Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"O seu dinheiro de contribuinte sendo empregado no desgoverno"

Deputado Luiz Lima (PL-RJ) sobre gastança de Lula mundo afora em hotéis de alto luxo

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Alckmin: taxação de 35% ‘em defesa do emprego’ será progressiva


O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), que também comanda o Ministério da Indústria e Comércio, confirmou ontem a esta coluna que o governo elabora decreto com aumento de impostos de importação de veículos elétricos e híbridos, mas explicou que os 35% serão aplicados plenamente entre 2026 e 2028, e mesmo assim para as marcas que não investirem em fábricas no Brasil. “A ideia é preservar os empregos dos brasileiros na indústria e estimular o investimento”, disse.

Todos estão incluídos


A portaria contempla modelos híbridos e elétricos, sejam plugins ou não. Elétricos de transporte merecerão tratamento diferenciado.

Imposto progressivo


Alckmin explicou que os híbridos terão 15% de aumento no imposto já em janeiro, passando a 25% em 2024, 30% em 2025 e 35% em 2027.

Elétricos pagarão menos


Já os carros exclusivamente elétricos sofrerão taxação adicional de 10% em janeiro de 2024, com ajustes anuais até alcançar os 35% em 4 anos.

Ganha quem investir


As marcas que investirem em fábricas no Brasil não sofrerão aumento nos impostos e as demais terão quotas de importação com tarifa zero.

Lula prega lorota ambiental que seu governo ignora


O presidente Lula (PT) parece ter chegado de outro planeta à conferência do clima COP28, em Dubai, com um discursa em que cobrou o cumprimento de promessa de países desenvolvidos de transferir dinheiro para ajudar os subdesenvolvidos a protegerem florestas etc. Lula ignorou, em sua fala, as várias crises econômicas, incluindo a mais recente, provocada pela pandemia. De quebra, o brasileiro ainda deu show de hipocrisia, com práticas bem distantes do seu discurso.

Viva a hipocrisia


Lula atacava combustíveis fósseis enquanto na mesma COP28 o ministro de Minas e Energia anunciava orgulhoso o Brasil... na Opep.

Petrobras, a obsessão


A teoria na prática é outra: Lula tem paixão pela riqueza de combustíveis fósseis, como mostram o “petrolão” e atual aparelhamento da estatal.

Só conversa mole


Lula jurava na COP “redução drástica na destruição”, mas, com a fumaça sobre Manaus como testemunha, a floresta bate recordes de incêndios.

Cercadinho do STF


Como de hábito, o presidente do STF, Luis Roberto Barroso, usou o início da sessão para anúncios e esclarecimentos públicos, desta vez sobre a decisão que prevê punir a imprensa por falas de entrevistados.

Diploma no lixo


Ministros do STF agora alegam que defendem a “imprensa profissional”, entretanto, há alguns anos o próprio STF derrubou a exigência da qualificação do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

Poder do G20 é virtual


O G20 foi criado como uma resposta à “crise dos tigres asiáticos” e servir como um fórum de discussões para ministros da Economia de cada país-membro debater planos e estratégias. Poder, que é bom, nada.

Fábrica de feriados


A Câmara aprovou projeto que declara o dia 20 de novembro feriado nacional, no Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Como 15 de novembro também é feriado, vai dar para enforcar a semana.

Lacrolândia com besteirol


O projeto de senador do PT na Comissão de Direitos Humanos que quer redação sobre “igualdade de homens e mulheres no trânsito” como pré-requisito para a CNH, não explica quem vai criar e corrigir as provas.

PT guloso


O PT do Ceará deve receber o presidente da Assembleia, Evandro Leitão, que está de saída do PDT, e também será o destino da maior parte dos infiéis do partido de Ciro Gomes.

Esquerda em chamas


A última pesquisa nacional Rassmussen nos EUA, divulgada na sexta (1º) aponta que o presidente Joe Biden tem rejeição de 53% e só 44% de aprovação. A média das pesquisas de novembro está 55,5% a 40,5%.

Longa guerra


Relato do comando militar de Israel publicado pelo jornal Financial Times revelou que o plano israelense é continuar a ofensiva contra terroristas do grupo Hamas até, pelo menos, os primeiros meses de 2024.

Pensando bem...


...COP e Opep, tudo a ver.

PODER SEM PUDOR


Impaciência com senso de humor


Certa vez, na Comissão de Constituição e Justiça, o senador Benedito de Lira (PP-AL) lia seu parecer sobre o projeto de reforma administrativa que se discutia na ocasião, quando, impaciente, o sergipano Antonio Carlos Valadares (PSB) pediu pressa. Lira teve aquela dificuldade frequente de passar as páginas com a mão ressecada. Não teve dúvidas: enfiou o dedo no copo de água à sua frente e folheou o documento sem problemas. Valadares pediu: “Agora leia só a última página!” Não foi atendido, o assunto era sério demais.

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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