Colunistas

GIBA UM

"Rodrigo Garcia é tão tucano quanto o Tarcísio é paulista. O Rodrigo é um ser em construção, não sabemos o que ele quer ser quando crescer"

FERNANDO HADDADD //pré-candidato ao governo de São Paulo disparando sua metralhadora contra o adversário.

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A bruxa anda à solta no programa de Fausto Silva, que acaba de demitir 18 bailarinas. Em janeiro, eram 30 bailarinas, mas houve uma debandada quando uma das mais famosas pediu demissão. O animador está exausto. 

Mais: quer diminuir o ritmo das gravações porque tem muitos programas de estepe. Também andou brigando com o filho João Guilherme, de 18 anos. De quebra, um incêndio atingiu as cortinas do programa.

In – Drinque de inverno: choconhaque

Out – Drinque de inverno: chocopinga

 

Tudo em casa

O projeto dos militares que apoiam o governo que prevê a manutenção do poder até 2035 teve a participação dos ministérios como toda sua estrutura que distribuíram questionários pelo país, cujas respostas moldaram o documento “Projeto de Nação, o Brasil em 2035”, tudo coordenado pelo general Rocha Paiva e facilitando o trabalho. No texto, os militares identificam o “globalismo” como a doutrina inimiga que pretende subjugar a Pátria. À propósito: o estudo propõe que se cobre o atendimento pelo SUS e pretende impor mensalidades aos alunos das universidades federais. Cadetes das Forças Armadas e das policiais, por outro lado, recebem soldo nas escolas porque o aprendizado é visto como “serviço”.

Já apoiou

Criticada pelos petistas, a possibilidade de cobranças de mensalidades de alunos mais ricos em universidades públicas, para quem tem memória curta, já foi defendida pelo ex-governador e vice na chapa de Lula à Presidência, Geraldo Alckmin, numa sabatina em 2018. Para ele, o primeiro passo seria instituir a cobrança na pós-graduação, a não ser para aqueles que precisam de bolsas de estudo. Outro ponto de discórdia de Alckmin com seu novo bloco: também em 2018, ele defendeu que “os preços dos derivados do petróleo no Brasil devem refletir os preços internacionais”.

Em retirada

A área de Minas e Energia está sofrendo um processo de “desmilitarização”. A próxima baixa deverá ser o presidente de Itaipu, almirante Anatalicio Risden Junior. A troca do comando da estatal completaria uma trilogia de demissões de militares, juntando-se às saídas do general Joaquim Silva e Luna da Petrobras e também do almirante Bento Albuquerque do próprio ministério (Risden está no cargo por indicação de seu colega de farda e ex-ministro).

Bem Cotada

O governo já analisa nomes para a presidência de Itaipu e o mais cotado é o da ex-governadora do Paraná Maria Aparecida Borghetti, atualmente no Conselho de Administração da hidrelétrica. As articulações não passam pelo novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. A indicação de Aparecida estaria sendo costurada por Ciro Nogueira (Casa Civil). Ou seja: Centrão na veia. Mais: a ex-governadora é mulher do deputado Ricardo Barros (PP-PR) líder do governo na Câmara e amigo de infância de Nogueira.

Com Biden

O assessor especial da Casa Branca para a Cúpula das Américas, Christopher Dodd, compartilhou com o presidente Jair Bolsonaro que o líder norte-americano Joe Biden está disposto a realizar um encontro bilateral com ele às margens da Cúpula das Américas. O evento acontece em Los Angeles no início do mês que vem. O governo ainda deve dar uma resposta nos próximos dias, quanto a participação de Bolsonaro. Até agora, ele não se manifestou se vai ou não a Los Angeles.

Mulher de negócios

“A cantora, apresentadora e empresária Anitta, que anda investindo bastante na carreira de cantora internacional, resolveu agora se aventurar em outra área, depois de ingressar no conselho de administração da startup Nubank, há quase um ano. Agora, entra no ramo alimentício. 

