Colunistas

GIBA UM

"O governo Lula está fazendo o país andar para o abismo"

do senador SÉRGIO MORO (União-PR) // sobre aproximação do presidente com países ditadores e autocratas.

Continue lendo...

Apesar de estar blindada, ou seja, 3 continuará à frente do Ministério da Saúde, Nísia Trindade foi contrariada pelo presidente Lula, ao sancionar a lei que permite a prática da ozonioterapia, como tratamento complementar para algumas doenças.

Mais: Nísia é contra, porque não existe evidências cientificas suficientes ligada ao tratamento. Lula tomou a decisão da liberação após ouvir conselho de Alexandre Padilha (Relações Institucionais), evitando assim ruídos entre a relação do Planalto e Congresso.

IN: Smoothie de morango

OUT: Lassi de morango

Sem sinal

O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB-SP) garantiu que não recebeu nenhuma sinalização sobre sua saída ou não da Pasta. Apesar de tudo se mostrou tranquilo: “A gente, quando vem pra cá, você é político… Eu era um governador, e no dia seguinte não era nada. Um dia você é tudo, outro dia você é nada”.

O ex-governador paulista também disse que mudanças são normais e que é importante ter uma boa base no governo e para isso é preciso movimentar as peças. “Só consegue avaliar bem quem está com todas as informações. E as informações totais não ficam com quem é ministro, é mais Casa Civil”. E no final brincou: “A única coisa imutável no Lula é a Janja”.

AO ATAQUE

A fala do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no último final de semana em que defendia a formação de uma frente Sul-Sudeste e pelo protagonismo político das duas regiões ainda vai render muitas discussões. Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, resolveu defender seu estado e atacar o governador.

“Não é definitivamente o sentimento de Minas Gerais, tampouco dos mineiros e das mineiras. Minas Gerais é uma síntese muito perfeita do Brasil. Nosso sentimento verdadeiramente em relação aos nordestinos, aos nortistas, é de apreço, de respeito, de admiração por uma série de fatores”. E finalizou: “A fala infeliz do governador mereceria no mínimo um pedido de desculpas em razão da má expressão”.

Má interpretação

Ainda sobre Zema: o governador mineiro se defendeu, afirmando que infelizmente sua fala foi distorcida por opositores principalmente esquerdistas. A parte que Zema sai em defesa dos pobres do Sul e do Sudeste no que se refere ao critério adotado na divisão do Fundo de Desenvolvimento Regional da PEC da reforma tributária, não teve mesmo peso.

Há quem garanta que a distorção foi criada para enfraquecer um suposto candidato da direta à presidência. Zema falou: “Está sendo criado um fundo para o Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Agora, e o Sul e o Sudeste não têm pobreza? Aqui todo mundo vive bem, ninguém tem desemprego, não tem comunidade… Tem, sim. Nós também precisamos de ações sociais. É preciso tratar a todos da mesma forma, as decisões têm que escutar ambos os lados”.

MEMÓRIA

Para quem não lembra uma ideia semelhante à que foi dada pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, virou projeto no Nordeste e não foi criticado. Em março de 2019, Flávio Dino (PCdoB), então governador do Maranhão, Rui Costa (PT) então governador da Bahia e outros sete governadores de estados nordestinos da época assinaram o protocolo que criou o Consórcio Nordeste. Em um dos pontos o protocolo queria urgência “importante instrumento político e jurídico para o fortalecimento da nossa região” . Nas entre linhas visava na busca por maior peso nas decisões nacionais.

Festejo pela vida

A cantora e empresária Preta Gil (primeira foto com o casal Malu Mader e Tony Belotto), que completou 49 anos na terça-feira (8), com direito até a ensaio sensual compartilhado em suas redes sociais e texto de reflexão, não podia deixar a data passar em branco. E Preta tem mais motivos para comemorar, está vencendo (e vencerá) uma batalha contra um câncer no intestino e se recupera de um choque séptico causado por uma bactéria, por conta da imunidade baixa.

