Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"[O governo Lula] só sabe aumentar impostos e sufocar quem produz"

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o governo tomar R$25 bilhões em impostos em 2 dias

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Lula e a mentira do ‘revogaço’: mais de 3 mil sigilos

Ao prometer na campanha de 2022 um “revogaço” de decretos de sigilo do antecessor Jair Bolsonaro, para “restaurar a transparência” e acabar o “obscurantismo”, Lula (PT) estava apenas mentindo para o eleitorado. O governo do petista impôs milhares de sigilos, dos gastos extravagantes das viagens de Janja, sua mulher, às evoluções dos seus empresários favoritos, Joesley (que o delatou na Lava Jato) e o irmão Wesley, passando pela recusa de cumprir a Lei de Acesso a Informações (LAI).

Dados são oficiais

Dados da Controladoria-Geral da União e relatórios independentes revelam total de 3.287 sigilos entre 2023 e 2025, ignorando a LAI. 

Recusas reiteradas

O governo Lula desrespeitou a LAI, de forma obstinada, própria de quem tem muito a esconder, recusando 16% dos pedidos de informações.

Lorota do ‘revogaço’

Virou piada Lula jurar em 2022 a uma radio paulistana, mentindo, o revogaço de tudo “que Bolsonaro está criando para defender os amigos”.

Sigilos aumentaram

Só em 2023, o primeiro ano, Lula decretou sigilo de 100 anos em 1.339 pedidos de informação, contra 1.332 no último ano de Bolsonaro (2022).

Gafes e gastos marcam atitudes da ‘atora’ Janja

Ao contrário de antecessoras mais discretas, a primeira-dama Janja (PT) seguiu em 2025 seu protagonismo espalhafatoso, marcado por gafes diplomáticas, declarações impropriadas e acusações de gastos extravagantes, gerando críticas e até ações judiciais. Em 2025 seguiu na mesma toda. Já em fevereiro, em visita ao barracão da escola de samba Portela, ela vazou imagem de uma águia que seria surpresa no desfile de Carnaval. O conteúdo foi apagado após críticas pelo seu descaso.

Nem ditadura escapa

Durante jantar oficial na China, em maio, Janja reclamou do TikTok ao ditador chinês Xi Jinping, causando constrangimento e irritação.

Quem estuda não erra

Em novembro, durante entrevista na COP30, em Belém, ela soltou um analfabetíssimo “somos atoras” em vez de “somos atrizes”. 

Insensibilidade

Ela fez dancinha na Índia enquanto o Brasil estava em choque com as enchentes do Sul, e até se meteu em foto de Joe Biden com Lula.

Lembra do ‘sumiço’ fake?

A primeira-dama Janja insinuou em 2023 o sumiço de 261 móveis da Presidência, depois encontrados num depósito do Palácio da Alvorada, porque queria comprar novos. A mentira rendeu condenação na Justiça.

Pura ficção

Lula sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 com meta de superávit de R$ 34,3 bilhões para as contas públicas. Em 2023 e 2024 as metas – não atingidas – foi de “déficit zero”. Foram dois anos de rombos.

Curioso

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi o décimo maior anunciante do Facebook e Instagram em todo o Brasil, nos últimos três meses: torrou R$406 mil, mais até que (o banco público) Caixa, que gastou R$282 mil.

Na nossa conta

Lula (PT) distribuiu mais de R$30,6 bilhões em emendas parlamentares em 2025, segundo dados do Portal da Transparência. Foram R$1 bilhão a mais que no ano anterior, que já havia batido recorde histórico.

Definição em Portugal

Será realizada no dia 18 a eleição presidencial em Portugal, onde lidera pesquisas Luís Marques Mendes, candidato do PSD do primeiro-ministro Luis Montenegro. Tem 79% de chances de vitória, segundo a Polymarket.

Mais um

O último Relatório de Acompanhamento Fiscal de 2025 da Instituição Fiscal Independente do Senado alerta: retirada de despesas do teto de gastos, como precatórios, ressarcimento da roubalheira no INSS etc. dão fôlego curto, mas demonstram a necessidade para mais um ajuste fiscal.

Imposto desincentiva

“Alíquota de 25% [para importação de painéis solares] é abusiva e não tem qualquer efeito benéfico à indústria nacional” argumenta o senador Marcos Rogério (PL-RO), que apresentou projeto para limitar essa taxa em 9,6%. No governo Bolsonaro, lembra ele, essa alíquota foi zerada.

Banco do mundo

O mercado espera que Donald Trump anuncie antes de fevereiro o próximo presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA. Kevin Hassett, Kevin Warsh e Christopher Waller estão entre os mais cotados.

Pensando bem...

...propaganda, agora, é alma do governo.

