Colunistas

Cláudio Humberto

"Narrativa para encobrir fracasso fiscal"

Deputado Hélio Lopes (PL-RJ) após Haddad culpar gestão passada por rombo bilionário

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Risco de derrota do PT no Nordeste preocupa Lula

O risco real de derrota de ao menos dois governadores petistas no Nordeste acendeu o alerta no PT e impulsiona a ideia de substituição do candidato. Mais do que manter a tutela da máquina estadual, a troca mira preservar votos a Lula no Ceará e Bahia. No Ceará, pesquisas mostram Ciro Gomes (PSDB) em vantagem contra Elmano de Freitas (PT). Ciro deve pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL) e melar expectativa petista de repetir vitória de Lula em todos os 184 municípios do Estado.

Chama o padrinho

O ministro da Educação Camilo Santana, que governou o Ceará por dois mandatos, é o cotado para substituir o poste Elmano.

Palácio Rio Branco

ACM Neto (União Brasil) também tira o sono do PT na Bahia e com chance de tirar Jerônimo Rodrigues. O cotado é o ministro Rui Costa. 

Piscou e saiu

O PT esperava diluir os votos da oposição na Bahia entre Flávio e Ronaldo Caiado, que até lançou a pré-candidatura no Estado.

Tem um porém 

Caiado deixou a sigla de ACM Neto e não conta com tanto empenho do ex-correligionário. Outro foco de preocupação é o Rio Grande do Norte.

Órgãos reguladores minguaram até 70% desde 2015

As agências reguladoras passam por forte enfraquecimento da sua capacidade de fiscalização e regulação a cerca de uma década, conforme levantamento do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela Dos 11 órgãos analisados, só a Agência Nacional de Saúde Suplementar e a Comissão de Valores Mobiliários têm mais dinheiro hoje do que em 2015. Outras, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), registra redução de 70,7% na sua dotação em termos reais.

Ladeira abaixo

Descontada a inflação, o orçamento deste ano, em R$9,1 bilhões, teve queda real de 25,6% quando comparado com 2015, R$12,2 bilhões.

Capital humano

Além dos recursos financeiros, a queda também pode ser observada no número de funcionários ativos. A redução é de 12,8% desde 2015.

Anvisa desidratada

O número de funcionários ativos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que, por exemplo, fiscaliza medicamentos, recuou 28,3%.

Chocolate amargo

Evair de Melo (PP-ES) cobra socorro aos produtores de cacau, que veem o setor sob risco de quebra por falta de normas, “Isso é fruto da irresponsabilidade desse governo com o produtor”, diz o deputado.

Pente fino

"Vamos atrás de cada papel, cada reunião e de qualquer sinal de corrupção que exista dentro deste governo", avisa a deputada Carol de Toni (PL-SC) após novas revelações do escândalo do Banco Master.

Fim dos tempos

O deputado Sanderson (PL-RJ) vê a República em decomposição sob gestão do PT, “Ministro aposentado, que nas horas vagas era ministro da justiça, recebendo R$ 5 mi de banqueiro, promiscuidade em resort".

Pura irresponsabilidade

A debandada de servidores do IBGE, que entregaram os cargos após decisões controversas de Marcio Pochmann, pode ser explicada, diz Osmar Terra (PL-RS). O problema foi “trazer a ideologia para dentro”.

Pode anotar

O deputado Maurício Marcon (PL-RS) traz uma previsão após azedume de servidores dos Correios com Lula e o ministro Rui Costa (Casa Civil), “Logo vão dizer que os carteiros da Bahia são golpistas”.

Só lembrando

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) lembra que, enquanto a fila de espera do INSS bate recorde, na gestão de Jair Bolsonaro o cenário era o oposto, queda em 2022.

Zero novidade

Não que tivesse como ser muito diferente, mas a Polícia Militar detalhou a rotina de Jair Bolsonaro na prisão. Não passa muito de caminhada, fisioterapia, algumas visitas e atendimento médico.

