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"O importante é despolitizar as Forças Armadas"

de LULA // sobre a politização de militares no governo Bolsonaro

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“O importante é despolitizar as Forças Armadas. Quem quiser fazer política, tira a farda e vai disputar eleição”,

de LULA // sobre a politização de militares no governo Bolsonaro

O fim da restrição ao embarque de produtos pesqueiros perecíveis na China, que acaba de ser tomada, vai impulsionar a cadeia de produção de peixes no Brasil. Em 2021, o setor alcançou receita da ordem de R$ 8 bilhões.

Mais: As medidas foram decorrentes da pandemia da covid-19. A tilápia, que tem o Brasil entre os cinco maiores produtores do mundo, deve ser uma das espécies favorecidas. Problema frete dos produtos refrigerados, que se mantém elevado.

In – Climatizadores

Out – Ventilador de teto

Correndo atrás

Valdemar Costa Neto, dono do PL, está correndo atrás do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para conquistá-lo para suas fileiras. Valdemar quer ter Zema a seu lado nas eleições municipais de Minas Gerais e, em caso de inelegibilidade de Jair Bolsonaro, poderia se tornar uma opção para 2026. Nesses dias, o mineiro deu uma declaração e colocou a culpa no governo Lula pelo vandalismo de Brasília. Valdemar adorou, mesmo sabendo que não é nada disso.

Em 2024

Ainda Valdemar Costa Neto, dono do PL: ele acha que, em 2024, ainda contando com o prestígio (é o que ele acha) de Jair Bolsonaro, poderia lançar as candidaturas de dois filhos do ex-presidente a prefeituras: Eduardo Bolsonaro em São Paulo e Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. O tempo dirá se Bolsonaro poderia participar das campanhas. Por outro lado, Carlucho, outro irmão, deve se candidatar à reeleição na Câmara Municipal do Rio.

Contra Lula

O ministro Flávio Dino (Justiça) solicitou ao Itamaraty que faça uma representação formal ao Ministério das Relações Exteriores da Argentina contra o juiz federal Alfredo Lopez, ultraconservador.

Na semana passada, em meio aos atos criminosos em Brasília, o magistrado argentino escreveu em sua conta do Twitter que se tratava de um “levante popular contra o comunista e ladrão Lula”. Suas posições são polêmicas: em junho de 2021, ele ordenou a suspensão da lei que liberou o aborto no país.

Repeteco

O projeto de Fernando Haddad (Fazenda) é criar um superavit estrutural de no mínimo R$ 20 bilhões: é quase a mesma coisa que ocorreu no primeiro governo Lula.

Ele sonha em conseguir um resultado primário que chegue perto do déficit de R$ 200 bilhões herdados do falso governo fiscalista de Bolsonaro, o que não é fácil (está mais para discurso). Haddad, contudo, ficará feliz se o primário for negativo em R$ 100 bilhões, neste primeiro ano do terceiro mandato de Lula. Há tempo ainda para caçar recursos.

“Virar a página”

Ainda um tanto incomodados com as últimas declarações de Lula que disse “não ter confiança nas Forças Armadas”, os comandantes militares se reúnem hoje, com o presidente para apresentar relatórios de trabalho e “virar a página” sobre os acontecimentos de 8 de janeiro.

Eles também pretendem se desvincular, no plano institucional, dos atos golpistas. A tentativa ocorre em meio à cobrança e às pressões públicas do Chefe do Governo que já disse que as portas do Planalto foram abertas ao terrorismo.

O útil e o agradável 

A atriz Bruna Griphao, 23 anos, que é um dos participantes da 23ª edição do Big Brother Brasil, do lado do camarote que aparentemente deve se destacar no reality.

Tem chamado atenção pela sua forma física (uma barriga tanquinho) e já protagonizou alguns momentos marcantes, como uma pequena briga com Gustavo e na primeira festa trocou beijos com Gabriel Tavares, o participante escolhido na casa de vidro.

