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Giba Um

"É preciso que a gente pense o que vai falar, porque tudo o que a gente falar pode virar manchete", 

manchete", de LULA, no café com jornalistas, recuando da fama que ganhou de "língua mole".

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Um marco inesquecível para o esporte brasileiro, a medalha de ouro conquistada pela seleção brasileira de futebol masculino nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, agora pode ser sua. Anunciado pela Memorabilis do Esporte, o item está à disposição para compra por R$ 170 mil. 

Mais:   preservando a identidade do vendedor, a medalha olímpica representa o ápice do futebol brasileiro, com grande simbolismo histórico, além do valor material. É considerada um grande tesouro para qualquer colecionador ou amante do esporte. 

Vai ser o que quiser


A segunda data comemorativa mais lucrativa, atrás apenas do Natal, o Dia das Mães já esquenta a publicidade e o comércio. Faltando pouco mais de 15 dias para a data, as lojas já estão todas decoradas para data e as marcas correm atrás das celebridades para estamparem suas campanhas. A apresentadora Angélica juntamente com sua filha Eva está na campanha da grife de calçados, bolsas e acessórios Luiza Barcelos.  A escolha não foi por acaso: Angélica tem a mesma idade que tinha Dona Dorinha, fundadora da marca quando a criou. A campanha também foca na jornada mãe e filha que se unem por meio de valores e ensinamentos, cada uma à sua maneira. A apresentadora falou da parceria com a filha: “Me identifico com ela, porque tem uma timidez em alguns momentos, mas também tem uma coisa solta, de coragem mesmo. Uma coragem que não tinha na idade dela.  E completa: “Se ela quiser ser mãe, inclusive, vai ser. Se não quiser, não vai. A gente tem que criar filhos para a felicidade. Não vou criar uma filha para ser uma CEO ou uma grande empreendedora. Quero criar uma filha pra ser feliz, fazendo aquilo que ela desejar”.

Pau para toda obra


Ele foi o governador que mais tempo comandou São Paulo (de 2001 a 2006 e 2011 a 2018), trocou o PSDB pelo PSB depois de 33 anos, foi eleito vice-presidente na chapa de Lula, coordenou toda a transição e além de vice, é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Seu nome foi cotado nos últimos dias para comandar a Secretaria da Comunicação da Presidência (Secom) sem largar sua pasta e agora poderá assumir grande parte da articulação do governo, ao lado de Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil). Outros ministros aliados costumam dizer que Geraldo Alckmin “é pau para toda obra”, usando uma comparação popular. Ele tem proximidade com políticos do centro-direita, setores conservadores da igreja e de empresários. Interlocutores de Lula acham que Alckmin tem espaço para ter maior peso político, criando uma agenda direta com setores conservadores do Congresso, resistentes ao PT. 


Pé na tábua

Nesses dias, Lula pediu para o vice, Geraldo Alckmin ‘acelerar’ em suas relações com o Congresso. Nas redes sociais, seu rosto foi colocado no corpo do personagem de desenho animado, o Papa-léguas, mais uma fala: “O presidente pediu para acelerar. Pé na tábua!”. O que lembra famosa frase do governador Adhemar de Barros: “Fé em Deus e pé na tábua!”. Significa se esforçar com muita fé para alcançar seus objetivos. No cotidiano, Alckmin é chamado regularmente no gabinete de Lula. Nos primeiros meses de governo, o vice manteve 52 reuniões com 75 parlamentares de 12 siglas. Para a articulação, é o favorito de muitas alas no Congresso. 


