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"Os bolsonaristas eleitos para o Senado são sensatos. Não vamos fazer oposição por oposição"

de DAMARES ALVES // ex-ministra e nova senadora

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Depois de se negar a liberar a lista de convidados (3.500 pessoas) para a posse de Lula, o Itamaraty tornou pública a relação. O evento teve o maior número de delegações estrangeiras desde os Jogos Olímpicos de 2016.

Mais: foram registrados ao todo 73 comitivas internacionais, além de quase 80 representantes do corpo diplomáticos em Brasília. De resto, autoridades estrangeiras, jornalistas, artistas e influenciadores digitais.

In – Flores: Angélica
Out – Flores: Lírio

Decepcionada

Quem ficou muito decepcionada com a vitória de Rodrigo Pacheco no Senado foi a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que até participou da campanha do derrotado bolsonarista Rogério Marinho. Ela achava que sua entrada no bloco pró-Marinho reforçaria a votação, mas não aconteceu. Michelle foi assistir à posse de novos senadores, ao lado da eleita Damares Alves e saiu do plenário, antes do resultado da votação. Uma repórter, na saída, lhe perguntou se o ex-presidente “tinha medo de ser preso”. E ela: “Não é ele que tem de ter medo de ser preso”. 

PRÉ-CANDIDATA

O que era, inicialmente, apenas uma ideia para o caso de Jair Bolsonaro se tornar inelegível em 2026, passou quase a ser um pensamento diário: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já fala sobre sua eventual candidatura ao Planalto. Ela tem conversado com Valdemar Costa Neto sobre a possibilidade e fala de sua força eleitoral, especialmente junto aos evangélicos, que ajudou o marido e elegeu a senadora Damares Alves no Distrito Federal. E nos próximos anos, na condição de presidente do PL Mulher, conseguiria formar uma super força nacional – de saias.

Não funcionou

A campanha de Rogério Marinho (PL-RN) movimentou internautas nos Estados para mobilizarem os respectivos senadores a abrirem o voto publicamente. Seus aliados acreditavam que, se a pressão funcionasse, senadores favoráveis a Rodrigo Pacheco, na votação secreta, mudariam de lado. A “tropa de choque” de Marinho manteve o “dedo no pulso” das redes, que funcionaram em 2019 para Davi Alcolumbre contra Renan Calheiros. A estratégia de Marinho era aprovar uma avalanche de postagem “PachecoNão!”. Não deu certo. 

QUEM GANHOU

Valdemar Costa Neto, dono do PL, achava que seu partido, ao lado do PP de Ciro Nogueira e do Republicanos de Marcos Pereira, gerava uma força mais do que suficiente para eleger Rogério Marinho para a presidência do Senado. Não deu e Valdemar argumentou que “quem ganhou foi o governo” e que “é muito difícil enfrentar o governo”. Para quem tem memória curta: PT e PL aliados na reeleição de Arthur Lira é uma reedição de 2002, quando o partido de Valdemar ocupou a vice-presidência de Lula na figura do então senador José Alencar. A parceria se repetiu em 2006, com o mesmo Alencar na vice.

Mais recursos

A Frente Parlamentar da Agricultura quer aumento dos repasses do BNDES para o agronegócio. O banco reservou cerca de R$ 2,9 bilhões para sete programas de crédito voltados à safra 2022/ 2023. A bancada diz que não dá nem para a saída. Exemplo: créditos destinados ao financiamento de estrutura de armazenagem deverão se esgotar este mês. A cobrança não vem apenas dos grandes ruralistas, mas também de entidades sociais e cooperativas do setor. Aí, o pedido é por um aumento de crédito para a agricultura familiar (valor previsto da safra é de R$ 491 milhões).

Caminhos cruzados

Há 10 anos acontecia a tragédia da Boate Kiss em Santa Maria (RS). Pouco menos de 2 anos depois uma outra tragédia acontecia em Belo Horizonte (MG). O que tudo isso tem em comum?: duas jovens, uma estudante de Terapia Ocupacional de 19 anos e uma modelo de 20 anos tiveram que reaprender a viver. Kelen Ferreira, hoje com 29 anos está entre os 600 feridos da Boate Kiss, teve 30% do corpo queimado e seu pé direito amputado; Paola Antonini, hoje com 28 anos, ficou prensada da cintura para baixo entre dois carros após ser atingida por uma motorista alcoolizada enquanto carregava as malas para o carro com o namorado para passar a virada de ano em Búzios, e depois de 14 horas de cirurgia teve a perna esquerda abaixo do fêmur amputada.

