Colunistas

Cláudio Humberto

"O PT quebra o produtor brasileiro"

Bolsonaro sobre o governo Lula III importar mais leite do que durante toda sua gestão

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Salles rejeita ‘acordão’ para esfriar CPI do MST

Membros da CPI do MST e da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) estiveram na residência oficial da Presidência da Câmara para articular a volta ao colegiado de deputados tidos como opositores ao Planalto. O encontro, com articulação do presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), excluiu o relator da CPI, Ricardo Salles (PL-SP), por ser “muito duro”. Desistir da convocação de Rui Costa (Casa Civil) e ‘negociar’ o relatório final são condições para a oposição retomar controle da comissão.

 

Faltam os russos

Se depender do relator Salles, não vai ter o acordão: “eu não topo nada disso”, afirmou o deputado federal à coluna sobre as negociações.

 

Sem controle

Após convocar Rui Costa, o Planalto se moveu e articulou cinco trocas na CPI. Saíram deputados do União Brasil, PP, Republicanos e até do PL

 

Lulismo como critério

As trocas fizeram o “índice de governismo” subir. A média entre os substituídos passou de apenas 22,8% para impressionantes 79,6%.

 

Fim melancólico

Apesar das trocas em curso, a CPI não deve ser prorrogada. A previsão é que os trabalhos se encerrem no dia 14 de setembro.

 

Ex-ministro inocentado de ‘violência doméstica’

A Justiça inocentou definitivamente o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga, um dos mais atuantes advogados eleitoralistas do País, da acusação de violência doméstica. Ele enfrentou um prolongado inferno astral, mas a resiliência valeu a pena. Venceu a ex-mulher na primeira instância por falta de provas e em razão de mudanças repetidas de versões, a todo momento alterando a narrativa.

 

Tudo por dinheiro

Admar venceu também no segundo grau, com a confirmação da sentença e a anotação de que a acusadora teria mentido por dinheiro.

 

Perda de prazo

Um novo recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu em nada, como se esperava, mas em razão da perda de prazo pela advogada.

 

Aposta na inocência

Amigos e colegas sempre apostaram na inocência de Admar Gonzaga, cuja reputação é de alguém calmo e gentil e profundo conhecedor da Lei.

 

Muito a explicar

Ainda tentando se credenciar como elo do governo com produtores, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deve finalmente comparecer à CPI do MST nesta quinta (17), após tentar driblar a comissão.

 

Climão

Carlos Fávaro chegou a ser chamado de “fujão” pelo relator Ricardo Salles (PL-SP) na CPI do MST. Para azedar ainda mais o clima na comissão, o relator de comissão o chamou de “inimigo do agro”.

 

Liberado

O Ministério da Justiça liberou os perfis regionais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nas redes sociais. Estavam suspensos desde junho, quando perfil da PRF “pediu pix para Jair Bolsonaro”. Era golpe.

 

O que importa

Acusado de fugir durante a onda de violência, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), voltou outra vez a Brasília, esta semana, para o depoimento do seu ídolo João Pedro Stédile, chefe do MST, na CPI.

 

Pesquisa

Impedido pela Justiça de concorrer à reeleição em 2020, o ex-prefeito de Piracicaba (SP) Barjas Negri (PSDB) é, de longe, o preferido na disputa de 2024, diz o Paraná Pesquisa. Tem quase 50% em todos os cenários.

 

Governo não gostou

O último requerimento registrado no sistema da CPI do MST propõe, mais uma vez, a convocação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, ex-governador da Bahia, para explicar denúncias de ex-assentados.

 

Oposição domina

Ranking divulgado pela FSB sobre a influência dos parlamentares nas redes sociais mostra que a oposição segue dominando o terreno. Dos 10 mais influentes, nove são da oposição e só um é governista.

 

Só apoia

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) informa não patrocinar a Marcha das Margaridas. É apenas um “apoiador institucional” do movimento.

 

Pergunta na Esplanada

Qual ministro responde pelo apagão do governo?

 

PODER SEM PUDOR

Os feitos de Mem de Sá

Estrela de primeira grandeza na CPI dos Correios, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) era candidato a vereador em 1996, em Curitiba, e visitou escolas com o pai, o saudoso deputado Maurício Fruet. Numa delas, um estudante resolveu testar o candidato, fazendo-lhe perguntas sobre vultos históricos como Juscelino, Getúlio Vargas, Jango etc. E, finalmente, atacou:E Mem de Sá, o que ele fez pelo Brasil?”. Maurício resolveu intervir, encerrando o papo e a insistência do pirralho:Ele fez o que pôde, meu filho. Fez o possível.”

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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