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Giba Um

"O Supremo é feito para ser um órgão colegiado. Isso é outra aberração no Brasil você ter...

...decisões monocráticas, que ficam anos para ser apreciadas pelo plenário. Não vejo isso na Suprema Corte americana", de Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, ex-Tesouro e ex-Caixa

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Ação criada por Lula no Palácio do Planalto com o nome  “Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio", em pleno ano eleitoral e com segurança pública como calcanhar de Aquiles do governo escondeu alta de mais de 4% na taxa de homicídio de mulheres cometido em razão de gênero durante a gestão petista. O marcador passou de 1.444 casos em 2022 para 1.518 no ano passado, média de 4 por dia.

MAIS: o número de tentativas de feminicídio teve aumento ainda mais expressivo, 59,26%. Foram  3.749 registros (2025) ante 2.354 (2022). Ao lado de Lula para sair na foto, o estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) tem taxa de 2,23 acima da média nacional. Também de papagaio de pirata, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem Pernambuco com a 10ª. pior taxa, acima da média, 1,77.

Olho no seguro-defeso

O governo Lula, mais uma vez, corre o risco de ficar preso ao anzol do Congresso. O Planalto tem encontrado dificuldades em aprovar a MP que reformula as regras do seguro-defeso, o benefício pago aos pescadores artesanais no período de reprodução das espécies. A resistência à medida se espalhou por diversas frentes, dentro e fora do Parlamento, criando um ambiente político adverso. O principal bloco de oposição vem das bancadas do Norte e Nordeste, notadamente de deputados e senadores do Pará, Maranhão, Amazonas, Bahia e Alagoas, inclusive do próprio PT. Os parlamentares temem mexer em um benefício sensível em regiões onde o seguro-defeso tem forte peso eleitoral. E o coro foi engrossado por prefeitos de municípios pesqueiros.

"Forasteira" bem-vinda

Aliados de Lula que criticaram, no passado, o fato de Tarcísio de Freitas ter disputado o governo de São Paulo em 2022 sendo carioca, agora defendem a "forasteira" Simone Tebet (MDB) nas urnas pelo estado em 2026. Há quatro anos, Márcio França explorou o fato de Tarcísio ser flamenguista, enquanto Fernando Haddad ironizou o fato do governador chamar "bolacha" de "biscoito", como ocorre no Rio. Agora, ambos cobrem de elogios a mato-grossense Tebet, que pode sair para o governo ou Senado por São Paulo.

Camburão lotado

O delegado Andrei Rodrigues acaba de completar três anos no comando da Polícia Federal. Levantamento de combate ao crime revela que, nesse período, foram mais de 82 mil prisões, 80 mil investigados indiciados e mais de R$ 16 bilhões retirados do crime organizado. A PF também prendeu mais de 500 investigados no exterior e aqui no Brasil foram 135 os foragidos internacionais localizados pelos investigadores. Como Rodrigues vê a PF:"A Polícia Federal é uma instituição de Estado que não protege nem persegue e não se intimida diante de quem quer que seja".

Disputa 

Gilberto Kassab dono do PSD, não se contenta em três governadores filiados em seu partido à espera de um ser escolhido para disputar a Presidência da República. Agora, está conversando com Romeu Zema, ainda governador de Minas Gerais, território decisivo em questão de voto: também quer levá-lo para o PSD. Zema, há anos, teve votos de lulistas e bolsonaristas: hoje, não tem mais, mas conserva parte do eleitorado mineiro. No PSD, corre uma piada: dizem que Zema, se for, ensinará os outros três "a comer banana com casca", conforme seu polêmico vídeo.

Fidelidade

A oito meses das eleições, Eduardo Paes, superfavorito para o governo do Rio de Janeiro (ele é PSD de Gilberto Kassab), voltou a conversar diretamente com o presidente Lula. Quer que suas mensagens cheguem diretamente a ele. Antes, eram levadas por petistas. E também não abre mão de Lula em seu palanque, em sua campanha, a seu lado: não abre mão do petista que, igualmente, quer o apoio total de paz em sua corrida ao quarto mandato. Kassab deixa Paes fazer o que quer.

