Colunistas

Giba Um

"Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes: 'Você fez uma biografia histórica neste país,...

...construída no julgamento da tentativa de golpe de Estado. Não permita que o caso do Vorcaro jogue fora tua biografia'", de Lula para o ministro do Supremo Tribunal Federal

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O ex-jogador Denilson está realizando um sonho de apresentar seu próprio programa. A Globo escalou o pentacampeão pela seleção brasileira para comandar o Hexa Neles!, uma referência ao bordão criado por Galvão Bueno.

MAIS: Denilson neles!, era assim que o apresentador o saudava em suas aparições nas partidas da seleção brasileira. A estreia já conteceu: o programa já entrou no ar no GE TV, novo canal de esportes gratuito da Globo.

Passando o bastão

A artista plástica Mana Bernardes foi a responsável pela “ponte” entre Dadá Coelho e Paulo Betti. Naquele momento, ela estava passando por sua separação do ator. Dadá contou, em entrevista ao podcast Desculpa Alguma Coisa, que a situação foi discutida de forma sincera e até com um toque de humor. "Ela virou para mim e disse que ela e Paulo estavam se separando. 'Acabou e eu queria que você ficasse com ele', ela me disse. Eu estava sem fazer nada mesmo e aceitei. Mana passou meu telefone para ele. Foi uma passada de bastão mesmo. Ela não queria mais. Acho que ela foi grandiosa. Achei que seria uma indelicadeza não aceitar. Antes, porém, ela me alertou sobre tudo". Mana também compartilhou o número de Paulo com a atriz. Movida pela curiosidade, Dadá resolveu assistir a uma peça de teatro de Paulo. "Fui ver a peça dele e fiquei doida com aquele homem no palco. Fomos jantar e ele me deu um beijo na gengiva. Paulo tem uma história linda de vida como a minha. Ele também veio de uma família grande, de 15 filhos. A gente se conecta muito. Temos uma tagarelice amorosa, uma troca que é incrível". E a história deu certo: Dadá e Paulo já estão há quase 10 anos juntos. Vale lembrar que o ator Paulo Betti foi casado com as atrizes Eliane Giardini (1973 a 1997) e Maria Ribeiro (2001 a 2005). Mais: a relação das ex-esposas com Dadá é a mais amigável possível; elas têm até um grupo de WhatsApp.

E-commerce ou fintech: Mercado Pago em campo

O Mercado Livre é uma plataforma de e-commerce que controla uma fintech, ou o Mercado Pago é uma fintech que controla uma plataforma de e-commerce? O megaplano de investimento de R$ 57 bilhões coloca a instituição financeira numa posição de centralidade e protagonismo no tabuleiro do grupo no Brasil. Agora, várias medidas serão colocadas em marcha para impulsionar a operação do Mercado Pago. A estratégia mais agressiva prevê volume maior de oferta de crédito aos consumidores. A pretensão é transformar o Mercado Pago na conta principal do usuário. A velocidade de expansão do Mercado Pago no Brasil não encontra paralelo em outros países em que o grupo atua. Os números ajudam a colocar o Mercado Pago em perspectiva: a operação já soma 72 milhões de usuários ativos mensais na América Latina, sendo 60 milhões apenas no Brasil. A carteira de crédito já se encontra entre US$ 11 bilhões e US$ 12,5 bilhões. É uma máquina de alta frequência: mais de 4,5 bilhões de transações por trimestre. O cartão de crédito responde por algo entre US$ 5 bilhões e US$ 5,7 bilhões. Em paralelo, a receita da fintech já alcança US$ 12,6 bilhões anuais, crescendo a taxas próximas de 50%.

Não vai dar

A direção do PL deu dois meses para que o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe, percorra o estado, torne-se mais conhecido e mostre que tem condições de disputar eleições para governador. Ele se filiou na semana passada para ser uma alternativa de palanque para Flávio Bolsonaro no estado. A cúpula do PL já sabe que não vai dar certo e tem outras opções: o senador Cleitinho (Republicanos) e até mesmo o governador Mateus Simões (PSD).