A festa aconteceu na casa de festas Jo&Joe, no Rio, com muita músicas de seus convidados cantores e não cantores. Entre tantos, Ivete Sangalo (segunda foto), Thiaguinho, Péricles e Teresa Cristina.

Em um pequeno discurso fez questão de agradecer os convidados. “Tem muita gente que eu amo. Esta festa de celebração é mais importante que as outras. Quando a gente passa por problemas de saúde e adversidades, a gente dá ainda mais valor à vida. Estamos celebrando meus 49 anos como prova que eu tenho força para continuar. Luto e quero viver para continuar espalhando amor e felicidade”.

Entre tantos convidados estavam seu pai Gilberto Gil e a madrasta Flora Gil (terceira foto), Carolina Dieckmann e Tais Araújo (última foto).

Dividendo em queda

Não é de hoje que todos os governos brasileiros tentam de alguma maneira encontrar uma estabilidade econômica (alguns conseguiram por pouco tempo), controlar a inflação e ser bem avaliado nos ratings de risco. Além de buscar um caminho de aumentar a arrecadação para a União: como criação de impostos e o que mais puder fazer.

Uma das maneiras, utilizada principalmente nos últimos anos é o aumento dos dividendos nas estatais. Só que está acontecendo ao contrário mesmo de maneira bem sutil. Para se ter uma ideia o lucro da Petrobras, no segundo trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado teve uma queda de 47%, passando de R$ 54,3 bilhões, para R$ 28,7 bilhões.

Uma coisa é certa dentro do governo Lula: a receita com os repasses de dividendos é um fator determinante para atingir seus objetivos. E não é somente na Petrobras que teve queda, outras estatais também foram atingidas, principalmente, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.

Outro exemplo de queda de dividendo foi a CEF que teve um decréscimo de 23,9% do lucro líquido em relação ao 1º trimestre de 2022. Resumo da ópera: com menos dividendos: menos lucro, menos dinheiro para remunerar os acionistas, mas também menos arrecadação para União.

Visita da mãe

Um ano após a morte de sua mãe, Olivia Newton-John, Chloe Lattanzi única filha da atriz e cantora, fruto do relacionamento com o ator Matt Lattanzi revelou que recebeu a visita de sua mãe em forma de esfera. “Duas semanas depois que ela morreu, meu telefone acidentalmente tirou uma foto do meu cachorro, e, flutuando perto de sua cabeça, estava uma pequena esfera azul”.

E completou: “Mamãe e eu conversamos sobre o assunto quando assistíamos a esses programas de paranormais, e eu dizia: ‘Você tem que aparecer para mim.’ E ela disse, ‘Vou aparecer como uma daquelas coisas tipo bolas’”. E quase como um alivio decretou: “Ela cumpriu o que me prometeu”

Outros caminhos

Ainda sobre a queda dos dividendos: as estatais estão procurando caminhos para aumentar seus lucros. A Petrobras, por exemplo, já avisou que pretende retornar ao setor de fertilizantes. O Banco do Brasil resolveu abrir mais seus cofres para o setor da agricultura; e a CEF tem a ordem de impulsionar o crédito habitacional, que deve aumentar, com o relançamento do Minha Casa, Minha Vida.

Mais: a Petrobras foi responsável por quase 70% da arrecadação do Tesouro de 2021 e 2022 com um montante de cerca de R$ 131,4 bilhões no valor arrecadado em dividendos de todas as estatais.

“Herói”

Durante o depoimento de Anderson Torres, na CPMI de 8 de janeiro, no qual ele afirmou que também quer esclarecer o que aconteceu no dia, uma cena chamou a atenção de todos. Foi quando a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), pediu desculpas ao depoente, por não ter ido visitá-lo durante sua prisão.

Mais: Damares o chamou de “amigo”, “herói” e “com certeza o melhor secretário de Segurança do Distrito Federal”. “Não consegui te visitar, você não sabe o quanto foi difícil para mim não poder te visitar. Eu não tinha em você um companheiro, tinha um amigo, um homem comprometido com as crianças”.