Seu talento chamou a atenção quando interpretou a princesa Leopoldina na novela Nos Tempos do Imperador, mas ela já trabalha desde os 10 anos.

Aproveitando sua passagem pela casa mais vigiada ela também vai se lançar cantora ainda confinada. Em entrevista à revista digital Mensch ela disse “Eu sempre gostei de cantar desde criança”. Seu primeiro single Bandida já está engatilhado para ser lançado dia 6 de fevereiro (e de preferência com ela ainda confinada, como deseja).

“A ideia de lançar a música enquanto eu estou no BBB é aproveitar o momento. Essa é uma oportunidade enorme que a maioria dos artistas não tem.

Mesmo eu tendo uma visibilidade, mesmo sendo atriz há tantos anos, é um mercado diferente, uma outra proposta, e com o Big Brother talvez eu possa alcançar meus objetivos e chegar a mais pessoas com algo que é tão importante e especial para mim, que é a música”.

Festival de armas

O governo de Bolsonaro concedeu, em média, 691 registros de novas armas por dia para CACs (grupo formado por caçadores, atiradores e colecionadores) nos quatro anos de mandato do ex-presidente. Foram ao todo 904.858 registros para aquisição de armas entre 2019 e 2022, conforme dados do Exército.

Os registros concedidos aos CACs ao logo do governo Bolsonaro representam a liberação de 26 novas armas por hora no país nos últimos quatro anos. O número de pessoas com certificado de CAC deu um salto no governo Bolsonaro, cresceu 474% até 1º de julho de 2022, segundo o Anuário de Segurança Pública.

O número de pessoas com registro de CAC passou de 117,5 mil em 2018, antes de Jair Bolsonaro assumir, para 673,8 mil. Em seu mandato, Jair Bolsonaro editou decretos que facilitaram o acesso às armas, inclusive as de grosso calibre e uso restrito, como fuzis, com critérios menos rígidos para a posse e aquisição, bem como maior limite de munições. Os decretos foram suspensos parcialmente pelo STF em setembro de 2022.

E no dia 2 de janeiro, o presidente Lula revogou as normas sobre armas e definiu novas regras, dentro as quais a suspensão de novas concessões para CACs registrarem novas armas.

O grupo dos CACs demorou década para ter 100 mil armas. Hoje, ultrapassou mais de um milhão de armas, a maior parte nos quatro anos de Bolsonaro.

Encontro de gigantes

Os atores Harrison Ford, 80 anos, o eterno Indiana Jones e Helen Mirren, 77 anos, que é conhecida por interpretar várias rainhas, são figuras marcadas por suas passagens no cinema.

Agora juntos estão protagonizando a série 1923 continuação da série 1883. O enredo mostra nova geração da família Dutton, sobrevivendo ao início do século 20 com alguns desafios a mais.

Os rancheiros enfrentam secas históricas, pandemias e os períodos conhecidos como Proibição e a Grande Depressão. Super aplaudidíssimos pela atuação, diretores e produtores já pensam como podem aproveitá-los em outras produções. A primeira temporada foi dividida em duas partes, e a segunda estreia no próximo dia 5 de fevereiro.

Contra-ataque

Senadores bolsonaristas querem voltar a discutir o Novo Código Eleitoral como forma de enfraquecer a atuação do TSE nas eleições municipais de 2024.

A proposta foi aprovada na Câmara em 2021, mas dorme no Senado. Bolsonarista também almejam obter a possibilidade de reverter decisões administrativas do TSE via decreto legislativo, além de restringir pesquisas eleitorais. Se reeleito na presidência do Senado, Rodrigo Pacheco não mexerá uma só palha - embora Rogério Marinho seja uma ameaça.

Bê-á-bá

O ex-bilionário Eike Batista vai montar uma escola de negócios. Atualmente, ele faz coaching para um monte de jovens. A ideia é ingressar no mercado de cursos para executivos, inaugurando escolas em várias capitais. Eike ainda acha que seu nome é o maior atrativo do empreendimento. Ele já foi o 7º colocado na lista de bilionários da Forbes, com uma fortuna de US$ 30 milhões em 2012 e hoje, conforme declaração do IR, tem R$ 8,2 milhões.

