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Giba Um

"Não há elementos concretos que indiquem, efetivamente, que o investigado pretendia a obtenção",

de asilo diplomático para evadir-se do país", do ministro do STF ALEXANDRE DE MORAES // no arquivamento de petição contra Jair Bolsonaro, no episódio da estadia na embaixada da Hungria.

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Entrar no gramado verde do futebol deve ser o próximo passo de Luciano Hang, o colorido aliado de Jair Bolsonaro, dono da rede de lojas Havan. Ele é apontado como candidato à compra de uma participação no Brusque. O clube, vice-campeão catarinense, discute a criação da sua SAF (Sociedade Anônima de Futebol). 


Mais:   a Havan tem sua sede na cidade e é patrocinador master do time. A investida de Luciano no futebol seria uma forma de higienizar sua reputação. O apoio exagerado a Bolsonaro tem lhe custado caro e ele é investigado por mensagens antidemocráticas trocadas com outros empresários. 


Ivete fora dos palcos


Muita gente já se acostumou a ver a cantora Ivete Sangalo (primeira foto) longe dos palcos, mas com um microfone na mão apresentando algum programa. Só que recentemente Veveta (seu apelido) demostrou seus dotes sem um microfone na mão. Ela foi uma das atrações do desfile da nova coleção da Misci, ‘Tenda Tripa’, que foi realizado na terça-feira (23) na Bienal de São Paulo. E claro como não poderia deixar, Ivete foi ovacionada, no final do desfile ao lado do estilista e criador da marca Airon Martin. A nova coleção apresentou modelos com materiais sustentáveis, como o beLEAF e o reaproveitamento de retalhos de jeans, transformados em um novo tecido após a aplicação de látex transparente, muitas fivelas e cortes preciso. Entre tantas celebridades presentes, da segunda foto a esquerda para à direita estavam, a ex-BBB recém-saída Beatriz Reis, Lara Silva, filha de Fausto Silva, Rafa Kalimann, que está recebendo aplausos por sua atuação na novela Família é tudo, Antônia Moraes, que agora tem como nome artístico Anttónia (“Quis trocar de nome por uma questão energética”). 

Arritmia é a nova ameaça


Dor no peito, palpitação e desmaios são os sintomas mais comuns de arritmias cardíacas, que também representam a principal causa de morte súbita. Por ano, as duas disfunções juntas acarretam cerca de 300 mil vítimas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias (Sobrac). A entidade está empenhada em informar a população da importância do diagnóstico precoce e das formas de prevenir a doença (tem até data especial, 12 de novembro, Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita). Segundo cardiologistas, doenças pulmonares, depressão e ansiedade podem mascarar os sinais de arritmias. Em alguns casos, a arritmia pode levar à morte súbita, que ocorre de forma inesperada e num prazo de uma hora desde o início dos sintomas, pode evoluir para parada cardiorrespiratória e morte.


18 anos

Depois de 18 anos do início das obras, o único vagão que cruza a Transnordestina é o “trem pagador” da União. A CSN responsável pela construção da rodovia, está perto de obter a liberação de mais uma tranche de recursos públicos para o projeto. As tratativas da Transnordestina Logística, controlada pela CSN, envolveu um financiamento de R$ 3,6 bilhões junto ao Fundo de Desenvolvimento do Nordeste. O contrato deverá ser assinado até junho. Até o momento, a construção da ferrovia já consumiu mais de R$ 37,5 bilhões – fora R$ 1,5 bilhão de juros e amortizações. Para a conclusão da fase 1 ainda serão necessários R$ 6,3 bilhões (mais de mil quilômetros entre o Porto de Pecém (CE) e a cidade de Paes Landim (PI)).


