Musk põe internet na embaixada do Brasil no Irã
Com o Irã em guerra, o regime dos aiatolás fez o que ditaduras fazem de melhor: desligou a internet. O apagão digital isolou o país, silenciou dissidentes e, de quebra, deixou representações estrangeiros às cegas –exceto a embaixada brasileira em Teerã. Isso graças a uma antena da Starlink, de Elon Musk, aquele que é tratado como inimigo pelo governo Lula. A antena chegou na mudança de André Veras Guimarães, o novo embaixador, e rompeu a censura imposta pela ditadura aliada do petista.
Flertando o ridículo
Lula, Janja & cia já dispararam contra Elon Musk com a elegância de um pelotão de fuzilamento. Além da carinhosa atenção de Xandão, do STF.
Sinal bombando
Outras embaixadas tentam sinal de fumaça e pombo-correio digital, mas a brasileira navega com a naturalidade de um influenciador em Dubai.
Não vai agradecer?
É cena de comédia política: uma tirania impõe o silêncio, um bilionário “de direita” furta a censura, e o Brasil de Lula se beneficia em silêncio.
Escassez de gratidão
Se gratidão fosse comodite, já teria sido nacionalizada. E resta o silêncio, até por centenas de escolas da Amazônia com internet da Starlink.
Alcolumbre faz hoje a Lula o que fez a Bolsonaro
Não é nova a atitude do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dificultando a indicação do militante petista Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). É a repetição quase literal do que fez no governo Jair Bolsonaro. Entre julho e novembro de 2021, ocupando a mesma posição, ele segurou por quatro meses a sabatina de André Mendonça, indicado para o STF, e engavetou mais de três dezenas para cargos que exigem sabatina em comissão e aprovação do plenário.
Chá-de-cadeira
Alcolumbre conta a lorota de que a demora seria “rotina regimental”, enquanto Bolsonaro o acusava de “tortura” e “chá de cadeira”.
Política de barganha
Com Lula, o roteiro de Alcolumbre se repete: pressão por outro nome e uso da prerrogativa de pautar matérias como instrumento de barganha.
Agora é legítimo?
O que era denunciado como obstrucionismo bolsonarista vira, quatro anos depois, “estratégia legítima” de um Alcolumbre aliado ao centrão.
Corrupção no topo
A pesquisa BTG Pactual/Nexus também aponta o “principal problema do Brasil”, segundo todos os entrevistados: corrupção (23%). Segurança-violência-criminalidade é a segunda maior preocupação, com 12%.
Diferença curiosa
Segundo a BTG Pactual/Nexus, entre os eleitores que vão votar em Lula, o principal problema do Brasil é a saúde pública (28%). A corrupção é apenas o quarto maior problema (18%). Para quem vai votar em Flávio Bolsonaro, a corrupção é, de longe, o maior problema do País: 39%.
Ao pé do ouvido
As câmeras registraram o mico de Sidônio Palmeira e Lula, em agenda em Salvador (BA). O flagra mostrou o marqueteiro balbuciando no ouvido do petista, “Não esqueça de falar do pix. Fala que o pix é nosso”.
Espere sentado
Em meio ao zum zum zum da formalização da indicação de Jorge Messias ao STF, Davi Alcolumbre (União-AP) já dava recados: eventual votação no Plenário do Senado deve ficar para o segundo semestre.
Feriado adiantado?
O Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União do governo Lula (PT), responsável por divulgar despesas federais variadas, passou o dia fora do ar, ontem (2). “Instabilidade” foi a justificativa.
Inflação x realidade
“O brasileiro não vive de índice, ele sente no dia a dia a alta no preço da comida”, disse Flávio Bolsonaro sobre a previsão de inflação de 4%. “Não é preciso ser economista para saber que viver no Brasil está caro”.
Pera lá
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidiu esperar sair a medida provisória regulamentando a subvenção para compra do diesel para decidir o Estado de São Paulo vai aderir ou não ao projeto.
Como pagam?
A ONG Transparência Internacional diz que o Brasil quer saber como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, “funcionários públicos praticamente a vida inteira”, conseguem bancar viagens de jatinho. “Mas a PGR e o STF não querem investigar”, criticou.
Pensando bem...
...mais fácil rejeitar indicação do que promover impeachment.
PODER SEM PUDOR
Sargento Stephanes
Em 1958, Tenente Ribas, um oficial de Engenharia do Exército, era o subcomandante da 5ª Companhia, em Curitiba (PR), e descobriu que um dos recrutas tinha nível melhor que os demais: era aluno do segundo ano da Escola Técnica. Ficou curioso: por que ele não incorporou no CPOR? “Não tenho condições, senhor”, respondeu o filho de pequenos agricultores.
Em dois meses o rapaz foi promovido a sargento e ficou cinco anos na tropa. Era o sargento Reinhold Stephanes, atual ministro da Agricultura.