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Elegância fora das passarelas

O desfile da designer Lethicia Bronstein ocorreu na noite de quarta-feira, no Shopping JK Iguatemi, reunindo várias personalidades do mundo dos famosos, que mostraram elegância também fora da passarela. A influenciadora Thais Carla surpreendeu ao exibir sua nova forma, consequência de uma redução de mais de 90 kg após a cirurgia bariátrica realizada em abril de 2025. Ela optou por um look moderno e urbano, vestindo um trench coat cropped em tom cáqui que, apesar do design com lapelas largas e fivelas, ressaltou sua nova silhueta. Marisa Orth, por sua vez, adotou um estilo ousado, com um jogo de sobreposições em estampa animal, elaborado com um tecido leve e semitransparente, acrescido de detalhes em renda preta. Já Cátia Fonseca escolheu um conjunto notável e elegante, composto por um blusa branca com mangas bufantes e uma saia de renda preta.

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Fim da ‘novela’

O Carf caminha para derrubar um processo de omissão de rendimentos contra Luiz Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do presidente Lula, que recebeu milhões de um investigado pela PF por corrupção no mesmo Carf. O caso envolve a requalificação tributária de valores recebidos pela LFT Marketing Esportivo, empresa de Luiz Cláudio, que a Receita pretendia tributar na pessoa física sob alegação de serem valores ilícitos. O Carf deve acatar recurso do filho de Lula sobre o caso, já arquivado na Justiça.

"Flávio por Flávio"

O PT já começou uma ofensiva em seus canais digitais direcionada a Flávio Bolsonaro. O objetivo é mostrar quem ele é, já que a avaliação do partido é que o eleitorado sabe basicamente que ele é filho de Jair Bolsonaro,pouco mais. Internamente, a estratégia ganhou o apelido de "Flávio por Flávio". Vídeos e cards devem relembrar aspectos polêmicos, como o caso das "rachadinhas", acusação de ligações com milicianos e suspeitas sobre a compra de sua mansão em Brasília, hoje estimada em quase R$ 7 milhões.

Pérola

"Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes: 'Você fez uma biografia histórica neste país, construída no julgamento da tentativa de golpe de Estado. Não permita que o caso do Vorcaro jogue fora tua biografia'",

de Lula para o ministro do Supremo Tribunal Federal.

Coleção 1

Para os colecionadores de frases de Lula, as recomendações dele sobre o comportamento que o ministro Alexandre de Moraes deve assumir são, segundo analistas, "preciosidades". Trecho de uma: "Tem de prestar depoimento como testemunha. Tem gente que fala que Vorcaro não pode fazer delação. Ele pode. Delação é sempre complicada. Tem que ter mais gente acompanhando porque pode ser uma delação comprada. Temos que pegar a bandidagem de Vorcaro. Está preso, mas ainda tem muita coisa para ser descoberta. São 12 bilhões que a gente não sabe de onde saiu".

Coleção 2

Em outro trecho da conversa com Alexandre de Moraes, Lula mistura a posição da mulher do ministro, Viviane Barci, que declarou que o Master pagou R$ 80,2 milhões a seu escritório: "Primeiro, você não estava advogando em seu escritório há quase 15 anos. Mas sua mulher estava. Diga que sua mulher estava advogando e não tem que pedir licença para fazer as coisas. E prometa que, na Suprema Corte, dirá que está impedido de votar em caso que envolva sua mulher".

Coleção 3

E sobre imagem: "O companheiro Alexandre de Moraes sabe que tudo isso prejudica a imagem. Você pode ter uma coisa simples, uma coisa que é legal, mas, nas circunstâncias que acontecem e aos olhos do povo, o povo trata como se fosse uma coisa imoral. E, em um ano político, as pessoas vão tratar de dar muito destaque para isso".