Estilo moderno

Faltando pouco a mais de 90 dias para os Jogos Olímpicos de Paris, o Comitê Olímpico Brasileiro, apresentou no Morro da Urca, no Rio, os trajes que a delegação de atletas, usará na abertura e durante todo o evento. A novidade deste ano é a parceria com a Riachuelo, que desenvolveu os uniformes mostrando a diversidade animal e vegetal do território nacional, retratando a riqueza da vida selvagem brasileira. E claro, na  paleta de cores, não poderia ser diferente: uma homenagem à bandeira do país, incorporando nuances de verde, azul e amarelo em grande parte das peças. Rebeca Andrade que foi um dos destaques da última Olimpíada foi uma das escolhidas para ser a garota propaganda.

In – Flores rasteiras para jardim: azulzinha
Out – Flores rasteiras para jardim: lambari


Bem cotado

O ex-governador de Pernambuco e atual presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, está cotado para a Secretaria de Comunicação (Secom), no lugar de Paulo Pimenta. Não é um petista puro-sangue, como outros especulados para o cargo, como Rui Falcão. Em contrapartida, tem o vice-presidente Geraldo Alckmin como aliado de peso. Câmara, antes do comando do BNB, era companheiro de Alckmin no  PSB. Mais: também tem gente que acha que Alckmin é o ideal para Secom: ele tem um portfólio de vitorias eleitorais. Acumularia, então as pastas de Desenvolvimento, Industria e Comércio e de Comunicação.


Café batizado

No café da manhã com jornalistas, esta semana, o presidente Lula mostrou que resolveu aceitar as recomendações do publicitário Sidônio Palmeira, com quem andou se reunindo para falar sobre a queda de popularidade. Durante todo o café, o petista manteve-se bem comportado, evitando improvisos, não abrindo a boca sobre determinados assuntos. Não atirou na direção do BC, Câmara e Petrobras. Disse que não tem nenhum problema com o Congresso, que teve uma boa reunião com Arthur Lira e até preferiu não dar palpite sobre o futuro de Sérgio Moro. Alguns convidados acharam que “havia alguma coisa no café dele”. 

Pérola

“Não há elementos concretos que indiquem, efetivamente, que o investigado pretendia a obtenção de asilo diplomático para evadir-se do país”, 
do ministro do STF ALEXANDRE DE MORAES // no arquivamento de petição contra Jair Bolsonaro, no episódio da estadia na embaixada da Hungria.

CONFUSÃO MENTAL

A coluna Radar da revista Veja desta semana, divulga que o presidente Lula tem apresentado episódios de “confusão mental”. Ele estaria se atrapalhando com números e outros dados do governo durante agendas de trabalho. Um dos exemplos é a fala de Lula que acusou Israel de matar 12,3 milhões de crianças, dado incompatível com a realidade (o correto seria 12.500). Há outra contradição de Lula, atribuindo, num evento, sua deficiência (perda de seu dedo mínimo da mão esquerda) quando falou que “perdeu parte do corpo porque era catador de siri” (foi em um acidente de trabalho numa fábrica). 


“Insana proposta” 1


 
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apresentou ao Ministério da Fazenda um documento propondo que uma série de alimentos seja incluída na cesta básica da reforma tributária. Os itens sugeridos são qualificados como “saudável alimentação” e deveriam ser beneficiados com desoneração do novo imposto sobre Bens e Serviços. Aí, a surpresa: da lista em questão constam artigos como caviar, queijos sofisticados, foie gras de patos e gansos, ostras, enguias e lagostas. Luiz César Rocha, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Rio de Janeiro chamou a sugestão de “insana proposta”. 

“INSANA PROPOSTA” 2

Essa proposta é sugerida num país onde foram registrados pelas Nações Unidas mais de 21 milhões de pessoas em estado de fome, conforme relatório de 2023. E onde mais da metade da população (50,3% de acordo com estudo da Tendências Consultoria) pertence às classes D e E com renda domiciliar de até R$ 2,9 mil. Essa faixa, segundo o Dieese, tem dificuldades para sustentar hábitos alimentares como “carne, feijão, leite, arroz, farinha, batatas, legumes, tomates, pão francês, frutas, açúcar, banha/óleo e manteiga”.