Só que suas vidas se cruzaram depois que Paola foi chamada para interpretar Grazi (personagem inspirada em Kelen Ferreira na série Todo Dia a Mesma Noite (homônima do livro de Daniela Arbex), da Netflix. O encontro entre as duas foi emocionante. Kelen sabia que sua história estaria na minissérie e quem iria interpretá-la, mas preferiu não influenciá-la. Hoje, Paola ajuda outros jovens e crianças que precisam de próteses. “Falei para Kelen o tanto que coloquei meu coração ali. A história dela tinha que ser contada, e não está no livro da Daniela Arbex. Então, muita gente nem sabe que houve uma sobrevivente que perdeu a perna. Fiquei super emocionada”.

Bolsonaro é novo profeta

O ex-presidente Jair Bolsonaro resolveu sair da casca em Orlando, onde está há um mês (e deverá ficar por mais tempo), virou profeta e há quem diga que deve ter tido uma visão: “Lula não vai durar muito tempo”. Só não precisou o que poderá acontecer: impeachment, morte ou qualquer outro motivo. De quebra, ressuscitou ataque ao sistema eleitoral, dizendo que houve fraude no primeiro turno. Mais: ele tem novo problema.

Com seu novo visto de turista (válido para seis meses), não pode fazer qualquer serviço pago nos Estados Unidos. Ou seja: a ideia de fazer palestras lá por US$ 50 mil cada uma vai naufragar. Só se for de graça – ou por fora. E a vaquinha feita por empresários daqui a pouco vai evaporar.

A grande família

O ator, autor, produtor teatral e dramaturgo, Marco Nanini, 74 anos, acaba de lançar sua biografia, escrita pela jornalista Mariana Filgueiras depois de quatro anos apurando e colhendo informações sobre a vida profissional e pessoal do ator que foi batizado de O Avesso do Bordado. Entre as histórias contadas estão o rápido romance com o ator e diretor Wolf Maia e a briga e rompimento da amizade que teve com Marília Pera porque não aceitou a proposta dela de substituí-lo em cena (ela dirigia o espetáculo) quando ele descobriu um nódulo nas cordas vocais, durante temporada da peça O Mistério de Irma Vap. “Havia muita história que eu mesmo não lembrava mais.

E, ainda que muita coisa ainda cause estranhamento, sei que não tenho nada a perder”, declara Nanini. Entre tantos convidados que foram prestigiar a noite de autógrafos no Reduto (espaço cultural fundado por Nanini e seu marido, Fernando Libonati), em Botafogo estavam Guilherme Weber, Débora Lamm, Ary Fontoura, Marcos Caruso, e Bebel e Tuco, ou melhor, Guta Stresser e Lúcio Mauro Filho, que viveram os filhos de Nanini na série A grande família.

Direto

O ex-presidente Jair Bolsonaro já combinou com Antônio Macedo, o cirurgião que lhe operou da facada, que ajeite um carro para levá-lo diretamente do aeroporto de Guarulhos para o hospital Vila Nova Star, quando voltar dos Estados Unidos. Deverá fazer nova cirurgia para corrigir a alça que tem lhe causado problemas intestinais. Bolsonaro, contudo, já teria avisado que sua ideia não é regressar em fevereiro.

 

“Rei Arthur”

Na Câmara, os aliados já chamam  Arthur Lira, o presidente reeleito da Casa (464 de 513 votos) de “Rei Arthur” e apostam que agora ele vai querer ter nova conversa com Lula. Os analistas acham que essa conversa passará por um acordo de distribuição das verbas do orçamento secreto que estavam reservadas, mas foram represadas depois que o STF as considerou inconstitucional (é algo em torno de R$ 9 bilhões). No Planalto, ninguém está disposto a engrossar com Lira depois do expressivo resultado na votação.

