Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Delação agora é prova?"

Deltan Dallagnol sobre o instituto criminalizado na Lava Jato e usado no caso Marielle

Continue lendo...

Desde a posse há 205 dias Lula não recebe Anielle

A designação da irmã de Marielle Franco para o Ministério da Igualdade Racial foi ideia marqueteira da primeira-dama Janja, dizem fontes do governo, mas o presidente Lula nem se esforça para prestigiar o próprio ato.

Nesta terça (25), completam-se 205 dias, desde a posse em 1º de janeiro, sem a ministra conseguir ser recebida em audiência privada pelo chefe, para um mero despacho de trabalho. Político esperto, Lula avalia com certeza, dizem aliados, que nomear Anielle Franco foi “suficiente”.

Tebet teve de insistir

Simone Tebet (Planejamento), também ignorada, foi recebida ontem, após insistir muito, para um despacho com Lula 204 dias após a posse.

Oportunismo rastaquera

O oportunismo do Psol e de outros puxadinhos do PT chega a ser chocante, após um crime marcado por crueldade, covardia e brutalidade.

Lacração é falação

Em seu discurso de posse no Ministério da Justiça, Flávio Dino citou Marielle três vezes, mas nunca teve agenda com a ministra Anielle.

Garantindo holofotes

A Polícia Federal e o MPF ainda cumpriam mandados, mas às 8h de ontem (24) o Ministério da Justiça já convocava coletiva de Flávio Dino.

Irmãos Batista perderam todas na briga com Paper

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F, perderam todas, na tentativa de não entregar a Eldorado Celulose, cujo contrato de venda firmaram com a Paper Excellence, grupo de Cingapura. Tudo isso apesar de recrutarem um “dream team” de advogados.

No dia 19 deste mês, a coleção de derrotas aumentou após o grupo especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgar e rejeitar todos os pedidos da defesa dos Batista. Pior é que ameaçam seguir nesse tipo de litigância.

Somando derrotas

Antes disso, os irmãos Batista perderam a arbitragem e também na 1ª instância da Justiça a tentativa de anular a decisão do tribunal arbitral.

Vale-tudo

Não conseguiram convencer o relator do caso na 2ª instância e viram ir para o lixo acusação de “espionagem” contra a Paper e seus executivos.

Holandeses

Com a briga, o Brasil não recebeu investimentos previstos pela Paper de R$16 bilhões, enquanto se cogita levar a sede da JBS para a Holanda.

Bico fechado

Gonçalves Dias, o general de Lula, pediu ao STF para não ser obrigado a depor na CPI do MST. É acusado de omissão na invasão do Planalto, em 8 de janeiro. Mas o seu silêncio certamente não será criminalizado.

Equipe de campanha

Josinaldo Lucas Freitas, enrolado no crime que vitimou a vereadora Marielle Franco, conseguiu emprego na campanha de Mônica Cury, candidata a deputada federal no Rio de Janeiro pelo Republicanos. “Djaca”, como é conhecido, foi denunciado por obstrução à Justiça,

Mulher, nem pensar

Acuado pela Lava Jato, Lula reclamou que faltava “mulher de grelo duro” no STF. Ao contrário de Bolsonaro, a grosseria de Lula foi perdoada, mas hoje o presidente resiste à pressão para indicar uma mulher para o STF.

Insanidade arquivada

A Procuradoria-Geral da República recuou da insanidade de “fichar” quase 70 milhões de seguidores de Bolsonaro nas redes sociais. Agora, reduziu sua pretensão para 244 denunciados pelos atos de 8 de janeiro.

Quase motociata

Jair Bolsonaro mostrou que seu capital político continua relevante: juntou multidão quando apareceu no Brasília Moto Show, tradicional evento de motociclistas que ocorreu neste fim de semana, na capital.

Polícia escanteada

Coube ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, dar o devido crédito à Polícia Civil, responsável pela investigação que possibilitou o desdobramento do caso Marielle. A corporação foi escanteada por Dino.

E Celso Daniel?

O deputado estadual de São Paulo Guto Zacarias (União) aproveitou o destaque das investigações do caso Marielle Franco e lembrou: “Por que a esquerda não se preocupa com quem mandou matar Celso Daniel?”.

Morreu duas vezes

Duas fake news envolvendo Lula circularam nas redes sociais na manhã desta segunda (24): uma garantia que Lula teria morrido em acidente de helicóptero. Outra, que teria morrido de parada cardíaca.

Pensando bem...

...delação, centrão e cooptação rimam bem com descondenação.

PODER SEM PUDOR

Chimarrão e rapadura

Para quebrar o gelo na CPI dos Correios, que investigava a corrupção do Mensalão do primeiro governo Lula, o então senador e presidente da comissão, Delcídio Amaral (PT-MS), brincou com o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) quando o viu experimentar o chimarrão do deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS).

“É meio amargo... “, reagiu Suassuna. Ideli Salvatti (PT-SC) não reagiu com certo ar de preconceito contra nordestinos: “Esse aí só gosta de água de coco e rapadura...”

