Colunistas

giba um

"Espero que o Lula não caia na armadilha de prender o genocida quando ele desembarcar no Brasil"

de PAULO COELHO // sobre a possibilidade de prisão de Jair Bolsonaro.

Continue lendo...

As compras no cartão de crédito Corporativo de Jair Bolsonaro apontam hábitos alimentares dele e de sua equipe. Nos quatro anos de governo, foram 34 idas ao McDonald’s, totalizando R$ 3.227 em alimentos.

Mais: outros R$ 5.507 em 18 dias ao Outback; nas 17 vezes em que foram ao Madero, do bolsonarista Junior Durski (ex-sócio de Luciano Huck), os assessores desembolsaram R$ 2.200. Ele mesmo nunca foi visto lá.

In – Série: The Mandalorian

Out – Série: Blockbuster

Olho na Dataprev

Carlos Lupi (Previdência) vai solicitar aos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) a realização de novo concurso público para a Dataprev. A recomposição do quadro de servidores da estatal é vista pela equipe de Lupi como fundamental para reduzir a fila de pedidos de aposentadoria represados no INSS, que já chega a 5,5 milhões de requisições. Estima-se que a Dataprev tenha um déficit de mil servidores. E poderia ser pior: em 2020, Paulo Guedes queria demitir 500, mas o governo acabou voltando atrás.

FICHA SUJAS

A PGR abiu inquérito contra três deputados federais recém-diplomados, sob a acusação de que eles incitaram o ato golpista no domingo em Brasília. São eles: André Fernandes (PL-CE), Clarissa Tércio (PP-PE) e Silvia Waiãpi (PL-AP). Eles teriam incentivado a manifestação através de áudios, vídeo e reuniões. O inquérito vai ao STF, se forem condenados, perderão seus cargos (poderão também ser presos) e virar fichas sujas, sendo proibidos de participar de qualquer eleição para cargo público.

Pode acabar

Os atos de vandalismo em Brasília têm alimentado discussões dentro do governo sobre a redução ou mesmo a extinção do Fundo Constitucional do DF (FCDF). Entre os defensores de seu fim estão Flávio Dino (Justiça) e o secretário-executivo da Pasta, Ricardo Capelli, nomeado interventor federal na segurança de lá. O Fundo foi criado em 2002 para pagamentos de funcionalismo público do Distrito Federal e foi sofrendo distorções. Hoje, é praticamente um fundo de segurança pública e no ano passado, os recursos destinados às polícias civis e militar (as mais bem pagas do país) somaram R$ 8,7 bilhões, mais da metade do orçamento total do FCDF.

INSISTENTE

Luiz Marinho, ministro do Trabalho, quer montar uma espécie de comitê em sua Pasta, reunindo representantes do movimento sindical e empresários. Esse “conselhinho” (mais um) discutiria propostas para a revisão da reforma trabalhista do governo Temer. No governo Dilma Rousseff, foi criada pelo secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho, uma comissão composta pelo Planalto, empresários (construção pesada) e sindicatos de trabalhadores para discutirem questões de ordem social. A Lava Jato acabou com tudo.

“Incitação ao crime”

Dois dias depois da quebradeira em Brasília, Jair Bolsonaro voltou a questionar o resultado da eleição e compartilhou um vídeo com mentiras sobre as urnas. Na gravação, alguém dizia que Lula “não foi eleito pelo povo” e teria sido “escolhido pelo STF e TSE”. Oito dezenas de procuradores traduziram a postagem como incitação ao crime. “Uma forma grave de incitação, dirigida a todos seus apoiadores, a crimes de dano, de tentativa de homicídio e da tentativa violenta da abolição do Estado de Direito”. A representação foi entregue a Augusto Aras.