Nos aeroportos

A pauta da última reunião do Conselho Nacional de Autoridades Portuárias (Conaero) desperta preocupações no Ministério da Justiça em relação à segurança institucional. O colegiado da Conaero, instância consultiva e deliberativa formada por representantes de nove órgãos do governo, alertou sobre os riscos de segurança nos grandes terminais brasileiros. Os conselheiros recomendaram que a Abin e outros órgãos de inteligência passassem a produzir relatórios periódicos sobre os 20 maiores aeroportos de passageiros no Brasil. E propôs maior integração entre a PF e PMs na segurança dessas instalações. 

INVASÃO

O documento do Conaero, vinculado à Secretaria de Aviação Civil, agora subordinada ao Ministério de Portos e Aeroportos, não faz menção explícita a eventuais riscos ou situações que poderia ameaçar a segurança nos grandes aeroportuários brasileiros. O assunto abordado pelo Conaero aconteceu na última reunião sob a presidência de Jair Bolsonaro, cinco dias após estranho episódio no aeroporto de Brasília, quando cerca de cem indígenas invadiram a área restrita do terminal para protestar contra Lula e o STF..

MISTURA FINA

O SENADOR Flávio Bolsonaro causou uma briga familiar, um dia depois do resultado das eleições de 2022 por reconhecer o resultado das urnas (e agradecer os votos no pai). O ex-presidente e o filho Carlos brigaram com Flávio, dizendo que “não era hora” de aceitar o resultado das eleições (esperavam que o cenário poderia ser mudado). Flávio chegou a ser excluído das decisões e discussões da família por algumas semanas.

DEPOIS da experiência desastrosas em Nova York, quando foram xingados por brasileiros, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso desistiram de participar, presencialmente, em Lisboa (hoje e amanhã), do novo evento organizado pela  empresa de João Doria para discutir problemas brasileiros. Em Lisboa vivem milhares de brasileiros, parte deles bolsonaristas. Também a ministra Simone Tebet declinou.

GUILHERME Boulos (Psol – SP), parlamentar de primeira viagem na Câmara (e já é candidato de novo a prefeito de São Paulo em 2024), levou para Brasília seu famoso Celtinha e não deixou de marcar presença nas redes sociais ao lado do carro. É seu Chevrolet Celta 1.0 2010, com mais de 120 mil quilômetros rodados (está avaliado em R$ 15 mil). Em 2020, na campanha à prefeitura, Boulos também fez postagens com o Celtinha.

AS investigações sobre a tragédia dos Yanomami, avançam sobre integrantes do ex-governo Bolsonaro. A Polícia Federal vai convocar para depor não apenas a ex-ministra (atual senadora) de Direitos Humanos, Damares Alves, mas também os dois recentes ex-presidentes da Funai, Marcelo Xavier e Frankilibeg Ribeiro de Freitas. Nos dois casos, há sensibilidades institucionais e corporativas. Ribeiro de Freitas é general da reserva e Xavier, delegado da própria Polícia Federal.

RITA Serrano, nova presidente da Caixa Econômica, quer ampliar a rede de atendimento da instituição. A meta seria chegar a cinco mil agências em 2015 anos – hoje s]ao 4,3 mil unidades. Na ponta do lápis, significa uma média de 350 inaugurações por ano. Para efeito de comparação, duas vezes mais do que o número de agências abertas em todo ano no mandato de Jair Bolsonaro.

APENAS nesse começo de ano, as ações do Magazine Luiza avançaram mais de 60%, o que permitiu à empresária Luiza Trajano voltar à lista global de bilionários da Forbes. Hoje, ela tem US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,7 bilhões). A fortuna atual, contudo, ainda fica bem  abaixo do pico registrado em 2021, quando Luiza somou US$ 5,6 bilhões (perto de R$ 28,6 bilhões). Ela havia deixado a lista da Forbes em junho do ano passado.

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

CLÁUDIO HUMBERTO

"É inegável que a crise desgastou a nossa campanha"

Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre os escândalos do Master e do STF

20/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Pesquisas previam vida fácil de Lula. Mas a realidade...

