Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"O diálogo venceu"

Deputado Arthur Lira, presidente da Câmara, sobre a promulgação da PEC Fura-Teto

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Congresso agora custa R$38 milhões por sessão

Antes mesmo do indecoroso reajuste salarial de deputados e senadores, que vai chegar a R$46,3 mil em 2025, o parlamento brasileiro já figurava entre os mais caros do mundo, atrás apenas do Congresso dos Estados Unidos, país bem maior e muito mais rico, com meios para suportar esse custo.

Por aqui, a média de cada sessão deliberativa das duas Casas Legislativas tem o custo de R$ 38.335.634,50. É um valor elevado para poucas sessões: em 2021 foram 100 no Senado e 161 na Câmara.

Marcha lenta

No Senado, mesmo com sessões remotas liberadas, nenhum mês teve mais do que 11 sessões deliberativas.

Jeitinho

A Câmara tem números um pouco melhores, mas há dias que várias sessões são iniciadas e imediatamente finalizadas. Ao todo, foram 161.

Nada produz

O parlamento brasileiro levou, em 2021, mais de R$10 bilhões, mais do que muitos estados receberam da União, como Mato Grosso (R$8,4 bi).

Custo unitário

Distribuído o orçamento por parlamentar, a conta fecha em R$10,2 milhões por deputado e R$ 58,4 milhões por senador.

Tebet sofre veto do próprio MDB para virar ministra

Lula (PT) reúne toda paciência do mundo e muita habilidade para tentar acomodar uma situação difícil: encaixar a senadora Simone Tebet. O MDB quer vários ministérios, mas não tem cacife para tanto.

A maior dificuldade, no entanto, é o veto da parte do MDB que apoiou Lula já no 1º turno. A avaliação é que a senadora já está no lucro: disputou o Planalto para não ter que enfrentar Tereza Cristina, eleita com folga para sua vaga. E o apoio de Tebet no 2º não deu a Lula os votos imaginados.

Ela não aceitou

Os lulistas do MDB tentaram, sem êxito, impedir a candidatura de Tebet a presidente a fim de que o partido apoiasse Lula desde o início.

Renan não perdoa

Há também pendências pessoais como a de Renan Calheiros, que não perdoa o papel decisivo de Tebet em sua derrota para Davi Alcolumbre.

Disputa acirrada

Se o MDB terá ministério, o alagoano quer emplacar Renan Filho na vaga. E ainda apoia pretensão idêntica do senador Eduardo Braga (AM).

Petrobras ladeira abaixo

O especialista Adriano Pires está impactado com a perda de valor da Petrobras: desde a vitória de Lula no 2º turno, a estatal já desvalorizou mais de R$200 bilhões. Desvalorizou mais de uma PEC Fura-Teto.

Apostas abertas

Com o anúncio oficial de 16 ministros para compor a Esplanada de Lula a partir de 2023, já começaram as apostas para quem será o primeiro, ou primeira, a cair. Filiados ao PT devem ter vida um pouco mais longa.

Levando na lábia

Lula deixou em banho-maria a nomeação de aliados, como Marina Silva e Simone Tebet. Priorizou gente do PT e puxadinhos, tipo PCdoB. No anúncio desta quinta, disse para a turma “aguardar”.

Outro tipo de doutora

Futura ministra da Saúde de Lula e presidente da Fiocruz, Nísia Trindade não é médica. Formou-se em Ciências Sociais, fez mestrado em Ciência Política e doutorado em Sociologia. Por isso pode chamar de “doutora”.

Subiu no telhado

Ficou feio para o petista Rui Costa (Casa Civil). Desinformado, ele andou dizendo que sairia ontem o futuro ministro do Planejamento. Não sabia que o anúncio subiu no telhado após confusão entre MDB e União.

Toma lá, dá cá

O anúncio dos novos ministros do futuro governo Lula não passou batido pela oposição. O deputado federal Coronel Tadeu (PL-SP) disparou: a velha política foi ressuscitada, a política do toma lá, dá cá.

Diálogo farto

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a promulgação da PEC que deu um cheque de quase R$200 bilhões para o futuro governo Lula “celebra a vitória do diálogo”.

Lá como cá

O Senado dos Estados Unidos aprovou orçamento de US$1,7 trilhão (R$9 trilhões, mais que o PIB do Brasil) para bancar as despesas públicas em 2023. Mais da metade do bolo será dedicada à “Defesa”.

Pensando bem...

...já houve um tempo em que apoio político em troca de cargos causava espanto e tinha outro nome.

PODER SEM PUDOR

Vingança petista

Convidado pelo ministro José Dirceu para auxiliar na escolha de nomes para o primeiro governo Lula, o secretário de Organização do PT, Silvio Pereira, não era conhecido de boa parte da equipe econômica, de origem tucana.

Certa vez, ele provocou uma reunião com o presidente do Banco do Brasil para tratar de posições, inclusive no fundo de pensão Previ, mas Cássio Casseb não lhe deu a menor bola. Não o conhecia. Sílvio se levantou e foi embora.

Quando já estava na garagem do prédio, foi alcançado por Casseb, finalmente informado quem era Sílvio Pereira. Mas o petista se vingou: “Agora sou eu quem não quer falar com o senhor.” Entrou no carro e foi embora.

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Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos

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Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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