Colunistas

Cláudio Humberto

"O governo Lula tem por único projeto a vingança"

Senador Sergio Moro (União-PR) após governo anunciar 'pente fino' no Pátria Voluntária

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Entorno radical quer Marina Silva ‘entrincheirada’

A turma de Marina Silva (Meio Ambiente) acha que Davi Alcolumbre (União-AP) agiu para enfraquecer seu ministério. Ele preside a Comissão Mista da medida provisória que cujo substitutivo esvaziaria a pasta. A goleada de 15x3 na comissão, com votos governistas, faz o entorno radical ONGs e ambientalistas radicais insistir para que Marina fique “entrincheirada” no veto à exploração de reservas estimadas em 10 bilhões de barris de petróleo, que pode reverter a pobreza da região.

 

Bases falsas

Alcolumbre se aliou a Randolfe Rodrigues, também senador do Amapá, contra o veto do Ibama, que seria baseado em dados e pesquisas falsos.

 

Novo eldorado

A exploração pela Petrobras, nessa área a 500km da foz do rio Amazonas, deve atrair investimentos internacionais e gerar empregos.

 

Quem é embaixador

Coube ao ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) mandar o recado a Marina: ele diz que Lula é o verdadeiro embaixador ambiental do Brasil.

 

Bilhete premiado

Lula recebe Marina nesta sexta (26) para deixar claro que não pode abrir mão desse verdadeiro bilhete premiado para a região e seu governo.

 

Governo dificulta acesso a gastos de Lula lá fora

O Palácio do Planalto determinou que os gastos do presidente Lula (PT) em viagens internacionais sejam guardados a sete chaves. O Itamaraty, responsável por parte do pagamento de despesas fora do País, recebeu ordens para que os dados sejam concedidos somente através de pedidos da Lei de Acesso à Informação (LAI). Isso atrasa o acesso a gastos extravagantes como, por exemplo, os R$1,33 milhão torrados apenas no hotel de Lula e Janja em Londres, no Reino Unido.

 

Estratégia

Pedidos feitos pela Lei de Acesso à Informação levam até um mês para obterem respostas de órgãos públicos e autoridades.

 

Conta de subtrair

No início do mês, o petista Lula gastou mais de R$6,6 milhões para levar uma comitiva gigantesca à China e Emirados Árabes.

 

Ai do bolso

Na viagem para a Argentina e Uruguai, a primeira da turnê internacional do Lula III, os gastos superaram os R$2 milhões.

 

Dupla paternidade

De fora das comissões barulhentas em andamento, o senador Omar Aziz (PSD-AM) tem dito que foi dele a escolha de Eliziane Gama (PSB-MA), ex-CPI da Covid, para relatar a CPI dos Atos de 8 de Janeiro. O ministro Flávio Dino (Justiça) acha que a escolha foi dele também.

 

Rainha em ação

O chanceler de enfeite Mauro Vieira ontem almoçou com embaixadores africanos, em agenda padrão rainha da Inglaterra, enquanto questões de política externa eram tocadas pelo chanceler de fato, Celso Amorim.

 

Quem explica?

Pesquisa do Sesi/Senai aponta que o Nordeste é a região mais satisfeita com os professores: 61% dos entrevistados consideram que a qualidade dos docentes “ótima” ou “boa”.

 

Espelho meu

Leitores desta coluna sabem há um mês da mobilização para que Arthur Maia (União-BA) fosse eleito presidente da CPMI do 8 de Janeiro. A confirmação do nome do deputado federal saiu nesta quinta-feira (25).

 

Bom ou ruim?

“Secretário da reforma tributária” da Fazenda, Bernardo Appy disse na Câmara que o ministro Fernando Haddad “quer entrar pessoalmente na reforma nos próximos dias”. E não explicou onde ele estava até agora.

 

Boquinha

Daniela Barbalho foi liberada pela Justiça do Pará e vai assumir a vaga de conselheira do Tribunal de Contas do Estado. Ela é casada com o governador Helder Barbalho e cunhada do ministro Jader Filho (Cidades)

 

Na raiz

A CPI do MST aprovou convite para ouvir Raul Jungmann. O interesse é saber sobre o enfrentamento a invasões de terra quando comandou (1999-2022) a pasta do Desenvolvimento Agrário no governo FHC.

 

No lucro

Parlamentares maldosos dizem que Soraya Thronicke (União-MS) “saiu no lucro” por ter cadeira na CPMI do 8 de Janeiro. Avaliam que faltou empenho da senadora para colocar a primeira CPI para funcionar.

 

Pergunta na ignorância

Se o agro não produz arroz, produz o quê?

 

PODER SEM PUDOR

Deputados noveleiros

O deputado Átila Lira (PSDB-PI) relatava o projeto que instituía 2005 como “Ano Nacional Roberto Marinho” e resolveu buscar amparo nos colegas, durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara: “As novelas da Globo são importantes para o País. Eu conversava com a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), uma noveleira. Ela concorda comigo.” A deputada respondeu, arrancando gargalhadas: “Quero dizer três coisas. A primeira é que não sou noveleira, a segunda é que quase não assisto televisão e a terceira é que o senhor nunca falou comigo sobre esse assunto. Mesmo assim, voto favoravelmente ao seu relatório.” Vai entender...

