Colunistas

Cláudio Humberto

"Crime organizado vai deitar e rolar"

Deputado Sanderson (PL-RS) sobre o decreto de Lula contra armas legais

Continue lendo...

Governos estaduais ‘lulistas’ lideram criminalidade

Dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam um dado significativo: das 50 cidades mais violentas do Brasil, 34 estão concentradas em Estados governados por aliados do presidente Lula. Nos Estados sob gestão direta do PT estão 17 das cidades mais violentas. Aqueles controlados pelo PSB do ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança) a 2ª pior no ranking, somam 8 das 50 mais violentas. Estados sob controle do MDB totalizam 7 cidades de maior criminalidade.

 

São Paulo de fora

São Paulo, estado com maior número de registro de armas, não tem nenhuma cidade no ranking das 50 mais violentas.

 

O que eles fizeram

Governada pelo PT há 15 anos, a Bahia tem 11 das 20 cidades mais violentas. E ocupa as quatro primeiras posições do ranking tenebroso.

 

Amapá, presente

Estado com menos armas registradas e maior índice de mortes violentas, o Amapá tem duas cidades no ranking onde o crime reina absoluto.

 

Os 16 mais

Os Estados mais violentos: Norte (AM, AP, MA, PA e RO), Nordeste (BA, CE, PB, PE, PI, RN e SE), Centro-Oeste (MT), Sul (RS e PR) e claro, RJ.

 

Caso Marielle: Governo pagou auxílio a acusados

Acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, receberam R$17,8 mil do governo federal por meio do auxílio emergencial, durante o lockdown provocado pela pandemia de covid-19. Figuram entre os beneficiados Elaine Lessa, mulher de Ronnie Lessa, o cunhado Bruno Figueiredo e outros dois denunciados por obstrução à Justiça: Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, e José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo.

 

Meio a meio

Elaine Lessa recebeu R$7,2 mil em 2020. Mas devolveu à União as quatro últimas parcelas, R$3,2mil no total. Ficou com a outra metade.

 

Ficou sem nada

Para Bruno, os pagamentos totalizaram R$3.150 e ocorreram entre 2020 e 2021. As seis parcelas, porém, acabariam devolvidas.

 

Estorno

Márcio Gordo restituiu os R$3.750 em oito parcelas. Djaca, à época no Rio, embolsou R$3.750 pagos em Brasília. Devolveu só R$150.

 

Rui Costa balança

Com fraco desempenho na Casa Civil e detestado no Congresso até pelos líderes governistas, o ministro Rui Costa se apropriou da coordenação do Novo PAC, a ser lançado dia 11, para sair bem na foto.

 

Há vagas

Enquanto os sem-terra insistem com suas invasões criminosas, agora em Pernambuco e Goiás, sobram vagas para assentamentos na Bahia. O Incra tem vagas para 427 famílias em 14 assentamentos.

 

Fatos relembrados

Ao celebrar a melhora na classificação de risco do Brasil, Tereza Cristina (PP-MS) relembrou que o “grau de investimento” foi perdido no governo Temer e que a agência Fitch, responsável pela análise, foi só elogios ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, inimigo público nº 2 de Lula.

 

Truque conhecido

Seguindo a tradição para encurtar expediente no serviço público, a “mala bomba” que apareceu no ministério comandado por Geraldo Alckmin (MDIC), em Brasília, era só uma pegadinha: alguns trapos amontoados.

 

Marqueteiros cochilam

O nome “Novo PAC” nem de longe agrada a Lula, que tem cobrado uma denominação “que pegue” e possa virar marca do governo. Quer um nome popular, na linha do Desenrola e Minha Casa, Minha Vida.

 

Não sabe o que diz

Ainda impressiona a demonstração de desconhecimento do presidente Lula sobre as questões do direito a armas para cidadãos de bem e stands de tiro. Ele tem sido ridicularizado no próprio governo.

 

Sacanagem antiga

Motoristas do Distrito Federal não receberam qualquer justificativa para o aumento de R$0,50 no preço da gasolina. Donos de postos reajustaram o valor sem o menor pudor e já contando com a dormência do Procon.

 

Censura até lá

Pesquisa nos EUA aponta que para 74% dos estudantes universitários, professor que falar algo “ofensivo”, fora do pensamento único, deve ser denunciado à diretoria. Para 58%, o mesmo deve servir para estudantes.

 

Pergunta no Sírio-Libanês

O mau humor de Lula é por causa da dor no quadril ou no cotovelo?

 

PODER SEM PUDOR

Sucatas paralisadas

Certa vez, durante a discussão no Senado do projeto que autorizava o primeiro governo Lula a doar doze velhos aviões da Força Aérea Brasileira ao Paraguai e à Bolívia, o senador Edison Lobão (PFL-MA) disse que das 800 aeronaves da FAB, 400 estavam no chão, quebradas. Rápido no gatilho, o senador tucano Arthur Virgílio (AM) fez as contas e estraçalhou: “Com a doação dos doze aviões, a FAB ainda ficará com 48,5% da frota paralisada. Se o governo Lula doar os 400, poderá proclamar que deixou a FAB com 100% da frota em condições de vôo...”

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

Continue Lendo...

Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

Continue Lendo...

Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).