália de Lula e cia. após a rejeição de Jorge Messias ao STF. Indagado sobre se espera outra indicação este ano, respondeu: "Tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”.

Não vai

Para Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo-SP) não vai levar adiante a pré-candidatura ao Senado. O ex-deputado avalia que Salles não vai prejudicar a candidatura do amigo Guilherme Derrite (PP-SP).

Ação irregular

A Defensoria Pública da União insiste que Alexandre de Moraes (STF) violou direitos de Eduardo Tagliaferro, ex-servidor do Supremo e sem foro privilegiado. Apresentou novo recurso para anular ações de Moraes.

Faz o que quer

Líder de Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) falou sobre a escolha de Jorge Messias e não de Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo Tribunal Federal. Disse que não manda na cabeça do presidente.

Esclarecimento

Desde abril, hackers bandidos vendem na dark web dados de mais de 250 milhões de brasileiros e atribuem as informações à Serasa ou gov.br. A Serasa Experian diz que não houve qualquer invasão ao seu sistema, nem evidência que a origem das informações foi o seu banco de dados.

Espaço aberto

O senador Carlos Portinho, líder do PL no Senado, confirmou sua pré-candidatura como deputado federal e aponta gesto de lealdade: “A direita precisa estar unida e isso exige abrir mão de projetos pessoais”.

Pergunta na Casa Branca

Lula vai levar jabuticaba ou abacaxi?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não se bicavam

A “boa relação” entre Lula e FHC sempre foi um mito. Nem mesmo em momentos de dor eles abandonavam a aversão mútua. Certa vez, por ocasião do velório de Octavio Frias, dono da Folha, FHC foi avisado do interesse da imprensa em fotografá-lo ao lado de Lula, que era presidente: “Eu vou ter que cumprimentar esse cara?” José Serra, ao lado, recomendou: “Vai sim, Fernando, conto com sua educação”. FHC tentou devolver: “Pelo protocolo, quem tem que cumprimentar é o Serra.” Mas depois entregou os pontos.

Giba Um

"Ninguém pode ser investigado a vida toda. Não é só no inquérito das fake news. É em qualquer...

...inquérito. Processo penal não pode ser um ato de vingança. Inquérito eterno é o arbítrio", de Jorge Messias (AGU), sobre a falta de conclusão no inquérito das fake news

07/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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A pecuarista Teresa Vendramini, a Teka, é a favorita de Fernando Haddad para ser sua vice. Ela recusou as sondagens iniciais, mas aliados do ex-ministro agora têm mantido conversas com Teka, tentando convencê-la a aceitar a missão.

MAIS: no início do ano, ela se filiou ao PDT, que apoiará Haddad. Ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, a pecuarista daria uma sinalização de diálogo com o agronegócio, setor normalmente refratário a candidatos do PT em São Paulo.

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Custo alto

O Met Gala de 2026 ocorreu na segunda-feira (4), no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Este evento é amplamente considerado um dos mais exclusivos a nível mundial, reunindo estrelas, estilistas e personalidades de destaque da cultura em uma celebração que mistura arte, moda e glamour em sua forma mais intensa. O tema selecionado para este ano foi "Costume Art", e o código de vestimenta estabelecido foi "Fashion is Art". A ideia era mostrar que roupa vai muito além de tendência: é expressão, história e até obra de arte, tudo conectado ao corpo humano e à criatividade. Algumas das celebridades que compareceram realmente abraçaram o tema de maneira significativa e, apesar de seus trajes poderem ser alvo de críticas em outros ambientes, neste evento foram recebidos com aplausos, mesmo quando um pouco controversos. O custo para participar é elevado; em 2026, um ingresso individual custou cerca de US$ 100 mil, enquanto uma mesa pode chegar a até US$ 350 mil, o que representa aproximadamente R$ 1,7 milhão. Entretanto, a maioria dos convidados não paga essa quantia; marcas renomadas compram mesas e levam celebridades para representá-las, tornando sua presença não só relevante, mas também financeiramente viável. Além disso, o acesso ao evento é extremamente restrito; apenas aqueles que estão na lista, meticulosamente selecionada por Anna Wintour, podem entrar. Entre as personalidades presentes estavam Beyoncé, que atuou como coanfitriã, além de Heidi Klum, Madonna, Rihanna, Katy Perry, Blake Lively, o clã Kardashian-Jenner, Hailey Bieber, Cardi B, Sabrina Carpenter e Cher, só nomes de peso, todas conhecidas por sua influência no mundo da moda e do entretenimento.