"Hulk", não "Huck"

O apresentador Luciano Huck não gostou de ver nos jornais que o nome do pastor-belga considerado peça-chave para encontrar 45 toneladas de maconha no complexo da área tinha como nome "Huck". Achou que muitos policiais fizeram mesmo uma gozação. E Luciano logo tratou de espalhar pela mídia que se tratava de "um engano" (proposital ou coincidência). O nome do cão, afinal, é mesmo "Hulk", o homem verde quase gigantesco que aparecia nas histórias em quadrinhos. A série se chamava "O Incrível Hulk" e teve até reforço no cinema, com filmes de grande renda.

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Estão prontas para serem apreciadas no Senado 18 indicações de embaixadores para representações diplomáticas brasileiras mundo afora, que seguem acéfalas. As indicações estão na gaveta do senador Davi Alcolumbre desde setembro, como nos casos dos diplomatas indicados para as embaixadas na Finlândia, Tailândia/Laos e Barbados. Do total, 14 estão na "espera" desde 2025, quando Alcolumbre ficou mal-humorado com Lula, que não atendeu sua indicação para o STF.

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Também dormem na gaveta de Alcolumbre indicações de embaixadores do Brasil na Austrália, Quênia, Coreia do Norte e Nova Zelândia. E também estão na "espera" os indicados para Polônia, Coreia do Sul, Síria, Jamaica, Grécia, Togo, Congo, Namíbia, Iraque, Nepal e Sri Lanka. Muitos cargos, como o de embaixador no Quênia, acumulam a representação brasileira em outros países; no caso, Uganda, Burundi e Somália. Os embaixadores indicados pelo presidente da República passam pela Comissão de Relações Exteriores e são votados no plenário.

Mistura Fina

Autoridades do governo Lula já realizaram 279 voos em jatinhos da FAB, regalia concedida apenas a ministros de Estado, do Supremo Tribunal Federal, chefes das Forças Armadas e presidentes dos Três Poderes. Camilo Santana parece ter levado ao pé da letra a opinião do chefe Lula de que precisa aparecer em todo o país: tornou-se, de longe, a autoridade que mais viajou de jatinhos este ano, com 52 voos. Apenas em março, foram 29 viagens.

Presidente da Câmara, Hugo Motta, que até o mês passado era o maior viajante da Esplanada, caiu para a segunda colocação: 33 voos. Quando ministros do STF pedem para usar aviões da FAB, eles são requeridos a pedido (em nome) do ministro da Defesa, que soma 32 voos. Presidente do Supremo, o ministro Edson Fachin não requereu jatinhos. Março representou o mês com mais viagens em jatinhos da FAB: 111. Em janeiro foram 87 deslocamentos e, em fevereiro, 81.

A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal gerou resistência imediata por reforçar o perfil de militância de esquerda que já marca outras indicações de Lula. O advogado-geral da União é visto por esses políticos como operador jurídico do PT desde os governos Dilma Rousseff, que o chamava de "Bessias", e pela defesa de pautas identitárias e comportamentais no Judiciário, incluindo tentativas de controle do que a esquerda não controla: conteúdos de redes sociais.

Messias é o homem que representou o governo em ações contra supostas ameaças às instituições, em embates com o bolsonarismo. Para críticos, Messias tem no DNA "teses lacradoras", o ativismo judicial que leva o STF para batalhas culturais, de censura e narrativas ideológicas. Lula desapontou, sem contestações, quem esperava juristas mulheres ou negros no Supremo. Ele só queria pessoas confiáveis. Tinha outras prioridades.

In – Decoração: enfeites de madeira (mais duráveis)
Out – Decoração: enfeites em cerâmica (mais frágeis)

Giba Um

"Na megalomania criminosa, o réu acha que os brasileiros deveriam aceitar o...