 Portas abertas do Carnaval

A contagem para o Baile da Vogue de 2026  chegou ao fim. No último sábado (7), o Copacabana Palace abriu suas portas para a 21ª edição do Baile da Vogue. Considerado o mais refinado do Brasil teve como tema Carnavália: O Abre-Alas Fashionista da Folia. O evento contou com a presença de diversas celebridades e personalidades renomadas dos setores da moda, arte e entretenimento, celebrando a vivacidade e a inventividade. Para entreter aproximadamente 1.800 convidados, uma animada roda de samba tomou conta do palco, com Pretinho da Serrinha e Xande de Pilares à frente da celebração, infundindo muito da cultura brasileira. Camila Pitanga destacou-se como a Rainha do Baile, realmente merecendo o título. Ela fez uma entrada impressionante, usando um sofisticado vestido azul marinho e uma peruca volumosa na mesma tonalidade. "Estou plena! O cabelo está bem encaixado, muito bem colocado e porque sou travesti. Amo me montar, então estou tranquila. É uma peruca linda que veio de Paris. Estamos fazendo uma brincadeira com a Charlote da série Bridgerton", explicou.

Um evento tão grandioso necessita de alguns patrocinadores. Essa edição do Baile da Vogue teve como apoiadores Beefeater, Jean Paul Gaultier e Kérastase, além da colaboração de Bacio di Latte, Catupiry, Chandon, Comfort, Eudora, Francis, Gol Air France, Lindt, Nuvemshop, Omoda | Jaecoo, Paula Torres, Rennova, Rituais Cafés Especiais, Shopee, Stella Artois e Tônica Antarctica; e parceria com Bio Ritmo, Espaçolaser, Farm Rio, Azzas 2154 e PACCO. O Baile da Vogue é um dos eventos sociais mais significativos que ocorrem antes dos desfiles oficiais na Marquês de Sapucaí, capturando a atenção de diversas personalidades no icônico hotel da capital fluminense. Entre as celebridades presentes estavam Fátima Bernardes, Sabrina Sato, Valentina Herszage, Deborah Secco, Mel Maia, Taís Araújo, Roberta Close, Ticiane Pinheiro, Giulia Buscaccio, Luiza Brunet, Anttónia Morais, Cleo, Didi Wagner,  Ana Paula Padrão, Sheron Menezes, entre muitas outras, que se destacaram com produções repletas de brilho.

Flávio não quer militares perto

Quando ainda pensava que escaparia da prisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro pensava em seu sonhado segundo mandato no Planalto e, aos chegados, anunciava que pretendia chamar para o governo apenas generais cinco estrelas, ou seja, militares de alta patente. O nome que escolheu para disputar a Presidência em outubro como seu "representante", o senador Flávio Bolsonaro, seu filho "01", por enquanto, se comporta exatamente no sentido contrário. Até agora, não conversou com nenhum militar e não pretende fazê-lo tão cedo. Aliados dizem que Flávio tem dito que deixará "quaisquer conversas para depois". Mais íntimos relatam que o senador acha que "muitos militares viraram as costas para seu pai". Flávio dá prioridade a alianças políticas e ao convencimento do mercado financeiro, com pitadas de política nacional. Desde o lançamento de sua candidatura, em dezembro, ele se movimenta para atrair o apoio de partidos do centro para garantir partidos estaduais e recursos eleitorais como tempo de televisão. 

Muda tudo

Ciro Nogueira, senador, presidente do PP e ex-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, foi um dos primeiros a criticar a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato de Bolsonaro pai para disputar o Planalto. Continuava torcendo por Tarcísio e eventualmente, na chapa ganhar a posição de vice-presidente. Agora, desistiu porque Tarcísio disputará reeleição em São Paulo. Mais: vivia criticando Lula e acaba de ter um primeiro encontro com o presidente. O PP pode acabar apoiando a candidatura de Lula (Já apoiou o petista há  anos) e ele segue no Senado. Se Lula vence, Ciro pode até participar do ministério.

Tomando decisões

Recém-chegada de Nova York, onde estava de férias a apresentadora Luciana Gimenez em entrevista confessou que ficou um pouco chateada com sua saída do Superpop “Eu sou uma pessoa extremamente emotiva, né? Apesar de ter sido uma decisão de ambas as partes, eu fiquei chateada. Não chateada, a gente fica com o coração batendo mais forte. Obviamente eu sofri um pouquinho”. Sobre sua substituta, a Cariucha, ela garante que não conhece o trabalho dela, mas lhe desejou sorte.  Fazendo a temperatura subir na semana passada ao posar totalmente nua, se escondendo atrás de uma cortina ela também abriu seu coração para falar o porquê de nunca ter posado para revista Playboy, apesar de alguns convites. “Eu nunca tive coragem de fazer, gente”. E completou  falando que imaginava seu motorista pedindo para ela autografar a revista.  Sobre um futuro trabalho, Luciana garantiu que ainda não parou para pensar sobre “supostas ofertas” que teria recebido e afirmando que pensará e analisará tudo com muita calma.