Ao compartilhar a novidade em suas redes sociais ela disse: “E eu que fui convidada pra Fazenda e aceitei?”. Muita gente ficou espantada pensando que era para o reality show na Record, mas não é nada disso. 

A cantora é a mais nova investidora da Fazenda Futuro, a primeira foodtech da América Latina voltada à produção de carne à base de plantas com a mesma suculência, textura e o sabor de carne animal, avaliada em R$ 2,2 bilhões. “Decidi ser sócia da Fazenda Futuro principalmente por acreditar que a tecnologia de alimentos veio para ficar. 

Comer bem pode ser saboroso, divertido e consciente. Trazer opções para a mesa das pessoas é maravilhoso. Eu acredito nessa ideia, acredito no propósito da Fazenda Futuro”. 

Anitta irá participar ativamente da empresa contribuindo com sua experiência como empresária e conhecimentos de marketing para democratizar e expandir a categoria de alimentos à base de plantas no Brasil.

Guerra de saias

Nesses dias em que se abriu caminho para que a chamada terceira via tenha a senadora Simone Tebet (MDB-MS), as mulheres dos dois líderes da disputa presidencial Lula e Jair Bolsonaro, Rosângela da Silva, a Janja e Michele Bolsonaro, passaram a ter maior participação na pré-campanha. Especialmente porque em seu primeiro discurso depois da desistência de João Doria, Tebet mirou o eleitorado feminino ao dizer que “mulher vota em mulher”. 

Michelle Bolsonaro acaba de se filiar ao PL e participará inclusive dos programas de TV e Janja já é presença nas reuniões de coordenação política da campanha petista. Giselle Bezerra, mulher de Ciro Gomes, faz lives com o marido. 

Mais: o ex-presidente Michel Temer está afastando rumores de que estaria disposto a concorrer à Presidência, tendo Simone Tebet na vice. Garante que essa hipótese jamais chegou a ser pensada. 

Tebet, porém, tem mantido reuniões com Temer, que considera um conselheiro especial. E dá todo apoio a ela, dizendo que as teses da senadora são as mesmas sobre as quais apoiou sua trajetória política e que “compartilho com nossa candidata, que pode levá-las adiante”.

Feminista desde o nascimento

A atriz Bárbara Colen, 36 anos, que se despede hoje da personagem Rose da novela Quanto mais vida melhor!, ficou conhecida por sua atuação no filme Bacurau. 

Entre as curiosidades da atriz ela se diz feminista. “Acho que sou feminista desde que nasci. Não consigo aceitar um mundo em que preciso me sentir inferior, em que tenha que estar subordinada a um sistema patriarcal e limitar minha ação no meu trabalho, na minha vida, pelo fato de ser mulher”. 

Rasgando elogios a Mateus Solano e Ana Lucia Torre ela diz que deu sorte em sua primeira novela. Ela ama atuar, mas acredita que o cinema tem um lugar especial no coração.

“Para mim, o cinema é como meu habitat natural. Não sei muito bem por que a minha carreira aconteceu assim. Comecei a fazer filmes e passaram a me chamar mais e mais e, nesses seis anos, a coisa não parou”

Vale tudo

Há quem aposte que João Doria vai reunir empresários em eventos da Lide para convencer quem seria “o melhor candidato”. 

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, que chamava Doria de “almofadinha” para baixo, quer conversar com o ex-governador paulista. 

O encontro se daria debaixo de uma suposta aliança com o PSDB. Doria, que chamava Lula de “ladrão”, estaria analisando o convite.

Um e outro

No primeiro encontro público, num almoço promovido pelo Lide, empresa dirigida por familiares de João Doria, o ex-presidenciável do PSDB trocou amabilidades com o governador Rodrigo Garcia. 

Os dois se abraçaram e foram fotografados juntos. Garcia disse que Doria “fez um grande governo e continua ao nosso lado em São Paulo” e o ex-governador replicou que Garcia “terá meu apoio”. O que Garcia não disse é que se iria querer Doria em seu palanque.

