Colunistas

Cláudio Humberto

"O pessoal que assumiu o poder vem agindo como adolescentes"

Deputado Marco Feliciano (Rep-SP) critica as primeiras medidas do novo governo Lula

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Petrobras: Prates questionou divisão de dividendos

Indicado por Lula para assumir a Petrobras, Jean Paul Prates usou instrumentos do Senado para questionar a divisão dos dividendos da petroleira. Prates conseguiu aprovar pelo menos três requerimentos para ouvir explicações de autoridades, como os ex-presidentes Mauro Coelho e Silva e Luna. A empresa conseguiu lucrar depois de anos penalizada pela roubalheira na era petista e dividiu R$101 bilhões entre acionistas.

 

Inconformado

Infrutífera sob no governo do PT, o valor pago pela Petrobras tem que ser apurado por “levantar questionamentos”, justificou o senador petista.

 

Tudo mudou

Antes de sonhar em comandar a estatal, Prates dizia que o valor distribuído com os lucros “aparenta em muito exceder a obrigação legal”.

 

Veja bem

São inúmeros os questionamentos sobre a política de preços dos combustíveis. Podendo virar o chefão da empresa, amenizou o discurso.

 

Boquinha de luxo

Comandando a Petrobras, Prates deixa para trás o salário de senador de pouco mais de R$30 mil e passa a ganhar R$103 mil/mês e benefícios.

 

Valioso acervo do Planalto já motiva preocupação

Deputados do PL articulam projeto que autorize órgãos de preservação do patrimônio público, como o Iphan, a fiscalizar o valioso acervo dos palácios do Planalto e Alvorada, até para protegê-lo de mãos bobas ilustres. Após o término do governo Lula, em 2010, deram por falta de centenas de itens, incluindo presentes de líderes estrangeiros. Caso da adaga em ouro cravejada de pedras preciosas presenteada pelo tirano líbio Muammar Khadafi, a quem Lula se referia como “irmão”. Lula deixou o Palácio da Alvorada com 11 caminhões de mudança de “presentes”.

 

Vai que...

Com a volta de Lula, a ideia é fazer e manter atualizado inventário dos objetos de valor sob a guarda de quem ocupar os palácios.

 

Tesouro encontrado

Os objetos que sumiram da Presidência da República foram localizados depois pela Polícia Federal no caixa-forte de um banco.

 

Acervo público

Lula alegou serem presentes, mas a lei os incorpora ao patrimônio público. Presente só é do presidente se tiver valor máximo de cem reais.

 

Cadê a picanha?

E já se foram os primeiros sabadão e domingão do governo Lula e nada de picanha e cerveja para a rapaziada que caiu em mais uma lorota contada pelo petista em sua campanha eleitoral.

 

Crítica seletiva

Na abertura da reunião ministerial, Lula fez insinuações sobre valores gastos na eleição de 2022, mas nada falou sobre a candidatura dele ter sido a mais cara: torrou mais de R$131 milhões para se eleger.

 

Se cobrir, vira circo

Importante empresário, que até apoiou Lula no seu primeiro governo, contemplou o atual ministério e não resistiu: “Se cercar, vira zoológico; se gradear, vira presídio; se murar, vira asilo de louco; se cobrir, vira circo”.

 

Quero é rosetar

Após a visita a Argentina marcada para o dia 23, Lula já mandou acertar viagens sem parar, mundo afora. Pretende bater asas, sem demora, para os Estados Unidos e para a China, França, Portugal e... Bahia.

 

Jango, o herói

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei, de autoria de Pompeu de Matos (PDT-RS), que inscreve o nome do ex-presidente João Goulart no Livro dos Heróis da Pátria.

 

Primeira reação

Um dos maiores do mundo, o banco francês BNP Paribas vai revisar (leia-se promover demissões) o setor de finanças do consumidor, indicando pessimismo em relação ao futuro da economia na Europa.

 

Conversa paralela

Com o esticar da reunião do inchado ministério de Lula, presentes cochichavam como seria a divisão da mesa na hora do almoço. É que só cabia pouco mais de 20 pessoas e os convidados eram mais de 40.

 

Não colou

Deu errado o plano de Geddel Vieira Lima de colocar o amigo Geraldo Júnior, vice-governador da Bahia, em uma secretaria baiana. Anunciado o secretariado e o segundo escalão, Geraldo Júnior ficou de fora.

 

Pensando bem...

...só a promessa de aumento de salário-mínimo não ajuda ninguém.

 

PODER SEM PUDOR

Homem do diálogo

Ao conversar com amigos, certa vez, o ex-governador paranaense Roberto Requião rejeitava a crítica de que não tem conversado muito com os próprios secretários. Ele fez sua melhor expressão de seriedade e explicou: “Antes de tomar qualquer decisão, por exemplo, eu converso com o meu secretário de Segurança Pública...”. O governador Requião também era secretário de Segurança do Paraná.

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CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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