Mistério dos livros

Na semana passada, redes sociais mal informadas asseguraram que Jair Bolsonaro não havia lido até agora nenhum livro (para reduzir sua pena, deve ler livros e fazer uma espécie de análise do conteúdo), o que deixou seu filho Carlos Bolsonaro, vereador e candidato ao Senado pelo Paraná, muito irritado. Ele distribuiu nota à mídia protestando e garantindo que o pai tem lido várias obras. Contudo, não forneceu o título de nenhuma delas. E nem para a defesa, que não pode usar o argumento de Carlucho.

Vídeo racista

A repercussão do vídeo racista criado por Donald Trump, transformando, com péssima montagem (houve quem dissesse que poderia ter usado IA) Barack Obama e sua mulher, Michelle Obama, como macacos, teve repercussão mundial. Tim Scott, único republicano negro no Senado, não deixou por menos: "é a coisa mais racista que vi vinda dessa Casa Branca". Trump jogou a culpa num funcionário até pessoas próximas desmentem essa versão: foi ideia dele mesmo e ficou 12 horas no ar. Depois, classificou como "um erro”, mas avisou que não pediria "desculpas". Assessores da Casa Branca disseram que "Trump exagerou" e não entendem o que ele quis fazer.

Racismo histórico

Trump sempre foi uma figura racista: nos anos 70, não alugava apartamentos para inquilinos negros, dizia que estava todos ocupados (era mentira); quando ia com Ivana ao cassino Trump's Castle, mandava todos os negros saírem do salão (mandava para os fundos, com microfone); quando quatro negros foram acusados de estuprar uma corredora em Nova York, Trump colou anuncio de página inteira nos jornais dizendo "Tragam de volta a pena de morte", os negros foram inocentados); o Trump Plaza Hotel & Casino foi multado em US$ 200 mil por remover crupies negros e Trump comentou: "Odeio negros contando meu dinheiro. O único tipo de pessoa que quero ver contando meu dinheiro são baixinhos que usam quipá todo dia"; e espalhou que Obama tinha nascido no Quênia e nunca frequentou Harvard.

Mistura Fina

Movimentos de Lula para fechar apoio nacional do MDB à chapa de reeleição incomodaram caciques do partido, sobretudo no Sul e Sudeste. Cresce a ideia de que o petista estaria disposto a oferecer a vaga de vice, hoje com PSB, ao MDB. A ideia é repetir que tal "frente ampla" do passado com ao menos um partido mais ao centro. Com o atual vice Geraldo Alckmin no PSB, parte da solução é empurrá-lo para a eleição em São Paulo, Senado ou governo, tanto faz.
 
O MDB de São Paulo, que comanda a prefeitura, com orçamento de Estado, não quer nem ouvir falar em aliança com o PT. Fica na oposição. A conversa começou com acenos para manter a ministra Simone Tebet, que inviabilizada em seu Estado, está de saída do MDB. Além de São Paulo, Rio Grande do Sul, DF e Goiás também preferem manter distância de Lula, PT e Cia. O MDB pensa grande mesmo somente para 2030, quando planeja lançar o nome do atual ministro Renan Filho (Transportes) para presidente.
 
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF), passou a representar o empresário do setor de mineração Lucas Kallas em um processo que tramita na Corte. O caso chegou ao Supremo na semana passada e ocorreu depois o TRF6 (Tribunal Regional Federal da 6ª Região) e o colegiado da 3ª Vara Federal de BH identificarem possíveis participações de pessoas com foro privilegiado nos eventos investigados.
 
Por meio da Cedro Participações, Kallas é sócio da farmacêutica Biomm, com 8%. O maior investidor da empresa é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que tem 25,86% das ações. Além de Viviane também assinam uma petição do caso Alexandre Barci de Moraes e Giuliana Barci de Moraes, filhos do ministro do Supremo. Na primeira sessão plenária do Supremo, neste ano, Alexandre  afirmou que há "má fé" nas críticas que acusam a Corte de permitir julgamentos em processos com participação de parentes e ministros como advogados. 

In –  Bolsas East-West
Out –  Bolsas Sacos

CLÁUDIO HUMBERTO

"Quando o Estado vira cabide político, o prejuízo cai no colo do povo"

Deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) sobre leilão nos Correios para cobrir rombo

09/02/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Manobra do Senado garante direito de voto a presos

Espécie de “cemitério” de projetos da Câmara contra o crime, como a redução da maioridade penal, o Senado retirou do projeto Antifacção a emenda, aprovada por ampla maioria dos deputados federais, que revogava o direito de voto de presos provisórios.

A medida não interessava ao PT e aliados, que votaram contra, mas na Câmara prevaleceu a vontade da maioria conservadora, muitos deles lembrando que a população carcerária, majoritariamente, vota em Lula (PT).