Explícita ou não

Conteúdo com nudes explícitos ou não, alguns famosos com passagem pelo BBB, se tornaram grandes criadores de cenas para o público na plataforma Onlyfans. A lista contém participantes antigos ou recentes, como Key Alves, jogadora de vôlei, que está no BBB23.

A baiana Lumena Aleluia ganhou R$100 mil uma semana depois de inaugurar o perfil. Francine, por exemplo, fala que “perdeu o pudor” ao longo do tempo, “Acharam que eu era recatada, mas estou mostrando tudo, sabe?”. Antes das BBBs também passaram pela plataforma Anitta, Valeska Popozuda e Geisy Arruda.

Mais comportado

O centenário da escola de samba Portela, que vai ser comemorado em seu enredo no carnaval 2023, deverá trazer grandes momentos de volta à Sapucaí. Um deles já está garantido: será o retorno de Luiza Brunet, 60 anos, na avenida.

Ela esteve à frente da bateria da Portela de 1986 a 1994. A escola defenderá o enredo “O azul que vem do infinito”, abordando 100 anos da agremiação. Luiza está em grande forma, o que lhe permitirá vestir costumes sensuais, “só um pouco mais comportados”.

MISTURA FINA

A SECRETARIA de Assuntos Jurídicos da Casa Civil com o apoio da Advocacia-Geral da União prepara substitutivo para alterar a Lei das Estatais. O objetivo é abrir mais espaço para aliados e parlamentares não eleitos em cargos de conselhos administrativos e empresas públicas federais e companhias estaduais. A iniciativa é vista com desconfiança pelo mercado, que vê risco da iniciativa gerar retrocessos.

A MINISTRA Marina Silva pretende pedir apoio das polícias Federal, Rodoviária Federal e ao Comando da Defesa para que as máquinas flagradas em desmates ilegais sejam destinadas aos órgãos federais ou mesmo ao governo do estado e prefeitura. A destruição dos equipamentos ocorreria apenas em último caso. Hoje, em situações de crime, os equipamentos são queimados pelos agentes públicos. Ela quer que as máquinas fiquem sob guarda de algum órgão no primeiro momento para posterior transferência legal para novo dono, mediante ordem judicial.

DEPOIS de muita polêmica a Americanas entrou ontem (19) com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A varejista já havia comunicado que poderia entrar com a solicitação. O pedido feito em caráter de urgência para que a empresa possa se proteger dos credores. Vale lembrar que a Americanas tem uma dívida em torno de R$ 40 bilhões e apresentou um balanço de R$ 800 milhões no caixa.

JÁ estão confirmados para o próximo seminário da Lide, de João Doria, sobre o panorama brasileiro, nos dias 3 e 4 de fevereiro, no Ritz Four Seasons, em Lisboa, os ministros do STF Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes (haverá reforço de segurança). Cerca de 120 empresários brasileiros estarão lá e também o presidente do TCU, Bruno Dantas e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

A PETROLEIRA chinesa Sinopec iniciou estudos para investir em hidrogênio verde no Brasil. A empresa responde por alguns dos principais projetos do segmento na China. Um dos mais recentes é a instalação de um complexo em Xinjiang, com um investimento de meio bilhão de dólares. A propósito de Xinjiang: a cidade tem dois times famosos. No basquete, o Xinjiang Flying Tigers e no futebol, o Xinjiang Leopard Football Club.

O HOSPITAL Sírio Libanês está em negociações para se associar a duas startups do setor da saúde, uma dela na área de telemedicina. O projeto é investir ao menos em quatro healthtechs ao longo do ano. O Sírio já anunciou investimentos da ordem de R$ 200 milhões na criação de um novo braço de negócios digitais.

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Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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