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"Não tem campeão invicto. Você pode às vezes empatar, perder", de ALEXANDRE PADILHA

O governo termina o ato ganhando todos os jogos decisivos no Congresso", de ALEXANDRE PADILHA // ministro das Relações Institucionais sobre 2023.

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  • Nesta semana, a UnitedHealth anunciará a venda da Amil, a terceira maior operadora de planos de saúde do Brasil, com 5,4 milhões de clientes e uma rede com 19 hospitais e 52 unidades ambulatoriais – e atendimento discutível.
     
  • Mais: os ativos avaliados em R$ 15 milhões. Hoje, são três concorrentes: Bain Capital, Dasa e José Seripieri Filho. A ANS tem objeções à venda da Amil a Seripieri. Em 2020, o fundador da Qualicorp  foi preso na Operação Paralelo 23 da Polícia Federal. 
  • “Não tem campeão invicto. Você pode às vezes empatar, perder. O que não pode é perder a decisão e o mata-mata. O governo termina o ato ganhando todos os jogos decisivos no Congresso”, 
    de ALEXANDRE PADILHA // ministro das Relações Institucionais sobre 2023.

    Dentro e fora do Brasil

    A atriz Bruna Marquezine, 28 anos, está conquistando seu espaço na área de atuação internacionalmente, como sonhou quando era criança. “Sempre quis que meu trabalho me permitisse trabalhar fora do meu país. Espero que para o meu trabalho e para a minha arte não haja limites”. E completa: “Sempre tive dificuldade em separar a minha carreira entre ‘nacional’ e ‘internacional’. É tudo um caminho. É toda a minha jornada. Não quero parar de trabalhar no Brasil. Sempre quis conectar os dois mundos e não deixar tudo o que sou para trás”. Sempre ligada à moda, Bruna se tornou embaixadora de algumas grifes internacionais de grande peso como Puma e mais recentemente da Tiffany & Co. “Na América, cinema e moda caminham juntos. No Brasil, demoramos um pouco para descobrir isso. Lembro-me de quando as pessoas diziam: ‘Ah, então ela não vai mais atuar? Ela é fashionista? Ela é uma blogueira?’ E eu me lembro de ter pensado: ‘É tão estúpido que você só pode fazer uma coisa. E lindo ver como o Brasil hoje faz parte do mundo da moda. Marcas que nunca funcionariam com os brasileiros agora estão olhando para o nosso país e para os nossos artistas e celebridades”.


    Comunista no STF deixa Lula alegre

    “Hoje estou alegre. Pela primeira vez na história deste país, nós conseguimos colocar na Suprema Corte um ministro comunista, um companheiro da qualidade de Flávio Dino”. Era Lula comemorando a aprovação do ministro da Justiça para o STF – e enaltecendo seu passado de comunista. Nada de novo: é só deixar um microfone sobrando à sua frente. E também como sempre, ele desmente o que já falou. Na campanha contra Jair Bolsonaro, Lula disse que era radicalmente contra a indicação de “amigos, parentes  ou correligionários” para o STF, “um retrocesso”. No passado, já indicara Dias Toffoli, seu ex-advogado. Este ano, foi a vez de Cristiano Zanin, também seu ex-advogado. No caso de Dino, não era muito diferente. Os adversários fazem piadas: “Será que ele pensa que o comunista vai comer criancinha na Alta Corte?”. De certa forma, é uma versão da alegria de Bolsonaro vendo André Mendonça, “terrivelmente evangélico”, também aprovado para o STF. 

    Patos na telona

    O final de ano está cada vez mais próximo e com a férias das crianças neste período o cinema, principalmente o brasileiro, investe para levar até as telas grandes lançamentos de longas de animação, que são voltados para o público infantil, mas que os adultos também adoram prestigiar. No próximo dia 4 de janeiro o longa Patos! que conta a história de uma família de patos que tentam convencer o chefe da família para viajarem para um outro destino no período da imigração. A pré-estreia no Brasil  aconteceu no domingo (17) no Shopping Eldorado, em São Paulo.  A première contou com a presença dos dubladores, entre eles Ary Fontoura, que faz o Tio Dan, Cláudia Raia (Erin), Dani Suzuki (Lelé) e Henrique Fogaça (Chef). 