PODER SEM PUDOR

Papel de deputado

Paulo Lustosa era deputado federal pelo Ceará quando foi procurado por um prefeito. Ele queria resolver “um problema urgente” e estendeu um papel. Lustosa leu e se espantou com o teor da pretensão: “Mas isto é ilegal, infelizmente não será possível”. O prefeito torceu o nariz, indignado: “Se fosse legal, eu não precisaria de deputado...”

CLÁUDIO HUMBERTO

"É inegável que a crise desgastou a nossa campanha"

Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre os escândalos do Master e do STF

20/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Pesquisas previam vida fácil de Lula. Mas a realidade...

A duas semanas do primeiro turno em 2022, o Datafolha previa Lula 12 pontos à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno e o Ipec (que era Ibope) chutava vitória de 15 pontos do petista.

Nas urnas, o placar válido foi 48,4% a 43,2%. No segundo turno, o Datafolha previa vitória de Lula com 16 pontos de vantagem, enquanto o ex-Ibope calculava vitória do petista por 19 pontos. Na realidade, a vantagem foi de 1,8% no 2º turno.

Repeteco?

A 15 dias da eleição de 2026, o Datafolha prevê Lula com 39% a 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44%, no segundo.

Muro estreito

O Quaest viu vitória de 8% de Lula em 2022 nos dois turnos. Agora prevê Lula à frente por 5% no primeiro, mas derrotado no segundo turno.

Instituto fechou

A duas semanas da eleição 2018, o Ibope errava em 18% o resultado de Bolsonaro no 1º turno. E ainda previu empate com Haddad no 2º turno.

Chegou perto

O instituto Paraná Pesquisa foi quem mais acertou em 2022. A 14 dias da eleição previa vitória de Lula por quatro pontos no primeiro turno.

Especialista vê presidência de Moraes como surreal

Próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a tradição, Alexandre de Moraes pode ter o comando da Corte sob impedimento perante a opinião pública, é o que avalia à coluna o professor, mestre e doutor em Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, caso o Supremo abra investigação contra o magistrado.

Beçak diz ainda que os ministros deveriam examinar administrativamente se Moraes poderia continuar com os processos relacionados ao Master.

Peça o boné

Para Max Kolbe, advogado especialista em Direito Constitucional, Moraes deveria até se abster de disputar a presidência, caso investigado.

Situação surreal

Kolbe considera “estarrecedor” um investigado comandar a instituição responsável por supervisionar a apuração da própria conduta: “surreal”.

Não dá

No campo político, as críticas ao ministro são ainda mais incisivas, “é um escárnio com a cara do povo”, disse à coluna Rodrigo Valadares (PL-SE).

Tradição não é regra

Por tradição, o presidente o Supremo Tribunal Federal é o ministro mais antigo que ainda não tenha ocupado o posto. A eleição para sucessão de Edson Fachin deve ocorrer em agosto de 2027. Kassio Nunes Marques é o próximo da fila após Alexandre de Moraes.

Caravana

A chapa Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, do PL, tem investido no Nordeste nestes dias. A meta é percorrer os nove estados da região, tida como prioridade para a campanha.

Arruda no TSE

Derrotado no TRE-DF, José Roberto Arruda (PSD) tenta no TSE validar a indeferida candidatura ao governo do Distrito Federal. Quem vai relatar o recurso na mais alta corte eleitoral é o ministro Dias Toffoli.

Sangria na pauta

O julgamento do dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, sem dó da combalida estatal, será nesta segunda-feira (21). Os grevistas querem coisas tipo adicional de 70% sobre férias e 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, além de manter regalias tipo vale extra de Natal.

Picadeiro ocupado

Na polêmica sessão do STF que deveria definir se Alexandre de Moraes será investigado pela relação com Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes falou durante mais tempo que Cármen Lúcia e André Mendonça... somados.

Foi pouco

Segundo a oposição no Congresso, o aumento do auxílio anunciado por Lula (PT) poderia ser maior do que 15%. “Desde que o imenso rombo da corrupção e do empreguismo público fosse eliminado”, diz um auxiliar.

Nome dado

Rogério Marinho (PL-RN) revelou ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que o então líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu ligação do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, reclamando e “cobrando” após o Senado aprovar projeto que o STF não gostou.

Detalhe

O projeto que os ministros e Gilmar Mendes não gostaram, disse Rogério Marinho, determinava prazo curto para o plenário do STF analisar decisões monocráticas, aquelas expedidas por um só ministro.

Pensando bem…

... no Brasil, nada mais real do que o surreal.

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

O jovem Tancredo Neves foi ser promotor em São João Del Rey. Foi chegando e arranjando uma namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade.

A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo. Tancredo já ia protestar quando o delegado o percebeu. Rápido, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a ele: “Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...”. Ah, bom.

 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

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