...sacrifício do tarifaço em favor da impunidade do pai dele", de Alexandre de Moraes (STF), sobre a condenação de Eduardo Bolsonaro, que declarou que o objetivo do julgamento era tirá-lo das eleições

19/06/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Em uma das primeiras ações como nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira promoveu uma servidora que, na gestão Bolsonaro, deu aval a acordos com entidades que descontaram ilegalmente benefícios de aposentados

Mais: Michelli Manieri coordenou o grupo de trabalho dentro do órgão que fiscalizou essas ações. Após o escândalo vir à tona, em 2023, ela perdeu o cargo de confiança que ocupava. Agora, na nova gestão, foi alçada a um posto ainda maior: o de coordenadora-geral de atendimento.

Giba Um

Premiação teatral

Na terça (16), foi realizada a 20ª edição do Prêmio APTR de Teatro, no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro. A grande atração da noite foi “Torto Arado – O Musical”, inspirado na obra de Itamar Vieira Junior e vencedor de três troféus, tornando-se a produção mais premiada do evento. Também se destacaram entre os vencedores “O Céu da Língua”, de Gregorio Duvivier e Luciana Paes, e “(Um) Ensaio Sobre a Cegueira”, reforçando a importância das obras que marcaram a temporada teatral. A cerimônia foi apresentada por Armando Babaioff, Luana Xavier e Valéria Barcellos. A abertura ficou por conta da personagem Dona Fernandona, interpretada por Thiago Chagas, que trouxe leveza e humor ao evento, enquanto o encerramento contou com um emocionante medley de musicais brasileiros. A noite também foi marcada por homenagens especiais. Guida Vianna recebeu o recém-criado Troféu Camilla Amado em reconhecimento aos seus 50 anos de carreira, enquanto o Grupo Galpão foi homenageado por sua significativa contribuição ao teatro nacional. Sylvia Massari, premiada como melhor atriz coadjuvante por “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão”, emocionou o público ao dedicar o prêmio ao falecido marido, Guto Graça Mello. O evento reuniu artistas como Taís Araújo, Mel Lisboa e Arlete Salles.

Cabo de guerra no Plano Safra

A disputa em torno da equalização dos juros do próximo Plano Safra está provocando uma queda de braço dentro do governo. De um lado está o Ministério da Agricultura; de outro, a Fazenda. O ministro da Agricultura, André de Paula, tem defendido um orçamento robusto para a compensação das taxas de crédito. Ele trabalha por uma dotação superior a R$ 20 bilhões. Até o ex-ministro Carlos Fávaro atua nos bastidores para que o valor seja liberado. A cifra atenderia cerca de 75% do pleito do agronegócio. A Frente Parlamentar da Agropecuária pressiona por R$ 27 bilhões. Só que, do outro lado da mesa, está a equipe econômica, que trabalha para reduzir esse valor para a casa dos R$ 15 bilhões. A preocupação de Dario Durigan e seus assessores é impedir que a conta se transforme em mais uma fonte de pressão sobre as já combalidas finanças públicas. É o círculo vicioso de uma Selic nas alturas. Cada bilhão adicional destinado à equalização desperta uma despesa direta para o Tesouro Nacional. Na prática, o governo paga aos bancos a diferença entre o custo da captação dos recursos e os juros cobrados dos produtores rurais.

Dedicada à pré-campanha

Cotada para ser ministra da área econômica em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, licenciou-se da presidência da consultoria financeira Legend. Indicada por Paulo Guedes, com quem mantém relações profissionais e societárias, ela vai se dedicar à pré-campanha presidencial do filho “01” de Bolsonaro, formulando projetos de mobilidade social e mantendo proximidade com Guedes. Flávio, frequentemente, faz elogios a Daniella em eventos.

