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Giba Um

"Ela fala as coisas que ela acha que está na minha cabeça. P..., é para ficar p..., né"

de AUGUSTO HELLENO // general da reserva e ex-GSI, protestando conta a relatora da CPMI de 8 de janeiro, Eliziane Gama (PSD-MA).

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A Lojas Marisa vai desativar gradualmente o MBank, sua financeira. A rede varejista chegou a ser procurada por empresas de recuperação de crédito interessadas em comprar a carteira da instituição, da ordem de R$ 420 milhões. 


 Mais: as ofertas foram recusadas: previa deságio de até 70% sobre o valor de face. A Marisa deverá esperar o vencimento de todos os empréstimos para encerrar as atividades do MBank porque o negócio perdeu o sentido depois do acordo firmado com a Credsytem. 

 

Imagens Reprodução

Kim quase
irreconhecível


 A modelo, socialite e empresária Kim Kardashian, surpreendeu muitos ao mostrar suas multifaces, em capas de revistas, séries de TV, campanhas nestes últimos tempos.  Há começar por sua participação na série American Horror Story: Delicate, exibida no Brasil pela plataforma de streaming Star+, onde interpreta Siobhan Walsh, uma atriz madura que enfrenta alguns problemas de saúde, mas que decide ajudar sua amiga e protegida Anna Alcott (Emma Roberts) a engravidar e ainda envolve um misterioso envolvimento com aranha. Depois apareceu quase irreconhecível na capa da revista CR Fashion Book, onde revelou que se sente sexy depois de um bom treino, ou quando acorda com o cabelo bagunçado e sem maquiagem. Ainda revelou que adora ser mãe: “A maternidade é a experiência mais desafiadora e gratificante da vida. Os dias são tão longos, mas os anos são tão curtos”. E comentou que tem novos projetos para seus empreendimentos: “Estou animada com alguns novos projetos que lançarei neste outono. Parece que muito do trabalho árduo do ano que passou começará a aparecer nos próximos meses”. Nas redes sociais compartilhou que algumas das novidades serão uma Máscara de Enzima de Abóbora e uma Escova de Tratamento Ressurgente, onde aparece como seus longos cabelos negros.  Aliás uma de suas empresas, a Skims (lingerie, modeladores, pijamas e roupas confortáveis) está na lista das empresas mais influentes do TIME100.


É o bonitão
do Planalto


Nem mesmo sobre sua delicada cirurgia no quadril (será amanhã no Sírio-Libanês, de Brasília), o presidente Lula consegue ficar sem cometer uma nova fala desastrada. Foi quando associou andador e muleta à feiura, evidenciando preconceito contra pessoas com deficiência. Associações e figuras nacionais portadoras de deficiência física já trataram de condenar a atitude dele que até acha que não disse nenhum disparate e que “foi apenas uma brincadeira”. Além do tropeção (mais um), quando Lula diz que as pessoas irão vê-lo “sempre bonito, como se não tivesse sido operado”, associa – quem diria – vaidade e culto ao ego. Afinal, o presidente não é nenhum Tom Cruise (embora empate em questão de altura). Quase careca e gordo, o presidente parece levar a sério quando a primeira-dama Janja o chama de “bonitão”, em momentos mais íntimos. Alguns adversários dizem que as orelhas são “um empecilho” – ou dois. 

Kim quase
irreconhecível


 A modelo, socialite e empresária Kim Kardashian, surpreendeu muitos ao mostrar suas multifaces, em capas de revistas, séries de TV, campanhas nestes últimos tempos.  Há começar por sua participação na série American Horror Story: Delicate, exibida no Brasil pela plataforma de streaming Star+, onde interpreta Siobhan Walsh, uma atriz madura que enfrenta alguns problemas de saúde, mas que decide ajudar sua amiga e protegida Anna Alcott (Emma Roberts) a engravidar e ainda envolve um misterioso envolvimento com aranha. Depois apareceu quase irreconhecível na capa da revista CR Fashion Book, onde revelou que se sente sexy depois de um bom treino, ou quando acorda com o cabelo bagunçado e sem maquiagem. Ainda revelou que adora ser mãe: “A maternidade é a experiência mais desafiadora e gratificante da vida. Os dias são tão longos, mas os anos são tão curtos”. E comentou que tem novos projetos para seus empreendimentos: “Estou animada com alguns novos projetos que lançarei neste outono. Parece que muito do trabalho árduo do ano que passou começará a aparecer nos próximos meses”. Nas redes sociais compartilhou que algumas das novidades serão uma Máscara de Enzima de Abóbora e uma Escova de Tratamento Ressurgente, onde aparece como seus longos cabelos negros.  Aliás uma de suas empresas, a Skims (lingerie, modeladores, pijamas e roupas confortáveis) está na lista das empresas mais influentes do TIME100.