10 quilos

Por essa nem os mais otimistas dos chocólatras esperava. A veterinária Mariane Brasil teve uma imagem viralizada na internet. 

Ela fez uma tatuagem do bombom Caribe, da Garoto (Nestlé) em abril e compartilhou a imagem com a legenda: “Simplesmente o melhor da caixa. Obrigada por essa maravilha tão brasileira quanto meu nome”. 

E por isso ela ganhou uma mega recompensa. A imagem chegou até a empresa alimentícia que resolveu mandar simplesmente 10 quilos de bombons para a veterinária, que claro, adorou e agradeceu o presente, e compartilhou igualmente imagens da iguaria com a legenda: “Dez quilos de Caribe? É um mar de Caribe. É um Maribe!”. 

TIGRESA VIP 

A atriz pornô Ester Caroline Pessato, conhecida no universo adulto como Tigresa Vip, obteve uma liminar na Justiça para manter sua filiação no PT e sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O partido rejeitou o pedido de filiação da atriz alegando “irregularidades no processo”. Ela se filiou ao diretório municipal de Barão de Melgaço, interior de Mato Grosso, sem autorização da executiva local. Contudo, o próprio PT anunciou sua candidatura em reunião do diretório estadual. Ela recorreu à Justiça.

Mistura fina

DENTRE as “ideias legislativas” no site e-Cidadania do Senado, que a lerda Comissão de Direitos Humanos não analisa, está o fim do serviço militar obrigatório. A proposta tem quase o dobro do apoio mínimo para virar projeto de lei: 39,5 mil assinaturas de cidadãos.

A PROPÓSITO de serviço militar: hoje, recrutas das periferias de grandes centros (São Paulo é um exemplo) batalham para cumprir o serviço militar, que hoje ocupa meio expediente nos quartéis. É que há almoço nos quartéis e é uma garantia dos rapazes de áreas mais pobres de uma refeição diária.

O ECONOMISTA Ricardo Bergamini fez um quadro do sobe e desce da indústria brasileira: nos oito anos de Lula, cresceu 26,40%; nos seis anos de Dilma Rousseff caiu 17,50%; nos dois anos de Michel Temer, cresceu 3,50% e nos três anos de Jair Bolsonaro caiu 1,70%. Resumo da ópera: de 2003 a 2021, a indústria cresceu 0,56% ao ano.

GERALDO Alckmin também vai cuidar da revisão trabalhista. Foi escalado para representar Lula na abertura do Congresso da Federação de Químicos, em São Paulo, onde foi devidamente escoltado por lideranças da CUT e da Força Sindical.

HÁ apenas um mês no cargo, o presidente do INSS, Guilherme Serrano, já balança na cadeira. Nem o ministro da Previdência, José Carlos Oliveira, responsável por sua indicação estaria disposto a mantê-lo.

O NÚMERO de brasileiros que se tornaram cidadãos norte-americanos bateu recorde no ano passado: 12.281 brasileiros foram naturalizados no ano fiscal de 2021 (outubro de 2020 a setembro de 2021). O número é superior 47,5% ao de 2020, quando 8.323 receberam cidadania americana.

POR conta da onda de frio que atingiu São Paulo nos últimos dias, as farmácias enfrentam falta de remédios, especialmente anti-inflamatórios, broncodilatadores e descongestionantes. O problema atinge todo o setor e decorre de um aumento atípico de demanda. As farmácias dizem que estão repondo o estoque e reforçando compras adicionais.

OS Ermírio de Moraes avançam mais algumas jardas na área de energia. A Auren, leia-se Votorantim e a canadense CPP Investments, planejam disputar o leilão de transmissão da Aneel marcado para o fim de junho. Seria a estreia da joint venture no segmento.

O BANCO Alfa está à venda. As cinco herdeiras de Aloysio Faria – Lúcia, Junia, Flávia, Cláudia e Cristiane – já teriam batido o martelo.

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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