“Como dizia o doutor Ulysses Guimarães, a política é como o orgasmo para o ser humano. A gente não consegue viver sem ela”, de LULA // ao completar 100 dias de seu terceiro governo.
O Brasil tem 206 mil pessoas 3 vivendo nas ruas –e de novem- bro para cá houve um aumento de 7,4%. O Estado de São Pau- lo registra 86,7 mil pessoas em situação de rua, o equivalente a 42% do total do país das pesso- as que vivem nas ruas.
Mais: só cidade São Paulo tem 52,2 mil pessoas vivendo nas ruas, nú- mero aumentou 8,2% no mesmo período e é o maior já registrado na capital paulista. São dados de feve- reiro do Cadastro Único, disponibili- zados pelo Ministério da Assistência Social, Família e Combate à Fome.
IN: Moqueca capixaba
OUT: Peixada paraense
Confissão
Há dezoito anos, o presidente Lula exibia uma aura de confiança em seu primeiro mandato que agora está longe de alcançar. Dias antes de completar 100 dias, falando a jornalistas, ele confessou que não sabe se conseguirá aprovar sua agenda no Congresso e argumentou:
“É muito difícil pensar num sistema de coalizão política com a quantidade de partidos que nós temos. Com 30 partidos é muito complicado”.
Mais adiante, ele admitiu que o Congresso ficou mais conservador e pode barrar grande parte de suas promessas. E em outro trecho mentiu, dizendo que “está mais do que satisfeito”.
VOLTA À CENA
O ex-ministro José Dirceu volta à cena: acha que quatro anos “é pouco” para um governo e que o projeto do PT deve ser executado ao longo de três mandatos consecutivos na Presidência, com reeleição de Lula em 2026, “o único em condições de governar o país”.
Na festa de aniversário do PT, o presidente chamou Dirceu de “agente e militante político da maior qualidade” e agora ele vem mantendo conversas regulares com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Dirceu falou em entrevista à Rede TV!: audiência de 0,5%.
“Não entrega”
Nos dois primeiros mandatos de Lula, seu gabinete estava abeto a parlamentares. Agora, é espaço com acesso restrito. Deputados e senadores estão sendo encaminhados para os gabinetes do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, já chamado de “aquele que promete e não entrega”.
Os parlamentares também reclamam da “lentidão” de Padilha na divisão de cargos de segundo e terceiro escalões. Há dias, um deputado do União Brasil, pediu uma audiência com o ministro – e acabou sendo atendido por um assessor (e não havia ninguém com Padilha no gabinete dele).
UM E OUTRO
Lula continua sonhando com o Prêmio Nobel da Paz. No passado, tropeçou no conflito Irã-Estados Unidos; agora, mandou o ex-chanceler Celso Amorim conversar com Vladimir Putin sobre a guerra com a Ucrânia – o novo assessor de Lula mais ouviu do que falou.
Ao mesmo tempo, do lado de cá, Lula saia em defesa da Nicarágua e de quebra, exaltou a liberdade na Venezuela. O sonho fica confuso porque Amorim e Lula adoram Putin tanto quanto Bolsonaro e Trump e consideram Nicarágua e Venezuela “duas democracias”.
“Gasto tributário”
Fernando Haddad (Fazenda) tem um plano fiscal maior, a ser divulgado até o final do ano. O governo quer conter o “gasto tributário”, programa encabeçado pelo Planejamento, com Simone Tebet no comando, que terá revisão de gastos e programas em geral.
O gasto tributário federal em 2023 seria de R$ 456 bilhões. A receita bruta deve ser de R$ 2,3 trilhões neste ano; a líquida, depois de transferência para Estados e municípios, R$ 1,86 trilhão. Um dos alvos é composto pelas 500 maiores empresas nacionais.

“É um pouco assustador”
Aos 33 anos a atriz e modelo Letícia Colin que está na capa e no recheio da edição de aniversário da Marie Claire Brasil diz que está num momento único. Ela que começou na série Sandy & Junior (aos 10 anos) está em alta na Globo (depois de uma passagem pelas emissoras Band e Record). Seu nome ganhou ascensão depois de interpretar Maria Leopoldina (Imperatriz do Brasil) em Novo Mundo.
