No quesito patrulha, a militância esquerdista não perdoa nem Lula. o presidente virou alvo de críticas por usar “índio” e não “indígena” e “opção sexual” e não “orientação sexual”. Mesmo assim, ele não muda.
Mais: a própria primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, recomendou à Agência Brasil que use, no noticiário que distribui, a alternativa neutra (por conta da diversidade de gênero) em algumas palavras.
In – Suco de frutas com gengibre
Out – Suco de laranja com linhaça
Não se conforma
O presidente Lula fez novo ataque ao Banco Central, dizendo que juro de 13,75% é “vergonha” – e vai continuar atacando. Ele é contra mesmo o presidente do BC, Roberto Campos Neto que, nas eleições de outubro do ano passado, foi votar em Bolsonaro, usando uma camiseta amarela da seleção. Até diretores do BC acharam que foi “uma escorregada” desnecessária. E é isso que Lula não perdoa. Campos tem mandato até 2024 e tentar tirá-lo do posto agora dependeria do motivo e teria de ser aprovado pelo Senado (fora a reação do mercado).
PULANDO FORA
O entusiasmo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para se candidatar a senadora em 2026 ou mesmo à Presidência da República, se o marido se tornar inelegível, durou pouco. Segundo integrantes do PL de Valdemar Costa Neto (é o autor da ideia das candidaturas), o ex-presidente se sentiu “desprestigiado” e teria tido uma “crise de ciúmes”, o que, rapidamente, fez com que Michelle dissesse que “não vai se candidatar a nada”. Numa postagem, ela provocou: “Oposição, fique tranquila”.
“Higienização”
Jean Paul Prates, novo presidente da Petrobras, antes da escolha dos futuros diretores da estatal, resolveu afastar todos os assessores lotados no gabinete da presidência. A medida chamou a atenção dentro da companhia. Mesmo quando há trocas de governos, os assistentes diretos da presidência da Petrobras costumam ser substituídos de forma gradativa, como também acontece com as gerências executivas. Aos muito próximos, confessa ter chegado com um processo de “higienização” no seu entorno mais próximo da gestão da estatal.
SEM LIDERANÇAS
Nesses dias, em Orlando, Jair Bolsonaro participou do podcast The Charlie Kirk Show, apresentado pelo militante de extrema-direita norte-americano Charlie Kirk. Avisou que voltará ao Brasil “nas próximas semanas” porque tem “de continuar na política”. Por “ausências de lideranças de direita no Brasil”, Bolsonaro diz que se vê “na obrigação de coordenar novas lideranças que têm surgido para que o Brasil não mergulhe de vez no socialismo ou no comunismo”.
Também quer
O Itamaraty mantém tratativas para que o Brasil, entre, em um segundo momento na Parceria das Américas para a Prosperidade Econômica, iniciativa costurada pela Casa Branca e anunciada há poucos dias. O governo Lula faz gestões para levar na carona a Argentina, que também ficou fora da relação inicial de países-membros do acordo multilateral. Mais: esse deverá ser um dos assuntos em pauta no encontro Lula-Biden, em Washington, dentro de dias.

Feliz com meu corpo
A atriz Deborah Secco, 43 anos, adora carnaval, mas foi rainha somente uma vez pela Grande Rio em 2004, teve outros convites, mas não aceitou. Neste ano vai encarar o posto de Rainha do Camarote Quem O Globo. Sobre sua preparação para aguentar os dias de folia diz que se alimenta e dorme melhor. Sobre treinamento brinca: “Faço levantamento de Maria Flor e a correria da vida”. E garante que lida bem com as cobranças: “Eu já tenho 43 anos, já não sou mais uma menina, já não busco mais essa estética de menina. Mas sou muito feliz com quem eu sou, com o corpo que eu tenho, com a mulher em que me transformei e que eu aprendi a ser ao longo desses 43 anos. Lido com a minha exposição e com a exposição do meu corpo de forma muito natural, já há muitos anos”. Deborah assegura que quer ser mãe novamente, mas disse que vai deixar nas mãos de Deus e afirma que seu marido Hugo é muito mais do que ela desejou. “Eu sou uma mulher livre, graças a Deus. Sou mulher livre para ser que quem eu sou, que divide a vida com um homem que sabe quem eu sou, e que tem uma filha que saberá também sempre quem eu sou. Sou uma mulher verdadeiramente livre. Faço o que me faz feliz”.
Para onde vão 20 mil
A conversa de que 80% dos 20 mil garimpeiros já deixaram a reserva dos yanomamis é para boi dormir. Ninguém conseguiu medir esse contingente e de que maneira os invasores deixaram a área. A desocupação do território não se resolve com facilidade, embora o governo acredite que os garimpeiros irão embora calmamente. Só não se sabe para onde vão: deverão procurar outros lugares para garimpar. Um dos problemas é a presença de indígenas nos acampamentos: também atuam na atividade ilegal e em caso de combate, podem formar ao lado dos garimpeiros. Agora, surgiram mortes: três indígenas e um garimpeiro teriam sido assassinados. Incentivador do garimpo, Jair Bolsonaro recebeu 76% dos votos de Roraima, melhor resultado no país. Empresários e políticos também apoiam a atividade ilegal. O governador Antônio Denarium havia liberado mercúrio nos rios e proibira a destruição de equipamentos dos garimpeiros. O STF derrubou as duas medidas e até o Planalto chegou a pensar numa intervenção federal para afastar Denarium do poder. Agora, o senador Chico Rodrigues pulou para o PSB e é entusiasta do garimpo (é aquele que numa operação da PF escondeu dinheiro no traseiro). Acha a atividade “um trabalho fantástico”.