A duas semanas do primeiro turno em 2022, o Datafolha previa Lula 12 pontos à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno e o Ipec (que era Ibope) chutava vitória de 15 pontos do petista.

Nas urnas, o placar válido foi 48,4% a 43,2%. No segundo turno, o Datafolha previa vitória de Lula com 16 pontos de vantagem, enquanto o ex-Ibope calculava vitória do petista por 19 pontos. Na realidade, a vantagem foi de 1,8% no 2º turno.

Repeteco?

A 15 dias da eleição de 2026, o Datafolha prevê Lula com 39% a 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44%, no segundo.

Muro estreito

O Quaest viu vitória de 8% de Lula em 2022 nos dois turnos. Agora prevê Lula à frente por 5% no primeiro, mas derrotado no segundo turno.

Instituto fechou

A duas semanas da eleição 2018, o Ibope errava em 18% o resultado de Bolsonaro no 1º turno. E ainda previu empate com Haddad no 2º turno.

Chegou perto

O instituto Paraná Pesquisa foi quem mais acertou em 2022. A 14 dias da eleição previa vitória de Lula por quatro pontos no primeiro turno.

Especialista vê presidência de Moraes como surreal

Próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a tradição, Alexandre de Moraes pode ter o comando da Corte sob impedimento perante a opinião pública, é o que avalia à coluna o professor, mestre e doutor em Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, caso o Supremo abra investigação contra o magistrado.

Beçak diz ainda que os ministros deveriam examinar administrativamente se Moraes poderia continuar com os processos relacionados ao Master.

Peça o boné

Para Max Kolbe, advogado especialista em Direito Constitucional, Moraes deveria até se abster de disputar a presidência, caso investigado.

Situação surreal

Kolbe considera “estarrecedor” um investigado comandar a instituição responsável por supervisionar a apuração da própria conduta: “surreal”.

Não dá

No campo político, as críticas ao ministro são ainda mais incisivas, “é um escárnio com a cara do povo”, disse à coluna Rodrigo Valadares (PL-SE).

Tradição não é regra

Por tradição, o presidente o Supremo Tribunal Federal é o ministro mais antigo que ainda não tenha ocupado o posto. A eleição para sucessão de Edson Fachin deve ocorrer em agosto de 2027. Kassio Nunes Marques é o próximo da fila após Alexandre de Moraes.

Caravana

A chapa Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, do PL, tem investido no Nordeste nestes dias. A meta é percorrer os nove estados da região, tida como prioridade para a campanha.

Arruda no TSE

Derrotado no TRE-DF, José Roberto Arruda (PSD) tenta no TSE validar a indeferida candidatura ao governo do Distrito Federal. Quem vai relatar o recurso na mais alta corte eleitoral é o ministro Dias Toffoli.

Sangria na pauta

O julgamento do dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, sem dó da combalida estatal, será nesta segunda-feira (21). Os grevistas querem coisas tipo adicional de 70% sobre férias e 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, além de manter regalias tipo vale extra de Natal.

Picadeiro ocupado

Na polêmica sessão do STF que deveria definir se Alexandre de Moraes será investigado pela relação com Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes falou durante mais tempo que Cármen Lúcia e André Mendonça... somados.

Foi pouco

Segundo a oposição no Congresso, o aumento do auxílio anunciado por Lula (PT) poderia ser maior do que 15%. “Desde que o imenso rombo da corrupção e do empreguismo público fosse eliminado”, diz um auxiliar.

Nome dado

Rogério Marinho (PL-RN) revelou ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que o então líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu ligação do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, reclamando e “cobrando” após o Senado aprovar projeto que o STF não gostou.

Detalhe

O projeto que os ministros e Gilmar Mendes não gostaram, disse Rogério Marinho, determinava prazo curto para o plenário do STF analisar decisões monocráticas, aquelas expedidas por um só ministro.

Pensando bem…

... no Brasil, nada mais real do que o surreal.

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

O jovem Tancredo Neves foi ser promotor em São João Del Rey. Foi chegando e arranjando uma namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade.

A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo. Tancredo já ia protestar quando o delegado o percebeu. Rápido, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a ele: “Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...”. Ah, bom.

 

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