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Leandro Provenzano

Prorrogação da dívida rural. O que o banco pode cobrar no novo contrato?

Confira a coluna do Leandro Provenzano desta quinta-feira, 15 de dezembro

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Semana retrasada falamos sobre a possibilidade de prorrogação de dívida rural quando o produtor rural é afetado por algum motivo externo, que o faz não possuir condições financeiras para honrar com o pagamento do título de crédito bancário, ocasião em que o banco poderá prorrogar o pagamento do referido título.

Mas após conseguir a prorrogação, o que muitos não sabem é que há inúmeros direitos dos produtores que são desrespeitados por parte dos bancos neste momento de instabilidade financeira.

Para que isso não ocorra é fundamental que o produtor rural fique ciente de quais são estes direitos para que ele acabe não assinando um alongamento de dívida rural que acabe comprometendo ainda mais sua saúde financeira. Os direitos mais infringidos pelos bancos nesse momento são:

  • O novo contrato não pode ter taxas e juros maiores que o original: O contrato de prorrogação do pagamento do pagamento do título rural não pode possuir encargos maiores do que o contido no contrato original, e, caso haja, o produtor poderá exigir a redução;
  • Os juros de mora serão de no máximo 1% ao ano: Embora o Código Civil preveja o pagamento máximo de juros de mora de 1% ao mês, para o produtor rural isso é diferente, uma vez que o Decreto Lei nº 167/67, ainda vigente, determina que os juros máximos para os títulos de crédito rural (parágrafo único do artigo 5º) devem ser de 1% ao ano. * Juros de mora são os juros devidos por causa do atraso no pagamento;
  • As garantias não podem ser aumentadas para prejudicar o produtor: Se no contrato original foi estipulado uma garantia “x”, no contrato da prorrogação não pode haver a previsão de garantia “x” + 1, sob pena de anulação deste excesso de garantia;
  • O banco não pode exigir a substituição da garantia hipotecária: Se no contrato original o produtor colocou como garantia de pagamento uma colheitadeira como garantia de pagamento, não pode o banco no momento da prorrogação exigir a substituição dessa garantia, exigindo, por exemplo, uma propriedade rural;
  • Não se admite a realização de confissão de dívida com valores maiores que os reais: Não pode o banco exigir num termo de confissão de dívida que o produtor rural assine um valor maior que o originalmente contratado no título. Como uma forma de punição pelo atraso no pagamento, muitos bancos acabam colocando um valor maior que o original no contrato de prorrogação de pagamento do título rural, o que também é ilegal.

Em todos os 5 casos acima discriminados, o direito do produtor deve ser respeitado, mas, caso não seja, o produtor rural poderá exigir obediência às leis por meio do Poder Judiciário, que irá alterar o contrato assinado diante das ilegalidades cometidas pelos bancos.

Na prorrogação de dívida é importante que o produtor, ao elaborar seu plano de pagamento o faça segundo suas reais possibilidades, haja vista que uma segunda impossibilidade de pagamento irá trazer mais prejuízos ao produtor rural.

Conhecer estes direitos é fundamental ao produtor rural, que muitas vezes acaba assinando contratos de prorrogação do pagamento do título de crédito rural com cláusulas ilegais por não saber que possui diversos direitos que lhe protegem neste momento de dificuldade financeira.

Ainda que já tenha assinado o contrato, judicialmente suas cláusulas podem ser revisadas. O benefício da prorrogação é tão grande, que, os juros de mora pagos no ano sequer acompanham a inflação, o que representa um benefício financeiro formidável ao produtor rural.

Caso o produtor rural se encontre na situação de inadimplência de algum título rural usado para financiar sua produção, deve ele buscar um advogado, de preferência antes do vencimento do pagamento do título, para obter apoio e não pagar mais do que a lei determina.

Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

CLAÚDIO HUMBERTO

"Filho de Lula, Lulinha é"

Romeu Zema (Novo) sobre mais um escândalo envolvendo o filho do presidente

03/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Deputados já nos custaram mais de R$584 milhões

Supera meio bilhão de reais a quantia que o pagador de impostos desembolsou para sustentar os gabinetes da Câmara dos Deputados. O farto dinheiro é gasto sem dó em “Cotara para o Exercício da Atividade Parlamentar”, conhecido como cotão, e verba de gabinete, que sustenta um exército de aspones em Brasília e nas bases eleitorais das excelências. No cotão, cabe uma infinidade de despesas, como passagens aéreas, planos de telefonia, abastecimento, alimentação...

Dinheiro sem fim

Cada um dos 513 deputados pode torrar R$165.806,07 como verba de gabinete. O limite é mensal para custear os salários dos pendurados.

Só a nata

Cada contratado, livremente selecionado pelo parlamentar, pode receber um salário de fazer inveja, coisa de marajá: R$25.958,90.

Raio-x da gastança

A conta é assim: só de verba de gabinete foram R$448,3 milhões. Com o cotão, lá se vão mais R$133,3 milhões. E o ano ainda não acabou.

A cereja

Coloca no bolo outros R$2,4 milhões que a Câmara (nós) bancou a título de auxílio-moradia aos nobres, que já têm salário de R$46,3 mil.

Lulinha, Roberta e Careca, trio que virou alvo da PF

A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens.

Unha e carne

Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF deverá investigar.

Lobby no governo

A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.

Problema do outro

Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.

Vale lembrar

Ligado a Lulinha Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS” não ganhou o apelido atoa. Para a PF, é peça central no esquema bilionário de fraude que atingiu 9 milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

Pressão no PT

Márcio Bittar (PL-AC) diz que a decisão de Mendonça (STF) de autorizar a PF a acessar dados de Jacques Wagner expõe o entorno de Lula. Para o senador, a medida mostra que "a casa caiu" para o núcleo petista.

Máquina pública

Jorge Seif (PL-SC) afirmou que o favorecimento ao filho de Lula, investigado dentro da estrutura federal contradiz o discurso do governo contra privilégios: “Revela como funciona o desgoverno".

INSS na berlinda

Marcel van Hattem voltou a mirar o governo: “A farra dos descontos no INSS saltou de R$ 700 milhões para inacreditáveis R$ 2,6 BILHÕES no governo Lula”. Lulinha agora investigado no STF, intensifica às críticas.

Ponto final

Michelle Bolsonaro não tem planos para reassumir a presidência do PL Mulher. Questionada sobre a possibilidade de voltar a ocupar o cargo, a ex-primeira-dama não titubeou e decretou: ciclo encerrado.

Tarifaço divide

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra o país dividido sobre o novo tarifaço dos EUA: 49,2% dizem que a medida não ameaça a soberania brasileira, enquanto 47,7% enxergam risco.

Palanque paulista

Flávio Bolsonaro reuniu Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e aliados em São Paulo, fortalecendo sua campanha no maior colégio eleitoral do país: “Vamos resgatar o Brasil e tirar o PT do governo”, disseram.

Base reforçada

Bem avaliado, o PL de Alagoas oficializa, amanhã (4), a candidatura de Alfredo Gaspar ao Senado durante convenção estadual em Maceió. Deputado teve ascensão ao relatar a CPMI do INSS.

Pensando bem...

...ao pagador de impostos, sobra o “cotão” de paciência.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Acordo salvador

Vereador Totó Bezerra, de Teresina (PI), fotógrafo, certa vez recebeu em sua loja – vizinha a um banco – a visita do deputado João Clímaco. De repente chegou um eleitor e pediu dinheiro emprestado ao vereador. Clímaco meteu o bedelho para livrar o amigo do constrangimento: “Você está vendo o banco aqui do lado?”, perguntou ao eleitor. “Pois o Totó não pode emprestar dinheiro a você porque tem um acordo com o banco. Nem ele empresta dinheiro, nem o banco tira retrato”.

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