Colunistas

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"É um direito que já decidiram negar"

Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato, sobre prisão domiciliar a Jair Bolsonaro

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Manutenção de palácios de Lula custa R$8,4 milhões

Para manter os palácios presidenciais sempre tinindo para receber Lula (PT) e Janja, o pagador de impostos, que banca toda essa fartura, desembolsou mais de R$8,4 milhões desde 2023, quando Lula subiu a rampa do Planalto (palácio de manutenção mais cara, inclusive). Levantamento da coluna, com dados da Casa Civil, considerou o Planalto, Alvorada, Jaburu e a Granja do Torto, espécie de casa de campo da presidência, como palácios utilizados pelo casal de petistas.

Escritório de ouro

Nos três longos anos de Lula, a manutenção do Planalto custou ao pagador de impostos mais de R$3,6 milhões. Em 2025, R$1,06 milhão.

Palacete caro

Com emas, viveiros e até piscina olímpica, o Alvorada consumiu mais de R$2,5 milhões no Lula 3. A fatura do ano passado bateu os R$937 mil.

Casa esquecida

Usada em cinco eventos em 3 anos, a Granja do Torto também custou uma fortuna, superou R$1,5 milhão. Foram R$633 mil só em 2025.

Vai piorar

A fatura vai ficar pior, os dados de dezembro ainda não foram lançados. O gasto mensal dos palacetes chega até aos R$593 mil (setembro/25).

Alas do PT preferem Camilo no duelo com Ciro

Tem motivo para que Camilo Santana fique com a coordenação da campanha de Lula no Nordeste: o risco de humilhante derrota do PT em dois Estados, mesmo com a máquina na mão. No Ceará, Santana conseguiu eleger o sucessor Elmano de Freitas, mas cresce as os sinais de que o raio não vai cair duas vezes no mesmo lugar. Pesquisas que circulam entre petistas mostram o amplo favoritismo do principal adversário Ciro Gomes (PSDB), segundo apurou a Paraná Pesquisas.

Botão de pânico

O afastamento permite, por exemplo, que Santana dispute o governo cearense e empurre Freitas para o Senado na última hora.

Risco de vexame

A Bahia é outro Estado que preocupa o PT. O opositor ACM Neto tem dado canseira para o governador petista Jerônimo Rodrigues.

Estepe

Sem muita adesão ainda, mas já há defesa de testar o nome do ministro e ex-governador Rui Costa (Casa Civil) na Bahia. E não é ao Senado.

Com a barriga

Lula não irá aceitar o convite de Donald Trump para compor o Conselho da Paz, organizado pelo presidente dos Estados Unidos. A irritação da esquerda, no Brasil e mundo afora, é que iniciativas pela paz têm sido de Trump. Antes de negar o convite, o petista vai enrolar para responder.

Nikolas e a implosão

A chegada a Brasília da caminhada de Nikolas Ferreira (PL-MG) coincidirá com a implosão do prédio do velho Torre Palace. A chegada será na Praça do Cruzeiro, 3km da implosão e a 6km do Congresso.

Tá difícil

“A capivara deles está tão gorda que vai ser difícil segurarem por muito tempo”, diz o deputado Sanderson (PL-RS) sobre a suspeitíssima relação entre ministros do STF e o Banco Master.

Dá em nada

Caminha para dar em nada pedido de deputada petista para que Jair Bolsonaro perca a patente militar. O procurador-geral da Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli, manifestou-se pelo arquivamento do caso.

Home Office

A denúncia é do jornalista Otávio Neto (com vídeo e tudo): o advogado Fábio Trad, com boquinha na Embratur, não bate o ponto em Brasília. Fica em casa, em Campo Grande (MS), também gasta o tempo gravando vídeos pró-Lula. Trad já teria recebido mais de R$ 1 milhão em salários.

Caso de polícia

Guto Zacarias (União-SP) procurou a Polícia e o Ministério Público, nesta quinta (22). O deputado tem recebido, até via email, ameaças de tortura e morte, além de ofensas racistas. Coisa de nazifascistas de esquerda.

Sem regalia

Delegado Palumbo (MDB-SP) lamentou recentes casos criminosos que tem como autor bandidões reincidentes. O deputado lembra que é autor de projeto para acabar com a progressão de regime.

Município no vermelho

Sobre o reajuste de professores, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, lembra que pequenas cidades terão que arcar com os custos. “mais uma vez bondade com chapéu alheio”.

Pensando bem...

...tem deputado caminhando por Justiça e ministro correndo dela.