Câmara, de novo

Alterado no Senado, nesse caso para pior, o projeto Antifacção retornou à Câmara, que pretende reintroduzir o fim do direito de voto dos presos.

Palanque no cárcere

Os deputados que lutaram pela aprovação do texto original acreditam ainda que o projeto Antifacção extinguirá campanha eleitoral em presídio.

Proposta gaúcha

A proposta da Câmara, excluída no Senado, foi do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que em novembro havia comemorado a aprovação.

Tudo como antes

Graças ao “cemitério” Senado, o eleitorado petista nas prisões continua com “direito de voto”. Só aqueles com trânsito em julgado são impedidos.

STF salva Lula de desgaste com supersalários

Como a coluna registrou, Lula vai cozinhar no Ministério da Gestão e Inovação suposta análise de veto de projeto que libera salários acima do teto constitucional para a elite dos servidores no legislativo e, agora, conta com o Supremo Tribunal Federal para não confrontar a Câmara.

O presidente da corte, ministro Edson Fachin, marcou para 25 de fevereiro a sessão que vai decidir sobre liminar que suspendeu indecorosa benesse. A data deve livrar Lula de ter que decidir se veta ou não o texto.

Tanto faz

Lula tem 15 dias úteis para decidir o que fazer, contados a partir do recebimento pela Casa Civil. Deve coincidir com a data do julgamento.

Problemas à frente

O petista não pode se dar ao luxo de confrontar a Câmara, ainda quer aprovar este semestre projetos eleitoreiros, como fim da escala 6x1.

Conversa mole

Lula tenta colar a lorota de que não sabia da votação do penduricalho, só que o assunto foi tratado na reunião de líderes da Câmara.

Culatra

A música “Meu Amigo Flávio [Bolsonaro]” do comediante Murilo Couto– em tom de piada nas redes – acabou capturada por apoiadores do filho do ex-presidente. Em menos de 24h virou trendig topic e ‘hino’ na direita.

PL é amigo 

O Partido Liberal (PL) também entrou na piada da música “Meu Amigo Flávio”, divulgada com outras intenções pelo comediante Murilo Couto: “Todo mundo quer ser amigo do Flávio Bolsonaro. Zerou a vida!”

Diferente

Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Pode-MG) vê o Brasil “já diferente” por conta da CPMI, que “não foi criada para agradar interesses” e sim “para defender quem não tem lobby, advogados caros”.

Piada é outra

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se apropriou da piada: “Meu amigo Flávio vai lutar para o Brasil voltar a ter ambiente favorável seguro para quem quer empreender”, disse ele sobre o recorde de empresas falidas no Brasil, em 2025, sob Lula. Mais de seis vezes o número de 2022.

Arrependimento rápido

A postagem do perfil oficial da Casa Civil de Lula (PT) que caracterizou como “playboy” quem ganha mais de R$5 mil poderia ter consequências jurídicas para o governo e sua equipe de comunicação. Foi apagada.

É o Brasil

Condenada por matar os pais, a criminosa Suzane von Richthofen virou inventariante da fortuna do tio, estimada em aproximadamente R$5 milhões. A nomeação foi da Justiça de São Paulo.

Master no TCU

Chega nesta semana ao gabinete do ministro Jhonatan de Jesus (TCU) o parecer técnico de auditores da corte de contas sobre a liquidação do Banco Master.  O plenário deve receber o voto do ministro em março.

Divórcio

No Rio Grande do Sul, o Progressistas pulou fora da aliança com o PSD e não quer apoiar o nome do MDB, escolhido pelo governador Eduardo Leite. Vai fechar apoio ao PL, que lança Luciano Zucco ao governo.

Pergunta no cárcere

Condenado vota em descondenado?

PODER SEM PUDOR

Tentativas e erros

Certa vez, o então governador Luiz Antônio Fleury chegou a Barretos (SP) e logo um garoto o chamou de “Fernando Henrique”. Bem humorado, ele avisou que não era FHC e o garoto falante se corrigiu, mencionando outro adversário do governador:

“Você é o Quércia!” Diante do espanto de Fleury, o menino se entregou: “Já sei, já sei quem você é!” E afirmou, sem hesitar: “Você é o Suplicy!”