Giba Um

História das lendas

As lendas do basquete brasileiro Hortência Marcari e Magic Paula vão ganhar uma cinebiografia. As atrizes escolhidas para interpretar essas ícones do esporte são Juliana Didone, que dará vida a Hortência, e Tainá Müller, que assumirá o papel de Paula. O filme será contado principalmente pelo olhar de Paula e mostrará a relação entre as duas atletas, marcada por rivalidade saudável, respeito e admiração. A produção também explorará o retorno de Hortência à seleção brasileira após a aposentadoria e a maternidade, quando competiu nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, consolidando-se como uma das protagonistas daquela geração histórica. Nas redes sociais, Juliana Didone e Tainá Müller compartilharam a alegria pela oportunidade e destacaram a responsabilidade de interpretar duas atletas que se tornaram símbolos de talento, resiliência e inspiração. A produção não apenas relembrará momentos marcantes das carreiras de Hortência e Paula, mas também evidenciará os desafios enfrentados pelas mulheres no esporte de alto rendimento e a contribuição decisiva dessas jogadoras para a consolidação do basquete feminino no cenário internacional.

Giba Um

“A Amazônia é nossa”

Flávio Bolsonaro passou a usar camisetas com mensagens customizadas em agendas e viagens de sua pré-campanha. Na semana passada, vestiu uma com a frase “A Amazônia é nossa”, durante viagem ao Pará. Antes, já havia feito o mesmo em Minas Gerais e na Bahia( é o estado líder de índices de criminalidade, violência letal e homicídio do país). O recado em prol da soberania da floresta ocorre no momento em que Flávio é acusado por Lula de atender a supostos interesses de Donald Trump.

“Foto de família”

Tradicionalmente, a maioria dos grandes eventos que reúnem governantes de diferentes países termina com uma foto oficial para a posteridade. No encerramento do G7, em Évian-les-Bains, na França, o presidente anfitrião, Emmanuel Macron, decidiu concluir a reunião com uma verdadeira foto de família, na qual os governantes também posaram ao lado de suas esposas. Houve detalhes curiosos: Brigitte Macron estava de mãos dadas com Donald Trump e ainda segurava um de seus braços; o próprio Macron dava as mãos a Lula, que tinha Janja ao seu lado. Macron fez questão de manter Lula, convidado do encontro, próximo a ele, evidenciando a amizade entre ambos.

Pérola

“Na megalomania criminosa, o réu acha que os brasileiros deveriam aceitar o sacrifício do tarifaço em favor da impunidade do pai dele”,

de Alexandre de Moraes (STF), sobre a condenação de Eduardo Bolsonaro, que declarou que o objetivo do julgamento era tirá-lo das eleições.

Vice atrasado

Não deve sair neste mês o nome do candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A discussão atrasou com o avanço das investigações sobre o caso Banco Master. O Progressistas deveria fazer a indicação, só que o plano subiu no telhado com a Polícia Federal escancarando as relações de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira, chamado pelo ex-banqueiro de “grande amigo da vida”. Na campanha de Flávio, o temor é que a PF também avance sobre o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. A preocupação maior é não arrastar a crise do Master para o debate eleitoral.

“Irmãozão”

Além de considerar o senador Ciro Nogueira um “grande amigo da vida”, Daniel Vorcaro também costumava chamá-lo de “irmãozão”, dada a proximidade entre eles. A Polícia Federal estima que Vorcaro tenha concedido a Ciro “um benefício direto” de pelo menos R$ 468 mil em viagens, jantares e estadias em Paris, Nova York e na estação de esqui de Courchevel, nos Alpes Franceses. A fotografia dos dois abraçados, com montanhas cobertas de neve ao fundo, despertou os mais variados comentários nas redes sociais, desde os mais apimentados, do tipo “amigo é para isso”, até alguns “românticos”, por assim dizer.

“Grau de intimidade”

Os investigadores encontraram, nas mensagens obtidas envolvendo Daniel, Ciro e até Hugo Motta, registros de pagamentos e diálogos que fazem referência ao presidente do PP “em valores vultosos”. Em conversas com o cunhado Fabiano Zetter, o nome “Ciro” é citado 79 vezes. A PF afirma que “existe uma relação pessoal estreita, contínua e marcada por elevado grau de intimidade” entre Vorcaro e Ciro. As mensagens “mostram um vínculo que extrapola os limites da mera cordialidade ou convivência ocasional, assumindo contornos de amizade íntima e declarada”.

