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IA para o bem e para o mal: como identificar e combater as deepfakes?

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Verificar a fonte da informação é a maior recomendação para lidar com deepfakes. Conteúdos gerados por IA evoluem na velocidade da tecnologia e ainda estamos aprendendo sobre como são criados e disseminados. O realismo atrelado ao seu mau uso pode gerar sérias consequências e danos irreversíveis e, por isso, pessoas e companhias buscam medidas para se protegerem e minimizarem os danos do compartilhamento de imagens falsas.

Para identificar o uso criminoso da inteligência artificial, algumas recomendações são fundamentais para entender e compreender como pessoas ou grupos usam este recurso para praticar fraudes dos mais variados tipos. Como saber se uma notícia é falsa, ou um perfil é falso, ou uma voz é falsa? O importante é checar quem é o dono da informação e sempre consultar a fonte. Assim como as fake news, também bastante presente nesta era digital, as deepfaakes são uma ameaça em todo mundo, com números que crescem exponencialmente. De acordo com estudo inédito da DeepMind, unidade de IA do Google, deepfakes representam 27% dos casos de uso criminoso de IA, superando ataques cibernéticos.

Neste contexto, vale um olhar atento ao conteúdo produzido por meio de inteligência artificial, tecnologia que se expandiu de forma expressiva nos últimos anos. Com o uso da IA, tudo ficou fácil e rápido. A IA faz uma engenharia social e pode ser utilizada para adulterar fotos e vídeos postados nas redes sociais. Portanto, a partir do momento que há uma fonte de informação de domínio público de uma determinada pessoa, é possível manipular esse material.

Para lidar com os riscos e saber a real autenticidade destes conteúdos, alguns cuidados são essenciais, tanto com imagem quanto voz. Uma sugestão é, na hora de tirar uma foto, evite clicá-la de frente e tire de lado. Em relação à recriação de vozes, muito cuidado na forma de falar e usar sempre uma linguagem mais formal, não tão coloquial, pois contribui para minimizar esse problema.

Aplicativo de mensagens é um dos canais favoritos para a tentativa de fraude. É possível se proteger com algumas recomendações dessa prática, que se tornou comum nos últimos anos. O pedido de dinheiro por um áudio ou uma voz gravada, por exemplo, vai ser de um celular que não está registrado na agenda de contatos. Uma dica é orientar familiares a ligarem para terem certeza de que aquilo é um ato criminoso.

Outra coisa importante é como essas tecnologias podem avançar com segurança. Hoje, da mesma forma que temos a IA para criar as deepfakes, temos IA para verificar se aquele material foi criado por inteligência artificial e, eventualmente, manipulado, recriado ou usado indevidamente. Conseguimos checar tecnologia versus tecnologia, IA versus IA, para fazer essa verificação e avaliar sua veracidade. São infindáveis possibilidades e a regulação e o uso ético são mobilizações que já vemos acontecer em alguns lugares do mundo. O fato é que a tecnologia foi criada para facilitar e agilizar, e não para desenvolver uma deepfake.

É um tema muito novo, tudo é muito incipiente e estamos todos aprendendo. Por mais que sejam muitos os esforços das plataformas de redes sociais alertar ou remover esse tipo de conteúdo, distinguir o que é verdadeiro e o que é falso ainda é um desafio. É uma tecnologia que muda numa velocidade muito grande; usá-la de forma consciente pode minimizar os riscos que sua má utilização é capaz de proporcionar.

Da mesma forma que a IA veio para facilitar o dia a dia das pessoas e corporações, gerar mais eficiência e produtividade, a tecnologia pode ser utilizada de maneira indevida, impulsionado a sofisticação dos golpes e a geração de conteúdo sem consentimento. O cenário é desafiador e, certamente, teremos de nos adaptar a esse novo momento da tecnologia para que a IA não se torne inimiga da própria IA.