Atraso

Trabalhadores da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), estão reclamando de atrasos constantes nos últimos tempos para o pagamento do salários. Eles que prestam serviços terceirizados para a Câmara dos Deputados e outros órgãos públicos ainda se queixam de que as horas extras do bancos de horas estão sumindo, assim como os atestados médicos, que viram faltas (e desconto), sem explicação.

A revolta é tanta que parte destes trabalhadores que prestam serviços na TV Justiça, chegaram a fazer uma paralização deixando a programação do canal prejudicado. O contrato vigente vai até 2024 no valor de R$ 26,9 milhões.

NA JUSTIÇA

A Hidrovias do Brasil irá à justiça para tentar derrubar uma taxa- -extra que está sendo cobrada pela Administração Geral de Portos da Argentina para todos os navios que trafegam no Rio Paraná entre Santa Fé e Confluência. A “taxa-extra” é considerada ilegal, não só pelo Brasil, mas também por outros países vizinhos, Bolívia, Paraguai e Uruguai, que alegam que o governo argentino não apresentou evidências de que o “pedágio” cobrado se refere a serviços prestados na Hidrovia Paraguai- -Paraná. O Acordo da Hidrovia prevê que qualquer cobrança deve ser respaldada por essa condição, uma vez que a simples navegação não pode ser sujeita a tributação legal.

MISTURA FINA

O GOVERNADOR do Paraná Ratinho Júnior (PSD), tem vários motivos para comemorar. O primeiro é que ele tem 80,6% de aprovação segundo a pesquisa da Radar Inteligência; segundo ele conseguiu aumentar as exportações do seu estado nos sete primeiros meses deste ano em 13%, movimentando US$ 14,4 bilhões.

OUTRO motivo para o governador paranaense comemorar é a oferta das ações da Copel, companhia elétrica paranaense, que movimentou cerca de R$ 5,2 bilhões na bolsa brasileira B3, sendo a segunda de maior proposta neste ano. Com isso a participação do Estado do Paraná no capital da companhia caiu para a 15,6%, ante 31% antes da oferta. 70% das ações oferecidas ficaram com investidores nacionais e outros 30%, com estrangeiros. Entre as compradoras estão a norte-americanas Zimmer e GQG e a brasileira SPX.

O GOVERNADOR de São Paulo, Tarcísio de Freitas quer de enviar para a Assembleia Legislativa do estado um projeto de perdoar as multas por desrespeito às normas sanitárias, que foram aplicadas durante a pandemia, por não uso de máscaras de proteção em locais públicos. Se isso de fato acontecer e for aprovado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, será beneficiado e sua dívida de pouco mais de R$ 1 milhão será perdoada.

NA época das multas por não respeitar as normas sanitárias, além do ex-presidente Jair Bolsonaro seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também foi multado pelo mesmo motivo. Até o atual governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) também foi autuado três vezes por ter retirado a máscara durante eventos em que esteve ao lado de Bolsonaro, quando ainda era seu ministro de Infraestrutura. Detalhe: Tarcísio pagou todas as multas, a família Bolsonaro, nenhuma.

POR falar em multa o ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de receber mais uma. Desta vez imposta pelo TSE, numa decisão unânime, condenado por propaganda irregular nas eleições de 2022. Durante a campanha Bolsonaro teria realizado ataques através do canal no YouTube e site “Lulaflix” que entre tantas coisas associava Lula ao “kit gay”, que já havia sido reconhecido como desinformação em casos anteriores pelo próprio TSE. A defesa do ex-presidente alegou que o site “Lulaflix” reproduzia apenas matérias jornalísticas existentes e vídeos disponíveis online, argumentado a ausência de irregularidades, que não resultou em nada.

AINDA sobre nova multa de Bolsonaro: apesar de ser uma decisão unânime houve uma divergência entre os ministros: o valor da multa. Os ministros Raul Araújo e Kássio Nunes Marques queriam uma multa de R$ 10 mil, mas a maioria optou por uma multa maior de R$ 20 mil, valor que deverá ser pago pelo ex-presidente.

*Colaboração: Paula Rodrigues

Assine o Correio do Estado. 

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

Continue Lendo...

Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

Continue Lendo...

Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).