Bananinha condenado 1

Por unanimidade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também conhecido como Dudu Bananinha, foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão e ficará inelegível por articular sanções dos Estados Unidos contra ministros durante o julgamento da trama golpista. Na segunda-feira (15), ele divulgou nas redes sociais um vídeo em um clube de tiro americano. De boné e camiseta, apareceu disparando com três armas: uma pistola, um fuzil e uma metralhadora. Demonstrava não estar preocupado com o julgamento marcado para o dia seguinte.

Bananinha condenado 2

Eduardo não indicou advogado, obrigando a Defensoria Pública da União a representá-lo na Corte às custas do contribuinte. Hoje, ele vive em uma mansão avaliada em R$ 6 milhões no Texas e, no ano passado, recebeu uma ajuda de R$ 2 milhões do pai, parte de uma série de transferências via Pix que Jair Bolsonaro teria recebido de apoiadores para auxiliar no pagamento de multas. Agora, em meio à crise envolvendo o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal investiga se Eduardo ficou com parte dos R$ 61 milhões que seu irmão Flávio recebeu de Vorcaro para a produção da obra. No ano passado, ele também recebeu salário da Câmara sem exercer atividades parlamentares.

Mistura Fina

São nítidos os sinais de preocupação de ministros do STF à medida que se aproximam as eleições, consideradas especialmente importantes, supostamente, para alguns deles diante da hipótese de eventual vitória da oposição. Um grupo de inclinação lulista não confia no ministro Nunes Marques, presidente do TSE, que chegou à Corte por indicação de Jair Bolsonaro e, por essa razão, imagina maneiras de até mesmo avocar decisões que são próprias do TSE.

Julgar em bloco os recursos contra a autocensura imposta às big techs nos meios políticos foi percebido como uma tentativa de controlar conteúdos. O episódio em que Nunes Marques suspendeu pesquisa que direcionava respostas contra Flávio Bolsonaro agitou determinados ministros. A ideia, segundo avaliações, seria atropelar o TSE e o Congresso, definindo regras, critérios de registro e até metodologias para pesquisas eleitorais. Institutos de pesquisa deveriam preservar sua credibilidade estabelecendo regulamentação nos moldes do histórico Conar na publicidade.

A sessão que manteve o pai de Daniel Vorcaro em prisão preventiva teve um embate entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, ambos do Supremo Tribunal Federal. O decano do STF fez críticas à atuação da Polícia Federal e comparou o caso Master à Lava Jato. Já o relator, André Mendonça, afirmou que “não aceitará delação seletiva” e disse ver articulações “para gerar uma futura anulação do caso”. E disparou: “Há um sistema articulado para criar vícios. Não sou cego”.

In – Latte de cenoura com especiarias
Out – Cappuccino de cenoura e canela

CLAÚDIO HUMBERTO

"Moraes transformou seu projeto de vingança em condenação"

Deputada Carol de Toni (PL-SC), sobre STF condenar Eduardo Bolsonaro por 'coação'

18/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Suíte em hotel que Vorcaro bancou a Motta tem 247m²

Um dos endereços mais prestigiosos de Portugal, o Four Seasons Hotel Ritz Libon, que o enroladíssimo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraude contra o sistema financeiro, bancou para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), oferece uma exclusiva suíte presidencial maior que muitos apartamentos brasileiros: 247 m². O chão da mansão, que fica no 10º andar, é outra extravagância que só endinheirados podem bancar, todo em mármore de primeira linha.

Conta direito

Chama atenção o, acredite, baixo valor que Vorcaro teria pagado nas cinco diárias para Motta e senador Ciro Nogueira, R$90 mil.

Só ricaços

O hotel faz questão de exaltar as excentricidades para hóspedes tipo Ciro e Motta, como spa premiado e restaurante com estrela Michelin.

Petistas adoram

O luxuoso hotel recebeu Dilma em um pernoite em janeiro de 2014. À época, 12 anos atrás, a fatura da noitada saiu por R$73,5 mil.

