O ministro da Previdência, Carlos Lupi, também presidente do Conselho Nacional de Previdência Social, está empenhado na redução nas taxas de juros nos empréstimos consignados dos aposentados.
Mais: Lupi diz que o atual patamar é "criminoso". O pessoal da Sindnapi, que representa os aposentados e pensionistas, acha difícil redução imediata. "Os bancos ganham muito dinheiro com o consignado. É o dinheiro mais seguro que tem".
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Out - Livro: Fascismo: Um alerta
Lista de Lula
Enquanto integrantes de movimentos pró-raça negra defendem a ida de um jurista de suas fileiras para substituir Ricardo Lewandowski no STF, o presidente Lula, depois de ouvir figuras de extrema confiança, já elaborou sua lista tríplice para a Alta Corte. Não prevê negros, nem mulheres. O favorito continua sendo Cristiano Zanin, seu advogado desde o começo da Lava Jato. O presidente do TCU, Bruno Dantas, vem em segundo lugar e a terceira posição é ocupada por Manoel Carlos de Almeida Neto, ex-secretário-geral do Supremo e nome apoiado pelo próprio Lewandowski.
Fim da linha
Ainda Cristiano Zanin: mesmo com a perspectiva de virar ministro do Supremo, o advogado de Lula, que acaba de ganhar dois clientes importantes, a defesa da Americanas e os irmãos Batista (JBS), quer ter seu escritório próprio, rompendo ligação de décadas com o sogro, o também advogado do presidente há mais tempo, Roberto Teixeira. Antes de maiores voos, Lula morava de graça numa casa de Teixeira, que não concorda com a decisão de Zanin. Acha que seu genro deve sua ascensão a ele, casado com sua filha Valeska Teixeira Martins, também advogada do escritório.
Olho no Desenrola
O programa Desenrola do governo federal, que ainda enfrenta problemas operacionais, de largada tentará ajudar pessoas que deve R$ 100. Poderá alcançar 1,5 milhão de pessoas por pendências bancárias e mais de R$ 5 milhões para o varejo e empresas públicas. Para quem tem renda até dois salários-mínimos, os descontos podem alcançar até 90% para financiamento de 60 meses, com taxas de 1,99% ao mês. O limite para o devedor é de R$ 5000. Será permitido empréstimo consignado em aposentadorias.
Contando os dias
Valdemar Costa Neto, dono do PL, conta os dias para ter de volta às fileiras do partido em plena ação, o ex-presidente Jair Bolsonaro e agora à ex-primeira-dama Michelle, que está com seu programa no PL Mulher estacionado devido ao caso das joias. Valdemar quer concentrar esforço em 1500 cidades brasileiras onde Bolsonaro teve melhor resultado em 2022. Nessas, quer escolher nomes para disputar a prefeitura local. A meta do PL é gulosa: Valdemar quer eleger 1.000 prefeitos.
Quem foi espionado
O governo federal, integrantes do Congresso e do TCU estão empenhados em apurar a utilização de um programa de espionagem da Abin na gestão de Jair Bolsonaro. Na prática qualquer celular poderia ser rastreado pelo programa, com limite de 10 mil proprietários de aparelhos a cada 12 meses. O primeiro passo, agora, é conseguir checar quais foram os alvos. De seu lado, a Controladoria-Geral da União (CGU) vai analisar se servidores estão envolvidos e, de outro, parlamentares pedem apuração sobre "uso pessoal da ferramenta".

Longa carreira
A atriz Michelle Yeoh, que está em alta por conta da estatueta de melhor atriz no Oscar, já tem uma longa carreira. Ela já atua desde 1984 no cinema em Hong Kong. Aos 60 anos é a primeira asiática a ganhar o Oscar e o SAG (Screen Actors Guild Award).
Quando era nova sonhava em ser bailarina tanto que aos 15 anos quando sua família foi morar em Londres, ela se matriculou na prestigiosa Royal Academy of Dance. Aos 21 anos foi eleita Miss Malásia e depois disso que começou a seguir carreira artística ao estrelar um comercial com Jackie Chan. Ela trabalhou ao lado de Pierce Brosnan no filme 007 - O Amanhã Nunca Morre. Ficou bem conhecida ao trabalhar na série Star Trek, no filme Guardiões da Galáxia 2.
Atua também no filme Avatar 2: O Caminho da Água, e já está escalada para o terceiro filme da franquia Avatar 3: O Portador de Sementes, que deve estrear só no ano que vem. Ela ainda dará voz ao personagem da animação O aprendiz do Tigre. Mesmo antes de ganhar o prêmio Michelle apareceu em diversas capas de revista como Harper's Bazaar chinesa, Deadline, People e The Rake. Ela é casada com o presidente da FIA Jean Todt e foi eleita ícone do ano pela revista Time.
Festival de podres
É um verdadeiro festival de podres do governo de Jair Bolsonaro que assola o país com capítulos diários: começou com a queda do sigilo de cem anos, emendou com os cartões corporativos e agora esticou para a devassa ilegal da Receita Federal contra adversários, arapongagem da Abin com equipamentos israelenses até atingir o retumbante escândalo das joias sauditas.
O presidente Lula acompanha de fora e está ganhando tempo enquanto seu governo ruma aos 100 dias sem apresentar resultados efetivos. Para infernizar, surge o projeto do ministro Márcio França que quer distribuir passagens aéreas a R$ 200 para os menos favorecidos, se é que se pode chamar assim. De qualquer forma, Lula acredita que Bolsonaro não terá saída: vai ser obrigado a prestar contas à Justiça de tantos malfeitos, quando voltar. Tirará cobranças de cima do presidente.