Novos voos

A atriz e empresária Isabella Santoni, 27 anos, longe da TV aberta desde 2018, não tem mais contrato fixo com a Globo, mas prepara-se para viver um personagem na série de drama policial A divisão, da Globoplay. E no próximo dia 17 de março estará na segunda temporada de Dom, do Amazon Prime Video. Fora das telas tem se dedicado bastante a sua grife NIA (moda praia) de tecidos sustentável. Isabella que também tem uma Ong chamada Pegada do Bem, que colabora na limpeza das praias, garante que é urgente a necessidade das pessoas pensarem (e repensarem) no impacto de tudo no ambiente e pelo lixo que cada um produz. Ela sonha em ver sua grife sendo reconhecida.

E ainda deixa um conselho para quem também quer empreender: “Estudem bastante! Tomem conhecimento de todas as burocracias para abrir uma empresa, registrem sua marca, testem seu produto e vão crescendo de acordo com a demanda. Empreender não é uma tarefa fácil e exige que você tenha muita confiança no que está fazendo, muito trabalho e vontade para fazer dar certo!”. Mais: ela também é a garota-propaganda da grife suíça Breitling, que possui Charlize Theron também nas campanhas.

Bolsonaro mártir, não

Paulo Coelho já chamou a atenção de Lula para “não transformar o carrasco em vítima”, ou seja, ver a sanha do Supremo prender o ex-presidente e condená-lo “sem anistia”, como prega o grupo Prerrogativas. O petista sabe disso e também não quer saber de CPI dos Atos Antidemocráticos. Na semana passada, usou a expressão “aloprados” para os que depredaram os prédios dos Três Poderes, em vez de “terroristas”, como prefere Alexandre de Moraes.

Se eles forem condenados como “terroristas”, não haverá como indultá-los. Acha que isso poder transformar Jair Bolsonaro em mártir. A ofensiva judicial, embora necessária, pode acirrar ainda mais os ânimos e convulsionar o país. Mesmo assim acompanha as pesquisas do Datafolha: a maioria dos brasileiros quer punição total aos baderneiros.

Na marca de Kim

A modelo Luanna Pinheiro, 32 anos, é mais uma brasileira que conseguiu se destacar no mundo da moda no Exterior, modelando para várias campanhas como, da Maybelline, L’Oréal, Macy’s, Nordstrom, Jack Daniels e Natura. Foi descoberta por sua xará Luana Piovani, quando ainda era apenas uma assistente de maquiagem de um salão no Rio, que disse que ela deveria seguir carreira de modelo, ligando para alguns profissionais da área.

Pinheiro achou que não iria dar certo, mas depois de um ano estava trabalhando na profissão. Agora ela foi escolhida por Kim Kardashian para ser uma das modelos da grife de underwear Skims, que reúne diversidade de corpos e exalta biotipos. “Foi um dos trabalhos mais importantes que já fiz, com o time mais inclusivo que já trabalhei. A equipe estava muito preocupada em fazer com que todas as modelos ficassem confortáveis nas peças que estávamos fotografando e isso me surpreendeu positivamente. O padrão de corpos inalcançáveis está acabando e foi importante ver isso”.

Sabotagem

Assessores próximo de Lula suspeitam de sabotagem dentro do próprio Gabinete de Segurança Institucional (GSI), na esteira dos atos de vandalismo no Palácio do Planalto. A intenção seria desestabilizar o atual ministro do GSI, Gonçalves Dias. A desconfiança aumentou após um cartão de acesso ao gabinete ter sido encontrado pela Polícia Rodoviária Federal num ônibus dos invasores. Vândalos que depredaram o Planalto também roubaram com facilidade pistolas que estavam dentro das dependências do GSI.

Múcio fica

O presidente Lula já avisou que José Múcio Monteiro, titular da Defesa, permanece no cargo. É o que o ministro esperava: afinal, quando o então presidente eleito foi procurá-lo, ele havia antecipado a aposentadoria no TCU e estava prestando serviços de consultoria. Além de deixar os negócios privados, sofreu resistência da família para voltar aos holofotes de Brasília. A leitura é que Múcio “não precisa mais” passar por quaisquer desgastes, mas que atendeu a um apelo de Lula. Além disso, encontrar alguém com perfil conciliador como ele seria difícil.