Lula e Messias: um ano sem encontros

Lula e Jorge Messias fazem pose de amigos fraternais, mas a agenda oficial sinaliza que o presidente não se empenharia pelo escolhido para a vaga de Luís Roberto Barroso como ministro do Supremo Tribunal Federal. Lula não pediu voto para Messias a qualquer senador. Acreditava que sua indicação era mais do que suficiente para sua eleição. Os encontros privados entre os dois aconteceram até 2024 e, ainda assim, cada vez menos. Lula não repetiu 2023, quando recebeu Messias por dez vezes, mais do que qualquer deputado ou senador. Em 2024, depois de Lula preterir Messias e escolher Flávio Dino para a vaga de Rosa Weber, foram apenas quatro despachos privados. Na agenda oficial do presidente, não há registro de encontros com o titular da AGU em 2025. E nem mesmo neste ano, quando apostou que Davi Alcolumbre não impediria a vitória de seu indicado ao Senado. Achava que Alcolumbre já esquecera de que, quando Lula indicou Messias, não se dera ao trabalho de avisá-lo. A propósito: Messias não foi o único que Lula não recebeu; pelo menos 13 ministros não foram recebidos pelo petista em 2026.

Juntos na rampa

Em suas últimas declarações, Flávio Bolsonaro vinha se considerando um "Bolsonaro moderado" e agora partiu para um "Bolsonaro vacinado", garantindo que não receberá o extremismo do pai. O PL da Dosimetria foi apenas, contudo, um passo para garantir impunidade aos golpistas, incluindo o ex-presidente. Ele não esconde que sua meta é emplacar uma anistia que tire Jair da prisão até o fim do ano, "para que ele possa subir a rampa comigo". Ele sabe, todavia, que, se eleito, seu pai governará ao seu lado, no seu estilo e "no seu sonho de vingança".

Giba Um

Enchendo o porquinho

A atriz Juliana Paes, hoje aos 47 anos, se deu o luxo de encerrar o longo contrato que tinha com a Globo, podendo atuar e escolher os trabalhos, principalmente em plataformas de streaming. Com um tempo mais livre, ela pode se dedicar ao carnaval, ocupando o posto de Rainha de Bateria da Viradouro, que se sagrou campeã neste ano. Apesar de tudo, ela já avisou que, no ano que vem, não ocupará mais o cargo, mas, mesmo assim, permanecerá na escola como musa. Com mais pausa entre um trabalho e outro, Juliana também pôde realizar um sonho de infância: viajar para o Japão. Em suas redes sociais, compartilhou fotos dessa realização e contou que o sonho surgiu quando tinha 10 anos, com a memória de um papel de carta com uma menina sob cerejeiras floridas. “Mantive aquela imagem na cabeça por anos até descobrir que aquela paisagem (e talvez o sentimento que a imagem manifestou em mim) tinha tempo e lugar certo para acontecer: Japão na floração de cerejeiras! Esperei alguns bons anos até finalmente conseguir estar ali, debaixo das cerejeiras e suas flores que olham para baixo, como se quisessem olhar de volta quem as admira… Sentindo aquele senso de realização que tem a ver com a ordem do sonhar”. Além do trabalho como atriz, ela tem faturado bastante com propagandas ou publis (publicidade das redes sociais); entre tantas, Dakota (da qual é garota-propaganda), Resfenol, Natura, Clínica Even, entre outros.

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Outro filho

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro decidiu que vai começar a chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha". É uma tentativa de desgastar o presidente com temas que estão no radar do eleitor, como as fraudes do INSS. Flávio também tem informações de que a Polícia Federal avançou significativamente, nas últimas semanas, em suas investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A preocupação do presidente teria aumentado com essas informações, e ele tenta blindar o filho. Seus movimentos já foram mapeados pelos investigadores, e as diligências prosseguem. A PF prepara surpresas para os próximos dias.

Suplência, não!

Aliados de Fernando Haddad já acham que será difícil impedir Márcio França (PSB) de concorrer a uma vaga para o Senado por São Paulo, porque ele controla o partido no estado. A outra vaga deve ficar com Simone Tebet, também do PSB (já acertada com a cúpula do partido). Há quem ache que oferecer uma suplência para o Senado a Marina Silva (Rede) seria uma solução (ela não quer saber da Câmara). Ela já estrilou e avisou que as chances de suplência para o Senado são zero. "Esse debate não é condizente com o tamanho e a qualidade de nossa representação e contribuição".

Pérola

"Ninguém pode ser investigado a vida toda. Não é só no inquérito das fake news. É em qualquer inquérito. Processo penal não pode ser um ato de vingança. Inquérito eterno é o arbítrio",

de Jorge Messias (AGU), sobre a falta de conclusão no inquérito das fake news.

Virando as costas 1

Analistas de plantão lembram que Davi Alcolumbre tem um histórico de voo solo e rompimentos ou, simplesmente, de virar as costas. Matéria da revista Piauí mostra que, por anos, Alcolumbre foi aliado e assessor do ex-presidente Sarney. Aprendeu tudo com ele, até que o abandonou. Em 2014, contrariou Sarney, lançou-se candidato ao Senado e venceu. Sarney não o perdoou. Como presidente do Senado, foi aliado de Bolsonaro no início de seu governo, mas rompeu.