    In –  Panetones tradicionais / Out – Panetones recheados


    “Comendo na mão”

    Ainda o comunista: Lula acha que Flávio Dino “comerá na sua mão” no Supremo. Com Cristiano Zanin, já aconteceu posições contrárias e outras tantas com Dias Toffoli. Quando governantes de direita, incluindo Javier Milei, o chamam, ao mesmo tempo de “ladrão” e “comunista”, ele não gosta. Esquerdistas, tudo bem. Afinal, comunista  que se preza não dorme em suíte de R$ 20 mil a diária. Dino foi juiz, deputado federal e (duas vezes) governador do Maranhão e nunca estendeu uma bandeira vermelha com a foice e martelo na porta de seu gabinete. O próprio Sérgio Moro acha que ele será “terrivelmente jurista” e não misturará as estações.

    Opinião

    “Eu posso dizer quem eu conheço que não será ministro da Justiça: nem Lewandowski, nem Jaques Wagner, nem a Gleisi”. Ministros falam que Lula ainda não escolheu o sucessor de Flávio Dino e que se trata apenas de “opinião” do senador baiano. Os bem informados, contudo, acham que é uma tentativa de Wagner se colocar na roda dos cotados o secretários de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Wellington César Lima e Silva, no Ministério da Justiça.  Quando Wagner governou a Bahia, Lima e Silva foi procurador do Ministério Público. no terceiro mandato de Lula, Rui Costa o convidou para a Casa Civil.

    É o Brasil!

    A ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação) fechou um acordo com o pessoal da Dataprev, vinculada à Pasta, em relação ao regime de telebrabalho. Todos os funcionários terão de cumprir três expedientes presenciais a cada  sete dias úteis. Nos últimos meses, o Ministério e a Dataprev travavam disputa judicial com servidores sobre o tema. A estatal exigiu que todos voltassem às atividades 100% presencial. Um juiz autorizou 300 deles (no total, são 2.900 funcionários) a manter teletrabalho integral. Aí, o TST ajudou no acordo.

     

    TRAIDORA

    No PSOL e no PT, a costura por Marta Suplicy, secretária de Relações Institucionais da prefeitura de São Paulo (gestão de Ricardo Nunes), como vice na chapa de Guilherme Boulos (ideia de Lula) é vista com ressalvas. Lideranças da esquerda acham que ela traiu esse campo quando apoiou o impeachment de Dilma Rousseff. E pior: a cena da então senadora entregando flores a Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de afastamento definitivo de Dilma, até hoje não saiu da cabeça de muitos petistas radicais. 

    Virou militar

    Tempestade na província de Buenos Aires e cidades vizinhas deixou 13 vítimas fatais e dezenas de feridos por conta da queda de um telhado onde ocorria uma competição de patinação. O novo presidente da Argentina, Javier Milei (ao lado do governador da província, o kirchnerista Axel Kicillof) foi visitar os locais da tragedia – e surpresa, o chefe do Governo usava um casaco militar, o que fez crescer as comparações entre Milei a imagem do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Milei não usava quepe devido ao volume do cabelo. Na história recente do Brasil, quando ministro da Defesa, Nelson Jobim, também adorava usar farda militar – e com boné. 

    DOIS CARTÕES

    Afastado da presidência da CBF pela Justiça, Ednaldo Rodrigues (operando nos bastidores estavam – unidos – Ricardo  Teixeira e Marco Polo Del Nero), gastava em média R$ 80 mil mensais com uma escolta de segurança pessoal que permanecia a seu lado até em suas estadias em hotéis do Rio, Bahia e Brasília, depois de afastado, Rodrigues ainda mantém o grupo (agora, é ele quem paga) de segurança menor. Aos mais chegados, ele contava que mantinha dois cartões de crédito: um no bolso, sem dados bancários, caso fosse assaltado; outro repleto de informações guardado em cofre.