Premiada no Brasil
Com quatro anos de carreira e com dois álbuns já lançados a cantora de jazz norte-americana Samara Joy, 23 anos, conheceu a fúria dos fãs de Anitta ao ganhar o prêmio de Artista Revelação no 65º Grammy Awards. E que quebra ela ganhou a estatueta de Melhor Álbum Vocal de Jazz. Quando foi indicada para premiação em duas categorias disparou em suas redes sociais: “Eu e o Grammy parecemos tão distantes, como se fosse apenas um evento que eu assisto na TV”. Samara foi alçada ao sucesso, depois que ganhou o Sarah Vaughan International Jazz Vocal Competition. Como premiação recebeu uma bolsa de estudos Ella Fitzgerald e em agradecimento fez um vídeo com a música Take Love Easy de Fitzgerald e colocou nas redes sociais que viralizou. Quem quiser ver o talento de Samara de perto ela estará no Brasil como uma das atrações do C6 FEST, que acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de maio no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Fã do garimpo
O governador Antônio Denarium (PP-RR), que quase teve de enfrentar uma intervenção em Roraima, devido a seu excesso de admiração pelos garimpeiros nas terras yanomamis, sempre repete essa pérola para justificar sua posição: “O garimpo em Roraima é centenário, foram os garimpeiros que colonizaram o Estado; o governo precisa ajudar a pensar em soluções para a atividade”. Os mais irônicos dizem que Denarium “conhece os yanomamis só de ouvir falar”.
“Burro”

Em Orlando, o ex-presidente Jair Bolsonaro conseguiu ler uma entrevista dada por Maria Christina Mendes Caldeira (ela está morando em Miami há poucos anos) lembrando de seus tempos de casada (com direito a muitas brigas na separação) com Valdemar Costa Neto, dono do PL. E ficou meio decepcionado quando leu trecho em que ela dizia que, quando estavam juntos, Valdemar sempre garantia que Bolsonaro “era burro”. Detalhe: ele tratou de ligar para o chefe, dizendo que “ela queria intrigá-lo” com o Capitão.
Tudo de novo
Bancando o gasoduto da Argentina, o governo Lula voltará a usar a fórmula de emprestar dinheiro do BNDES para países amigos executarem obras (a fórmula acabou com a Lava Jato). O esquema funciona sem licitação, sem fiscalização e sem controle e ganha o rótulo de “exportação de serviços”. O BNDES não transfere dinheiro ao país, mas às empreiteiras brasileiras. Em 2013, até setembro, US$ 1,37 bilhão. Na posse de Aloízio Mercadante, Lula disse que Argentina e Cuba “vão pagar suas dívidas”, sem dizer como – e quando.
PRODUTOS NOCIVOS
O governo de Lula agora discute se as empresas que fabricam produtos nocivos à saúde não deveriam ser obrigadas a dar maior exposição às suas informações contáveis. Poderia surgir uma mudança na legislação para que companhias de determinados setores (indústria de tabaco e bebidas alcoólicas e intensivas em açúcar) tenham de publicar demonstrações contáveis extraordinárias. Há algum tempo, quando ministro da Economia, Paulo Guedes, queria criar o “imposto do pecado”, taxação extra sobre cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos com adição de açúcar.
MISTURA FINA
O GOVERNO Lula acha que a principal ação do governo Bolsonaro na reforma agrária, a distribuição de título de propriedade para assentados, “é zero à esquerda”. O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) diz que “é papel de pão, não tem valor jurídico”. Durante o mandato anterior foram 340 mil entregas de títulos, anunciadas como a libertação dos sem-terra do domínio do MST que, à propósito, começa a dar sinais de sua volta.
NA primeira noite que Lula e Janja ocuparam a suíte presidencial do Palácio do Alvorada foram fotografados, através de duas janelas, à distância. Ele circulava de calção (não bermudas) porque fazia muito calor. E a primeira-dama, segundo os de melhor memória, deveria aplaudir. Numa foto feita logo que o namoro deles ficou público, Lula aparecia com um justo calção e ela confessava sua admiração pelas “pernas quase presidenciais”.
O SENADOR Jorge Kajuru (Podemos-GO) sempre envolvido em polêmicas, agora tenta apaziguar suas relações com o clã Bolsonaro (nem Carlucho Bolsonaro entrou nessa novela, porque sabe que Kajuru também é bom de gatilho). Está afirmando que gosta de quase todo mundo da família do ex-presidente, menos de Jair Renan, o “04”. Fala que é “um fanfarrão” e “de jogar pedra”.
DEPOIS de sua viagem aos Estados Unidos, o presidente Lula tem dito a aliados que pretende viajar pelo país e montar uma agenda positiva para mostrar que seu governo “começou a andar”. Cada titular de Ministério já está encarregado de apresentar uma espécie de lista (ou listinha) de providências já tomadas para Lula apresentar em suas andanças. A primeira-dama Janja irá junto.
GRANDE ala do PL de São Paulo é contra a reeleição do prefeito Ricardo Nunes em 2024 (ele só pensa nisso) e está disposta a lançar a candidatura do ex-ministro Ricardo Salles, que se elegeu deputado federal com 641 mil votos, apoiado por Jair Bolsonaro. Outra ala (menor) preferiria a candidatura do deputado Eduardo Bolsonaro à prefeitura. E até a deputada Carla Zambelli andou cotada, mas não quer saber de candidatura.
A POLÍCIA Militar de São Paulo vai colocar em prática, dentro de semanas, um programa de vigilância de criminosos que cumprem pena fora das prisões. Os agentes farão rondas nas proximidades de onde vivem os condenados em regime aberto, para fiscalizar eventuais descumprimentos de sentença. A ideia é que a medida resulte na reedição da reincidência criminal e volta às penitenciárias.