Nove fazendas

O apresentador do SBT, Ratinho, revelou detalhes de sua fortuna num podcast onde não escondeu detalhes de seu império. Aos 67 anos, conta com 73 emissoras de rádio, 9 fazendas e até mesmo uma emissora de TV afiliada do SBT. Quer aumentar a rede de rádios para ser a maior do país (faltam apenas cinco). E começou cedo, pegando mamona para vender. “Depois, fui engraxar sapatos num bar de Marumbi, cidadezinha do Paraná e sempre vendi alguma coisa. Se me perguntar qual é minha profissão, respondo que é vendedor”. 

AUDIÊNCIA

No sábado passado (20) a CNN Brasil conquistou uma boa audiência, ficando na liderança entre os canais de notícias de TV por assinatura: média de 0,13 ponto por conta do programa Japão: Terra da Resistência, apresentado por Márcio Gomes (quando foi convidado pela CNN, a Globo não quis cobrir a oferta e hoje Márcio seria âncora de um dos principais noticiosos da emissora). A concorrência marcou 0,09 (GloboNews), 0,08 (BandNews) e 0,01 (JPNews), que por sinal, anda caindo quase sistematicamente de audiência.


MISTURA FINA


O OBSERVÁTORIO da Oposição, iniciativa do PL que funciona no Brasil como uma espécie de “governo sombra”, comum em governos parlamentaristas, divulga, em sua última edição, a “farsa do arcabouço fiscal” e a expectativa de rombo mínimo de R$ 101 bilhões nas contas públicas. Segundo o relatório, o governo do PT abandonou a promessa de zerar o déficit no Orçamento, que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) vendeu como “bandeira”. O rombo para 2025 poderá chegar perto de R$ 133 bilhões.

DE repente, o advogado André Callegari, renunciou à defesa do bicheiro (e outras profissões) Rogério Andrade, que se livrou da tornozeleira e foi autorizado a sair de casa depois das 20h30, devido a sentença do ministro Kássio Nunes Marques. Callegari mandou carta ao ministro do STF, citando sua retirada por “motivos éticos” e “divergências estratégicas”. Repórteres tentaram entrevistar Callegari para saber exatamente o que são esses “motivos éticos”, mas não conseguiram. 

DECISÃO assinada pelo promotor eleitoral Alexandre Ramalho de Farias diz que o Ministério Público Eleitoral “não se opõe” ao trancamento da ação penal contra o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). O processo tramita em segredo de justiça, mas houve vazamento que revela que Richa estaria envolvido num suposto esquema de corrupção na concessão da rodovia PR-323 para favorecer consórcio liderado pela Odebrecht. O pagamento seria via “Setor de Operações Estruturadas” da empresa. Dias Toffoli (STF) anulou acordo de leniência da Odebrecht usando como pretexto mensagem de Sérgio Moro a procuradores e “conluio processual”.

O GOVERNO Lula insiste em estender o calote da dívida bilionária a produtores de açúcar e etanol, acumulada desde 1991. A decisão transitada em julgado no Supremo, que condenou a União a pagar os precatórios para ressarcir usinas no triste período em que o governo fixou preços dos produtos sem conexão com os custos, impondo prejuízo de cerca de R$ 80 bilhões. Agora 33 anos depois, continua insistindo em não pagar. 

O BANCO do Brasil recuou e apresentou ao Tribunal de Justiça de São Paulo uma nova proposta para renovar o contrato de gestão dos depósitos judiciais da Corte, uma verdadeira montanha de dinheiro de quase R$ 120 bilhões. A oferta envolve taxas de remuneração mais altas, mas pode ser tarde. Diante da inflexibilidade do BB nas primeiras rodadas de conversações, o TJ-SP abriu negociações com instituições financeiras privadas. Duas grandes já ofereceram condições generosíssimas. 

 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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