PODER SEM PUDOR

Comigo mesmo

Convidada pelo colega Ney Suassuna (PMDB-PB) para acompanhá-lo a jantar oferecido ao príncipe Philippe, na embaixada da Bélgica em Brasília, a senadora Íris Araújo (PMDB-GO) fez piada: “Só se for para entrar de mão dada com o senhor. É para dar o que falar!” Ney Suassuna topou na hora: “Dar o que falar é comigo mesmo!”

CLÁUDIO HUMBERTO

"É inegável que a crise desgastou a nossa campanha"

Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre os escândalos do Master e do STF

20/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Pesquisas previam vida fácil de Lula. Mas a realidade...

A duas semanas do primeiro turno em 2022, o Datafolha previa Lula 12 pontos à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno e o Ipec (que era Ibope) chutava vitória de 15 pontos do petista.

Nas urnas, o placar válido foi 48,4% a 43,2%. No segundo turno, o Datafolha previa vitória de Lula com 16 pontos de vantagem, enquanto o ex-Ibope calculava vitória do petista por 19 pontos. Na realidade, a vantagem foi de 1,8% no 2º turno.

Repeteco?

A 15 dias da eleição de 2026, o Datafolha prevê Lula com 39% a 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44%, no segundo.

Muro estreito

O Quaest viu vitória de 8% de Lula em 2022 nos dois turnos. Agora prevê Lula à frente por 5% no primeiro, mas derrotado no segundo turno.

Instituto fechou

A duas semanas da eleição 2018, o Ibope errava em 18% o resultado de Bolsonaro no 1º turno. E ainda previu empate com Haddad no 2º turno.

Chegou perto

O instituto Paraná Pesquisa foi quem mais acertou em 2022. A 14 dias da eleição previa vitória de Lula por quatro pontos no primeiro turno.

Especialista vê presidência de Moraes como surreal

Próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a tradição, Alexandre de Moraes pode ter o comando da Corte sob impedimento perante a opinião pública, é o que avalia à coluna o professor, mestre e doutor em Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, caso o Supremo abra investigação contra o magistrado.

Beçak diz ainda que os ministros deveriam examinar administrativamente se Moraes poderia continuar com os processos relacionados ao Master.

Peça o boné

Para Max Kolbe, advogado especialista em Direito Constitucional, Moraes deveria até se abster de disputar a presidência, caso investigado.

Situação surreal

Kolbe considera “estarrecedor” um investigado comandar a instituição responsável por supervisionar a apuração da própria conduta: “surreal”.

Não dá

No campo político, as críticas ao ministro são ainda mais incisivas, “é um escárnio com a cara do povo”, disse à coluna Rodrigo Valadares (PL-SE).

Tradição não é regra

Por tradição, o presidente o Supremo Tribunal Federal é o ministro mais antigo que ainda não tenha ocupado o posto. A eleição para sucessão de Edson Fachin deve ocorrer em agosto de 2027. Kassio Nunes Marques é o próximo da fila após Alexandre de Moraes.

Caravana

A chapa Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, do PL, tem investido no Nordeste nestes dias. A meta é percorrer os nove estados da região, tida como prioridade para a campanha.

Arruda no TSE

Derrotado no TRE-DF, José Roberto Arruda (PSD) tenta no TSE validar a indeferida candidatura ao governo do Distrito Federal. Quem vai relatar o recurso na mais alta corte eleitoral é o ministro Dias Toffoli.

Sangria na pauta

O julgamento do dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, sem dó da combalida estatal, será nesta segunda-feira (21). Os grevistas querem coisas tipo adicional de 70% sobre férias e 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, além de manter regalias tipo vale extra de Natal.

Picadeiro ocupado

Na polêmica sessão do STF que deveria definir se Alexandre de Moraes será investigado pela relação com Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes falou durante mais tempo que Cármen Lúcia e André Mendonça... somados.

Foi pouco

Segundo a oposição no Congresso, o aumento do auxílio anunciado por Lula (PT) poderia ser maior do que 15%. “Desde que o imenso rombo da corrupção e do empreguismo público fosse eliminado”, diz um auxiliar.

Nome dado

Rogério Marinho (PL-RN) revelou ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que o então líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu ligação do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, reclamando e “cobrando” após o Senado aprovar projeto que o STF não gostou.

Detalhe

O projeto que os ministros e Gilmar Mendes não gostaram, disse Rogério Marinho, determinava prazo curto para o plenário do STF analisar decisões monocráticas, aquelas expedidas por um só ministro.

Pensando bem…

... no Brasil, nada mais real do que o surreal.

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

O jovem Tancredo Neves foi ser promotor em São João Del Rey. Foi chegando e arranjando uma namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade.

A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo. Tancredo já ia protestar quando o delegado o percebeu. Rápido, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a ele: “Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...”. Ah, bom.

 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

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