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

Cláudio Humberto

"Mostrou roubalheira enorme"

Romeu Zema (Novo), sobre queda do sigilo do caso Master

13/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Moraes lidera número de pesquisas em crise do STF

Apontado como partícipe de intensa troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes liderou o interesse de pesquisas no Google no último mês, conforme dados da plataforma. O pico da pesquisa foi em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo de relatório da Polícia Federal que revelou mensagens de Vorcaro a número atribuído a Alexandre de Moraes.

 

Interesse na capital

O índice do interesse tem escala de 0 a 100. O Distrito Federal liderou as pesquisas (100), seguido por Mato Grosso (66) e Rondônia (66).

 

Diferença

Enquanto Moraes bateu os 100, as pesquisas por André Mendonça bateram o pico na mesma data, mas com menos da metade (44).

 

Epicentro da crise

Até pesquisas por “STF” despertaram mais interesse do brasileiro do que Mendonça, atingiu 58 no índice de pesquisas.

 

Ninguém liga

Os números mostram que o interesse pelo filme “Dark Horse” não decolou. O pico foi na quinta-feira, só 23 na escala.

 

Governo Lula: R$90 milhões com viagens em 14 dias

O governo Lula (PT) conseguiu torrar cerca de R$90 milhões com viagens nas últimas duas semanas. Segundo dados do Portal da Transparência, o total de despesas com descolamentos já ultrapassa R$1,3 bilhão em 2026. Foram R$735,8 milhões com diárias distribuídas a funcionários e outros R$560,3 milhões com as passagens aéreas. O total não inclui a fortuna gasta nas viagens de Lula e da primeira-dama Janja.

 

Em dólar

Viagens internacionais do governo do PT já custaram R$161,7 aos pagadores de impostos. Foram R$8 milhões nas últimas duas semanas.

 

Tem mais

O governo petista conseguiu torrar também R$7,8 milhões com “outros gastos” de viagens. São taxas, seguros de viagens etc.

 

Número 1

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, é número um entre os gastões com viagens: R$510 mil com passagens e diárias, diz a Transparência.

 

Falta combinar com o eleitor

A ordem na campanha de Lula é evitar que a eleição vire, nas palavras de petistas, “Fla x Flu” de ministros do STF. A estratégia é deixar Moraes e Mendonça brigando e tentar puxar o eleitor para outros assuntos.

 

Combustível eleitoral

Medidas do governo para segurar os preços dos combustíveis devem custar R$40 bilhões por seis meses, diz Bruno Moretti (Planejamento). O alívio é no posto e a conta estaciona no bolso do pagador de impostos.

 

Tudo certo, mas...

O TCU encontrou as projeções fiscais do governo formalmente dentro das metas, mas apontou aumento do déficit efetivo e problemas de transparência e consistência das estimativas. “Certo” com “ressalvas”.

 

Soberba na conta

Internamente, a campanha de Lula reconhece que subestimou a dificuldade da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Até prepara mobilização neste domingo (13) para tentar “chacoalhão” na candidatura.

 

Cara de pau

Lula tomou invertidas ao celebrar o fim da taxa das blusinhas, criada por ele mesmo. Seguidores nas redes sociais não perdoaram, “a quadrilha do PT é assim, te quebram uma perna, depois te dão uma muleta”.

 

Na terça

Já tem data o novo depoimento de Daniel Vorcaro na Polícia Federal sobre as fraudes financeiras em operações com o BRB. O ex-banqueiro dono do Master falará à PF na terça-feira, dia 15.

 

Em queda

Caiu 66,6% o número de crianças registradas como cidadãs italianas no Brasil em 2025. O dado é do Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), que relacionou parte da redução às novas regras para a transmissão da cidadania aos filhos nascidos no exterior.

 

Fatura petista

Rogério Marinho (PL-RN) apontou os R$120 bilhões a mais em tributos sobre consumo para 2027. Diz o senador que é o método do PT: aumentar gastos e empurrar a dívida para cima de quem trabalha.

 

Pensando bem...

...a aliança com Lula deu PT.

 

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Greve teatral

O Ato Institucional nº 5, que revogou as liberdades democráticas no Brasil de 1968, levou muitos adversários do regime militar à cadeia. Entre eles Carlos Lacerda, que resolveu iniciar uma greve de fome no cárcere. O médico e amigo Antônio Rebello, que monitorava o pulso de Lacerda, começou a ficar preocupado e vivia implorando para que o líder carioca suspendesse a greve. Um dia fez uma comparação definitiva: “Você está tentando fazer Shakespeare no País da Dercy Gonçalves!”. Percebendo o ridículo da situação, Lacerda desistiu da greve na hora.

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