Escreva a legenda aqui

Claudio Humberto

"Se você está endividado, a culpa é do governo Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Planalto, ao prometer organizar as contas públicas

23/08/2026 08h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Continue Lendo...

Oposição critica PGR engajada à defesa de Lula

Opositores estão indignados com o procurador geral da República (PGR), acusado de “engajamento” na defesa de Lulinha, filho de Lula (PT), investigado por tráfico de influência e corrupção. Paulo Gonet tentou retirar a relatoria de André Mendonça, ministro do STF que não se submete a Lula, e depois tentou levar o processo à 1ª instância. “Absurdo”, diz Marcel van Hattem (Novo-RS), lembrando que, nomeado por Lula, Gonet se opôs a 1ª instância julgando casos do 8 de janeiro.

Batom na cueca
Gonet se esforça para tirar do STF dois dos três inquéritos contra Lulinha relatados por Mendonça. O outro permaneceria nas mãos de Flavio Dino.

Guinada ridícula
Para van Hattem, é até ridículo a PGR mudar de posição sobre 1ª instância quando o investigado é o filho do presidente da República.

Críticas na academia
Professor de pós-graduação da USP e mestre e doutor em Direito Constitucional, Rubens Beçak também se associa aos críticos da PGR.

Escândalo paralelo
Já Evair de Melo (PP-ES) acha que não tem como retirar o caso Lulinha do STF pelas conexões do filho de Lula com o escândalo do INSS.

PL espera ter duas vezes mais senadores que o PT
Nas primeiras pesquisas que já circulam dentro do PL, o partido projeta pelo menos o dobro de senadores em relação ao PT. A Casa Alta é a prioridade da sigla, que pretende lançar candidatura para a presidência do Senado, além de ter força política para andar com as pautas que viraram bandeiras do partido nesta eleição. Entre as principais prioridades, andar com pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda que não haja votos para vitória.

Melhor cenário
Nas contas dos liberais, o partido pode chegar aos 28 senadores. Se Jair Bolsonaro estivesse na ativa, o número poderia bater os 32.

Com calma
Já as previsões mais conservadoras apontam para 20 senadores, mas com mais destaque, já que esperam nomes como Michelle Bolsonaro. 

Olho no vizinho
As planilhas trazem projeções para outras bancadas também. Petistas, nas contas do PL, devem beirar os 10 parlamentares.

Modus Operandi
“Do mar de lama do Sítio de Atibaia à Mansão do Lulinha em Brasília”, Sérgio Moro (PL-PR), juíz que condenou Lula na Lava Jato, sobre o elo de Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger e testemunha do caso de Atibaia que voltou ao folhetim por assinar contrato da mansão do QG do Lobby.

Pesos e medidas
Carlos Bolsonaro (PL-SC) comparou o caso de Lulinha, cada vez mais imerso no triângulo com a lobista Roberta Luchsinger e o Careca do INSS, com o do pai, que teve até inquérito por se aproximar de baleia.

Preço artificial
O medo do impacto na campanha eleitoral bateu na equipe de Lula e o governo já estuda prorrogar o subsídio à gasolina. O benefício, que deveria ser provisório, pode ganhar mais 30 dias de sobrevida.

Na gaiola
Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, lamenta a situação da segurança púbica no país, “O cidadão é obrigado a transformar o próprio carro em uma gaiola para tentar não ter o celular arrancado.”

Sem pudor
Após apontar tentativa de “balão” da PGR no ministro André Mendonça (STF), com pedido de enviar o caso Lulinha à 1ª instância, o candidato a vice-presidente Novo, Eduardo Girão, diz que “eles perderam o pudor”.

Ciência e coragem
Segundo Marcelo van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado, “não basta falar em impeachment [no STF] agora. É preciso conhecer fatos, reconhecer os abusos e ter coragem para agir quando eles acontecem”.

Jogo sujo
Ao anunciar sanções contra autoridades de Cuba, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusa a ditadura comunista de “décadas usando grupos de fachada para infiltrar, corromper e radicalizar americanos”.

Não era genocídio?
O deputado Osmar Terra (PL-RS) lembra da “lacração estúpida” de Lula e da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, que chamaram o governo Bolsonaro de “genocida” por mortes dos Yanomami... mesmo povo que registrou recorde de mortes entre 2023 e 2025, em pleno governo do PT.

Pensando bem...
...quando a propaganda é demais, o santo desconfia.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Eu nomeio, você paga

O falecido Humberto Lucena (PB) adorava nomear parentes, quando presidiu o Senado. Ao ser tachado de “a caneta mais rápida de Brasília”, chamou o repórter que o ironizara ameaçando processo. E lorotou: “Nomear parentes só é pejorativo no Sul. No Nordeste, o povo até gosta”. O jornalista, nordestino de Pernambuco, perdeu a paciência. Puxou Lucena pelo braço e disse ao seu ouvido, firme, quase gritando: “Nós dois sabemos que o sr. está mentindo, mas vou fingir que não ouvi”. Lucena não tocaria mais no assunto. Nem processaria o jornalista.

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

Continue Lendo...

Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).