No camarote

Lula já desenha a agenda para curtir a folia de Carnaval, este ano. A primeira-dama Janja vai a tiracolo. São ao menos dois os destinos escolhidos pelo petista, o Rio de Janeiro e a Bahia. No camarote, claro.

Pensando bem...

...detalhar contrato milionário com esposa de ministro é só um detalhe.

PODER SEM PUDOR

Candidato a patife

O bravo senador Jefferson Péres (AM) decidiu disputar com o colega Cristovam Buarque (DF) a candidatura do PDT para a sucessão de Lula (PT), ao final do seu primeiro governo. Péres estava intrigado com a transformação dos presidentes, depois de eleitos: “Será que você vira patife ao chegar ao poder? Gostaria de ser testado...”

artigos

Por que episódios de crueldade revelam falhas profundas na forma como lidamos com a dor?

30/01/2026 07h15

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A morte do cão Orelha não chocou apenas pela perda de uma vida, mas pela brutalidade envolvida. Casos como esse expõem algo mais profundo do que um crime isolado: revelam o nível de desconexão moral e espiritual que ainda persiste na sociedade. A comoção gerada não se explica apenas pelo amor aos animais, mas pelo incômodo coletivo diante da crueldade gratuita.

A violência contra animais não é um fenômeno raro. O que torna alguns casos mais visíveis do que outros é a repercussão midiática, não a exceção do ato. Em diferentes partes do mundo, situações semelhantes ocorrem diariamente sem ganhar atenção. Isso levanta uma pergunta necessária: por que a indignação aparece em alguns momentos e se cala em tantos outros?

Do ponto de vista espiritual, os animais não são objetos nem seres descartáveis. São consciências em processo de aprendizado, assim como os seres humanos. A relação que muitos desenvolvem com eles revela uma conexão profunda, que vai além da posse ou do afeto superficial. Negar essa dimensão é reduzir a própria noção de vida.

Diante de episódios como esse, surgem pedidos de punição exemplar e até de vingança. Embora a justiça humana tenha seu papel – e deva agir dentro da lei –, ela não resolve o núcleo do problema. A violência não se corrige com mais violência. O ódio, quando alimentado, apenas reproduz o mesmo padrão que se condena.
Toda ação gera consequências. Escolhas moldam destinos, e atitudes marcadas pela crueldade produzem desdobramentos profundos, não apenas para as vítimas, mas também para quem as pratica. A consciência, cedo ou tarde, se torna o tribunal mais severo. É nela que surgem o arrependimento, a culpa ou a necessidade de reparação.

Casos como o do cão Orelha deveriam servir menos como combustível para a fúria coletiva e mais como convite à reflexão. O verdadeiro desafio não está apenas em punir, mas em compreender que humanidade e espiritualidade se revelam nas escolhas cotidianas. A pergunta que permanece é simples e incômoda: que tipo de consciência estamos alimentando com nossas atitudes?

Cláudio Humberto

"O atual desgoverno nos jogou de volta ao abismo de 2015"

Senador Jorge Seif (PL-SC) sobre o rombo nas contas externas brasileiras

30/01/2026 07h00

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CPMI do INSS e Master têm Lewandowski em comum

Dois dos maiores escândalos da atualidade têm em comum o sobrenome Lewandowski entre os personagens. No caso do INSS, a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (CEBAP), contrataram Enrique Lewandowski como advogado no processo que investiga a ladroagem contra velhinhos e pensionistas. O mesmo padrão se repete na bilionária fraude envolvendo o Banco Master.

 

Pagamento na veia

O Master contratou o escritório da família Lewandowski, com o patriarca já na cadeira de ministro da Justiça, mediante R$250 mil mensais.

 

Ministro no pacote?

Enrique é filho de Lewandowski, que era ministro da Justiça na vigência do contrato. A Polícia Federal é subordinada ao titular do ministério.