    Igual ao Ibirapuera

    No fim de semana, uma das minas da Braskem entrou em colapso sob a Lagoa Mundaú em Maceió. Abriu uma cratera e nos próximos messes acabar engolindo tudo à sua volta. Hoje, 20% de Maceió está ameaçado  de desmoronamento. Cinco bairros já foram engolidos, 18 escolas condenadas, um hospital, um cemitério e um estádio de futebol foram interditados. A Braskem ofereceu R$ 1,7 bilhão ao munícipio desde que “não reclame mais nada”. Para serem indenizados (60 mil pessoas foram removidas), as famílias tiveram de vender suas casa a preço de banana. Agora – quem diria – o governador Paulo Dantas quer transformar a área num parque “tipo Ibirapuera”.

    SEM CHANCE

    O governo federal declarou estado de emergência em Maceió, mas o presidente Lula não quer visitar a capital antes de pacificar a relação entre os grupos do senador Renan Calheiros (conseguiu emplacar uma CPI no Senado) e de Arthur Lira (são adversários às últimas consequências). Os mais irônicos acham que seria mais fácil negociar a paz na Faixa de Gaza. Na CPI, deverá vir à tona a afirmação de especialistas que insistem em dizer que os poços em Maceió ficaram escavados sobre uma falha geológica, ignorando normas de limites de segurança (o pânico maior é da Braskem).

    MISTURA FINA

    O CÁLCULO é do deputado federal Arthur Lira, presidente da Câmara, numa conversa, tipo pé de ouvido, com um importante senador do Centrão: até o início do recesso parlamentar, no próximo dia 22, o Planalto ainda deve pagar cerca de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares. Essas verbas residuais vão se juntar aos R$ 10 bilhões liberados na semana passada. Resumo da ópera: o total das emendas parlamentares contabilizadas em 2023 vai bater na casa dos R$ 42 bilhões. 

    NA semana passada, Janja foi convidada para almoçar com embaixadoras de 19 países e se sentiu “fortalecida e inspirada”, depois de ter seu perfil no X(ex-Twitter) invadido por hacker. As ministras Anielle Franco (Igualdade Racial), Aparecida Gonçalves (Mulheres) e Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) acompanharam a primeira-dama no evento. 

    O NOVO Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, vai atuar nas investigações sobre as doações via Pix à Jair Bolsonaro, milícias digitais, fraude no cartão de vacinação e tentativa de vendas de joias sauditas. Também se manifestará sobre delação de Mauro Cid, problemas do ministro Juscelino Filho, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e desvio de verbas federais na Codevasf. De quebra, nos processos do 8 de janeiro. 

    ALEGANDO “missão oficial”, deputados federais gastaram mais de R$ 6 milhões em viagens pelo mundo, à custa do contribuinte. Os lugares escolhidos eram os caros e badalados como Paris, Barcelona, Dubai, Lisboa e Nova York. Neste ano, foram 361 autorizações dadas pela Câmara. detalhe: a SOS Mata Atlântica convidou Duda Salabert (PDT-CR) para um evento – em Nova York e ele gastou R$ 9,6 mil em passagens e R$ 10,4 mil em diárias. 

    A MAIOR – e constante – reclamação dos usuários de ônibus de São Paulo, de graça, aos domingos, era porque a prefeitura não esticava a medida a “pelo menos alguns dias no meio da semana”. Nos ônibus em que se enfiou – e não foi reconhecido por muitos – o prefeito Ricardo Nunes sorria amarelo e até era capaz de responder “Estamos estudando”. Nunes ouviu outras reclamações, até mesmo quando avisava que não haverá aumento da tarifa dos ônibus no próximo ano. 

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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