Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Nós avisamos"

Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro, sobre o derretimento das ações da Petrobras

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Operadoras cancelam planos de saúde e ANS cala

Tramita na Câmara proposta de CPI para investigar operadoras que têm cancelado unilateralmente planos de saúde coletivos. A ANS, “agência reguladora”, mantém-se omissa. As operadoras inventaram um indicador, que batizaram de “inflação médica”, para alegar suposto aumento de custos. Os cancelamentos ocorrem ainda que os clientes, ao contrário das operadoras, honrem os contratos, pagando em dia. A CPI proposta pelo deputado Aureo Ribeirto (SDD-SP) precisa de 171 assinaturas.

Faltam escrúpulos

Só no DF, há mais de 300 queixas de planos cancelados, em mais um capítulo da relação inescrupulosa de operadoras com a própria clientela.

Ato criminoso

Há operadoras tão folgadas que queriam cancelar contratos com clientes hospitalizados, mas o Superior Tribunal de Justiça impôs algum limite.

Bem marromenos

De acordo com a decisão do STJ, a operadora não poderá cancelar o plano de saúde com o doente em tratamento. Ao menos isso.

ANS 20% ira o corpo

A ANS só age em planos individuais, 20% do total. Evita os coletivos, que criou a pedido das operadoras, por serem “pactuados entre empresas”.

Oposição vê recado de Lira a Lula em ‘PL da Globo’

Lideranças da Câmara não acreditam que o presidente da Casa, Arthur Lira, jogou com o Planalto ao pautar uma fatia do que os deputados chamam de “PL da Censura”. O projeto taxa empresas de streaming, tipo Netflix, e até o Youtube, que já soma 18% da audiência no País, mas favorece produtoras como a Globoplay, daí a denominação “PL projeto de lei da Globo”. Lira deixou o governo tentar aprovar, mas a jogada saiu da pauta por duas vezes esta semana. Por falta de acordo e de votos. 

Bom pra quem?

“É uma tentativa ostensiva de inviabilizar as plataformas no Brasil”, afirma o deputado Delegado Palumbo (MDB-SP).

Outra história

Contrário ao texto, Darci de Matos (PSD-SC) diz que Lira tem mesmo que pautar, mas pondera: “Se a Câmara vai votar, aí é outra história”.

Lula sem votos

“[Governistas] Iriam levar uma surra, por isso retiraram”, avalia o deputado Mauricio Marcon (Pode-RS) após o texto ser retirado da pauta.

Dinheiro não falta

Há ideias luminosas para redirecionar recursos públicos mal gastos na reconstrução do Rio Grande do Sul, como cancelar R$4,9 bilhões do Fundão Eleitoral e os R$50 bilhões de emendas parlamentares, e com a devolução dos R$16 bilhões em impostos sugados pela Lei Rouanet.

Campanha antecipada

Bibo Nunes (PL-RS) chama atenção da Justiça Eleitoral após Lula nomear Paulo Pimenta como ministro Extraordinário da Reconstrução do RS. O deputado vê pré-campanha para Pimenta ao governo estadual.

Usina de bobagens

Para Flávio Bolsonaro (PL-RS), Lula estranhar a quantidade de negros no Rio Grande do Sul sugere que o petista deve achar que preside a Suíça, “Se trabalhasse mais do que viaja, não falaria tanta bobagem”.

A maldição de Tordesilhas

O jornalista Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-presidente da Câmara, fará sessão de autógrafos do livro Amazônia – A maldição de Tordesilhas, quarta (22), a partir das 18h na Livraria da Vila do Iguatemi de Brasília.

Fora de área

A deputada Duda Ramos (MDB-RR) quer o parlamento começando a discutir a proibição do uso de celular em sala de aula. Citou exemplo dos Países Baixos e protocolou projeto para proibir o aparelho em escolas.

Oportunismo

Mesmo com risco de desabastecimento descartado por produtores, o arroz importado pela Conab e preço tabelado terá um adendo: a logomarca do governo federal impressa na embalagem do grão.

Jogatina adiada

Já aprovado na Câmara, projeto que libera bingos, cassinos e jogo do bicho teve votação adiada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Deve ser apreciado no início de junho.

Sabe de nada

“Lula não sabe nada de Brasil”, diz Sanderson (PL-RS), “não conhece a história do Rio Grande do Sul e comete mais um desrespeito ao povo gaúcho fazendo citações raciais num momento tão desesperador”.

Pensando bem...

...afrouxar improbidade administrativa, pelo visto, “fortalece a democracia”.

PODER SEM PUDOR

Política é uma piada

O humorista Manoel da Nóbrega, “pai” do programa de TV “A Praça é Nossa”, desfrutava de grande prestígio, por isso foi uma barbada a sua eleição para deputado estadual em São Paulo, em 1946. Era deputado assíduo, interessado, vivia lendo propostas, apresentando projetos, debatendo, trabalhando, tentando honrar o mandato. Até que desistiu e voltou ao humor. No final do mandato, recusou a reeleição: “Política não resolve nada, e ainda me atrapalha o serviço.”

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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