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editorial

Eleições deste ano começam sob o risco da desinformação

Primeira pesquisa irregular já foi barrada pela Justiça Eleitoral em MS

21/04/2026 07h00

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A eleição deste ano ainda nem começou oficialmente – mas a disputa pela mente do eleitor já está em curso. E, como nos últimos pleitos, ela não será travada apenas nas urnas, mas sobretudo no terreno turvo da desinformação.

Especialistas alertam que as chamadas “fake news” e dados manipulados devem intensificar a disputa pela opinião pública antes mesmo da campanha oficial.

O termo “fake news” se popularizou, mas é tecnicamente impreciso. Ele sugere que se trata de “notícia falsa”, quando, na prática, muitas vezes nem é notícia, e sim conteúdo fabricado para enganar – boatos, montagens e desinformação deliberada travestidos de informação.

Em Mato Grosso do Sul, a Justiça Eleitoral já deu o primeiro recado: uma pesquisa considerada irregular, com dados inconsistentes, foi retirada de circulação. O episódio não é isolado. Ele antecipa o que deve se intensificar nos próximos meses – uma avalanche de conteúdos manipulados, números distorcidos e narrativas construídas para confundir, não para informar.

O alerta não vem apenas de decisões pontuais. A Justiça Eleitoral reconhece que o País entra este ano sob risco elevado de desinformação organizada, potencializada por redes digitais e até por inteligência artificial. O objetivo é claro: influenciar o voto, gerar dúvida e corroer a confiança nas instituições.

Não se trata apenas de casos isolados. Trata-se de um ambiente contaminado, em que a mentira circula mais rápido do que a verdade e, muitas vezes, chega primeiro – moldando percepções antes que os fatos apareçam.
A experiência recente comprova o risco. Em eleições anteriores, a Justiça Eleitoral precisou desmentir boatos sobre urnas, contagem de votos e supostas fraudes – narrativas que ganharam força justamente pela repetição e pela ausência de checagem por parte de quem as compartilhou.

Diante desse cenário, o eleitor deixa de ser apenas participante do processo democrático e passa a ser também seu guardião. Cabe a ele desconfiar de números milagrosos, de pesquisas sem origem clara e de mensagens que apelam mais à emoção do que à razão.

A regra é simples, mas essencial: informação se confirma, não se compartilha no impulso. Buscar fontes confiáveis, veículos reconhecidos e canais oficiais da Justiça Eleitoral deixou de ser um cuidado – tornou-se uma necessidade.

Neste ano, mais do que escolher candidatos, o eleitor será testado na sua capacidade de distinguir fato de manipulação. E, nesse jogo, quem acredita em tudo pode acabar votando em uma mentira.

Cláudio Humberto

"Eles não se acham deuses, eles têm certeza"

Senador Eduardo Girão (Novo-CE), sobre STF mandar investigar Romeu Zema (Novo)

21/04/2026 06h30

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Lula gasta R$812 mil em hotel de luxo na Alemanha

Os dois dias em que Lula, Janja e anedótica comitiva passaram pela Alemanha deixaram uma fatura milionária, empurrada para o pagador de impostos bancar, sem direito a reclamações. Para poucas horas em solo alemão, foram R$ 812.548,59 só para hospedar a trupe. Lula e Janja nunca deixam por menos: escolheram o exclusivíssimo Kastens Hotel Luisenhof, que se jacta no próprio site pelo “luxo sofisticado” e como “o único hotel cinco estrelas superior no coração de Hanover”.

 

Nossa conta

Além dos R$812,5 mil, o petista ainda alugou uma sala de “apoio” no hotel. Mesmo sem serventia, custou R$17,2 mil para quem paga a conta.

 

Só realeza

O hotel ainda oferece serviços de luxo, como “Fim de Semana Real”, com café da manhã e passeio pelos Jardins Reais de Herrenhausen.

 

Espaço de sobra

Para quem gosta de esbanjar, o hotel oferece a Suíte Leibniz, com closet, banheira, piso aquecido e vários mimos distribuídos por 100m².

