Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"Isso não é coincidência. É reflexo de gestão"

Senador Jorge Seif (PL-SC) sobre bilionário esquema que roubou aposentados do INSS

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Zema será o segundo rival de Lula alvo de Moraes

Caso (ou quando) a denúncia do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes contra Romeu Zema (Novo) for aceita pelo ministro Alexandre de Moraes, o ex-governador de Minas Gerais se tornará o segundo rival de Lula (PT) em 2026 a virar alvo de ação no STF, a menos de seis meses da eleição. O primeiro foi o principal candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL), que passou a ser investigado por suposta calúnia contra o petista por postagem nas redes sociais.

Motivo de sempre

Zema também pode virar investigado pelo mesmo motivo: uma postagem nas redes sociais. A dele considerada “ataque” ao STF.

Vai faltar oposição

Flávio rivaliza com Lula nas pesquisas para presidente; Zema tem ocupado a quarta colocação nos levantamentos, a depender do cenário.

Assunto sério

Caso sejam condenados mesmo numa turma do STF, órgão colegiado, tanto Zema, quanto Flávio correm risco de serem declarados inelegíveis.

Precedente?

A Venezuela tornou inelegíveis todos os adversários de Maduro. A vaga sobrou para Edmundo González, cuja vitória seria roubada pelo ditador.

Câmara tem menos de 20% de funcionários efetivos

O número de servidores efetivos, aqueles concursados na Câmara dos Deputados, não atinge nem mesmo a marca de 20% do total dos trabalhadores da casa. São 2.610 concursados, que se somam a outros 12.247, cargos de livre nomeação das excelências. Aí entra de tudo, como parentes de prefeitos apoiadores e lideranças comunitárias, sempre úteis em ano eleitoral. Se adicionar os terceirizados, a conta fica ainda maior, são 3.828 funcionários, entre limpeza, vigilância, copa etc.

Aspones

Os “cargos de natureza especial”, chamados de CNE, têm salários que superam os R$23,7 mil. Atualmente, são 1.687 “CNEs” na Câmara.

São 10.364

Secretários parlamentares, que não precisam bater ponto, têm salários que passam os R$9,3 mil, podendo até dobrar com “gratificações”.

Folha inchada

O RH da Câmara registra ainda 196 estagiários e 16 funcionários que estão “afastados”. A conta deixou de fora os 513 deputados.

Turma decide

Começa hoje (22) no plenário virtual da 2ª Turma do STF a análise da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, enrolado no caso Master. Além do ministro-relator André Mendonça, integram a turma os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e Luiz Fux.

Na gaveta

Existem duas CPIs que aguardam instalação por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A CPI da Violência Doméstica, de molho há mais de dois anos e a CPI da Adultização, parada desde agosto de 2025.

Fim da papelada

Começou a valer, em todo país, o modelo de check-in digital, agora, obrigatório para hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem. O modelo eletrônico substitui o preenchimento de formulários em papel.

Inflação pesada

Para o senador Rogério Marinho (PL-RN) “a promessa da picanha virou símbolo da mentira do PT”. E acusou o presidente Lula de entregar comida cara e churrasco de abóbora.

De onde vem

Com o escândalo da fraude bilionária do banqueiro Daniel Vorcaro batendo à porta do governo petista, Flávio Bolsonaro (PL) provocou: “O pix é do Bolsonaro, o Banco Master é do Lula”.

Muito remota

A chance de um ministro do Supremo Tribunal Federal ser removido do cargo antes de 2027 caiu a 13%, segundo a plataforma de previsões e apostas Polymarket. Chegou a ser 31% no início de março.

Malandragem

O vereador Rubinho Nunes (União-SP) acusa Lula de querer dar o FGTS aos banqueiros, que diz combater: “O Desenrola 2.0 é uma armadilha: você só saca se quitar dívidas e o banco leva tudo”.

No limite

O Palácio do Planalto enviou ao Congresso em 15 de abril, último dia do prazo previsto em lei, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, que estabelece a base para a criação do Orçamento do ano que vem.

Pensando bem...

...no bolso dos outros é refresco.

PODER SEM PUDOR

Democracia’ garantida

Nos anos 1940, apesar do fim da ditadura de Getúlio Vargas, o poder político era definido segundo a vontade dos “coronéis”, no interior. Era o caso de São Caetano, no agreste pernambucano. Lá, mandava o “coronel” João Guilherme. Reza a lenda local que na primeira eleição após o Estado Novo, ele destacou seus empregados para o trabalho, digamos assim, de “boca de urna”: ficavam nas proximidades dos locais de votação perguntando aos eleitores se eles votariam no candidato do coronel. Se a resposta fosse “não”, os eleitores ouviam a “sugestão”: “Acho melhor o senhor não votar, não. É para não atrapalhar a democracia.”

artigos

Quem responde quando a IA erra na saúde?

21/04/2026 07h30

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Uma reportagem recente do New York Times trouxe à tona um movimento que tende a se intensificar nos próximos anos: grandes empresas de tecnologia estão desenvolvendo ferramentas capazes de analisar prontuários médicos, resultados de exames e até dados coletados por dispositivos móveis. A promessa é sedutora: centralizar informações de saúde que hoje são dispersas, facilitar o acesso do usuário aos seus dados e, em última análise, melhorar a tomada de decisões.