Caminhão de dinheiro

A coluna cotou a segunda suíte mais cara para amanhã (19), a presidencial estava indisponível, o valor: R$32.369. E não é a mais cara.

Pão de Açúcar esfola mais as vítimas do seu calotex

Após lhes ser empurrados títulos de dívida (COE, debêntures, CRI) do Pão de Açucar, quando o mercado já sabia que o grupo estava “micado”, clientes de bancões como Itaú receberam “proposta” que deveria virar caso de polícia: ficar quieto e perder de cara 70% do que investiram. Ou continuar bancando otário e investir mais ainda na empresa oficialmente quebrada, aportando 20% de tudo o que já foi perdido. Por que fariam isso? Para “manter a chance” (remota) de receber algum valor no futuro.

Vítimas esfoladas

Trocando em miúdos, a “recuperação extrajudicial” do Pão de Açucar tenta arrancar ainda mais dinheiro dos credores, vítimas do seu calote.

É um golpe antigo

Investidores notam tardiamente que, quanto mais micada a empresa, maiores as comissões e spreads para quem indica seus títulos de dívida.

Coisas do Brasil

Emprestar a empresas é investimento comum, como os bonds nos EUA. Mas, lá, ninguém banca a esperto porque acaba na cadeia.

É resistência

Condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro afirma que a permanência dele nos EUA não se traduz a uma vida mais confortável: “Minha atuação é de combate e articulação internacional contra os abusos judiciais ditatoriais”

Estilo petista

Não tem nada de “química” a relação do governo Lula com os EUA. Na cúpula do G7, Donald Trump afirmou que se encontrou com o petista, mas ressaltou que a relação com o Brasil é uma “bagunça”.

É hoje

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) lança nesta quinta-feira (18) o plano de ação para a segurança pública em um eventual governo. Vai ser em São Paulo, no Teatro B32.

Tempos bons

João Otávio de Noronha, ministro do STJ, arrancou risadas dos colegas ao dizer sentir saudades do tempo de diretor jurídico do Banco Brasil, ao lembrar dos honorários disse, “advogados estão milionários e eu pobre”.

O mínimo

A ida de Dario Durigan (Fazenda) à Câmara rendeu ao menos um elogio de Mauricio Marcon (PL-RS). Disse que o ministro ao menos responde as perguntas, já que o outro “fugiu”, talvez por “limitação intelectual”.

Silêncio sepulcral

Veio de onde pouco se espera a cobrança sobre o silêncio após menção dos favores que Vorcaro bancou ao presidente da Câmara, Hugo Motta. Chico Alencar (Psol-RJ) lembrou: não há almoço grátis.

Deu em nada

A ministra Estela Aranha (TSE) esclareceu à coluna que a ação por suposta infração disciplinar no CNJ, como noticiado pela coluna ontem (17), foi arquivada e que, diferente do publicado, não foi impetrada pelo PSD, mas pelo (agora) deputado Adelmo Soares (Republicanos).

Pinóquio

A turma da comunicação de Lula se desdobra para colar a fantasiosa versão de que o petista deu gelo em Trump, no G7. Na verdade, a diplomacia brasileira que nem mesmo conseguiu um papo de corredor.

Pensando bem...

... cara mesmo foi a conta que o brasileiro pagou da fatura Vorcaro.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Latindo por votos

Na campanha de Tancredo Neves ao governo de Minas, em 1982, o deputado Ronan Tito espalmava a mão e perguntava que número era aquele. O povão respondia “Cachorro!”, numa alusão ao jogo do bicho.

- Pois Tancredo será o cachorro que vai expulsar os ladrões do Palácio da Liberdade! – exclamava Tito.

A estratégia de gosto duvidoso preocupava os amigos de Tancredo, que provocaram uma reunião sobre o assunto. O vice Hélio Garcia discordou:

- Se for para ganhar a eleição, tem até que latir...

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