 

Sem bico seco

No Leo’s Bar, a comitiva teve à disposição champagne Dom Perignon Vintage. Em conversão direta, custa R$1.700 por menos de um litro.

 

Governo Lula já admite rombo de R$110 bilhões

O próprio governo Lula (PT) já admite que gastou muito mais do que arrecadou, este ano. Segundo dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, as despesas da administração petista já superaram R$1,76 trilhão, enquanto foram tomados da população “apenas” R$1,65 trilhão em impostos. Segundo a previsão do orçamento, até o fim do ano o quadro deveria ser o contrário e o governo petista promete arrecadar cerca de R$90 bilhões a mais do que vai gastar.

 

Longe do fim

O Orçamento Geral da União prevê despesas de R$6,25 trilhões, em 2026, enquanto a arrecadação prevista é de R$6,34 trilhões.

 

Só ‘salário’

A “gestão e manutenção” do Poder Executivo custou mais de R$87,3 bilhões até agora; são salários e aposentadorias civis e militares.

 

Dívida é principal

Só o refinanciamento da dívida interna custou R$ 688,5 bilhões, até o momento, este ano, e os juros da dívida custaram R$351,2 bilhões.

 

Calaboca, Magdo

Lula voltou a palpitar sobre o que não sabe: bomba atômica dos aliados iranianos. Os próprios tiranos, que financiam grupos terroristas e matam e maltratam mulheres por considerá-las “animais”, já admitiram haver enriquecido urânio a 60%. Mas Lula não faz ideia do que isso representa.

 

Sem CPIs

Após o fim da CPMI do INSS e da CPI do Crime Organizado, já não existem quaisquer comissões parlamentares de inquérito em funcionamento no Congresso (mistas), nem na Câmara, nem no Senado.

 

Cervejinha salgada

Boletim Focus divulgado ontem (20) pelo Banco Central registra o que o brasileiro já sente no bolso, expectativa de alta na inflação. O marcador subiu e atinge 4,8%. É a sexta alta seguida do índice.

 

Cotados

O PL testa, em pesquisas internas, quatro nomes para compor a chapa como vice de Flávio Bolsonaro: Romeu Zema (Novo-MG), Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE) e Tereza Cristina (PP-MS).

 

Digitais

Pré-candidato a deputado federal, José Dirceu cada vez mais manda e desmanda dentro do PT. É o ex-ministro de Lula, que se enrolou no mensalão e no petrolão, que assina o programa político do partido.

 

Item único

Está marcada para esta quarta-feira (22) sessão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara com um único item na pauta: a redução da jornada de trabalho, chamada de fim da escala 6x1.

 

Pré-acordo

O governo Donald Trump deu prazo de 14 dias para que a ditadura de Cuba liberte presos políticos como “sinal de boa vontade” antes de acordo entre os países. Existem mais de 1.200 presos políticos na ilha.

 

Apostas abertas

A plataforma de previsões de apostas Polymarket mantém Lula (PT) como o pré-candidato a presidente com maior chance de vitória, na eleição; 40% a 39%. Passou Flávio Bolsonaro (PL) após o senador virar alvo de inquérito no STF por suposta calúnia contra o petista.

 

Pensando bem...

...inflação só não incomoda quem usa cartão corporativo.

 

PODER SEM PUDOR

Repelente de amantes

No governo do general Emílio Médici, o Incra mantinha uma casa em Padre Bernardo, no entorno do DF, freqüentada por figurões da República, dentre os quais ministros e um ilustre parente do presidente, acompanhados de amantes. O jovem presidente da autarquia, Walter Costa Porto, que mais tarde se transformaria numa grande autoridade em Direito Eleitoral no País, temia um escândalo e não sabia o que fazer até que bolou um repelente infalível: Synteko. Mandou besuntar o piso de madeira da casa uma vez por semana, religiosamente. O cheiro forte e as emanações lacrimogênicas puserem fim aos encontros galantes dos amigos e do parente do ditador.

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