Virando as costas 2

Ainda Alcolumbre: ele foi aliado de Lula até ser contrariado com a escolha de Messias. Agora, a reaproximação com o bolsonarismo é um novo caminho. Sua sobrevivência vai além dos casos do INSS e do Master e chega à disputa pela reeleição para a presidência do Senado. Os pedidos de impeachment serão as moedas de troca pelo apoio bolsonarista à sua recondução. Lula e aliados já estão debruçados sobre um plano capaz de liquidar a tentativa de reeleição dele. Do Amapá, poderão surgir fatos surpreendentes, para dizer o mínimo.

Derrotas seguidas 1

As duas grandes derrotas do governo Lula no Congresso Nacional, na semana passada — primeiro com a rejeição de seu indicado para o Supremo, Jorge Messias, e depois com a derrubada do veto à lei que deverá reduzir penas dos condenados pelo 8 de janeiro — anunciam dificuldades que as pesquisas já indicam que o presidente enfrentará nas eleições. A média das principais pesquisas de segundo turno divulgadas em abril aponta Flávio com 44,8% e Lula com 44,3%.

Derrotas seguidas 2

Lula lidera numericamente as pesquisas Nexus/BTG e CNT/MDA; Flávio está à frente na Atlas/Intel, Genial/Quaest, Apex/Futura e Datafolha. Nas simulações do primeiro turno, todos os seis institutos apontam liderança numérica de Lula, com até cinco pontos de vantagem. Até mesmo resultados de plataformas de previsão e apostas, agora proibidas no Brasil, indicam chance cada vez menor de vitória de Lula.

Outback ameaçado 1

O cardápio societário do Outback Brasil deve passar por uma razoável transformação. Tanto a Vinci Compass, dona de 67% do capital, quanto a Bloomin' Brands, detentora dos 33% restantes, avaliam reduzir sua participação acionária. Se a gestora de Gilberto Sayão pretende abrir caminho para a entrada de outro investidor, capaz de acelerar o plano de expansão da rede de restaurantes, a motivação do grupo americano é outra. A Bloomin' Brands, dona global da marca Outback, precisa concentrar capital e energia no turnaround de sua operação nos Estados Unidos.

Outback ameaçado 2

No Brasil, a cadeia de restaurantes tem aberto 15 lojas por ano; nos Estados Unidos, teve de digerir oito trimestres seguidos de queda nas vendas, em uma verdadeira frigideira de óleo fervente: a Bloomin' Brands fechou 21 restaurantes nos Estados Unidos. Esse contexto empurra o grupo norte-americano para uma nova redução de sua fatia no Outback Brasil — a primeira se deu em 2024, exatamente com a venda de 67% para a Vinci Compass. Ainda com participação menor, a Bloomin' Brands pode preservar sua exposição a uma operação forte e liberar capital para arrumar a própria cozinha nos Estados Unidos.

Mistura Fina

Rejeitado para a cadeira do Supremo, o ministro Jorge Messias, que ainda pode se consolar chefiando a AGU (Advocacia-Geral da União), faturou mais de R$ 83,1 mil em penduricalhos de janeiro a março, última data disponível de seu holerite. O contracheque de Messias tem como remuneração básica bruta o valor de R$ 79.805,71, mas o abate-teto salva o contribuinte de ter de bancar a fatura e reduz R$ 46.593,83 do montante.

O salário de Messias foi engordado com "verbas indenizatórias" e "distribuição de saldo de honorários advocatícios". Os honorários extras, por ter feito o que já é pago para fazer, somaram R$ 77,2 mil, sendo R$ 35,2 mil apenas em fevereiro. O restante (R$ 5,9 mil) veio da nebulosa "verba indenizatória": R$ 2,1 mil em janeiro, considerando salário médio de R$ 3,7 mil (PNAD).

Dados do sistema de Gestão de Apostas do governo federal mostram que a cidade do Rio de Janeiro lidera a lista de municípios no país com mais pessoas físicas cadastradas em sites de apostas. Em março, um total de 1.793.348 estavam vinculados às bets. A cidade fica à frente até de São Paulo (715.256 CPFs cadastrados), cuja população é maior do que a carioca. No Brasil, como um todo, cerca de dez milhões tinham cadastros ativos.

Depois de uma reunião com Gabriel Galípolo, presidente do BC, a governadora do DF, Celina Leão (PP), tranquilizou muita gente: o BRB não será liquidado. Mais: os 318 deputados que votaram pela derrubada do veto de Lula à lei de Dosimetria são suficientes até para alterar a Constituição. Representam 62% de toda a Câmara e os 49 senadores, 60,4%. Partidos como PSD e MDB, que somados têm seis ministérios no governo petista, liberaram suas bancadas no Senado para a derrubada do veto de Lula à Lei da Dosimetria.

In - Livro: O fim chega para todos
Out - Livro: O diabo veste cor-de-rosa

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