Adeus ao sanfoneiro

Gilson Machado acaba de ser exonerado da presidência da Embratur. Para seu lugar foi nomeado o deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ), que ficará no cargo por quatro anos. Além do presidente da Embratur, Machado também foi ministro do Turismo de Bolsonaro e ficou conhecido por tocar sanfona nas lives do ex-presidente. Em outubro, foi candidato ao Senado em Pernambuco, mas não foi eleito.

VIDA DURA

A vida não é tão fácil na mansão de Kissimmee, na Grande Orlando, onde Jair Bolsonaro está hospedado com parte da família. Como não há empregadas domésticas (há cozinheira), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem de ir para a cozinha lavar a louça, como em outros tempos. Já o ex-presidente tem outra queixa: não pode comer pão com doce de leite (por problemas de saúde, o pão fica de fora). Só comida pastosa e líquidos.

MISTURA FINA

ALEXANDRE de Moraes vai determinar a quebra de sigilo telefônico e de mensagens do ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres. A decisão se estenderá ao governador afastado Ibaneis Rocha e ao comandante da PM de lá, coronel Fábio Augusto. Moraes quer saber sobre as conversas mantidas entre eles na véspera do dia dos ataques criminosos a prédios públicos em Brasília.

O PT tem um nome para a Secretaria Nacional de Habitação subordinada a Jader Filho (MDB), nas Cidades. É Hailton Madureira de Almeida, indicado por Miriam Belchior. O MDB contudo, não abre mão de apontar o escolhido. A mesma disputa acontece nos Transportes, de Renan Filho (MDB). Líderes de partidos aliados procuraram o ministro para conversar sobre o Dnit, oferecido sem consulta prévia ao MDB.

AINDA por conta da depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília: os ministros do Superior Tribunal de Justiça pretendem reforçar sua segurança pessoal com o aumento do atual efetivo. O cargo da empresa privada, o contingente que faz a escolta armada dos magistrados soma atualmente cerca de 180 agentes. Dependendo, o esquema de segurança engloba também familiares dos ministros.

O MINISTRO Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) vai propor ao presidente Lula mudanças no Distrito Federal. São propostas como a União assumir em definitivo a Segurança do DF ou delegar à Força Nacional o patrulhamento da Esplanada dos Ministérios.

O ENGAJAMENTO nas redes sociais do deputado federal André Janones (Avante-MG) virou um problema para o governo, que vê o parlamentar como fermento do desgaste do ministro José Múcio Monteiro (Defesa) com o caso da renúncia fake. Janones continua postando informações consideradas suspeitas. Ele não se convenceu até agora de ficar fora do ministério de Lula: tinha certeza de que seria ministro das Comunicações.

VOLTOU a circular nas redes sociais um vídeo em que Maria Aparecida Villas Bôas, mulher do ex-comandante do Exército e general da reserva Eduardo Villas Bôas, aparece no acampamento bolsonarista em frente ao QG do Exército, em Brasília. Contudo, a gravação foi realizada em novembro de 2022, durante uma visita de Maria Aparecida ao acampamento. No vídeo, ela aparece sorrindo, vestindo camisa amarela ao lado de um primo do general.

NEGRA, militante do MST, pedagoga e mestre em educação pela Unicamp, a drag queen Ruth Venceremos será assessora de diversidade e participação social da Secretaria de Comunicação do governo Lula. É também suplente de deputada federal pelo PT-DF e terá até direito a sala. Ela se considera simples e se autodefine: “Sou uma bicha preta, nordestina, do interior de Pernambuco”.

ALÉM do desabamento de 77,3% nas ações da Americanas por conta de inconsistências nos balanços de anos anteriores de até R$ 20 bilhões, o escândalo causou também um rebuliço na área de compliance da Vibra Energia. A empresa já cogita romper a joint venture com a rede varejista que administra mais de 1,2 mil lojas de conveniências nos postos BR.

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

Continue Lendo...

A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Continue Lendo...

Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).