Nascida na política
A ministra Simone Tebet, do Planejamento está na capa da revista Claudia. Aos 53 anos ela conta que decidiu entrar na política ainda criança quando seu pai a levou para outro bairro longe de casa, onde havia várias pessoas reunidas ao redor de poste de madeira, depois de uma contagem regressiva, a luz acendeu pela primeira vez no bairro Guanabara, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
"Assim fui despertada para a desigualdade: eu tinha geladeira, podia estudar de noite, enquanto a energia elétrica ainda era desconhecida por muitos, não era justo. Descobri ali que a política podia fazer bem para as pessoas". E completou:
"Costumo dizer que nasci dentro da política do interior do interior do Brasil. Fui apresentada a ela não porque gostava, mas por querer estar perto do meu pai. Mais do que coragem, é a indignação que me move, me transformando em um ser político". Simone é filha do ex-governador do Mato Grosso do Sul e ex-presidente do Senado, Ramez Tebet.
Silêncio quebrado
O silêncio do ex-executivo da rede, Miguel Gutierrez, que comandou a empresa por mais de duas décadas, deverá ser quebrado hoje, quando depor na CVM Comissão de Valores Mobiliários.
Quando Sérgio Rial assumiu o comando da companhia, Gutierrez viajou para a Espanha com toda sua família, onde esteve até pouco tempo, acompanhando o desenrolar do escândalo de longe. Gutierrez sempre foi considerado "uma figura discreta" na Americanas. Num evento de cinco horas, quando a Americanas adotou formado híbrido, ele falou por dois minutos e através de um vídeo.

Nova proposta
Ainda Americanas: o bilionário Jorge Paulo Lemann virá ao Brasil nos próximos dias para apresentar pessoalmente nova proposta aos bancos credores da Americanas. Ele vive na ponte-aérea Miami-Zurique desde que estourou o escândalo da rede varejista e deve acenar com uma capitalização de R$ 12 bilhões na empresa. Hoje, as conversas estão em R$ 10 bilhões. Com esse aporte, as negociações com os bancos se abrem para um desconto maior na dívida.
Vontade
O governador afastado, Ibaneis Rocha (MDB-DF) chegou a pedir a José Sarney e Michel Temer, além de Baleia Rossi, presidente de seu partido, que conseguissem que seu afastamento de 90 dias fosse cancelado pelo ministro Alexandre de Moraes. Pedido bem sucedido, porque na tarde de quarta-feira (15) Moraes revogou a medida cautelar. Detalhe: antes de 8 de janeiro, Ibaneis comentava com seus aliados sua vontade de se lançar a presidente em 2026.
Símbolo
A chamada Torre Pituba, em Salvador, voltará a sediar a Petrobras por decisão do novo presidente da estatal, Jean Paul Prates. A obra foi construída por empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato e teria custado 400% a mais, de acordo com o Ministério Público Federal. Estava orçada em R$ 320 milhões e saiu por R$ 1,2 bilhão. A construção foi bancada pela fundação Petros, do milionário fundo de previdência dos funcionários da estatal. Em 2019, o então presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, fechou o prédio.
Mistura fina
O GOVERNO ainda não conseguiu montar sua base de apoio no Congresso e parlamentares responsabilizam o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Cobram cargo e dizem que o ministro, que coordena a articulação política, "não entrega" o prometido e "não tem boa vontade para conversar". Muitos lembram de Dilma Rousseff que caiu do governo justamente pela falta de articulação política de seu governo e trocou de ministro na área quatro vezes.
ENTRE outros negócios, a sintonia entre Lula e o presidente Alberto Fernández, da Argentina, pode acabar gerando um troco para a Casa da Moeda. Há gestões entre os dois países para que a estatal brasileira participe da concorrência para a produção de novas cédulas do peso argentino. O país vizinho vai imprimir mais dinheiro na esteira do lançamento da nota de dois mil pesos.
O GOVERNO Lula está perto de marcar mais um ponto na política externa. O Brasil tem mantido conversações com o governo japonês para um aporte no Fundo Amazônia. Trata-se de uma semente que começou a ser cultivada em janeiro na passagem da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, por Davos. Até agora, a gestão Lula garantiu a retomada de aportes da Alemanha e da Noruega no Fundo Amazônia, além da negociação para a entrada dos Estados Unidos.
O GOVERNO de Goiás pretende lançar um programa estadual de ferrovias. A meta é lançar o plano de concessões em junho. Ainda não foram definidos os trechos que serão ofertados à iniciativa privada, mas assessores do governador Ronaldo Caiado têm consultado investidores como Rumo Logística e Vale. A mineradora é responsável pela construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que cortará o estado de Goiás.
MARCOS Pereira, pastor licenciado, presidente do Republicanos e deputado federal (SP) reeleito, ex-integrante do governo Bolsonaro, agora ataca o ex-presidente e até acha que, em 2022, se o candidato ao Planalto fosse Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, teria derrotado Lula. e aposta que o mesmo Tarcísio deverá disputar a presidência em 2026 (ele é Republicanos). Pereira nunca suportou Paulo Guedes: "Ele falava muita bobagem".
TUDO indica que será irreversível o despejo da Livraria Cultura de seu atual endereço, na Avenida Paulista, em São Paulo. Os advogados do grupo empresarial proprietário do imóvel afirmam que não há outra saída, embora Sérgio Hertz, presidente da Livraria Cultura, garante que ainda há sinais para um acordo. A livraria deve mais de R$ 20 milhões referente a débitos com aluguéis vencidos, condomínio e IPTU.