É inegável que se trata de um avanço tecnológico relevante. Mas, na prática, o cenário é mais sensível – e mais arriscado – do que parece. Dados de saúde não são informações comuns. São classificados como dados sensíveis, pois dizem respeito à intimidade mais profunda do indivíduo. Sua centralização em plataformas digitais, embora eficiente, pode se transformar em ponto crítico de vulnerabilidade, altamente atrativo para ataques cibernéticos.

Mas o problema não é apenas técnico. É jurídico. Há registros de que sistemas de inteligência artificial já falharam na identificação de emergências clínicas ou sugeriram orientações inadequadas. Diante disso, surge uma pergunta inevitável: quem responde quando a tecnologia erra?

Essa discussão ainda é incipiente, mas já se tornou essencial. Nas relações de consumo mediadas por tecnologia, a responsabilidade tende a se diluir entre desenvolvedores, plataformas e eventuais prestadores de serviço. Para o usuário, no entanto, o risco é concreto – e imediato.

Há ainda outro ponto crítico: o consentimento. Em teoria, o compartilhamento desses dados depende de autorização livre, informada e inequívoca. Na prática, o que se vê é a repetição de um padrão já conhecido: termos de uso extensos, linguagem técnica e uma evidente assimetria informacional entre empresas e consumidores.

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece um regime mais rigoroso para o tratamento de dados sensíveis, incluindo os de saúde. Ainda assim, a eficácia dessa proteção depende não apenas da norma, mas de sua aplicação concreta diante de tecnologias em rápida evolução.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece a responsabilidade objetiva e solidária dos fornecedores. Contudo, essa lógica pressupõe relações de consumo relativamente identificáveis, em que seja possível delimitar com clareza a cadeia de fornecimento e os pontos de controle.

O desafio colocado pela inteligência artificial reside justamente no fato de que decisões são tomadas por sistemas opacos e integrados a múltiplos agentes, muitas vezes sem que seja possível identificar, com precisão, onde ocorreu a falha.

O debate, portanto, não é sobre impedir a inovação, mas sobre a definição clara de seus limites. A incorporação da inteligência artificial à saúde é, ao que tudo indica, inevitável. O que ainda está em aberto é o modelo de responsabilização que acompanhará esse avanço e, principalmente, o grau de proteção que será efetivamente garantido ao consumidor.

A tecnologia continua prometendo respostas rápidas e decisões mais eficientes. O direito, por sua vez, precisa garantir que, quando algo der errado, também exista uma resposta clara.

editorial

Eleições deste ano começam sob o risco da desinformação

Primeira pesquisa irregular já foi barrada pela Justiça Eleitoral em MS

21/04/2026 07h00

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A eleição deste ano ainda nem começou oficialmente – mas a disputa pela mente do eleitor já está em curso. E, como nos últimos pleitos, ela não será travada apenas nas urnas, mas sobretudo no terreno turvo da desinformação.

Especialistas alertam que as chamadas “fake news” e dados manipulados devem intensificar a disputa pela opinião pública antes mesmo da campanha oficial.

O termo “fake news” se popularizou, mas é tecnicamente impreciso. Ele sugere que se trata de “notícia falsa”, quando, na prática, muitas vezes nem é notícia, e sim conteúdo fabricado para enganar – boatos, montagens e desinformação deliberada travestidos de informação.

Em Mato Grosso do Sul, a Justiça Eleitoral já deu o primeiro recado: uma pesquisa considerada irregular, com dados inconsistentes, foi retirada de circulação. O episódio não é isolado. Ele antecipa o que deve se intensificar nos próximos meses – uma avalanche de conteúdos manipulados, números distorcidos e narrativas construídas para confundir, não para informar.

O alerta não vem apenas de decisões pontuais. A Justiça Eleitoral reconhece que o País entra este ano sob risco elevado de desinformação organizada, potencializada por redes digitais e até por inteligência artificial. O objetivo é claro: influenciar o voto, gerar dúvida e corroer a confiança nas instituições.

Não se trata apenas de casos isolados. Trata-se de um ambiente contaminado, em que a mentira circula mais rápido do que a verdade e, muitas vezes, chega primeiro – moldando percepções antes que os fatos apareçam.
A experiência recente comprova o risco. Em eleições anteriores, a Justiça Eleitoral precisou desmentir boatos sobre urnas, contagem de votos e supostas fraudes – narrativas que ganharam força justamente pela repetição e pela ausência de checagem por parte de quem as compartilhou.

Diante desse cenário, o eleitor deixa de ser apenas participante do processo democrático e passa a ser também seu guardião. Cabe a ele desconfiar de números milagrosos, de pesquisas sem origem clara e de mensagens que apelam mais à emoção do que à razão.

A regra é simples, mas essencial: informação se confirma, não se compartilha no impulso. Buscar fontes confiáveis, veículos reconhecidos e canais oficiais da Justiça Eleitoral deixou de ser um cuidado – tornou-se uma necessidade.

Neste ano, mais do que escolher candidatos, o eleitor será testado na sua capacidade de distinguir fato de manipulação. E, nesse jogo, quem acredita em tudo pode acabar votando em uma mentira.

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