É o bonitão
do Planalto


Nem mesmo sobre sua delicada cirurgia no quadril (será amanhã no Sírio-Libanês, de Brasília), o presidente Lula consegue ficar sem cometer uma nova fala desastrada. Foi quando associou andador e muleta à feiura, evidenciando preconceito contra pessoas com deficiência. Associações e figuras nacionais portadoras de deficiência física já trataram de condenar a atitude dele que até acha que não disse nenhum disparate e que “foi apenas uma brincadeira”. Além do tropeção (mais um), quando Lula diz que as pessoas irão vê-lo “sempre bonito, como se não tivesse sido operado”, associa – quem diria – vaidade e culto ao ego. Afinal, o presidente não é nenhum Tom Cruise (embora empate em questão de altura). Quase careca e gordo, o presidente parece levar a sério quando a primeira-dama Janja o chama de “bonitão”, em momentos mais íntimos. Alguns adversários dizem que as orelhas são “um empecilho” – ou dois. 

In – Caminhada esportiva
Out – Caminhada vigorosa

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Diferente


 Durante evento em São Paulo, nesses dias, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) tratou de marcar posição para se afastar de Jair Bolsonaro (até pouco tempo, tentava se colar no ex-presidente de olho em 2026), afirmando ser diferente dele e que prefere apoiar outro nome a ser candidato nas eleições presidenciais de 2026 (até lá, ele continuará inelegível). Diz também que não tem nenhum parente em cargo público. “Família para lá, negócios de carreiras para cá. São diferenças”.  

 

 

 

 

 

 

Xenofóbico

 A demissão da assessora especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Igualdade Social, Marcelle Decothé da Silva, é consequência do radicalismo de uma pessoa negra, que cursa doutorado na UFF, na área de Sociologia e nem por isso deixou de atacar brancos, num comentário áspero de cunho xenofóbico. Dada a repercussão do episódio, o ministério de Igualdade Racial de Anielle Franco anunciou o desligamento de Marcelle, mas não fez questão de mencionar que ela ocupava posto no Grupo de Trabalho de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol, da CBF. Anielle agora vai ver se nesse grupo existem outras Marcelles. 

QUEM ORDENOU

Não foi a ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, que demitiu, dada a repercussão negativa do episódio, a ex-assessora Marcelle Decothé da Silva por xenofobia. O desligamento foi ordenado por Rui Costa, chefe da Casa Civil. A ministra Anielle soube praticamente depois da demissão ser ordenada – e não foi consultada. Ela já estava em baixa por ter usado um jatinho da FAB para a capital paulista ver o jogo entre São Paulo e Flamengo de perto e participar de campanha ao lado da CBF. 

O que falta

 Lula voltou a realizar sua live semanal, batizada de “Conversa com o presidente”, depois de duas semanas sem fazer a transmissão e agora com formato mais parecido ainda ao das lives de Jair Bolsonaro. Apareceu ao lado dos ministros Camilo Santana, da Educação e Nísia Trindade, da Saúde, fórmula que Bolsonaro sempre repetia. Os mais irônicos, contudo, acharam que faltou o sanfoneiro Gilson Machado, na época de participação na conversa do ex-presidente, titular do Turismo. Ele sempre animava a ocasião e chegou até tocar Ave Maria, de Gounod.

BICO FECHADO


 Ainda o depoimento do general da reserva Augusto Heleno, ex-GSI e conhecido pelo seu estilo truculento de dar murros na mesa, na CPMI de 8 de janeiro: ele teve dois momentos de bico fechado que, dado o silêncio como resposta, automaticamente apresentavam a resposta pelos parlamentares. Perguntaram se ele estava com Jair Bolsonaro quando o Capitão orientou um hacker para invadir as urnas eletrônicas, não abriu a boca. Depois, se ele estava quando comandantes militares foram testados para rasgar a Constituição numa reunião com Bolsonaro. Também não respondeu, mas uma foto exibida o colocava ao lado do ex-presidente. 