Sonho não imaginado 


Muitos ex-participantes do Big Brother Brasil, com o tempo (até mesmo os vencedores) caem o esquecimento. E para isso não acontecer, mesmo que não se consagre o grande vencedor, o importante é deixar sua marca. Foi o que aconteceu com Fernanda Bande e Giovanna Pitel, que marcaram a última edição com uma amizade pura. Uma amizade que terá um novo capitulo. As duas foram contratadas pela Globo para apresentarem um programa juntas, que focará no dia a dia dos convidados. Ainda se nome definido, mas que deve estrear em breve no Multishow, deverá ter como cenário um lugar muito frequentado por elas durante o confinamento: uma cama. Para se ter noção da importância da novidade, o anúncio foi feito pelo diretor geral de TV da Globo, Amauri Soares, durante a Conexão NIP 24. Pitel ainda surpresa agradeceu em suas redes sociais: “Nunca imaginei que até os meus maiores sonhos não chegariam perto da minha atual realidade! "

In –  Choconhaque
Out – Chocopinga

 


Doará 60% da fortuna


“Eu aprendi que doar dinheiro é muito bom, mas não basta. Você tem de fazer outras pessoas fazerem o mesmo”. É o que diz Elie Horn, fundador da Cyrela que, em 2025 vai completar dez anos na lista dos super ricos que prometeram doar em vida parte de sua fortuna (ele doará 60%). Como parte do plano para convencer os outros a fazer o mesmo, Horn agendou para dia 6 de maio uma reunião com 20 empresários brasileiros. Horn diz que o projeto “ficou em gestação por dois anos” e que esse será apenas o primeiro encontro.

 

 

Correndo atrás


O ministro Camilo Santana (Educação) tem outro problema para equacionar, além da greve dos professores: a falta de verba para os hospitais universitários. Parte das 39 instituições administradas pela estatal Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, vinculada à Pasta, enfrentam dificuldade pela ausência de fundos. O orçamento deste ano, de R$ 13 bilhões, não dá para cobrir os gastos obrigatórios e até agora os recursos não foram liberados. O governo prevê R$ 1,5 bilhão entre 2024 e 2027 (menos de R$ 400 milhões por ano). A falta de dinheiro tem impacto nas duas áreas: na saúde propriamente dita (integram o SUS) e na Educação (todos os hospitais são universitários). 

Pérola

“É preciso que a gente pense o que vai falar, porque tudo o que a gente falar pode virar manchete”, 
de LULA, no café com jornalistas, recuando da fama que ganhou de “língua mole”.

NOVA DUPLA

O advogado-geral da União, Jorge Messias, se ofereceu para um dueto com Alexandre de Moraes (STF). Encaminhou ao ministro uma “notícia de fato”, sugerindo que ele “mande investigar” a publicação do Twitter Files do jornalista norte-americano Michael Shellenberger. Segundo Messias, a divulgação de documentos – um conjunto de mensagens internas da rede social de Elon Musk – constituiu “violação de sigilo de processos judiciais” e “tentativa de desestabilizar o Estado Democrático do Brasil”. Quando quer investigar, Moraes sai na frente. No caso de Shellenberger ficou quieto, esperando intervenção de Messias. 


Anúncios proibidos


 
O Google vai proibir, a partir de maio, a veiculação de anúncios políticos no Brasil nos serviços da empresa, como buscador e YouTube. A decisão ocorre depois do TSE atualizar as regras para impulsionamento da propaganda. Há incerteza, de imediato,  é sobre o impacto no mercado de anúncios eleitorais no país com a medida. Em 2022, para se ter melhor ideia, políticos gastaram cerca de R$ 127 milhões com publicidade apenas no Google. Foram 53.483 anúncios veiculados nas plataformas daquele ano e a data do segundo turno da eleição presidencial. A campanha de Jair Bolsonaro gastou R$ 28,7 milhões; a de Lula R$ 22,8 milhões. 

IMOVÉIS DA CÂMARA

Tal como Senado, a Câmara dos Deputados também banca moradia para ministros de Lula. André Fufuca, Alexandre Padilha, Celso Sabino, Juscelino Filho, Paulo Teixeira e Silvio Costa Filho, alçados a postos de assessores de Lula, não renunciaram à regalia. Ao contrário do Executivo, que tem imóveis de sobra, 1.345 dos quais 288 estão vazios. A Câmara nem mesmo tem apartamento para todos os deputados: são 447 imóveis. Deste total, 48 estão aguardando reforma. Além dos ministros de Lula, 11 senadores também ocupam espaços em apartamentos da Câmara.


