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Seguro de Invalidez Funcional

O "detalhe" no laudo médico que faz a seguradora negar a indenização

Leia a coluna desta quinta-feira (11)

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Neste momento tão difícil na vida do segurado, algumas apólices preveem esta indenização para dar um pouco de alívio financeiro à pessoa que acabou de perder sua autonomia funcional.

A cobertura de Invalidez Funcional Permanente por Doença (IFPD) é uma modalidade de seguro que garante o pagamento antecipado do capital segurado - normalmente previsto para o caso de morte - quando o segurado é acometido por doença que cause a perda da sua existência independente de forma irreversível.

Mas o que significa "Perda da Existência Independente"?

Este é o conceito central da IFPD — e o maior campo de batalha judicial entre segurados e seguradoras. Nos termos do artigo 17 da Circular SUSEP nº 302/2005, considera-se perda da existência independente:

"A ocorrência de quadro clínico incapacitante que inviabilize de forma irreversível o pleno exercício das relações autonômicas do segurado."

Na prática, isso significa que a doença deve impedir o segurado de realizar, de forma autônoma e permanente, as atividades básicas da vida diária. Isso não quer dizer que uma pessoa aposentada por invalidez tenha direito a receber esta indenização, na verdade, esta indenização não tem relação alguma com incapacidade para o trabalho, mas sim, com autonomia funcional.

O STJ inclusive já editou um tema sobre o assunto “invalidez funcional permanente por doença”, que é o Tema 1.068:

"Não é ilegal ou abusiva a cláusula que prevê a cobertura adicional de invalidez funcional permanente total por doença (IFPD) em contrato de seguro de vida em grupo, condicionando o pagamento da indenização securitária à perda da existência independente do segurado, comprovada por declaração médica."

Em outras palavras, para ter direito à indenização do seguro, o segurado deve provar que precisa de ajuda de terceiros para realizar as funções básicas do dia a dia como, por exemplo, cuidar da própria higiene, preparar alimentos, realizar atividades externas como supermercados, se locomover etc.

O Laudo Médico é fundamental

A grande maioria das negativas de sinistro IFPD não decorre de má-fé da seguradora nem de ausência de doença grave. Decorre de um problema técnico sutil: o laudo médico apresentado não responde à pergunta certa.

Um laudo médico convencional, ainda que tecnicamente impecável, costuma conter:

  • O diagnóstico e a Classificação Internacional de Doenças (CID)

  • A descrição do quadro clínico e sua evolução

  • Os tratamentos realizados e os medicamentos em uso

  • A conclusão de que o paciente está incapacitado para o trabalho

O que esse laudo não contém - e que a cobertura IFPD exige - é a descrição das limitações funcionais para as atividades da vida diária. O médico descreve a doença com precisão técnica, mas não responde se o paciente consegue se vestir sozinho, cozinhar, tomar banho ou se locomover com segurança.

E é exatamente nesse silêncio que a seguradora fundamenta a negativa.

Como deve ser um Laudo Médico para fins de IFPD

Um laudo médico adequado para instruir um pedido de IFPD deve, além das informações clínicas convencionais, responder expressamente às seguintes perguntas:

  1. O paciente/segurado consegue realizar sua higiene pessoal (banho, escovação, cuidados gerais) de forma independente?

  2. O paciente/segurado consegue se vestir e despir sem auxílio de terceiros?

  3. O paciente/segurado consegue preparar sua própria alimentação?

  4. O paciente/segurado consegue se locomover dentro e fora de casa com segurança e autonomia?

  5. O paciente/segurado necessita de acompanhante ou cuidador para realizar atividades básicas do cotidiano?

  6. As limitações descritas são de caráter permanente e irreversível com os recursos terapêuticos atualmente disponíveis?

Se o laudo que você possui não responde a essas perguntas, o primeiro passo antes de qualquer medida judicial é retornar ao médico e solicitar um novo documento que as aborde de forma expressa e fundamentada.

Quais Doenças Podem Configurar a IFPD?

A própria apólice de seguro costuma listar os quadros clínicos que caracterizam a perda da existência independente para fins de IFPD. Os mais comuns são:

Cardiopatia grave, neoplásicas malignas, doenças crônicas progressivas com insuficiência orgânica, alienação mental total e permanente, doenças do sistema nervoso com sequelas graves, doenças degenerativas do aparelho locomotor, deficiências visuais graves, doenças em estágio terminal, perda funcional total de membros.

Importante: A simples presença de uma dessas doenças não garante automaticamente o direito à indenização. É necessário comprovar que a doença, no estágio em que se encontra, efetivamente impede o exercício autônomo das atividades da vida diária de forma irreversível.

Em Resumo: A cobertura IFPD é um dos temas mais complexos e litigiosos do direito securitário brasileiro. A decisão do STJ no Tema 1.068 estabeleceu regras claras — mas deixou em aberto a questão probatória, que é onde a maior parte dos casos é definida.

A diferença entre ganhar e perder uma ação de IFPD frequentemente está em como as informações médicas são documentadas e apresentadas — e não na gravidade real da doença do segurado.

O direito à indenização do seguro IFPD raramente se perde por falta de doença. Perde-se por falta de prova. E a prova, quase sempre, começa com um laudo médico que faz a pergunta certa — não apenas "o que você tem?", mas "o que você não consegue mais fazer sozinho?".

O prazo para acionar este seguro é de apenas um ano, a contar da invalidez funcional, portanto, aja o quanto antes para reunir os laudos médicos e exigir o que é seu por direito.

Leandro Amaral Provenzano OAB/MS 13.035 – Sócio do escritório Provenzano Advogados.

 

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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