Cumplices


Juristas de plantão estão analisando o comportamento de representantes das Forças Armadas (exceção feita ao então comandante da Marinha, Almir Garnier Santos) que se reuniram com Jair Bolsonaro, logo depois do primeiro turno em 2022, para discutir a possibilidade de um golpe – e não toparam – deveriam ter o dever constitucional de agir. Ou seja, deveriam relatar o que acontecera. Se não fizeram, precisam ser responsabilizados por sua cumplicidade com crimes e tramas criminosas.  Esses juristas argumentam que também esconder tentativas de ação criminosa contra a democracia é também crime previsto na Constituição.


Correndo atrás


 A direção da Casas Bahia está correndo atrás de uma proposta de negociação com os detentores de Certificados de Recebíveis Imobiliários, no valor de R$ 420 milhões. É uma bomba-relógio que precisa ser desativada até 3 de outubro, quando ocorrerá uma assembleia de detentores dos Certificados. A rede descumpriu regras do contrato de emissão, o que permite aos investidores anteciparem o vencimento dos papéis. A companhia quer repactuar os prazos de pagamentos, o que obrigará a aumentar as taxas de remuneração dos papéis. 

BRASIL-IRÃ


 O governo do Irã quer exportar serviços para a indústria petroquímica no Brasil. A operação seria conduzida pela estatal National Petrochemical Company, subsidiária do Ministério do Petróleo do Irã. Os caminhos diplomáticos e comerciais do Brasil e do Irã se entrelaçam cada vez mais. O país do Golfo Pérsico é uma das seis nações que estão prestes a entrar no bloco do BRICS, num redesenho que tem muito da assinatura de Lula e de sua política externa. Detalhe: o que o Brasil mais quer do Irã são os fertilizantes.

MISTURA FINA


LULA prestigiou Nísia Trindade, titular da Saúde, em sua última live, porque ela está debaixo de uma artilharia promovida da base de apoio social e também do próprio PT, cujos prefeitos enfrentam dificuldades em receber recursos da Saúde por causa da burocracia ministerial. Em março, ela prometeu liberar dinheiro às cidades – e até agora, nada. 

 A VIAGEM de Lula e Janja, mais comitiva, pelo continente africano, custou R$ 709 mil somente com o aluguel de carrões com motorista para o casal e demais integrantes do grupo circularem na África do Sul, Angola e São Tomé e Príncipe. Só na África do Sul foram US$ 78,2 mil (R$ 389,7 mil) pelo prazo de dois dias e meio. Já interpretes custaram R$ 35,8 mil. Entre 24 e 25 de agosto, o casal esteve em Angola, onde os carros alugados custaram US$ 46,2 mil (R$ 230,4 mil). 

 O NOME de Nelson Antônio de Souza tem sido citado por Arthur Lira nas conversas para a montagem de nova diretoria da Caixa Econômica (as mudanças lá estão temporariamente empacadas). É o nome do PP para a vice-presidência do Governo do banco, hoje ocupada por Marcelo de Paula Bomfim, ligado ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O cargo é cobiçado pela gestão de programas públicos: são R$ 4 bilhões em recursos disponíveis neste ano. 

 O REPUBLICANOS de Marcos Pereira, está pressionando o governo para indicar o novo diretor-presidente da Codevasf. O nome mais cotado é do ex-deputado Gil Cutrim, do Maranhão. O Planalto quer criar uma nova diretoria da estatal para saciar o apetite do Republicanos e evitar a troca do comando. O número 1 da Codevasf é Marcelo Moreira, no cargo desde 2019. Dizem que Marcelo foi uma das indicações do União Brasil, mas quem, realmente, o segura lá é Arthur Lira. 

 A ANTAQ e o Ministério de Portos e Aeroportos deverão realizar estudo conjunto na tentativa de equacionar um dos maiores problemas do sistema portuário brasileiro. O objetivo é montar um plano e levantar o volume necessários de investimentos para adaptar os portos públicos a navios movidos a combustíveis alternativos. Os portos de Santos e de Paranaguá, que concentram a maior parte de exportações brasileiras de grãos estão no topo das prioridades. Hoje, o Brasil é uma pária da transição energética no setor. 

 CLEBER Machado acaba de estrear no SBT no jogo Corinthians vs. Fortaleza, como novo contratado da emissora e assumirá também o programa SBT Arena, às segundas-feiras. Téo José, ex-titular do jornalismo esportivo da casa, ganhará em outubro um programa dominical chamado SBT Sports, às 19h30. As relações entre os dois é muito cordial, aparecem juntos no programa de Patricia Abravanel e Téo desejou muito sucesso ao novo companheiro de emissora. 

Colaboração: Paula Rodrigues

 

 

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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