Fazendo muito sucesso atualmente com as personagens Dra. Amanda na série Onde Está Meu Coração e Vanessa de Todas as Flores conta que está aprendendo a conviver com o excesso de exposição.
“Neste momento, no qual estou exposta, estou fazendo um processo de tartaruga. Nunca fui tão reconhecida. As pessoas olham e falam: ‘Te odeio’ ou ‘Você é maravilhosa’. Pela reação, já reconheço se estão assistindo à novela, seriado ou filme. Gosto muito de receber, ouvir o que elas têm para falar. Mas é um pouco assustador”.
Com várias cenas de sexo nas duas séries fala o que pensa: “Na dramaturgia, quando a gente consegue humanizar o sexo, trazer esse desejo feminino lado a lado com o do homem, é benéfico. A gente precisa dessas representações”.
300 agentes de proteção
A Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República, responsável pela proteção do Chefe do Governo, criada em janeiro, enquanto acontecia a “desbolsonarização” do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), será permanente.
Hoje, 110 policiais federais integram o bloco, onde 30% são mulheres. Até o final do ano, com novas turmas formadas em treinamentos específicos na segurança presidencial, serão 300 agentes. O GSI esvaziado fica responsável pela guarda do Palácio do Planalto e em eventos com participação de Lula fará a segurança até o entorno do elevador.
A área próxima do presidente fica a cargo da Secretaria Extraordinária. O GSI também perdeu a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) transferida para Casa Civil, sob comando de Rui Costa. A Secretaria cuidará também da segurança de vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e seus familiares.
Parte do grupo ficará em São Paulo, como apoio também aos filhos de Lula. O grupo também atuará em viagens presidenciais. Equipes foram enviadas a Xangai e Pequim, onde o presidente estará nesta semana. No final de março, outra equipe acompanhou Lu Alckmin, num percurso entre Pindamonhangaba e Aparecida, quando participou de uma romaria. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, não quer militares em sua segurança.

Atração musical
Recém-saída do Big Brother Brasil 23 a cantora Marvvila é conhecida como a princesa do pagode. Muita gente que acompanha sua carreira, esperava mais de sua passagem pela casa mais vigiada do Brasil.
Para quem não sabe a pagodeira (que enfrentou preconceito, por estar num estilo musical que é predominantemente feita por homens ouvindo que aquele não era “um lugar para mulher”) apareceu em outro reality da Globo. Em 2016 participou do The Voice Brasil aos 17 anos.
Em seu primeiro DVD dividiu o palco com Belo, Sorriso Maroto, Dilsinho, Xande de Pilares e ainda confinada sua música Primeiro Encontro contou com a participação de Alexandre Pires, foi lançada. No ano passado subiu no palco Favela do Rock in Rio.
E este ano repetirá a dose. Subirá ao palco Factory da primeira edição do The Town, espécie de Rock in Rio paulista, aliás é idealizado pelo mesmo empresário Roberto Medina, que contará com atrações internacionais como Post Malone, Foo Fighters e Maroon 5.
Outro conselho
Aposentado no STF, Ricardo Lewandowski vai presidir um conselho jurídico que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) está criando para debater temas como reforma tributária, leis trabalhistas, política trabalhista e demais assuntos de interesses da entidade.
O convite foi feito pelo presidente da CNI, Robson Andrade. Lewandowski quer atuar como uma espécie de consultor jurídico, elaborando pareceres em casos que param na justiça.

Almanaque
Desde janeiro de 2019, quando assumiu o governo, Jair Bolsonaro foi alvo de um processo a cada seis dias. São 160 processos, em tribunais de 17 Estados e do DF, ao longo de 2 anos e 8 meses de governo.
A média de ações contra Bolsonaro é maior do que o total de processos movidos contra os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula (que ficaram oito anos no cargo) e Dilma Rousseff (governou por cinco anos e 8 meses). FHC foi alvo de 108 processos, Lula, de 81 e Dilma, de 100.
Mais em maio
A Globo está demitindo, de uma só penada, cerca de 50 jornalistas, dentro de seu plano de enxugamento da emissora e extinção de salários altos. O procedimento é inicial: em maio, no mesmo departamento, haverá nova lista.