Em Washington

Depois da manifestação em Copacabana, o clã Bolsonaro ensaia novo movimento. Eduardo e Flávio Bolsonaro querem liderar uma visita de comissão de parlamentares brasileiros, a maioria do PL, a Washington. O objetivo é se reunir com membros do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que divulgou sentenças de processos sigilosos proferidas por Alexandre de Moraes. Para irritá-lo, levarão junto os deputados Bia Kicis (PL-DF) e Gustavo Meyer (PL-GO) que divulgaram informações falsas. 

A ESPERA DE MADONNA

Tudo é grande no show de Madonna, na Praia de Copacabana, no próximo dia 4 de maio. Além do maior palco da atual turnê da cantora, já ocupando a areia, o espetáculo trará 200 pessoas na equipe, 45 baús de figurinos e 80 toneladas de equipamentos. Nas conhecidas lojas do comércio popular na 25 de Março, em São Paulo e na Saara, no Rio, está tudo mais que agitado com a chegada da “rainha do pop”, vendendo vários produtos: bonés, camisetas com diversas fotos da cantora e até o icônico sutiã de cone dourado da turnê de 1990.

MISTURA FINA

O PLANALTO  escanteou Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e apelou a parlamentares ligado aos governadores Claudio Castro (Rio de Janeiro) e Romeu Zema (Minas Gerais) para barrar o penduricalho de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que turbina salários de juízes. Impactaria em nada menos do que R$ 82 bilhões (em três anos) e sangraria as contas estaduais. O próprio Pacheco, quer ser governador de Minas Gerais, foi alertado que, se conseguir se eleger, teria de administrar a bomba que armou. 

NO café da manhã com jornalistas, Lula chamou a atenção dos ministros Fernando Haddad, Wellington Dias, Rui Costa e até do vice-presidente Geraldo Alckmin para que “acelerassem suas conversas com parlamentares”. Haddad devolveu dizendo que “só faz isso na vida”. No dia seguinte, em café da manhã com jornalistas, Paulo Pimenta (Secom), dada a grosseria da pressão exercida pelo presidente, disse que “era tudo brincadeira”. E acabou ofuscando a divulgação do mais importante programa de crédito já anunciado na história do Brasil. alguns jornalistas acharam que Pimenta “anda vendo muita novela”. 

QUATRO empresas (quase desconhecidas) venceram a maior licitação da história do governo federal de comunicação digital: levaram o contrato com a Secom as agências Usina Digital, Área Comunicação, Moringa L2W3 e o consorcio BR e Tal, composto pela BRMais e Digi&Tal. Desbancaram nomes famosos. Novidade: as escolhidas venceram pelo critério técnico e não pelo melhor preço, como em outros processos de licitação, o que já provoca questionamentos. A Secom diz que “são propostas de cunho intelectual”. Deve ter sido invenção de Paulo Pimenta. 

JOSÉ Dirceu, quem diria, agora também ataca de articulista. Um de seus textos, diz que a volta da extrema direita ao poder seria útil aos negócios de Elon Musk. Além do X, ele é CEO da Tesla, concorrente da BYD, instalada em Camaçari. Ele depende de baterias de íon de lítio que alimenta seus carros elétricos. O Brasil é o quinto maior produtor mundial do mineral, com 2.200 toneladas métricas por ano. Além disso, Dirceu defende a regulamentação urgente das plataformas digitais.

ESTUDO  feito por Marcelo Neri, da FGV Social, revela que, entre 2022 e 2023 a classe  C subiu  de 56,2% para 59,7% da população, o que equivale a ascensão de 11,3 milhões da classe média em um único ano (soma dos dois movimentos). Esse volume de gente é maior que a população de Portugal. E a classe média, segundo outros estudos, é a menos cuidada pelo atual governo federal. 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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