 

CPMI deve convocar

Pedido de convocação de Enrique Lewandowski aguarda votação. Cita o “peso” e a “influência” de ser “filho do então ministro”.

 

Quebra de sigilo

Requerimento da deputada Bia Kicis (PL-DF) para quebrar o sigilo bancário de Enrique, mirando o INSS, pode trazer muito mais que isso.

 

Congresso deve focar no Master e poupar Toffoli

Apesar da ofensiva da oposição contra a atuação de Dias Toffoli no processo envolvendo o Banco Master, as chances de algo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) andar no Senado, como pedido de impeachment, são perto de zero, como já avisou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), aos colegas. O mesmo com o ministro Alexandre de Moraes. À coluna, Magno Malta (PL-ES) disse que, com o recomeço dos trabalhos, semana que vem, a pressão aumenta.

 

Sem sonsice

“Não dá mais para fingir que não está acontecendo nada”, diz Malta ao protocolar novas denúncias e pedir o impeachment de Toffoli.

 

Caso Tayayá

Além de Malta, Eduardo Girão (Novo-CE) também assina o aditamento e diz ter indícios de “conflito de interesses, suspeição e parcialidade”.

 

Boi de piranha

No Congresso, a aposta é que, se sair, é uma versão light de CPI e com foco no cambalacho do Master. E isso no Senado. Na Câmara, esquece.

 

Consignados na mira

A CPMI do INSS vai pra cima dos 338.600 contratos de empréstimos consignados do Banco Master, entre 2021 e 2025. É que cerca 252 mil (74,3%) desse total não teriam sido autorizados pelos aposentados.

 

Tá no TCU

Adriana Ventura (Novo-SP) vê como campanha antecipada e desvio de finalidade repasse de R$1 milhão para escola de samba que tem Lula no enredo. A deputada diz que falta vergonha na cara, “é uma chacota”.

 

Só piora

O conselho tutelar de Ribeirão Claro (PR) foi cobrado pela senadora Damares Alves (Rep-DF) após crianças serem flagradas na jogatina que rola no resort Tayayá, epicentro de escândalo ligando o Master e o STF.

 

É um exemplo

Voltou a circular nas redes sociais declaração de Ricardo Lewandowski de que Dias Toffoli (STF) “é um exemplo”. O palco da declaração foi um evento patrocinado pelo Master e a JBS, aquela, em 2024.

 

Nem aí

Carlos Jordy (PL-RJ) se espanta com a desfaçatez de ministros ligados ao escândalo do Banco Master, calados até agora: “Não se preocupam em tentar se explicar os fatos”, critica o deputado.

 

Na pressão

Deve sair nos próximos dias um pedido coletivo de impeachment do Dias Toffoli. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) está buscando signatários no Senado e diz já ter 15 assinaturas. Outro que não deve prosperar.

 

Vorcaro na CPMI

A primeira sessão da CPMI do INSS, marcada para a próxima quinta-feira (5), deve ter o enrolado e bem relacionado dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no banco dos depoentes.

 

Às claras

Marcel van Hattem (Novo-RS) cobrou a votação do projeto de lei que acaba com a banalização de sigilo em documentos no governo federal, “A farra dos sigilos de Lula precisa acabar”, pressiona o deputado.

 

Pergunta em Brasília

Quando acorda a Comissão de Ética Pública da Presidência da República?

 

PODER SEM PUDOR

O Papa catarinense

Américo Farias teve 120 mil votos em 2,5 milhões, quando em 1986 se candidatou ao Senado por Santa Catarina. Quatro anos depois, tentaria o governo do Estado pelo PRN, mas ninguém acreditava nas suas chances. Certa vez, ao encontrar em Rio do Sul um candidato a deputado, Alexandre Traple, Farias encheu o peito: “Você está falando com o futuro governador!”. Traple não perdeu a piada, respondendo em italiano: “Piacere, io sono il Papa (Prazer, eu sou o Papa)!...”

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