Oficialmente, a emissora distribui comunicados dizendo que se trata de uma reestruturação incluída num novo tipo de modelo empresarial. Não é bem assim: é mesmo para reverter prejuízos.
Em 2020, o faturamento caiu de R$ 1,5 bilhão para R$ 764 milhões; em 2021, teve um prejuízo de R$ 174 milhões. Na virada do século, o faturamento era de R$ 12,8 bilhões e em 2010, desabara para R$ 2,7 bilhões.
MEGA ALMOÇO
Josué Gomes, presidente da Fiesp, está organizando um mega almoço para Fernando Haddad, ministro da Fazenda, reunindo as classes produtoras. Quer colocar mil empresários no recinto (será em São Paulo, como pode se prever) e na ocasião, Haddad explanaria sobre a reforma tributária.
A tendência é que a maior parte dos presentes acabe aplaudindo o ministro. Nos tempos da ditadura militar quem recorria à almoços e jantares com ministros da área econômica, era Teophilo de Azeredo Santos, então presidente da Federação Nacional de Bancos (Febraban).
MISTURA FINA
FERNANDO Haddad (Fazenda) vem trabalhando um nome para assumir o lugar de Roberto Campos Neto no comando do Banco Central (o mandato vai até dezembro de 2024 e Lula não quer tirá-lo à força). O ministro quer ver Gabriel Galipolo na presidência do BC.
Não vai dar: o presidente petista, que acha que Campos Neto vai acabar renunciando, tem seu favorito escolhido para pilotar o Banco Central: é André Lara Resende, um dos primeiros convidados para o Ministério da Fazenda, que recusou.
HÁ quem aposte que Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, começou a pensar seriamente em sair candidato, em 2026, ao governo de Minas Gerais. Lá, o governador Romeu Zema pensa em disputar o Planalto e já acha que será contra o governador Tarcísio de Freitas.
Mais: se o ministro Luís Roberto Barroso antecipar mesmo sua saída do STF, no ano que vem, Pacheco sonha com sua cadeira na Alta Corte.
OS ministros Carlos Lupi (Previdência) e Esther Dweck (Gestão), mais Gilberto Carvalho, secretário do Ministério do Trabalho e Valeir Ertle, sindicalista da CUT (está lá há 13 anos), integram entre outros, o novo conselho fiscal do Sesc, em Brasília.
O salário é de R$ 27 mil por seis reuniões mensais. O que não chega a ser novidade: os ministros Ciro Nogueira e Onyx Lorenzoni também integravam o conselho, reforçando seus orçamentos domésticos, no governo Bolsonaro.
NOS dois primeiros meses de funcionamento da nova legislatura, Câmara e Senado tiveram mais sessões no primeiro ano dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer. O governo Lula 3 só conseguiu melhor desempenho do que Dilma Rousseff.
Tão logo assumiu o Planalto, Temer colocou o parlamento para funcionar: 32 sessões na Câmara e 19 no Senado. Entre fevereiro e março do primeiro ano de Bolsonaro foram 23 sessões na Câmara e 15 no Senado. No novo governo Lula registrou-se 23 sessões na Câmara e 13 no Senado.
O DEPUTADO federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) avisou que não pretende concorrer à eleição para a prefeitura de São Paulo no ano que vem e que apoia a candidatura do ex-ministro e também deputado federal Ricardo Salles (PL-SP).
Eduardo diz que Salles é mais qualificado e tem grande identificação com a capital paulista (ele não tem ideia onde é a Mooca). Resumo da ópera: falou tudo o que o pai mandou falar.
O VAREJO não conseguiu retomar, de forma mais consistente, um aumento nos desembolsos em estrutura (lojas e depósitos) nos investimentos em 2023 por conta da necessidade de proteger o caixa.
Grandes cadeias como Riachuelo e Casas Bahia estão reduzindo desembolsos neste ano e o Assaí faz uma revisão do que havia previsto. Magazine Luiza e Renner esperam manter os níveis de 2022 e há redes reduzindo projeção de aberturas de novas unidades do ano. Motivo geral: queda de faturamento e sequelas da fraude na Americanas.