Cláudio Humberto

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Quando o Estado vira cabide político, o prejuízo cai no colo do povo

Deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) sobre leilão nos Correios para cobrir rombo

09/02/2026 06h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Manobra do Senado garante direito de voto a presos

Espécie de “cemitério” de projetos da Câmara contra o crime, como a redução da maioridade penal, o Senado retirou do projeto Antifacção a emenda, aprovada por ampla maioria dos deputados federais, que revogava o direito de voto de presos provisórios. A medida não interessava ao PT e aliados, que votaram contra, mas na Câmara prevaleceu a vontade da maioria conservadora, muitos deles lembrando que a população carcerária, majoritariamente, vota em Lula (PT).

 

Câmara, de novo

Alterado no Senado, nesse caso para pior, o projeto Antifacção retornou à Câmara, que pretende reintroduzir o fim do direito de voto dos presos.

 

Palanque no cárcere

Os deputados que lutaram pela aprovação do texto original acreditam ainda que o projeto Antifacção extinguirá campanha eleitoral em presídio.

 

Proposta gaúcha

A proposta da Câmara, excluída no Senado, foi do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que em novembro havia comemorado a aprovação.

 

Tudo como antes

Graças ao “cemitério” Senado, o eleitorado petista nas prisões continua com “direito de voto”. Só aqueles com trânsito em julgado são impedidos.

 

STF salva Lula de desgaste com supersalários

Como a coluna registrou, Lula vai cozinhar no Ministério da Gestão e Inovação suposta análise de veto de projeto que libera salários acima do teto constitucional para a elite dos servidores no legislativo e, agora, conta com o Supremo Tribunal Federal para não confrontar a Câmara. O presidente da corte, ministro Edson Fachin, marcou para 25 de fevereiro a sessão que vai decidir sobre liminar que suspendeu indecorosa benesse. A data deve livrar Lula de ter que decidir se veta ou não o texto.

 

Tanto faz

Lula tem 15 dias úteis para decidir o que fazer, contados a partir do recebimento pela Casa Civil. Deve coincidir com a data do julgamento.

 

Problemas à frente

O petista não pode se dar ao luxo de confrontar a Câmara, ainda quer aprovar este semestre projetos eleitoreiros, como fim da escala 6x1.

 

Conversa mole

Lula tenta colar a lorota de que não sabia da votação do penduricalho, só que o assunto foi tratado na reunião de líderes da Câmara.

 

Culatra

A música “Meu Amigo Flávio [Bolsonaro]” do comediante Murilo Couto– em tom de piada nas redes – acabou capturada por apoiadores do filho do ex-presidente. Em menos de 24h virou trendig topic e ‘hino’ na direita.

 

PL é amigo

O Partido Liberal (PL) também entrou na piada da música “Meu Amigo Flávio”, divulgada com outras intenções pelo comediante Murilo Couto: “Todo mundo quer ser amigo do Flávio Bolsonaro. Zerou a vida!”

 

Diferente

Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Pode-MG) vê o Brasil “já diferente” por conta da CPMI, que “não foi criada para agradar interesses” e sim “para defender quem não tem lobby, advogados caros”.

 

Piada é outra

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se apropriou da piada: “Meu amigo Flávio vai lutar para o Brasil voltar a ter ambiente favorável seguro para quem quer empreender”, disse ele sobre o recorde de empresas falidas no Brasil, em 2025, sob Lula. Mais de seis vezes o número de 2022.

 

Arrependimento rápido

A postagem do perfil oficial da Casa Civil de Lula (PT) que caracterizou como “playboy” quem ganha mais de R$5 mil poderia ter consequências jurídicas para o governo e sua equipe de comunicação. Foi apagada.

 

É o Brasil

Condenada por matar os pais, a criminosa Suzane von Richthofen virou inventariante da fortuna do tio, estimada em aproximadamente R$5 milhões. A nomeação foi da Justiça de São Paulo.

 

Master no TCU

Chega nesta semana ao gabinete do ministro Jhonatan de Jesus (TCU) o parecer técnico de auditores da corte de contas sobre a liquidação do Banco Master. O plenário deve receber o voto do ministro em março.

 

Divórcio

No Rio Grande do Sul, o Progressistas pulou fora da aliança com o PSD e não quer apoiar o nome do MDB, escolhido pelo governador Eduardo Leite. Vai fechar apoio ao PL, que lança Luciano Zucco ao governo.

 

Pergunta no cárcere

Condenado vota em descondenado?

 

PODER SEM PUDOR

Tentativas e erros

Certa vez, o então governador Luiz Antônio Fleury chegou a Barretos (SP) e logo um garoto o chamou de “Fernando Henrique”. Bem humorado, ele avisou que não era FHC e o garoto falante se corrigiu, mencionando outro adversário do governador: “Você é o Quércia!” Diante do espanto de Fleury, o menino se entregou: “Já sei, já sei quem você é!” E afirmou, sem hesitar: “Você é o Suplicy!”

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